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2 de mar. de 2010

Leitura da Bíblia

A fonte de informações seguras sobre a pessoa de Deus é a Bíblia.
Ela é a carta de Deus aos homens e, no momento em que a estudamos, Ele está falando ao nosso coração.
O estudo da Bíblia precisa ocorrer de duas formas:
Individual
A Bíblia é o único livro do mundo que transforma o caráter do ser humano, a partir de sua leitura (2Timóteo 3:14-17).
Quanto mais íntimo você fica de Deus, mais você tem condições de ser um bom cônjuge, pai, mãe, filho, filha ou irmão.
Não existe bom relacionamento sem convivência.
Portanto, o hábito de leitura da Bíblia precisa fazer parte da sua rotina com Deus. Separe um lugar especial para falar com Deus todas as manhãs: “De manhã ouves, SENHOR, o meu clamor; de manhã te apresento a minha oração e aguardo com esperança” (Salmo 5:3).
Em família
Numa família onde todos têm o hábito de ler a Bíblia, não há nada mais enriquecedor e contagiante do que se reunirem para “colocar o papo em dia”.
Se você reunir a sua família, como um pequeno grupo para, juntos, estudarem a Bíblia, na realidade, vocês estarão se reunindo ao redor do grande Mestre (Mateus 18:20).
Como Ele é o elo que une os relacionamentos, vocês estarão ligando-se um ao coração do outro.
Oração
Esta é a vez de nós falarmos e Deus ouvir.
Orar é abrir o coração a Deus como a um amigo.
Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir os depósitos do Céu, onde estão armazenados os ilimitados recursos da Onipotência?
Da mesma forma que o estudo da Bíblia, a oração no lar deve acontecer em dois estágios diferentes: individual e coletivamente.
Orem juntos antes de saírem de casa ou de fazerem uma viagem, ao chegarem num destino, quando tiverem que tomar decisões, antes de uma atividade importante, etc. Mas sempre tenha o seu ponto de encontro especial com Deus para a oração particular.
Mais alguns hábitos indispensáveis
Um conselho divino é:
Ame o SENHOR, o seu Deus, de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todas as suas forças.
Que todas estas palavras que hoje lhe ordeno estejam em seu coração.
Ensine-as com persistência a seus filhos.
Converse sobre elas quando estiver sentado em casa, quando estiver andando pelo caminho, quando se deitar e quando se levantar.
Amarre-as como um sinal nos braços e prenda-as na testa.
Escreva-as nos batentes das portas de sua casa e em seus portões (Deuteronômio 6:8-9).
Este texto diz que Deus deve fazer parte de todos os interesses da família.
Isto é andar com Deus (Gênesis 5:22).
Nas refeições – Sempre que for possível, juntem todos os que estiverem presentes para darem início à refeição, por mais simples que ela seja.
Orem juntos agradecendo a Deus pelo “pão nosso de cada dia”, e peçam-Lhe que abençoe o alimento.
Ensine as crianças a, sempre que forem comer algo, dirigir uma pequena prece a Deus.
Antes de dormir – Nunca deixe que seu filho vá para a cama sem falar com Deus.
Ao colocá-lo para dormir, tenha o hábito de contar uma história bíblica para ele. Ore você também antes de dormir.
No entretenimento – Ensine ao seu filho o hábito de sempre assistir a desenhos animados bíblicos, filmes e canais cristãos.
Livros bíblicos próprios para a idade, CDs, rádios e sites cristãos, brinquedos temáticos bíblicos; tudo isso contribui para um crescimento espiritual saudável. Assim, os heróis do mundo de fantasias do seu filho serão os personagens bíblicos. Isto terá uma influência direta em sua vida adulta (Provérbios 22:6).
Diariamente – Façam o culto familiar.
Não deve ser longo.
Cantem uma pequena canção que fale de Deus, leiam um pequeno texto da Bíblia e façam uma oração juntos.
Semanalmente Como ponto alto na agenda da família, tenham o hábito de saírem juntos para adorar o Criador e aprender sobre Ele.
Se você tiver cultivado todos os hábitos anteriores, esse passeio será o máximo para os seus filhos.
Jesus e os apóstolos tinham esse costume semanal (Lucas 4:16; Atos 17:2).
Pense bem: quando o Senhor deu o sábado como um dia santo para a humanidade, ainda não havia pecado, isto é, não havia cansaço (Gênesis 2:1-3).
Portanto, muito mais do que para descansar, o sábado é um dia para a família fortalecer os seus laços de relacionamento entre si, com os amigos e com o Criador (Êxodo 20:8-11; Hebreus 4; Isaías 66:22-23).
Peça sabedoria a Deus para você saber fazer com que os seus queridos sintam a presença de Jesus constantemente ao seu lado.
Coerência na vida prática
Não se deve ter dois jeitos de ser: um dentro e outro fora do lar.
Tem gente que, quando está fora de casa, quer demonstrar que tem virtude e classe, mas, é claro, em casa, não consegue ficar com a máscara.
Não adianta se preocupar somente com os bons modos sociais.
É dentro do lar que os filhos observam os pais.
São modelos que serão seguidos, quer sejam bons ou maus.
O perfil de cristianismo dos filhos é moldado pelas influências do lar.
As crianças precisam ver coerência entre o que os pais pregam e vivem, caso contrário, serão cristãos só de fachada.
É na maneira de tratar o cônjuge, de disciplinar os filhos, e de se relacionar com os vizinhos e com Deus que os pais dão aos filhos um modelo a ser seguido.

Conclusão
O resultado de um lar em que Deus ocupa o primeiro lugar é uma convivência familiar harmônica.
Quando os pais, amigavelmente, dão lições práticas e prazerosas aos filhos, de como seguir a Jesus, reina um clima de amor e compreensão e os filhos se tornam pessoas honradas e cumpridoras dos deveres.
Esta é a base para uma sociedade estável.

19 de fev. de 2010

Ezequiel 3

1-Depois me disse: Filho do homem, come o que achares; come este rolo, e vai, fala à casa de Israel.
2-Então abri a minha boca, e me deu a comer o rolo.
3-E disse-me: Filho do homem, dá de comer ao teu ventre, e enche as tuas entranhas deste rolo que eu te dou. Então o comi, e era na minha boca doce como o mel.
4-E disse-me ainda: Filho do homem, vai, entra na casa de Israel, e dize-lhe as minhas palavras.
5-Porque tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil, mas à casa de Israel;
6-Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender; se eu aos tais te enviara, certamente te dariam ouvidos.
7-Mas a casa de Israel não te quererá dar ouvidos, porque não me querem dar ouvidos a mim; pois toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração.
8-Eis que fiz duro o teu rosto contra os seus rostos, e forte a tua fronte contra a sua fronte.
9-Fiz como diamante a tua fronte, mais forte do que a pederneira; não os temas, pois, nem te assombres com os seus rostos, porque são casa rebelde.
10-Disse-me mais: Filho do homem, recebe no teu coração todas as minhas palavras que te hei de dizer, e ouve-as com os teus ouvidos.
11-Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e lhes falarás e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS, quer ouçam quer deixem de ouvir.
12-E levantou-me o Espírito, e ouvi por detrás de mim uma voz de grande estrondo, que dizia: Bendita seja a glória do SENHOR, desde o seu lugar.
13-E ouvi o ruído das asas dos seres viventes, que tocavam umas nas outras, e o ruído das rodas defronte deles, e o sonido de um grande estrondo.
14-Então o espírito me levantou, e me levou; e eu me fui amargurado, na indignação do meu Espírito; porém a mão do SENHOR era forte sobre mim.
15-E fui a Tel-Abibe, aos do cativeiro, que moravam junto ao rio Quebar, e eu morava onde eles moravam; e fiquei ali sete dias, pasmado no meio deles.
16-E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo:
17-Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte.
18-Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
19-Mas, se avisares ao ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu mau caminho, ele morrerá na sua iniqüidade, mas tu livraste a tua alma.
20-Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça, e cometer a iniqüidade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá: porque tu não o avisaste, no seu pecado morrerá; e suas justiças, que tiver praticado, não serão lembradas, mas o seu sangue, da tua mão o requererei.
21-Mas, avisando tu o justo, para que não peque, e ele não pecar, certamente viverá; porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
22-E a mão do SENHOR estava sobre mim ali, e ele me disse: Levanta-te, e sai ao vale, e ali falarei contigo.
23-E levantei-me, e saí ao vale, e eis que a glória do SENHOR estava ali, como a glória que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.
24-Então entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, e falou comigo, e me disse: Entra, encerra-te dentro da tua casa.
25-E quanto a ti, ó filho do homem, eis que porão cordas sobre ti, e te ligarão com elas; não sairás, pois, ao meio deles.
26-E eu farei que a tua língua se pegue ao teu paladar, e ficarás mudo, e não lhes servirás de repreendedor; porque eles são casa rebelde.
27-Mas, quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o Senhor DEUS: Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir, deixe; porque eles são casa rebelde.

Ezequiel 1

1-E aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no quinto dia do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2-No quinto dia do mês, no quinto ano do cativeiro do rei Jeoiaquim,
3-Veio expressamente a palavra do SENHOR a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do SENHOR.
4-Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo revolvendo-se nela, e um resplendor ao redor, e no meio dela havia uma coisa, como de cor de âmbar, que saía do meio do fogo.
5-E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes.
E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem.
6-E cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7-E os seus pés eram pés direitos; e as plantas dos seus pés como a planta do pé de uma bezerra, e luziam como a cor de cobre polido.
8-E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e assim todos quatro tinham seus rostos e suas asas.
9-Uniam-se as suas asas uma à outra; não se viravam quando andavam, e cada qual andava continuamente em frente.
10-E a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e do lado direito todos os quatro tinham rosto de leão, e do lado esquerdo todos os quatro tinham rosto de boi; e também tinham rosto de águia todos os quatro.
11-Assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas por cima; cada qual tinha duas asas juntas uma a outra, e duas cobriam os corpos deles.
12-E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13-E, quanto à semelhança dos seres viventes, o seu aspecto era como ardentes brasas de fogo, com uma aparência de lâmpadas; o fogo subia e descia por entre os seres viventes, e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos;
14-E os seres viventes corriam, e voltavam, à semelhança de um clarão de relâmpago.
15-E vi os seres viventes; e eis que havia uma roda sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos quatro rostos.
16-O aspecto das rodas, e a obra delas, era como a cor de berilo; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e o seu aspecto, e a sua obra, era como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17-Andando elas, andavam pelos seus quatro lados; não se viravam quando andavam.
18-E os seus aros eram tão altos, que faziam medo; e estas quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19-E, andando os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e, elevando-se os seres viventes da terra, elevavam-se também as rodas.
20-Para onde o espírito queria ir, eles iam; para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam defronte deles, porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21-Andando eles, andavam elas e, parando eles, paravam elas e, elevando-se eles da terra, elevavam-se também as rodas defronte deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22-E sobre as cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, com a aparência de cristal terrível, estendido por cima, sobre as suas cabeças.
23-E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas uma em direção à outra; cada um tinha duas, que lhe cobriam o corpo de um lado; e cada um tinha outras duas asas, que os cobriam do outro lado.
24-E, andando eles, ouvi o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, um tumulto como o estrépito de um exército; parando eles, abaixavam as suas asas.
25-E ouviu-se uma voz vinda do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26-E por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia algo semelhante a um trono que parecia de pedra de safira; e sobre esta espécie de trono havia uma figura semelhante à de um homem, na parte de cima, sobre ele.
27-E vi-a como a cor de âmbar, como a aparência do fogo pelo interior dele ao redor, desde o aspecto dos seus lombos, e daí para cima; e, desde o aspecto dos seus lombos e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e um resplendor ao redor dele.
28-Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor.
Este era o aspecto da semelhança da glória do SENHOR; e, vendo isto, caí sobre o meu rosto, e ouvi a voz de quem falava.

