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16 de dez. de 2009

Paulo em II Coríntios 2:4


"Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração,
vos escrevi, com muitas lágrimas, não para que ficásseis entristecidos,
mas para que conhecêsseis o amor que vos consagro em grande medida.

24 de nov. de 2009

A salvação é somente pela fé ou pela fé mais as obras?"

Esta talvez seja a mais importante pergunta em toda a Teologia Cristã.
Esta pergunta motivou a Reforma: a separação entre a igreja Protestante e a igreja Católica.
Nesta pergunta está a diferença crucial entre o Cristianismo Bíblico e a maioria dos cultos “Cristãos”.
A salvação se dá somente pela fé ou pela fé mais as obras?
Sou salvo apenas por crer em Jesus ou tenho que crer em Jesus e fazer certas coisas?

A questão da fé somente ou fé mais as obras se faz difícil por causa de algumas passagens bíblicas de difícil correlação.
Compare Romanos 3:28, 5:1 e Gálatas 3:24 com Tiago 2:24.
Há quem veja uma diferença entre Paulo (a Salvação é somente pela fé) e Tiago (a Salvação é pela fé mais as obras).
Na verdade, Paulo e Tiago, de maneira alguma, discordam entre si.
O único ponto de discordância que alguns afirmam existir é a respeito da relação entre fé e obras.
Paulo dogmaticamente diz que a justificação se dá somente pela fé (Efésios 2:8-9) enquanto Tiago aparentemente está dizendo que a justificação é pela fé mais as obras. Este aparente problema é resolvido ao examinarmos com precisão sobre o que discorre Tiago.
Tiago está negando a crença de que a pessoa possa ter fé sem produzir quaisquer boas obras (Tiago 2:17-18).

Tiago está enfatizando o argumento de que a fé genuína em Cristo produzirá uma vida transformada e boas obras (Tiago 2:20-26).
Tiago não está dizendo que a justificação se dá pela fé mais as obras, mas, ao invés disso, diz que a pessoa que é verdadeiramente justificada pela fé produzirá boas obras em sua vida. Se uma pessoa afirma ser crente, mas não produz boas obras em sua vida então ela provavelmente não tem fé genuína em Cristo (Tiago 2:14, 17, 20, 26).

Paulo escreve o mesmo.
O bom fruto que os crentes devem produzir em suas vidas é citado em Gálatas 5:22-23. Logo depois de nos dizer que somos salvos pela fé, não por obras (Efésios 2:8,9), Paulo nos informa que fomos criados para as boas obras (Efésios 2:10).
Paulo espera tanto de uma vida transformada quanto Tiago.
“Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17)!
Tiago e Paulo não discordam em seus ensinamentos sobre a salvação.
Eles abordam o mesmo assunto sob diferentes prismas.
Paulo simplesmente enfatizou que a justificação vem somente pela fé enquanto Tiago enfatizou o fato de que a fé em Cristo produz boas obras.

23 de nov. de 2009

Boa Colheita

"Você é o que é e está onde está por causa das inúmeras opções que fez ao longo de sua vida."

O apóstolo Paulo faz a mesma afirmação de uma maneira um pouco diferente, mais adequada ao ambiente agrário da época em que ele escreveu a carta aos Gálatas:

"pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito do Espírito colherá vida eterna.
E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos."
(Gálatas 6:7-9).

Paulo está afirmando que as ações que decidimos fazer hoje terão seus reflexos no futuro.
E já que hoje é o futuro de ontem, significa que estamos colhendo agora o que semeamos no passado.

O que semeamos no passado nós não podemos mudar, no máximo podemos administrar as suas consequências.
Em muitas circunstâncias teremos de reconhecer nossos erros e confessá-los, se for o caso.

Mas o que colheremos no futuro nós podemos determinar.
Não estamos amarrados a uma sina ou destino que nos escraviza a ter sempre os mesmos resultados.
Se você se sente assim, saiba que Cristo pode te libertar desse sentimento também.

Paulo afirma que se fizermos o bem sem desanimar nós faremos uma boa colheita. Analise o que você está fazendo, as palavras que está proferindo, os pensamentos que está cultivando e os sonhos que está sonhando.
Se estes forem bons agora, uma boa colheita no futuro está garantida.