6 de fev. de 2010

O que acontece quando uma pessoa morre?

ENFRENTANDO DESTEMIDAMENTE A MORTE

Todos nós, em determinados momentos, talvez pouco depois do falecimento de um amigo ou pessoa querida, temos a sensação de um vazio no coração, um sentimento de solidão que toma conta de nós e que nos conscientiza da finitude da vida.
Com respeito a um assunto tão importante, tão cheio de emoções, onde podemos aprender a verdade sobre o que acontece quando morremos?
Felizmente, parte da missão de Cristo aqui na terra foi libertar "aqueles que durante toda a vida estiveram escravizados pelo medo da morte"
(Hebreus 2:15).
Na Bíblia, Jesus apresenta mensagens confortadoras, e responde claramente a todas as nossas perguntas sobre a morte e a vida futura.

2. A MANEIRA QUE FOMOS FEITOS POR DEUS

Para entender a verdade sobre a morte na Bíblia, precisamos começar do princípio e ver de que maneira fomos feitos por Deus.

"Então o Senhor Deus formou o homem [adam, hebraico] do PÓ DA TERRA [adamah, hebraico] e soprou em suas narinas O FÔLEGO DE VIDA, e o homem se tornou UM SER VIVENTE [ALMA, hebraico]".
Gênesis 2:7
Na Criação, Deus formou Adão do "pó da terra".
Ele tinha um cérebro em sua cabeça pronto para pensar; sangue em suas veias pronto para correr.
Então, Deus soprou em suas narinas o "fôlego de vida", e Adão se tornou "ser vivente" [em hebraico, alma vivente].
Note cuidadosamente que a Bíblia não diz que Adão recebeu uma alma; ao invés, diz que "o homem se tornou uma alma vivente".
Quando Deus deu o fôlego de vida a Adão, a vida começou a fluir de Deus.
A junção do corpo com o "fôlego de vida" tornou Adão "um ser vivente", "uma alma vivente".
Por essa razão, poderíamos escrever a equação fundamental do ser humano da seguinte maneira:

"Pó da Terra" + "Fôlego de Vida" = "Alma Vivente"
Corpo sem Vida + Fôlego de Deus = Ser Vivente

Cada um de nós tem um corpo e uma mente racional.
Enquanto continuarmos a respirar, seremos seres vivos, alma vivente.

3. O QUE ACONTECE QUANDO UMA PESSOA MORRE?

Na morte reverte-se do processo criativo descrito em Gênesis 2:7:
"O PÓ volte à terra de onde veio, e o ESPÍRITO [fôlego de vida] volte a Deus, que o deu".
Eclesiastes 12:7
A Bíblia freqüentemente usa as palavras hebraicas para "fôlego" e "espírito" alternadamente.
Quando as pessoas morrem, o corpo se torna "pó", e o "espírito" (o "fôlego de vida") retorna para Deus, que foi a sua fonte.
Mas o que acontece com a alma?
"Tão certo como eu vivo, diz o Senhor Deus,... todas as ALMAS são minhas;... a alma que pecar, essa morrerá".
Ezequiel 28:3, 4;
A alma morre!
Ela ainda não é imortal; ela pode perecer.

A equação derivada de Gênesis 2:7, ao sermos feitos por Deus, faz o caminho reverso na morte.

"Pó da Terra" - "Fôlego de Vida" = "Uma Alma Morta"
Corpo Sem Vida - Fôlego de Deus = Um Ser Morto
A morte é a cessação da vida.
O corpo se desintegra e se torna pó, e o fôlego, ou espírito, volta para Deus.
Somos uma alma com vida, mas na morte, nos tornamos apenas um cadáver, uma alma morta, um ser morto.
Logo, os mortos não estão conscientes.
Quando Deus toma para si o fôlego de vida que Ele nos deu, nossa alma morre.
Mas, como veremos mais tarde nessa mesma lição, temos esperança com Cristo.

4. QUANTO SABE UMA PESSOA MORTA?

Depois da morte, o cérebro se desintegra; ele não tem capacidade de saber ou relembrar de coisa alguma.
Todas as emoções humanas cessam.
"Para eles, o amor, o ódio e a inveja há muito desapareceram...".
Eclesiastes 9:6
Uma pessoa morta não fica consciente, por isso não percebe nada do que está acontecendo.
Eles simplesmente não têm contato algum com os vivos:
"Pois os vivos sabem que morrerão, mas OS MORTOS NADA SABEM".
Eclesiastes 9:5
A morte é como um sono sem sonho; na verdade, a Bíblia chama a morte de "sono" em 54 vezes.
Jesus ensinou que a morte é como um sono.
Ele disse aos Seus discípulos:

"'Nosso amigo LÁZARO ADORMECEU, mas vou até lá para acordá-lo.
Seus discípulos responderam: Senhor, se ele dorme, vai melhorar.
Jesus tinha falado da sua morte, mas os seus discípulos pensaram que ele estava falando simplesmente do sono.
Então lhes disse claramente: 'LÁZARO MORREU'".
João 11:11-14
Lázaro já estava morto por quatro dias quando Jesus chegou.
Mas quando se dirigiram à tumba, Jesus provou que é tão fácil para Deus ressuscitar alguém dos mortos quanto é para nós acordar alguém que esteja dormindo.
É muito confortador saber que nossos amados que já faleceram estão "dormindo", descansando em paz na confiança em Jesus.
O túnel da morte, que nós mesmos poderemos atravessar algum dia, é um sono calmo e paz absoluta.

DEUS SE ESQUECE DOS QUE ESTÃO DORMINDO O SONO DA MORTE?
O sono da morte não é o fim da história.
Na tumba, Jesus disse a Marta, irmão de Lázaro:
"EU SOU A RESSURREIÇÃO e a vida.
AQUELE QUE CRÊ EM MIM, AINDA QUE MORRA, VIVERÁ".
João 11:25
Aqueles que morrem "em Cristo" dormem na sepultura, mas ainda têm um futuro brilhante.
Aquele que conta até mesmo os cabelos de nossa cabeça e que nos guarda na palma de Sua mão não se esquecerá de nós.
Poderemos morrer e voltar ao pó, mas o registro de nossa individualidade permanece claro na mente de Deus.
E quando Jesus vier, Ele acordará os justos mortos do sono da morte, da mesma forma que fez com Lázaro.
"Não queremos que vocês sejam ignorantes quanto AOS QUE DORMEM, PARA QUE NÃO SE ENTRISTEÇAM COMO OS OUTROS QUE NÃO TÊM ESPERANÇA... Pois dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, E OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO.
Depois NÓS, OS QUE ESTIVERMOS VIVOS, SEREMOS ARREBATADOS COM ELES nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares.
E assim estaremos com o Senhor para sempre.
CONSOLEM-SE UNS AOS OUTROS COM ESSAS PALAVRAS".
I Tessalonicenses 4:13, 16-18
No dia da ressurreição, o túnel da morte se parecerá mais com um breve descanso.
Os mortos não têm consciência do que está acontecendo.
Aqueles que aceitaram a Cristo como seu Salvador, serão despertados do sono pela Sua maravilhosa voz vinda dos céus.
E a esperança da ressurreição não é a única: temos também a esperança de um lar celestial no qual Deus "enxugará dos seus olhos toda lágrima.
Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor" (Apocalipse 21:4).
Aqueles que amam a Deus não precisam ter medo da morte.
Além da morte está uma eternidade de vida plena com Deus.
Jesus tem "as chaves da morte" (Apocalipse 1:18).
Sem Cristo, a morte seria uma estrada de mão única que terminaria num estado total de esquecimento.
Mas em Cristo há uma esperança gloriosa e radiante.

6. SOMOS SERES IMORTAIS?

Quando Deus criou Adão e Eva, eles foram criados seres mortais, isso é, sujeitos à morte.
Se tivessem permanecido obedientes à vontade de Deus, eles nunca teriam morrido.
Mas quando pecaram, eles abriram mão de seu direito à vida.
Pela desobediência, eles ficaram sujeitos à morte.
O pecado deles infectou a raça humana inteira, e já que todos pecaram, todos somos mortais, sujeitos à morte (Romanos 5:12).
E não há numa pista na Bíblia de que a alma humana possa existir como uma entidade consciente após a morte.
A Bíblia nenhuma vez descreve a alma como sendo imortal, isso é, não sujeita à morte.
As palavras gregas e hebraicas para "alma", "espírito" e "fôlego" aparecem 1.700 vezes na Bíblia.
Mas nem mesmo uma vez a alma, o espírito ou o fôlego humano é chamado de imortal. Atualmente, apenas Deus possui a imortalidade.
"Deus... é... O ÚNICO QUE É IMORTAL".
I Timóteo 6:15, 16
As Escrituras deixam claro que as pessoas nessa vida são mortais: sujeitas à morte. Mas quando Jesus retornar, nossa natureza passará por uma mudança radical.
Eis que eu lhes digo um mistério: NEM TODOS DORMIREMOS, mas TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, num momento, num abrir e fechar de olhos, AO SOM DA ÚLTIMA TROMBETA. Pois a trombeta soará, OS MORTOS RESSUSCITARÃO incorruptíveis, e NÓS SEREMOS TRANSFORMADOS.
Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e O QUE É MORTAL, DE IMORTALIDADE".
I Coríntios 15:51-53
Como seres humanos, não somos imortais.
Mas a segurança do cristão é que nos tornaremos imortais quando Jesus vier a segunda vez a essa terra.
A certeza da promessa da imortalidade foi demonstrada quando Jesus irrompeu para fora de Sua tumba e:
"TORNOU INOPERANTE A MORTE e TROUXE À LUZ A VIDA E A IMORTALIDADE por meio do evangelho".
II Timóteo 1:10
A perspectiva de Deus sobre o destino humano é clara: morte eterna para aqueles que rejeitarem a Cristo e se apegarem a seus pecados, ou o dom da imortalidade quando Jesus vier para buscar aqueles que O aceitaram como Senhor e Salvador.

7. ENFRENTANDO A MORTE DE UMA PESSOA QUERIDA

Os medos com os quais naturalmente lutamos quando nos vemos em face da morte se tornam especialmente dolorosos quando alguém de quem gostamos morre.
A solidão e o sentimento de perda podem ser dominantes.
A única solução para a angústia causada pela separação de uma pessoa amada é o conforto que apenas Cristo pode dar.
Lembre-se que nossos queridos estão dormindo, e que nossos amados que descansam serão ressuscitados por Jesus na "ressurreição para a vida" quando Ele vier.
Deus está planejando algumas reuniões maravilhosas.
Os filhos serão devolvidos a seus pais, maridos e mulheres se entregarão a um terno e caloroso abraço.
As separações cruéis da vida estarão terminadas.
"A morte foi destruída pela vitória".
(I Coríntios 15:54).
Alguns acham tão dolorosa a separação de seus queridos que morreram que tentam fazer contacto com eles através de médiuns espiritualistas ou pessoas da Nova Era que se denominam canais de comunicação com os espíritos.
A Bíblia nos dá um aviso muito especial sobre as tentativas de aliviar a dor da morte dessa maneira:
"Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus?
A favor dos vivos se consultarão os mortos?
" Isaías 8:19
De fato, por quê?
A Bíblia claramente revela que os mortos não têm consciência de nada.
A verdadeira solução para a angústia causada pela separação das pessoas amadas é o conforto que apenas Cristo dá.
Passar tempo se comunicando com Cristo é a maneira mais saudável para crescer durante os momentos de aflição.
Lembre-se sempre que a próxima impressão consciente que virá aos que morrem em Cristo será o som da Segunda Vinda de Cristo despertando os mortos!

8. ENFRENTANDO DESTEMIDAMENTE A MORTE

A morte nos rouba praticamente tudo.
Mas uma coisa que ela não pode tirar de nós é a confiança em Cristo, e Cristo pode colocar tudo de volta a seu lugar.
A morte nem sempre reinará nesse mundo. O diabo, os ímpios, a morte, e o túmulo perecerão no "lago de fogo" que é "a segunda morte"
(Apocalipse 20:14).
Aqui estão quatro sugestões simples para enfrentar destemidamente a morte:

(1) Viva uma vida confiando verdadeiramente na esperança que Cristo dá, e você estará preparado para morrer a qualquer momento.

(2) Através do poder do Espírito Santo, seja obediente aos mandamentos de Deus, e você estará preparado para a segunda vinda, à partir da qual você nunca mais morrerá.

(3) Pense na morte como um curto tempo de sono do qual você será acordado pela voz de Jesus quando Ele vier a segunda vez.

(4) Aprecie a certeza que Jesus nos dá de que teremos um lar celestial com Ele por toda eternidade.

A verdade bíblica liberta uma pessoa do medo da morte porque revela a Jesus, o único que nem mesmo a morte conseguiu vencer.
Quando Jesus entra em nossa vida, Ele faz nosso coração transbordar com paz:

"Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou... Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo".
João 14:27
Jesus também nos ajuda a lidar com a tragédia de perder alguém muito estimado.
Jesus andou pelo "vale da sombra da morte"; Ele conhece as densas trevas que temos que atravessar.

"Portanto, visto que os filhos são pessoas de carne e sangue, ele também participou dessa condição humana, para que, POR SUA MORTE, derrotasse aquele que tem o poder da morte, isto é, o Diabo, e LIBERTASSE AQUELES QUE DURANTE TODA A VIDA ESTIVERAM ESCRAVIZADOS PELO MEDO DA MORTE".
Hebreus 2:14, 15
Dr. James Simpson, o grande médico que desenvolveu a anestesia, experimentou uma terrível perda quando seu filho mais velho morreu.
Ele sofreu profundamente, como qualquer pai sofreria.
Então, ele descobriu um caminho de esperança.
No túmulo de seu amado filho, ele erigiu uma lápide e nela escreveu umas palavras que demonstravam Sua esperança e fé nas promessas de Jesus: "Apesar de tudo, Ele vive".
Isso diz tudo.
Algumas vezes, uma tragédia pessoal pode aparecer repentinamente vindo do céu; apesar disso, Jesus vive! Nossos corações podem estar feridos; apesar de tudo, Jesus vive!
Em Cristo, temos esperança de vida após a morte.
Ele é "a ressurreição e a vida" (João 11:25), e Ele promete: "Porque Eu vivo, vocês também viverão" (João 14:19).
Cristo é nossa única esperança para a vida após a morte.
E quando Cristo retornar, Ele nos dará a imortalidade.
Nunca mais viveremos sob a sombra da morte, por teremos vida eterna.
Você já descobriu em sua vida a realidade dessa grande esperança que pode nos ajudar a enfrentar os momentos mais difíceis?
Se você nunca aceitou a Jesus como seu Senhor e Salvador, por que você não faz isso agora mesmo?

27 de dez. de 2009

JESUS

"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
E, achado na forma de homem, humilhou-se a Si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz.
Pelo que Deus O exaltou soberanamente, e lhe deu um Nome que é sobre todo o nome;
Para que ao Nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que JESUS CRISTO É O SENHOR, para glória de Deus Pai."

19 de dez. de 2009

O "Adorno" da Mulher Cristã: proibição ou privilégio?


É certo uma mulher cristã se enfeitar?
Na maioria das igrejas contemporâneas são raros os pastores que sobem ao púlpito para dizer que não.
Reconhecemos, porém, que existem algumas comunidades cristãs que sinceramente consideram que as mulheres devem evitar o uso de jóias, maquiagem e roupas vistosas e que controlam até o corte e o penteado dos seus cabelos.
Qual a legitimidade dos adornos femininos?
1 Qual a expressão real da modéstia cristã?
E o que isso tem a ver com a percepção daquilo que a Bíblia realmente ensina sobre a natureza, o propósito e especialmente o valor das mulheres cristãs tanto as do passado quanto as do presente?
Ao pesquisarmos, verificamos que a interpretação dos textos pertinentes ao assunto tem sido, muitas vezes, afetada por pontos de vista preconcebidos, tanto pelos que aceitam quanto pelos que rejeitam adornos externos nas mulheres.

I. O DILEMA

Será que é possível uma mulher usar adornos externos ou um pastor temente a Deus permitir que as senhoras e moças da sua igreja se enfeitem sem ir de encontro às duas passagens bíblicas citadas para proibir o uso de todos ou certos adornos?
Elas parecem ser tão claras e específicas!
1 Timóteo 2.9-10 diz: ... que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).
1 Pedro 3.3-6 declara:
Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus.
Pois foi assim, também, que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seus próprio maridos, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.
Quantos dos pastores que acatam os adornos femininos nos cultos podem dar uma explicação clara sobre essa atitude às suas igrejas?
Quantos de nós têm certeza absoluta daquilo que estamos "aprovando," implicitamente, pelo uso?
Ou estamos abrigando "dúvidas" e ainda assim procedendo por causa de comodidade ou vaidade?
A Bíblia é clara quando diz que a falta de certeza sobre o nosso comportamento indica que estamos pecando, embora estejamos fazendo algo que talvez não seja pecaminoso em si
(Rm 14.12, 22-23).
Existem centenas e milhares de mulheres no Brasil e pelo mundo afora, que amam a Deus de todo o coração, mas que sentem uma fisgada de desconforto e culpa quando lêem essas passagens.
Perguntam a si mesmas se estão sendo carnais, se estão falhando na sua espiritualidade.
Numa era em que seus maridos ou namorados estão cercados de mulheres que combatem a celulite, a gordura, as rugas e os cabelos brancos como inimigos mortais e na qual a humanidade valoriza intensamente a aparência física, elas não conseguem evitar arrepios ao pensar nas possíveis conseqüências de deixar de lado os próprios esforços em prol de uma aparência agradável.
A maioria chega à conclusão que ficariam sem condições emocionais e sociais para continuar convivendo e trabalhando adequadamente nas esferas onde Deus as colocou. Ao olhar ao redor de si, notam que nenhum líder na sua igreja está advogando a abstenção dos adornos e cosméticos.
Concluem que essas pessoas devem ter entendimento mais apurado do assunto e continuam como estão.
Mas o sentimento de culpa continua, especialmente quando alguém lhes aponta esses versículos e lhes conclama a uma auto-defesa.
Enquanto isso, há outras tantas mulheres que realmente praticam a abstinência de qualquer enfeite externo (dentro dos limites estipulados por suas igrejas).
Tendo entregue a vida a Deus, conseguem conviver relativamente bem com essa situação, especialmente porque encontram um sistema de apoio mútuo dentro dos seus círculos eclesiásticos.
As suas vidas se entrelaçam quase inteiramente com o seu lar e com a sua igreja e as atividades desta.
Sofrem muito, entretanto, quando tentam passar essas mesmas proibições às suas filhas que têm que conviver diariamente com um mundo que se nega a dar-lhes valor e que ri da sua falta de adornos e das suas roupas diferentes, nas escolas e nos empregos.
Filhas que sofrem e olham para outras mulheres cristãs que não se abstêm e perguntam — "Porque elas podem, e eu não?"
E que são prontamente admoestadas por sua falta de amor a Deus e exortadas com frases do tipo "Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada" (Pv 31.30) ou "Nós não queremos que a nossa filha seja confundida com uma Jezabel!"2

II. A Necessidade de Aprofundamento na Questão

É, portanto, urgente que haja uma verificação mais aprofundada do significado e da importância dos textos principais que se referem a esse assunto.
É extremamente relevante também porque o texto de 1 Timóteo está enraizado nas orientações específicas de Paulo a respeito do comportamento de homens e mulheres nas igrejas, especialmente na área de liderança.
A outra determinação se encontra em meio aos conselhos de Pedro, a ambos os sexos, sobre a vida no lar.
Trata-se de áreas extremamente polêmicas nas igrejas e no mundo em que vivemos porque muitos têm chegado à conclusão de que esses versos eram condicionados a um tempo que já passou e portanto não se aplicam aos dias de hoje.
3 Como evitar o desprezo de parte de uma passagem se nós mesmos não conseguimos explicar a razão pela qual seguimos ou não seguimos a aparente instrução da outra parte?
Existe muita confusão a respeito da autoridade masculina na igreja e no lar porque a liderança masculina nas igrejas tem, vezes demais, se mostrado indiferente ao valor, sentimentos e dons das mulheres com que convivem, deixando pouco ou nenhum espaço para a sua expressão, inclusive na área dos adornos.
Começando pelos Pais da Igreja, passando por expoentes da Reforma e por grande número de teólogos e comentaristas de renome, verificamos negligência e omissão em algumas áreas do seu lidar com a metade feminina do povo de Deus.
4 Em muitas ocasiões, a legítima liderança amorosa masculina se deteriorou num domínio arrogante e agressivo, baseado em pressuposições errôneas de superioridade.
5 Se tivessem sido mais compreensivos e dado igual atenção nos seus sermões e escritos ao exemplo de Jesus quando lidava com as mulheres e às orientações de Pedro (e de Paulo também – Ef 5.25-33; Cl 3.19) para os homens,6 a situação atual talvez fosse bem diferente.