"Senhor, muitas vezes não consigo fazer o bem que devia, ajuda-me com Teu poder a não desanimar de fazer o bem para que possa mudar a minha história."

21 de nov. de 2009

A Conversão:

Assim, Saulo partiu para Damasco, cerca de 240 km distante, provido de credenciais que lhe dariam autoridade para, encontrando os “que eram do caminho, assim homens como mulheres, os levasse presos para Jerusalém”
(Atos 9:2).
Que é que se passava na mente de Saulo durante a viagem, dia após dia, no pó da estrada e sob o calor escaldante do sol?
A auto-revelação intensamente pessoal de Romanos 7:7-13 pode dar-nos uma pista. Vemos aqui a luta de um homem consciencioso para encontrar paz mediante a observância de todas as pormenorizadas ramificações da Lei.
Isso o libertou?
A resposta de Paulo, baseada em sua experiência, foi negativa.
Pelo contrário, tornou-se um peso e uma tensão intoleráveis.
A influência do ambiente helertístico de Tarso não deve ser menosprezada ao tentarmos encontrar o motivo da frustração interior de Saulo.
Depois de seu retorno a Jerusalém, ele deve ter achado irritante o rígido farisaísmo, muito embora professasse aceitá-lo de todo o coração.
Ele havia respirado ar mais livre durante a maior parte de sua vida, e não poderia renunciar à liberdade a que estava acostumado.
Contudo, era de natureza espiritual o motivo mais profundo de sua tristeza.
Ele tentara guardar a Lei, mas descobrira que não poderia fazê-lo em virtude de sua natureza pecaminosa decaída.
De que modo, pois, poderia ele ser reto para com Deus?

Com Damasco à vista, aconteceu uma coisa momentosa.
Num lampejo cegante, Paulo se viu despido de todo o orgulho e presunção, como perseguidor do Messias de Deus e do seu povo.
Estevão estivera certo, e ele errado. Em face do Cristo vivo, Saulo capitulou.
Ele ouviu uma voz que dizia:
“Eu sou Jesus, a quem tu persegues;. . . levanta-te, e entra na cidade, onde te dirão o que te convém fazer”
(At 9:5-6).
E Saulo obedeceu.
Durante sua estada na cidade, “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu nem bebeu”
(Atos 9:9).
Um discípulo residente em Damasco, por nome Ananias, tornou-se amigo e conselheiro, um homem que não teve receio de crer que a conversão de Paulo’ fora autêntica. Mediante as orações de Ananias, Deus restaurou a vista a Paulo.

A Morte de Estevão.

Não fora pelo modo como Estevão morreu
(At 7:54-60), o jovem Saulo podia ter deixado a cena do apedrejamento sem comoção alguma, ele que havia tomado conta das vestes dos apedrejadores.
Teria parecido apenas outra execução legal.

Mas quando Estevão se ajoelhou e as pedras martirizantes choveram sobre sua cabeça indefensa, ele deu testemunho da visão de Cristo na glória, e orou:
“Senhor, não lhes imputes este pecado”
(Atos 7:60).

Embora essa crise tenha lançado Paulo em sua carreira como caçador de hereges, é natural supor que as palavras de Estevão tenham permanecido com ele de sorte que ele se tornou “caçado” também
caçado pela consciência.

De Descendência Judaica. de Paulo

Devemos, também, considerar a ascendência judaica de Paulo e o impacto da fé religiosa de sua família.
Ele se descreve aos cristãos de Filipos como “da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu” (Fp 3:5).
Noutra ocasião ele chamou a si próprio de “israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim” (Rm 11:1).