III. Preconceitos, Prescrições e Omissões

A Tendência Judaica

Os Pais da Igreja não se desviaram da opinião judaica a respeito de mulheres, prevalecente no período apostólico.
Filo de Alexandria, um contemporâneo de Paulo e Pedro, declarou:
a fêmea é imperfeita, sujeita, vista mais como o parceiro passivo do que o ativo.
E já que os elementos dos quais consistem a nossa alma são dois a parte racional e a parte irracional a parte racional pertence ao sexo masculino, sendo a herança de intelecto e razão; mas a parte irracional pertence ao sexo feminino, e também os sentidos externos.
7 E a mente é em cada respeito superior ao sentido externo, como é o homem à mulher."
Na compilação das tradições orais preservadas pelos judeus, os homens eram encorajados a agradecer a Deus diariamente por não tê-los feito "nem gentio, nem mulher, nem escravo."
8 No templo em Jerusalém as senhoras não podiam passar do átrio das mulheres,9 um isolamento até considerado natural pela maioria dos comentaristas, mas que, na realidade, não existia no plano divino para o tabernáculo (1 Sm 1.9-10) e nem no primeiro templo (1 Cr 28.11,19; 1 Rs 5-8), refletindo tão somente o preconceito do judaísmo.
Paradoxalmente, os adornos parecem ter sido amplamente utilizados nesse período.

A Tendência Patrística

Não existe registro de como os lideres das igrejas que receberam as cartas de Paulo e Pedro interpretaram e aplicaram as suas palavras nos textos já mencionados.
Mas os Pais da Igreja dos séculos subseqüentes tornaram-se totalmente contrários ao uso do adorno feminino.
Tertuliano (160-220 DC) reclamou sobre as mocinhas:
"Elas consultam o espelho para ajudar a sua beleza, gastam a pele do rosto de tanto lavar, tentando tornar o mesmo sedutor com cosméticos, arrogantemente jogam uma capa por cima dos ombros, colocam seus apertados sapatinhos multiformes e levam bem mais acessórios quando vão ao banho."Cipriano (c. 250 DC) ensinou que "os adornos e as roupas vistosas e as seduções da beleza pertencem apenas a prostitutas e mulheres desenvergonhadas, e a vestimenta mais cara acompanha aquela cuja modéstia é a mais barata.
Jerônimo (340-420 DC) perguntou:
"Qual o lugar de ruge e chumbo branco no rosto de uma senhora crista?
Servem apenas para inflamar as paixões dos homens jovens, para estimular a lascívia e para indicar uma mente impura.
Eram homens de peso na história da igreja cristã mas quase todos com tendências ascéticas.

C. Nosso Propósito

Neste ensaio, tentaremos estabelecer que Paulo e Pedro não estavam proibindo o uso de adornos pelas mulheres, mas que, ao contrário, eles estavam contrastando o legítimo adorno externo com algo bem mais valioso o adorno interno.
Verificaremos de forma resumida e geral o que a igreja tem ensinado a respeito disso durante os dois milênios que se passaram.
Examinaremos os versos nos seus contextos histórico, bíblico, teológico e textual. Ao mesmo tempo, procuraremos conhecer um pouco melhor tanto as intenções dos apóstolos quanto a natureza das mulheres da época, para podermos nos aproximar mais da sua realidade e então compará-la à nossa situação atual.

IV. O CONTEXTO HISTÓRICO DAS PASSAGENS

As passagens polêmicas fazem parte integral de duas cartas escritas pelos apóstolos Paulo e Pedro no início dos anos 60 D.C.14 Paulo endereçou a sua carta ao seu filho na fé Timóteo, que se encontrava na cidade de Éfeso supervisionando as igrejas da Ásia,15 enquanto que os eleitos forasteiros da Dispersão, no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia receberam os conselhos e admoestações de Pedro (1 Pe 1.1), quase ao mesmo tempo.
Em circulação entre essas pessoas provavelmente já estavam as cartas de Paulo aos Gálatas, Efésios, Colossenses e a Filemom, como também a carta de Tiago "às doze tribos que se encontram na Dispersão" (Tg 1.1).

A. O Império Romano

Nesse período, na cidade de Roma (onde Paulo esteve e Pedro estava), o desequilibrado imperador Nero (37-68 DC) manipulava o Império Romano.
Existia uma sensação de instabilidade muito grande.
Apesar da existência de leis e de um sistema de justiça tão bom que formou a base de muitos códigos civis da nossa atualidade, sabia-se que a vida de um ser humano valia muito pouco para os conquistadores.
Outra evidência da degradação humana reinante podia ser vista nos divertimentos oferecidos nas principais cidades do império, onde os romanos haviam construído anfiteatros ou estádios.
Eram violentos e brutais.
Nos combates entre feras, milhares de animais morriam anualmente.
Mas o gosto pelo derramamento de sangue se satisfazia mais terrivelmente ainda com a luta entre gladiadores, onde prisioneiros de guerra, escravos e criminosos eram armados e forçados a lutar até o fim. O vencido era morto.
Em 64 DC, haveria um incêndio enorme em Roma.
Muitos responsabilizariam Nero.
Ele, por sua vez, acusaria os cristãos da cidade.
Assim, a mando de Nero, apenas dois ou três anos depois de Paulo e Pedro terem escrito essas cartas, muitos cristãos seriam lançados às feras ou colocados, desarmados, para enfrentar gladiadores diante de milhares de espectadores nos anfiteatros de Roma.
Seria o início de perseguições esporádicas pelo governo romano que durariam dois séculos e meio.
Diz a tradição que os dois apóstolos foram mortos durante as perseguições neronianas.
Na sociedade romana sob a influência de Nero (e dos seus antecessores), havia uma constante procura por excelência na qualidade e na estética, como também um interesse por novidades.
Sendo grande amante das artes, Nero dava grande valor às coisas e pessoas bonitas. Nunca usava a mesma roupa duas vezes.21 Assim, a alta sociedade da época se preocupava com a sua aparência ainda mais que as gerações anteriores , e isto ocorria não somente na cidade de Roma mas em todo o império.
Os gostos e costumes das mulheres romanas tornaram-se "chiques." Conhecer e satisfazer as tendências e as preferências romanas era vital para todos aqueles na Ásia Menor que trabalhavam com o comércio e também para aqueles que se destacavam na alta sociedade.

Ásia Menor

A província romana da Ásia se encontrava na enorme península denominada subseqüentemente como Ásia Menor, hoje conhecida como Turquia.
Ponto, Galácia, Capadócia e Bitínia eram outras províncias romanas nessa mesma península. Juntamente com a Ásia, abrangiam a quase totalidade da Ásia Menor, excetuando a área costeira do sul.
O fato pode surpreender, mas a província da Ásia foi a parte mais próspera do Império Romano durante os dois primeiros séculos da era cristã.
Era a maior fonte da riqueza de Roma e várias rotas de caravanas que traziam os tesouros do Oriente (como algodão e seda) findavam na sua capital, Éfeso, centro político, comercial e cultural da área.
Militares e governantes eram enviados de Roma até lá regularmente para manter as leis e a ordem, e também para supervisionar o comércio. Alguns traziam as suas famílias.
Tanto a Ásia quanto grande parte da Ásia Menor daquele período (especialmente no litoral) gozavam de um passado e presente cultural do mais alto nível.
Para dizer a verdade, esse não seria igualado novamente no mundo ocidental até a renascença européia dos séculos XV e XVI.24 Apesar de já estar sob domínio romano por quase dois séculos (desde 133 AC), a península era essencialmente grega, pois havia sido colonizada pelos gregos no século VIII AC.
Muitos dos filósofos, cientistas e artistas da antigüidade que admiramos e conhecemos como "gregos" realmente não eram do continente europeu, mas daqui, já bem antes do período apostólico.
Algumas das esculturas "gregas" mais conhecidas através da história foram feitas por artistas da Ásia Menor.
Três das "Sete Maravilhas do Mundo Antigo" encontravam-se na Ásia.

AS MULHERES DA ÁSIA MENOR

Já que ambas as missivas se destinaram primariamente a cristãos da Ásia Menor, cabe analisarmos as mulheres dessa área, citadas nominalmente nos escritos neo-testamentários, como representantes daquelas que estavam sendo instruídas pelos dois apóstolos. Dentre essas, encontramos Eunice, Priscila, Lídia, Áfia e Ninfa. Todas tinham ligações concretas com as igrejas ou províncias que receberam as instruções originais sobre o verdadeiro adorno feminino.
Provenientes das quatro principais culturas que já estavam convivendo lado a lado na Ásia Menor por dois séculos ou mais, eram de ascendência romana, grega, judaica ou autóctone, com variado grau de integração com as culturas nas quais viviam.
Um exame mais aproximado fará com que elas e as suas irmãs em Cristo possam tornar-se mais reais e relevantes para nós.

Mulheres Diversas com Personalidades Marcantes

Eunice (mãe de Timóteo) era uma mulher judia instruída e inteligente, com uma fé exemplar, casada com um incrédulo grego, de classe alta, que morava numa colônia romana da Ásia Menor e convivia com pessoas simples do interior (os licaônios) (At 16.1; 2 Tm 1.5, 3.15).28
Priscila representa uma mulher romana ou judia, de classe média ou alta, forte, inteligente e corajosa, provavelmente poliglota e instruída, bem casada com um judeu da Ásia Menor que, por causa da sua fé, enfrentou perseguições e aprendeu a viver bem em Roma, na Grécia e na Ásia Menor, absorvendo e refletindo aspectos significativos das três culturas (At 18.1-26; Rm 16.3-5; 1 Co 16.19; 2 Tm 4.19).29
Lídia (At 16.12-40) era uma mulher grega proveniente da cidade de Tiatira, na Ásia Menor.
Ela vivia numa colônia romana e seguia a religião judaica.
A sua profissão era ligada ao vestuário dispendioso (a venda de púrpura).
Quando converteu-se à religião cristã, ela aparentemente conservou a sua profissão e atividades.
Deduzimos que Ninfa (de Laodicéia Cl 4.15) e Áfia (de Colossos Fm 1.2) eram mulheres ricas pois tinham casas suficientemente grandes para hospedarem igrejas.
Conviviam com escravos cristãos (Cl 3.22-4.1).
Provavelmente, eram de origem local (Frígia já bem aculturadas) ou grega.
Observamos que todas essas cinco senhoras foram mencionadas com carinho e admiração por Paulo ou Lucas.
Outros tipos de mulheres também se faziam presentes nas igrejas citadas.
Além das esposas de homens descrentes ou infiéis (especificamente endereçadas nas instruções de Pedro) também estavam as filhas, mães ou irmãs destes.
E não devemos supor que todas as mulheres participantes dos cultos eram convertidas, pois poderiam estar ali por convite das amigas, por obrigação (em submissão aos pais ou maridos) ou até terem sido batizadas após a conversão do homem da casa). Realmente não eram tão diferentes das senhoras e moças da atualidade, como pode nos parecer à primeira vista.

A Moda Romana

Ao nosso ver, as técnicas e produtos daqueles dias podem parecer muito artesanais e simples, comparados aos atuais.
Mas as mulheres da Ásia Menor estavam vivendo num clima de crescente criatividade e desenvolvimento cultural.
Este duraria até o declínio do império romano e não voltaria por mais mil anos.
O exército romano mantinha a paza famosa Pax Romana na maior parte do império. Produtos e pessoas cruzavam terra e mares com maior facilidade.
O mercado para os tecidos e corantes asiáticos crescia e os comerciantes e os fabricantes tinham que inovar e melhorar para continuar garantindo o seu espaço no mercado mundial. Nota:
A cidade de Laodicéia era famosa por sua lã negra e lustrosa, proveniente de ovelhas negras. Colossos era conhecida pela lã peculiarmente arroxeada.
Tiatira era especializada em tinturaria.
O nome para bordador em Roma era phrygio, de tão famoso que eram os bordadores da área de Frígia.
Também era importante o controle dos produtos que chegavam mais e mais de países distantes (Pérsia, Índia, China) pelas caravanas.
Ao mesmo tempo, as mulheres romanas tinham mais e melhores condições para acompanharem os seus maridos, trazendo consigo as últimas novidades.
O conhecimento da última moda romana chegava constantemente a todas as principais cidades do império através das esposas e filhas dos governantes e militares de cada província e país. Como lavadeiras, costureiras, escravas, empregadas domésticas ou artesãs, como esposas ou filhas de comerciantes e artesãos, ou como parte da alta sociedade local, a maioria das mulheres tinha contato direto ou indireto com os costumes romanos.
Em meio a todas elas estavam muitas mulheres cujos maridos certamente eram fabricantes, comerciantes ou transportadores de roupas e produtos de beleza há anos. A renda da família poderia depender tanto dos produtos locais quanto daqueles que passavam pelas rotas das caravanas ao longo das quais estavam localizadas quase todas as cidades visitadas por Paulo.
Considerando que o mercado principal era o romano, grande parte das mulheres locais já havia se adaptado ao domínio e às práticas romanas (com a exceção provável de umas poucas judias recém-imigradas35 e algumas mulheres nas áreas mais afastadas).
O intercâmbio cultural era intenso e se não chegavam a seguir todas as tendências, pelo menos sabiam delas e muitas vezes viviam delas.
Assim sendo, podemos imaginar a filha de um comerciante de tecidos tentando convencer o pai de que precisava de alguns metros do linho fino importado, ou a de uma costureira deslizando os dedos sobre uma seda macia enquanto sonha com o olhar apaixonado de um belo rapaz.
Enquanto isso, as escravas das mulheres ricas ou aspirantes receberiam ordens para descobrir os segredos da "beleza" das romanas.
Nas reuniões e festas, status e aceitação poderiam depender da sua aproximação aos valores ditados pela moda romana.
Lídia e Priscila e as nossas outras três mulheres sempre haviam convivido com essa situação.
Paulo também a conhecia.

O EFEITO DO CRISTIANISMO NAS MULHERES DA ÁSIA MENOR

Era essa, pois, a situação em que se encontravam as mulheres cristãs da Ásia Menor. Várias raças, diversas línguas, religiões e culturas, modernidade ao lado de "atraso," e luxo e riqueza emparelhados com simplicidade ou pobreza.
Mulheres nascendo, casando, criando filhos, enviuvando, trabalhando, sonhando, criando. Algumas haviam nascido em religiões variadas que não satisfaziam e que pouco se preocupavam em prover-lhes felicidade e sentido para a vida, especialmente por serem mulheres.
Outras, como Eunice, já conheciam e respeitavam o Deus verdadeiro desde pequenas. Mas até para ela, e talvez principalmente para ela, a mensagem salvadora dos apóstolos significaria uma imensa e maravilhosa transformação e alegria.
O cristianismo estava tendo implicações enormes na estrutura das sociedades nas quais entrava.
A pregação dos apóstolos significava uma mudança de vida tão radical que eles foram acusados de estarem transtornando o mundo, enquanto estavam na Grécia (At 17.6).
E era verdade!
Pela primeira vez na história humana, barreiras tradicionais que sempre haviam existido estavam sendo abertamente derrubadas.
Analfabetas, letradas, escravas, servas, donas de casa, artesãs, esposas de comerciantes, "socialaites" e até ex-prostitutas poderiam estar sentadas lado a lado para adorar ao mesmo Deus e para aprender como agradá-lo.
Maltratadas e bem-cuidadas, cansadas e animadas, ricas e pobres, solteiras, casadas e viúvas elas repentinamente faziam parte da mesma família.
Eram irmãs, filhas adotadas por um mesmo Pai da maneira como elas eram.
E não somente as barreiras sociais estavam sendo desfeitas:
também as culturais e nacionais haviam de ser esquecidas no convívio entre gregas, judias, romanas e locais.
Paulo resumiu tudo isso na sua carta aos Colossenses (habitantes da província da Ásia), quando disse que na igreja "não importa a nacionalidade, a raça, a educação ou a posição social de alguém: estas coisas não significam nada.
O que importa é se a pessoa tem Cristo ou não..."
Timóteo e os outros pastores estavam confrontando situações jamais vistas antes.
Com a quebra dessas barreiras, um grande número de pessoas (e de senhoras) talvez estivesse sem entender os limites da sua nova liberdade.
As epistolas de Paulo, Pedro e Tiago lidam com muitos dos problemas que surgiram.
E um deles é o assunto do qual estamos tratando com Paulo e Pedro determinando qual deveria ser o comportamento das mulheres nas igrejas e nos lares da Ásia Menor.

A APROVAÇÃO IMPLÍCITA DE ORNAMENTOS NA BÍBLIA

Antes de voltarmos aos textos de 1 Timóteo e de 1 Pedro, interessa, em primeiro lugar, verificar o que indicam algumas das muitas referências sobre jóias, adornos e a beleza feminina constantes da revelação divina encontrada no restante da Bíblia.
Abraão, marido de Sara, aquela que Pedro elogia como exemplo de mulher santa, enviou jóias e vestidos para a futura esposa do seu filho, Isaque.
"Tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro…Tirou jóias de ouro e de prata, e vestidos, e os deu a Rebeca" (Gn 24.22,47,53).
Deus abençoou todos os passos para a realização desse matrimônio.
Deus permitiu que os israelitas recebessem jóias e roupas do povo do Egito (Êx 12.35) e aceitou com agrado a contribuição voluntária de uma parte destas para serem transformadas em utensílios e enfeites para o tabernáculo, o lugar em que ele seria adorado (Êx 35.22, 23; 28.17-20).
Moisés transmitiu a mensagem:
"Tomai, do que tendes, uma oferta para o Senhor; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao Senhor: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, peles…, pedras de ônix e pedras de engaste…(Êx 35.5-9).
Êxodo 35 a 39 descreve a beleza desse tabernáculo e os detalhes das vestes dos sacerdotes, tudo do melhor e do mais bonito.
Ouro, linho, pedras preciosas, anéis, argolas, coroa... Quando os israelitas tiraram o espólio do povo de Canaã, Deus nunca deu ordens para que deixassem de lado as jóias e roupas bonitas que estariam entre as riquezas que poderiam levar, nem que as aproveitassem de outra maneira.
"Voltais às vossas tendas com grandes riquezas, com prata, ouro,… e muitíssima roupa, reparti com vossos irmãos o despojo dos vossos inimigos"
(Js 22.8).
No livro de Cantares de Salomão, que por muitos é considerado tanto um poema sobre o amor humano quanto uma expressão do amor entre Deus e o seu povo, Salomão falou à sua amada:
"Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares" (Ct 1.10).
Em Provérbios 11.9 e 25.12 a instrução dos pais e a palavra do sábio repreensor foram comparadas a um "diadema de graça para a tua cabeça, colares para o teu pescoço, e pendentes e jóias de ouro puro.
" A tão admirada mulher virtuosa de Provérbios 31 vestia-se de "linho fino e de púrpura" e conseguiu vestir a sua família com uma vistosa "lã escarlate" .
Seu valor excedia o de "finas jóias"
Quando Deus descreveu o seu amor para com o povo de Israel (Ez 16.8-14), ele disse:
Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com peles de animais marinhos, e te cingi de linho fino e te cobri de seda.
Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar a roda do teu pescoço.
Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda, e de bordados;... eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti.
Em Isaías 61.10, a beleza da salvação foi comparada à da "noiva que se enfeita com as suas jóias," enquanto que em Apocalipse 21.2 a Nova Jerusalém está "ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
" As pérolas foram consideradas coisas de valor por Jesus em Mateus 7.6 e por Deus em Apocalipse 21.21.
É verdade que as citações acima são descritivas e não prescritivas.
Deus, nessas passagens, não fez nenhuma declaração específica aprovando ou encorajando os adornos femininos.
Mas é importante notar que ele também não os proibiu.
Nas passagens em que Deus castiga as mulheres do seu povo, tirando os seus adornos, a razão dada é que elas os haviam usado de maneira imprópria (Ez 16).
Não há declaração de que esses sejam errados em si.
No mesmo capítulo, a mulher que representa Judá seria despida dos seus vestidos enquanto que as suas finas jóias seriam tomadas por causa da sua lascívia e prostituição.
Não somente seus vestidos de luxo seriam tirados, mas toda a roupa, pois ela ficaria completamente nua e descoberta ), e ninguém disputa a propriedade de se usar roupa.
Também em Isaías 3.16-24 "as filhas de Sião" estavam sendo altivas, andando de pescoço emproado, de olhares impudentes, e de maneira vergonhosa (como as de Sodoma).
Deus então catalogou uma lista completa dos objetos para embelezamento que ele iria tirar delas uma lista que tem sido usada por muitos comentaristas do passado para resumir tudo que pensam que Deus não aprova (apesar de falar também de mantos, espelhos, bolsas e véus).
Mas basta reler o início de Ezequiel 16 para sentir como Deus estava validando e se identificando com o profundo anseio das mulheres que ele mesmo imaginou e criou de serem bonitas e admiradas.
Observemos que é com os lindos objetos de adorno que ele completa a perfeição da formosura dessa mulher que representa o seu povo amado.
Aquela mulher bonita (e adornada), entretanto, não deveria se esquecer de que a sua beleza foi dada e permitida por Deus com o propósito de ser usado para refletir a sua glória:
"Correu a tua fama… por causa da minha glória que eu pusera em ti" .
Foi quando as mulheres se desviaram desse propósito e confiaram na sua própria formosura que os adornos foram retirados.
As passagens acima demonstram que se Deus tivesse aversão ao adorno externo feminino, ele teria usado essas ocasiões, que seriam óbvias, para avisar ao seu povo que ele não queria o uso desses enfeites.
De fato, personagens bíblicas deram, usaram e receberam jóias, enfeites e roupas bonitas sem recriminação da sua parte.
Ele embelezou o seu tabernáculo e os sacerdotes com jóias e adornos.
O maior exemplo do significado das sublimes bênçãos divinas, que ele mesmo mencionou, é o do homem que procura satisfazer à sua amada, cobrindo-a de adornos por inteiro.
Ele conclui a sua revelação aos seus filhos descrevendo a beleza da sua igreja e da futura Jerusalém, usando a noiva enfeitada como a ilustração mais adequada.