Dessa forma Paulo pertencia a uma linhagem que remontava ao pai de seu povo, Abraão. Da tribo de Benjamim saíra o primeiro rei de Israel, Saul, em consideração ao qual o menino de Tarso fora chamado Saulo.
Saulo de Tarso passou em Jerusalém sua virilidade “aos pés de Gamaliel”, onde foi instruído “segundo a exatidão da lei. . .“ (At 22:3). Gamaliel era neto de Hillel, um dos maiores rabinos judeus. A escola de Hilel era a mais liberal das duas principais escolas de pensamento entre os fariseus. Em Atos 5:33-39 temos um vislumbre de Gamaliel, descrito como “acatado por todo o povo.”
Exigia-se dos estudantes rabínicos que aprendessem um ofício de sorte que pudessem, mais tarde, ensinar sem tornar-se um ônus para o povo. Paulo escolheu uma indústria típica de Tarso, fabricar tendas de tecido de pêlo de cabra. Sua perícia nessa profissão proporcionou-lhe mais tarde um grande incremento em sua obra missionária.

Após completar seus estudos com Gamaliel, esse jovem fariseu provavelmente voltou para sua casa em Tarso onde passou alguns anos. Não temos evidência de que ele se tenha encontrado com Jesus ou que o tivesse conhecido durante o ministério do Mestre na terra.

Da pena do próprio Paulo bem como do livro de Atos vem-nos a informação de que depois ele voltou a Jerusalém e dedicou suas energias à perseguição dos judeus que seguiam os ensinamentos de Jesus de Nazaré. Paulo nunca pôde perdoar-se pelo ódio e pela violência que caracterizaram sua vida durante esses anos. “Porque eu sou o menor dos apóstolos”, escreveu ele mais tarde, “. . . pois persegui a igreja de Deus” (1 Co 15:9). Em outras passagens ele se denomina “perseguidor da igreja” (Fp 3:6), “como sobremaneira perseguia eu a igreja de Deus e a devastava” (Gl 1:13).

Uma referência autobiográfica na primeira carta de Paulo a Timóteo jorra alguma luz sobre a questão de como um homem de consciência tão sensível pudesse participar dessa violência contra o seu próprio povo. “. . . noutro tempo era blasfemo e perseguidor e insolente.
Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade” (1 Tm 1:13).
A história da religião está repleta de exemplos de outros que cometeram o mesmo erro.
No mesmo trecho, Paulo refere a si próprio como “o principal” dos pecadores” (1 T 1:15), sem dúvida alguma por ter ele perseguido a Cristo e seus seguidores.

Dos anos 70 a 100

Alguns fatos políticos ajudam a entender esta terceira fase da história.
A ascensão de Nero ao poder do império romano, com a perseguição aos cristãos, o martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo.
O massacre aos judeus, sobretudo no Egito (66 dC) e a revolução judaica na Palestina, iniciada no ano 68 dC e que levou à brutal destruição de Jerusalém no ano 70.
As comunidades cristãs ainda eram pequenas e sem influência, e por isso se tornaram alvos fáceis da perseguição romana.
Por outro lado, a destruição de Jerusalém e o fim do estado judaico e das suas instituições religiosas provocaram a separação definitiva entre cristãos e judeus. Tornaram-se duas religiões distintas, inimigas entre si, que se excomungavam mutuamente.
E foi também o período do surgimento de muitas religiões e doutrinas gnósticas e mistéricas, que começavam a invadir o império romano.
Elas penetraram também nas comunidades cristãs e provocaram novos conflitos e tensões.
No final do século I os cristãos foram perseguidos pelo imperador Domiciano.
O cristianismo foi declarado religião não-lícita pelo império.