ANÁLISE DOS TEXTOS DA CONTROVÉRSIA

Voltemos agora aos textos da controvérsia.
Paulo e Pedro, falando a senhoras e moças nas igrejas recém-formadas, compararam dois tipos de "adornos.
" Aparentemente, os dois condenaram o primeiro tipo, o "adorno exterior.
" Mas olhemos, com muita atenção, algumas outras passagens da Bíblia (escolhidas dentre muitas) em que também são feitas comparações ou contrastes.

Comparações em Outros Textos

No Antigo Testamento, em Gênesis 45.8, José falou: "...não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…" Assim, à primeira vista, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito.
Mas, um pouquinho antes , José já havia dito:
"Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito."
No Salmo 51.16-17, o rei Davi expressa a sua imensa contrição pelos pecados de adultério e de homicídio cometidos por ele e faz as seguintes declarações ao seu Deus:
"Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus."
No Novo Testamento, podemos estranhar algumas declarações de Jesus.
Em Lucas 14.12 ele ensina:
"Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos... nem teus parentes... antes convida os pobres..." Depois, em João 6.27, ele aconselha: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna..." Falando de Lázaro em João 11.4, Jesus diz:
"Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus."
Por que Davi falaria que Deus não se compraz com sacrifícios e holocaustos quando todos nós sabemos que a "Bíblia" dele estava repleta de instruções sobre como e quando oferecê-los?
Podemos concluir que Jesus proibiu que convidemos os nossos amigos para jantar em nossa casa quando ele mesmo freqüente e alegremente aceitou convites para jantar





A. Interpretações que Proíbem os Adornos Femininos

Os dois escritores do Novo Testamento poderiam realmente estar transmitindo uma nova orientação de Deus ou, talvez, uma orientação mais clara ou abrangente. Consequentemente, uma das marcas das mulheres participantes da Nova Aliança seria uma completa (ou quase completa) ausência de adornos e enfeites.
Assim, os termos decência e modéstia (1 Tm 2.9) acabavam de ser melhor definidos.
Como já vimos, essa tem sido a conclusão de muitos teólogos e comentaristas desde os primeiros séculos da era cristã até aos dias de hoje.
Outros procuram amenizar a aparente força das palavras de Paulo e Pedro observando que Paulo estava falando primariamente sobre as mulheres no culto e Pedro sobre as esposas, e assim sugerem que as diretrizes talvez se limitem aos dois ambientes
Alguns nutrem a noção de que Pedro e Paulo realmente estavam proibindo os adornos, mas que essas instruções dos apóstolos tratavam de situações restritas àquele tempo e portanto não são normativas para as mulheres cristãs dos séculos XX (e XXI).
Para concluir, existem ainda aqueles que questionam tanto a própria autoria de Paulo e Pedro quanto a divina inspiração das suas cartas.
Para esses que desconsideram a autoridade eterna da Palavra, não existe nenhuma dificuldade ou utilidade maior no texto além da avaliação do efeito histórico.

Interpretações que Permitem (ou Toleram) os Adornos Femininos

Por outro lado, temos Kistemaker e outros que concluem que Paulo e Pedro não tinham a mínima intenção de fazer com que as mulheres se abstivessem do embelezamento pessoal, ou que andassem fora da moda, mas que não explicam como então ler o texto sem ignorá-lo.
Ele escreve:
"Pedro não diz que a mulher deve se abster dos adornos.
Ele não proíbe o uso de cosméticos, nem o uso de trajes atraentes.
A ênfase de Pedro não é na proibição mas num senso apropriado de valores.
Mas não explica!
Hendriksen deixa um espaço aberto para os adornos externos quando traduz o início de 1 Timóteo 2.9 "que as mulheres se adornem com trajes de adorno com modéstia e bom senso…", e completa:
"É claro, portanto, que o apóstolo não condena o desejo da parte de moças e mulheres – um desejo criado nas suas almas por seu Criador de se adornarem, de usarem de ‘bom gosto’." Mas não explica!
Com relação à autoria e autoridade das epístolas, nos unimos àqueles que consideram que os ensinamentos desses textos bíblicos procedem realmente de Paulo e Pedro, sob a inspiração do Espírito Santo, e que continuam sendo normativos.
Temos certeza, porém, de que eles não estavam iniciando uma nova fase na qual qualquer tipo de adorno era categoricamente proibido às mulheres tementes a Deus. Cremos que, realmente, estamos lidando com uma expressão idiomática semítica em ambos os textos, e que o adorno externo não estava sendo proibido.
A seguir, citamos algumas razões.

O ADORNO DA COMPAIXÃO

Mateus 15.32

Quando uma noiva começa a planejar sua cerimônia de casamento, ela considera com muito cuidado como vai ser o seu vestido e quais enfeites que usará.
A moça pensa se vai usar véu, se colocará flores no cabelo, o que levará nas mãos, se usará luvas, qual tipo de sapatos calçará. Todos estes acessórios, ou enfeites, ou adornos, são importantes para completar a beleza dela naquele dia único na sua vida. Sem os adornos, a beleza da noiva ficaria incompleta.
A compaixão serve de adorno em termos de beleza espiritual.
A compaixão é um pesar que nos desperta para a dor de outros, é comiseração.
A compaixão bíblica nos faz dar um passo a mais:
é uma atitude ou sentimento, para com alguém que nos motiva a uma ação.
É uma generosidade de espírito que resulta em ajuda ao necessitado.
Esta compaixão pode ser vista com mais nitidez na vida de Jesus.
Ele teve compaixão em muitas circunstâncias diferentes que servem de modelo para as nossas próprias vidas.
Necessidades materiais (Mt 15.32).
Jesus teve compaixão no caso das necessidades físicas (neste caso, a fome).
Ele sentiu esta necessidade do povo que estava sem comer há três dias, e providenciou alimentação para suprir essa necessidade.
Doença física (Mc 1.41,42).
Jesus ficou profundamente compadecido vendo um homem doente de lepra e o curou.
Doença do espírito (Mc 5.2-20).
Jesus viu o sofrimento do homem que estava dominado por espíritos imundos e o restaurou ao juízo perfeito.
O versículo 19 nos explica que Jesus fez isto porque teve compaixão.
Necessidades espirituais (Mc 6.34).
Jesus enxergou a grande multidão em termos espirituais e viu que eram como ovelhas sem pastor.
Eles não tinham alguém que pudesse mostrar-lhes o caminho.
Por isso, Jesus compadeceu-se deles e passou a
ensinar-lhes muitas coisas.
Morte (Lc 7.11-15).
Nesse dia Jesus encontrou uma situação realmente triste.
Uma viúva estava indo enterrar o seu único filho que havia falecido.
"Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!
Naquela mesma hora, pelo poder de Deus,
Jesus ressuscitou o jovem morto e o restituiu à mãe.
A compaixão moveu Jesus a fazer um maravilhoso milagre.
Tentações (Hb 4.15,16).
O autor de Hebreus nos diz que o nosso sumo sacerdote (Jesus) pode compadecer-se das nossas fraquezas, porque ele mesmo passou por muitas tentações.
Ele sabe o que sentimos e as dificuldades que passamos.
Ele nos oferece graça para socorro em ocasião oportuna.
Podemos observar que em cada
uma dessas ocasiões Jesus sentiu a dor, o sofrimento, a necessidade das pessoas e então agiu para ajudá-las.
Nós devemos usar o adorno da compaixão em nossas vidas.
Em muitas das situações citadas, Jesus usou o seu poder de Filho de Deus para resolver os problemas das pessoas.
Hoje em dia nós não temos este mesmo poder milagroso.
Porém, todos nós temos capacidade para ajudar nosso próximo.
Usar de compaixão bíblica para com pessoas significa que vamos sentir com elas o que estão passando e agir dentro das nossas possibilidades a fim de socorrê-las.
Em casos de necessidades materiais, nós podemos compartilhar os nossos bens materiais.
Providenciar alimentos, roupas ou medicamentos é uma maneira de ajudar.
Às vezes o melhor apoio é ajudar a pessoa a encontrar um emprego, pois esta é uma solução mais duradoura para o problema.
Quando alguém adoece numa família, há muitas maneiras em que podemos servir.
É possível levar o doente no médico, providenciar alimentação para a família ou cuidar das crianças por algum tempo.
Se a doença for prolongada, poderemos fazer uma limpeza na casa ou assumir outras responsabilidades provisoriamente.
Sempre devemos continuar em oração a favor da pessoa doente.
A pessoa que tem uma doença emocional ou espiritual precisa de amor acima de tudo, aquele amor verdadeiro que "tudo espera, tudo crê, e tudo suporta"
(1 Co 13.8).
Nós cristãs temos a capacidade de oferecer este tipo de amor porque aprendemos a amar com Deus.
"Nós amamos porque Ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19).
Nós amamos sem esperar nada em troca.
Portanto, podemos dar o apoio de que a pessoa precisa.
Coríntios 2:14As necessidades espirituais são supridas pela palavra de Deus. Mostramos Jesus como a nossa única esperança para uma vida abundante agora e uma vida eterna com Deus.
Existem muitas oportunidades de compartilhar a nossa fé com aqueles que ainda não têm conhecimento da vontade de Deus.
Ajudamos assim as pessoas com necessidades espirituais.
No caso de morte não temos o poder de restituir o falecido ao convívio da família, mas há muito que podemos fazer para facilitar os dias difíceis dos familiares. Talvez a maior ajuda nesta situação seja a nossa presença física.
Um abraço, alguém sentado ao lado, uma demonstração sincera de emoção qualquer uma dessas coisas transmitem para a família a idéia que eles não estão sozinhos.
A nossa solidariedade oferece conforto numa hora em que as palavras são inadequadas. Além da nossa presença há muitos detalhes que têm de ser cuidados, bem como o lugar do enterro, o serviço funerário e as exigências legais.
Em cada situação a nossa compaixão nos leva a agir em benefício daqueles que estão necessitados.
Se nos colocarmos (mentalmente) no lugar da pessoa, descobriremos o que podemos fazer para socorrê-la.
Jesus disse:
"Tudo quanto, pois quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas" (Mt 7.12).
O adorno da compaixão é muito importante para a nossa beleza espiritual.
Vamos nos lembrar que um dos fatores que o Senhor usará em nosso julgamento final será a nossa compaixão (ou falta de compaixão).
Escutemos as palavras do Juiz:
"Vinde, benditos de meu Pai!
Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me. ... sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
"Mateus 25.34-36,40

Conhecendo Agar


Vamos abrir nossas Bíblias para estudar mais sobre a vida dessa mulher fascinante.
Nós a encontramos pela primeira vez no livro de Gênesis, capítulo 16, versículo 1. Vamos ler Gn 16. 1- 4
Agar não era judia, não era cananéia.
Ela era egípcia mas estava morando muito longe da sua terra, o Egito.
Até seu nome tinha o significado de fugitivo ou imigrante.
Ela era uma mulher longe do seu povo e país, servindo a uma estrangeira.
Certamente Sarai adquiriu Agar durante sua viagem ao Egito.
Não sabemos se ela foi dada ou comprada, mas de qualquer forma ela era uma escrava.

Barriga de Aluguel

Sarai, como qualquer mulher árabe sem filhos, não era uma mulher realizada porque ela não tinha dado filhos ao marido.
A situação dela era mais grave do que a situação de uma mulher hoje em dia.
Não existia a opção do bebê de proveta.
Mas existia uma outra opção algo que achamos que é uma solução moderna, mas que era muito comum nos dias de Sarai.
A famosa barriga de aluguel.
Sarai tomaria emprestada a barriga de uma escrava.
O filho que nascesse, seria contado como o filho dela.
Agar foi a escrava escolhida. Só que Agar não ganharia nada em troca por sua participação nesse esquema.
Ela dormiria com o marido da patroa.
Ficaria grávida.
Daria a luz a um filho.
E ela teria direito sobre nada.
Nem seu próprio corpo, nem a vida do filho.
E mais uma coisa.
Por que você acha que Sarai escolheu Agar?
Falta de opção?
Creio que não.
Por Agar ser jovem e boa saúde?
Certamente sim.
Mas ... eu também desconfio que Agar não deveria ter sido o que os jovens chamam de "uma gata".
Você acha que Sarai teria dado uma linda mulher para dormir com seu próprio marido? É ruim!
Olhe, eu sempre digo ao meu marido que se eu morrer antes dele, ele pode e deve casar-se de novo.
Mas não pode ser com uma mulher muito jovem, nem muito bonita!!!!!!!!
Nós, as mulheres, temos uma tendência ciumenta.
Nenhuma mulher ofereceria uma mulher que seria uma ameaça a ela mesma para dormir com seu marido.
Então não posso imaginar Agar como uma mulher culta nem bonita.
Ela jamais seria competição para Sarai.
Por isso ela foi escolhida.
Ela não seria um rival.
E ela tinha que estar consciente disso.
Ele era simplesmente uma barriga uma concubina.
Ela não passava de "um corpo" para servir a Sarai mãos para lavar a roupa e uma barriga para dar um filho.
Como é que um ser humano pode tratar o outro com tanto desprezo?
Se esta história tem uma vítima, é Agar.
Ninguém jamais perguntou:
Agar, você gostaria de ter um filho com Abrão?
Abrão nunca "fez amor" com Agar.
Ele apenas possuiu o corpo de Agar.
Isso é uma violência.
Por sorte dela, ela engravidou.
Finalmente nasceu o sol para ela.
Ela tinha alguma coisa que sua dona não tinha.
Ela conseguiu o que Sarai, com toda sua beleza não conseguiu.
Acho sua reação mais que natural.
Ela, no fim de contas, estava com rei na barriga.
Ela era superior à dona estéril.
Era uma forma de jogar pedras na barraca do sofrimento Sarai!
A Senhora Sara não tem filho, mas Agar tem.
Ela, de repente, virou gente, pelo menos na sua cabeça.
Imagine Sara chamando Agar para amarrar sua sandália e Agar encarando a chefe e dizendo:
"Faça você mesmo!!!"

A Fuga de Agar

Só faltava começar a 3ª guerra mundial.
Vamos ler nos versículos 5-9 o que aconteceu em seguida.
Sarai, morrendo de ciúmes, inveja e raiva, reclama ao seu marido e consegue a resposta que ela quer.
Eu não acho que Sarai esperava sentir essas coisas quando ela bolou seu plano original.
Ela não imaginava que o feitiço se viraria contra a feiticeira, mas aconteceu.
E como qualquer pessoa que começa a abusar das pessoas, cada passo mais pesado é mais fácil.
Descer do desrespeito para a crueldade é uma queda livre.
E a esta altura do campeonato, ela só faltava matar Agar.
Imagino eu que Sarai gritou, reclamou, bateu fez a vida de Agar insuportável.
Agar, em seu desespero, fugiu começou a correr na direção do Egito.
Como qualquer mulher em apuros, ela procurou a casa da mamãe!
Mas Agar não chegou até sua mãe.
Ela encontrou outra pessoa no caminho.
Ela encontrou a quem?
O anjo do Deus Eterno.
E ele dá um conselho a ela.
"Jogue muitas pedras em Sarai.
Ela merece"?
Não.
Mandou Agar voltar e ser obediente.
Será possível que Deus mandaria alguém voltar para o lugar do sofrimento?
Será que a fuga não seria uma solução muito melhor?
Quantos de nós não gostaríamos de jogar pedras às pessoas que provocaram nosso sofrimento?
Quantos de nós quereríamos enfrentar face a face a aquela pessoa que nos fez sofrer, e oferecer a outra face?
Ou perdoar essa pessoa?
E até se submeter a ela?
Foi Deus mesmo que deu esta ordem?
Esse negócio está complicado.
Jesus também disse que os perseguidos são bem aventurados.
Ele nos manda orar pelos inimigos.
Ele nos ensina humildade e perdão.
O evangelho não tem nada a ver com bom senso, nem seguir nossos próprios instintos. Deus exige algo bem mais difícil, algo bem maior do que isso.
Deus tinha um plano para Agar.
O lugar dela não era no Egito com a sua família.
Era ao lado de Abrão com seu filho.
Por isso, ela teria que ser a escrava de Sarai.
É duro.
É duro mesmo entender que os planos de Deus nem sempre são nossos planos.
Mas Agar demonstrou um coração sensível às ordens do Eterno.
E ela voltou à dona cruel e injusta.

A Teofania

Isso, porém, não aconteceu antes de ela perceber que tinha tido um encontro com o Deus vivo.
Leiamos os versículos 10-11; 13-14.
A mulher pagã tinha uma experiência que a mulher de Abrão jamais teve.
Ela conversou com Deus.
Deus escutou o grito do sofrimento.
Ela não tinha que jogar pedras porque ela encontrou Deus e ela tomou o sofrimento dela.
Ela fica tão impressionada que ela deu o nome de Ismael ao filho, um nome que quer dizer Deus escuta.
Sarai não escuta.
Abrão não escuta.
Mas Deus escuta.
E Agar também recebeu uma promessa.
Sarai não recebeu uma promessa.
Sarai não conversou com Deus.
Agar é a primeira e uma das únicas mulheres da Bíblia, a conversar diretamente com Deus e receber uma promessa dele.
Deus ouviu uma mulher imigrante, fugitiva, escrava, sofredora.
E Deus respondeu.
E fará menos para você?
Se ele tirou a pedra da mão de Agar, fará o mesmo por você por nós.
Deus nos vê.
Tanto que Agar deu o nome de El-Rói a Deus.
(Aquele que me vê) Qual outra mulher teve intimidade suficiente para dar um nome a Deus?
De fato, ela é a única pessoa do V.T. a dar um nome a Deus.
E ao dar este nome a Deus, ela não está dizendo que Deus me vê neste lugar, neste momento.
Ele está afirmando que Deus sempre a vê.
Para ela, a concepção de Deus onisciente, que vê e ouve tudo, não era uma coisa ruim, para dar medo ou um castigo.
Ela não tinha nada para esconder de Deus.
De fato era um consolo para ela sentir a presença de Deus em qualquer situação.
Ao dar este nome a Deus, ela está declarando sua fé e oferecendo louvor a Deus.
Ela se esqueceu de si mesma e encontrou o verdadeiro Deus.
No momento do nosso sofrimento, vamos deixar cair as pedras e buscar o Deus Vivo que nos verá e escutará as nossas reclamações.
Agar, que tinha tudo para perder, está ganhando um filho e um relacionamento com um Deus, que até agora era-lhe totalmente desconhecido.
Há pouco tempo alguém me enviou algumas cartas originalmente dirigidas a Deus, escritas por um grupo de crianças.
Uma menina escreveu assim:
"Ó Deus, depois que eu conheci o Senhor, jamais me senti só.
Por que mais pessoas não tomam conhecimento do Senhor para que possam, também se sentir tão seguras?
" Talvez porque estão ocupados jogando pedras??????????

A Noite Escura

Agar, então, passou 15 ou 17 anos de paz, alegria, segurança e pelo jeito obediência a Sarai, ou agora Sara.
E aí aconteceu o evento do ano.
O evento que a deixou tremendo nas bases e mais uma vez encheu sua mão de pedras para serem jogadas.
Que que foi este acontecimento?
Uma festa.
Uma simples festa.
Durante estes 15 ou 17 anos, tinha nascido o filho legítimo de Abrão Isaque.
Ao fazer 3 anos (mais ou menos, de verdade quando ele foi desmamado), os pais de Isaque Sara e Abraão, deram uma festa para ele.
No dia dessa festa, aconteceu mais uma desgraça na vida de Agar.
Vamos ler no capítulo 21: 9-10.
É muito ódio para uma mulher, não é?
Muito veneno mesmo.
Nem consegue pronunciar o nome de Ismael.
A tradução que eu li disse que Ismael estava brincando com Isaque.
Eu sempre achei a reação de Sara muito exagerada para uma simples brincadeira.
Mas descobri que a palavra pode ser traduzida "brincava" ou "zombava" ou "ria de". Em outras palavras Ismael estava brincando com uma certa maldade.
Um adolescente é bem capaz disso.
A reação de Sara, super-mãe, não é uma surpresa, então.
E quando Sara se sente ameaçada, sai de perto!
Ela não leva desafora para casa.
Ela resolve a situação e agora.
Aí chegamos à situação que descrevi no início.
Vamos ler os versículos
14-16 para ver o que a Bíblia diz que aconteceu com Agar e Ismael.
Agar nem teve tempo de reagir.
Ela ficou tonta com a rapidez dos acontecimentos.
Vocês podem ler esta história e não ficarem comovido?
O próprio pai manda o filho de 15 anos, junto com a mãe ao deserto sem rumo com um odrezinho de água por causa de um ataque de ciúmes da mulher.
E Agar é obrigada a ver o filho morrer perante seus próprios olhos.
Abraão trata essa mulher e o filho como se fossem mendigos, cachorros.
Como é que pode?
Quando a comida e a água acabaram, eu acho que as duas mãos de Agar estavam cheias. Prontas para jogar pedras em Abraão, Sara, Isaque e até em Deus.
O sofrimento dela não foi merecido.
Ela estava sem solução.

O Odre e o Poço

Mais uma vez, vem Deus para tirar as pedras da mão de Agar.
Vamos ler nos versículos 17-19 o que Deus fez:
A primeira coisa que Deus faz é conversar com ela.
Ele pergunta o que está acontecendo.
É óbvio que ele sabe.
Mas ela precisa parar e pensar.
Ela precisa lembrar como isso é parecido com o que já aconteceu com ela.
Se Deus cuidou dela no passado, ele cuidará dela agora também.
Através dessa conversa, Deus se revelou.
Está dizendo:
"Estou aqui estou presente.
Eu estava com você quando sofreu no deserto 15 anos atrás, e estou com você agora". Pode ser que você também se sinta como num deserto, que está sozinho, mas pode ter certeza que Deus virá a você e perguntará:
"O que há de errado?
Eu estou aqui.
" E com esta promessa, quem precisa de qualquer pedra na mão?
Em segundo lugar, ele coloca uma outra coisa na mão de Agar.
Ele tira as pedras e coloca o filho em suas mãos.
Deus dá algo para ela fazer.
Em seu desespero Agar tinha abandonada seu filho.
Como da outra vez quando ele a mandou voltar ao seu posto ao lado de Sarai.
Agora o lugar dela é ao lado do filho.
Não podemos abandonar tudo, retirar-nos do mundo quando estamos sofrendo.
Não gostamos muito das palavras "responsabilidade" "obrigação" hoje em dia.
Vivemos na época do culto ao "EU".
Achamos que devemos ter licença para curtir nossa dor, de cuidar de si mesmo, sempre em primeiro lugar!
Mas Deus manda Agar tirar seus olhos do próprio sofrimento e cuidar do filho.
Como Agar pode cuidar de Ismael?
O odre está vazio?
Será que Deus encheu o odre?
Não! Ele abriu os olhos de Agar.
Sempre houve água ali perto dela.
O poço já estava naquele lugar.
Ela estava cega.
Ela não enxergava a solução dos problemas.
Mas Deus sabia.
Há vezes quando tudo que precisamos está bem perto, mas choramos em desespero, sem poder ver "o poço", e até morremos de sede com água ao nosso lado.
Deus não falou abra-cadabra e apareceu a água.
Ele simplesmente ajudou Agar a ver o que tinha ao seu redor.
A raiva, o ódio, a mágoa e o desespero cegaram os olhos da mulher.
Quando podemos ver apenas o alvo das pedras que queremos jogar, não podemos ver o poço de água, que é a solução.
Abraão deu um pequeno odre de água para Agar.
Resolveu pouca coisa para ela.
Quando buscamos apoio e soluções com outras fontes (com Abraão), temos ajuda temporária.
Apenas um odrezinho de água.
Mas com Deus, Agar achou um poço de água.
A solução definitiva.
Qual é a verdadeira fonte em sua vida?
João 7.37-38 diz:
"Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
Como dizem as Escrituras Sagradas.
Rios de água da vida vão jorrar do coração de quem crê em mim."
Há muitos de vocês que estão fugindo de problemas, que são rejeitados, sem promessa, sem água, sem marido, sem rumo.
São verdadeiras "Agares" na vida.
Pode ser que suas mãos estejam cheias de pedras.
Pode ser que o Abrão de sua vida lhe tenha dado apenas um odre de água.
Eu gostaria de desafiá-los a deixar Deus tirar essas pedras das suas mãos.
Para qualquer Agar que esteja ouvindo esta mensagem, quero dizer que Deus oferece a água da vida um poço e não um odre.
Você nunca será rejeitada por ele.
Não há pedra suficiente, neste mundo, para aliviar sua dor.
Mas ele nos disse:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei"
(Mt 11.28).
Agora, com suas pedras no chão, use-as para construir um altar.
Encontre o Deus verdadeiro, receba seu conforto e diga, com Agar:
"Eu vi o Deus que me vê!"

Um Desafio Especial para as Mulheres


Muitas mulheres sofrem a tristeza de saber que seus esposos não estão servindo o Senhor.
Talvez você seja convertida a Cristo, mas seu esposo ainda resiste ao evangelho.
O que fazer agora? Pedro responde a esta pergunta: "Do mesmo modo, esposas, sujeitem-se a seus maridos, a fim de que, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavras, pelo procedimento de suas esposas, observando a conduta honesta e respeitosa de vocês"
(1 Pedro 3:1-2,).
Nos versículos que seguem (3-6), ele fala sobre como a mulher devota deve conduzir-se.
Não tente impressionar seu esposo com atitudes e modas mundanas.
Aqui estão algumas poucas sugestões específicas de como ajudar seu esposo a aceitar o Senhor:
Evite censurar e criticar (Provérbios 21:9).
Isto só fará com que ele desgoste de você e rejeite o Deus que você serve.
Agrade-o e mostre seu amor (Tito 2:4).
A verdadeira cristã será uma esposa melhor do que antes.
Ela estará mais atenta ao seu esposo e suas necessidades.
Seja uma boa dona de casa (Tito 2:5).
Seja diligente com o seu trabalho doméstico, cuide de sua família e continue a ler a Bíblia e a orar.
É difícil, mas não impossível, conciliar estes vários deveres.
Leia 1 Coríntios 13:4-7 freqüentemente, até mesmo diariamente.
Pratique cuidadosamente o que estes versículos ensinam.
Submeta-se a seu esposo em tudo, desde que ele não exija que você desobedeça a Deus. (Colossenses 3:18; Efésios 5:22-24; Atos 5:29).
Ele entenderá melhor como submeter-se à autoridade de Deus se você lhe mostrar que pode ser submissa a ele.
Se ele pedir a você que faça o que é errado, explique bondosamente sua determinação a colocar Deus em primeiro lugar, e não se abale dessa convicção.
Mantenha seu autodomínio e seja paciente (Provérbios 16:32; 2 Pedro 3:9).
Pode levar anos para abrandar seu coração teimoso.
Enquanto ele estiver vivo, há esperança.
’Ore constantemente (1 Tessalonicenses 5:17).

por Dennis Allan

FAMILIA


A família pode ser uma de nossas maiores fontes de felicidade.
Nenhum amor é tão profundo, nenhuma alegria tão plena quanto aquela que pode existir dentro do círculo familiar.
As famílias podem ajudar-nos a receber o melhor que a vida tem a oferecer.
Também podemos sentir, dentro da família, a mais profunda tristeza.
As famílias podem vacilar, e até mesmo falhar. No entanto, a felicidade em uma família às vezes é possível até mesmo quando vêm as tristezas.
Como com todas as coisas de valor, os relacionamentos familiares requerem trabalho, mas valem os esforços porque as famílias são feitas para ser unidas para sempre e para nos trazer alegria.

Quando não encontramos respostas em nossa vida



Descobri que há coisas em minha vida, na vida daqueles com os quais convivo, e também creio que em sua vida, que só o silêncio e Deus podem resolver.
Assim como há coisas que somente no silêncio Deus pode realizar…
Não sei se isso acontece com você, mas passe a observar que, muitas vezes, em diversas situações da nossa vida, lutamos e relutamos, nos cansamos, brigamos com Deus, colocamos a culpa no outro, na situação, e não encontramos respostas.
Mas, quando paramos e silenciamos, parece que tudo passa e a resposta chega.
O silêncio é uma arma poderosíssima que precisamos aprender a lidar com ele.
Na maioria das vezes, em meio às lutas e batalhas do dia-a-dia da nossa casa, trabalho, casamento, relacionamentos, enfermidades, em meio a injustiças, incompreensões em que vivemos ou quando somos caluniados, não existe remédio melhor que o silêncio.
Nele, Deus consegue agir em nós e também no outro.
Olhemos para aquela que é a Mestra do silêncio: Maria.
Ela soube bem viver e empreender na sua vida essa grande arma:
silenciar diante daquilo que não estava sob seu controle e diante daquilo que não entendia nem compreendia (Lucas 1,30-38).
Quando Deus nos pede silêncio é porque quer de nós uma atitude humilde, de quem se deixa vencer a si mesmo para ser vencedor com Ele.
O silêncio nada mais é do que nos redermos Àquele que é o Senhor de nossa vida.
É quando nós saímos de cena para deixar Deus assumir as rédeas, mesmo que não compreendamos, mesmo que não entendamos, mas confiando!

“Feliz aquela que acreditou, pois o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido!” (Lucas 1,45).

Queira, você, a partir de hoje ser esta mulher ou este homem feliz!
Sim, esta será a receita certa para tudo que você possa estar vivendo.
Saiba e, tenha certeza de que você não vai sair perdendo, apesar do nosso “humano” pensar e ver como tal.
Acredite você só tem a ganhar se colocar seu olhar em tudo o que Deus pode realizar a partir do seu silêncio.

Convido você a fazer, hoje, essa linda experiência do silêncio na sua vida, com os olhos fitos em DEUS.

Deus o abençoe!

17 de dez. de 2009

Satanás / Diabo


Onde começou o pecado?
Com o Diabo.
A Bíblia diz em 1 João 3:8
“Quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio.
Para isto o Filho de Deus se manifestou:
para destruir as obras do Diabo.”
Por quanto tempo tem sido o Diabo um homicida e um mentiroso?
A Bíblia diz em João 8:44
“Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira.”
De onde veio Satanás?
A Bíblia diz em Apocalipse 12:7-9
“Então houve guerra no céu:
Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão.
E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu.
E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.”
Foi Satanás criado com pecado?
A Bíblia diz em Ezequiel 28:15
“Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que em ti se achou iniqüidade.”
O que causou a queda de Satanás?
A Bíblia diz em Ezequiel 28:17
“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei; diante dos reis te pus, para que te contemplem.”
Satanás, cujo nome era Lucifer antes de pecar, queria ser igual a Deus.
A Bíblia diz em Isaías 14:12-14
“Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva!
Como foste lançado por terra tu que prostravas as nações!
E tu dizias no teu coração:
Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono; e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do norte; subirei acima das alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo.”
Em contraste com o orgulho e presunção de Satanás, que espírito tinha Jesus?
A Bíblia diz em Filipenses 2:6-8
“O qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz.”
As forças sobrenaturais de Satanás estão sendo usadas numa guerra.
A Bíblia diz em Efésios 6:11
“Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo.”
Satanás atreveu-se a tentar o próprio Cristo.
A Bíblia diz em Mateus 4:1
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo Diabo.”
Satanás é um inimigo vencido.
A Bíblia diz em Tiago 4:7
“Sujeitai-vos, pois, a Deus; mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós.”

Evangelismo


Como podem os Cristãos envolver-se no evangelismo?
Eles devem pessoalmente assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho.
A Bíblia diz em Mateus 9:37-38
“Então disse a seus discípulos:
Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
O evangelismo é um trabalho para todos os Cristãos em todo o mundo.
A Bíblia diz em Mateus 28:19-20
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
Compartilhar Jesus Cristo com outros deve ser parte do nosso estilo de vida.
A Bíblia diz em Colossenses 1:26-29
“O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.”
As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar.
A Bíblia diz em Mateus 24:14
“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Não precisa ser sofisticado, ou ter muitos diplomas para compartilhar Jesus Cristo com outros.
A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:1-5
“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”
Deus nos chama a ser representantes de Jesus.
A Bíblia diz em 2 Coríntios 5:20
“De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”
Evangelismo é falar sobre Cristo, mas é também ser um modelo da verdade. A Bíblia diz em Marcos 16:15
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
A Bíblia diz em João 13:35
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”
Evangelismo é mais que pregar e dar testemunho.
A Bíblia diz em Isaías 61:1
“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.”