Dos anos 40 a 70

A perseguição, o desejo missionário e a vontade de anunciar a boa nova a “toda a criatura” (Mc 16,15) levou os cristãos para fora da Palestina.
Nesses trinta anos o Evangelho se expandiu por todo o império, chegando a todas as grandes cidades, inclusive a capital Roma, o “fim do mundo” (At 1,8).
Se seguirmos a descrição das três viagens de Paulo e seus companheiros, narradas nos Atos dos Apóstolos, vemos que eles percorreram em torno a 16 mil quilômetros. Enfrentaram muitos problemas (2Cor 11,25-26) e também dificuldades da própria missão de anunciar o Evangelho.
Além disso, a mensagem de Jesus foi marcada pelas mudanças de contextos.
Vejamos as principais:
→ Do Oriente → para o Ocidente
→ Da Palestina → para a Ásia Menor, Grécia e Itália
→ Da cultura judaica → para a cultura grega (helenismo)
→ Da realidade rural → para a realidade urbana
→ Das comunidades ao → para comunidades ao redor das casas (oikój) nas periferias
redor das sinagogas das grandes cidades da Ásia e da Europa.
Estas passagens foram marcadas profundamente pela mudança de mentalidade e pela tensão entre os cristãos vindos do judaísmo e os novos cristãos que vinham de outras culturas (At 15; Gl 2).
Foi um doloroso processo de conversão com muitos conflitos ao interno do próprio cristianismo.
Imaginamos a dificuldade dos cristãos judeus, formados dentro da visão judaica da Lei, e que deviam abrir-se para uma visão universal de Deus.
A passagem da visão de um povo eleito, privilegiado por Deus entre todos os povos para a certeza de que em Cristo todos os povos faziam parte de um único povo (multirracial e pluricultural) diante de Deus (Ef 2,17-18; 3,6).
As comunidadesque surgiam, pequenas e frágeis, levavam a sério a mensagem de Jesus. E foram os outros a reconhecer isso.
Em Antioquia, para distingui-los, deram a eles o nome de Cristãos (At 11,26). E começaram assim a adquirir a sua própria identidade. Os Atos dos Apóstolos relatam a beleza e o vigor dessas primeiras comunidades (At 2,42-47; 4,32-37).
Mas a dificuldade nossa hoje é que não temos as notícias de todas as primeiras comunidades.
Os Atos e as Cartas relatam basicamente a missão do Apóstolo Paulo e das comunidades surgidas através da sua missão.
Quase nada sabemos do trabalho de outros missionários, das comunidades espalhadas pelo norte da África, na Itália e pelas outras regiões e que estavam presentes no dia de Pentecostes (At 2,9-10).
Pouco sabemos também das comunidades da Síria e da Arábia, cujo centro era Antioquia.
A comunidade de Antioquia chegou a competir em autoridade e influência com a de Jerusalém.
Foi desta comunidade que Paulo partiu para as suas viagens missionárias, e onde viveu muito tempo.

As etapas da história

Para compreender as Cartas Paulinas é importante situá-las no seu contexto histórico. A história das primeiras comunidades do NT pode ser dividida em três grandes partes: Dos anos 30 a 40
É um período curto de apenas dez anos.
O ponto de partida é a manifestação de Pentecostes (At 2,1-36) que gera o anúncio da Boa nova por toda a Palestina (At 2,41.47; 4,4; 5,14; 6,7; 9;31).
Este período é também chamado “Movimento de Jesus”.
Este período termina com a crise provocada pela política do imperador Calígula (37-41) e pela perseguição dos cristãos por parte do rei Herodes Agripa (41-44)3.
Neste período a maioria dos cristãos era formada por judeus convertidos.
Fundavam comunidades ao redor das sinagogas, à margem do judaísmo oficial.
O seu crescimento obrigou-os a criar novas formas de organização, como por exemplo, a escolha de novos animadores, chamados diáconos (At 6,2-6).
O objeto da pregação era o anúncio da chegada do reino (Mt 10,6) e a Morte e Ressurreição de Jesus (At 2,23–3,6; 3,14-15; 4,10-12).
Os evangelhos ainda não tinham sido escritos.
E por isso eles liam o AT a partir doevento Jesus Cristo e repetiam os ditos e feitos de Jesus a partir do testemunho dado por aqueles que tinham visto e ouvido Jesus Cristo.
Já neste período aparecia a primeira divergência entre os cristãos judeus.
Havia um grupo mais ligado a Estevão, que buscava uma abertura aos judeus da diáspora e ao helenismo (At 7,1-53).
De outro lado havia o grupo ao redor de Tiago, ligado aos judeus da Palestina, que defendia uma fidelidade à Lei de Moisés e à “Tradição dos Antigos” (Mc 7,5; Gl 1,14).
Na primeira perseguição só os cristãos ligados ao grupo de Estêvão foram perseguidos (At 8,1).
Porém, na segunda perseguição, aquela de Herodes Agripa (At 12,1-3), todos os grupos cristãos eram alvo da repressão.
Esta perseguição aos cristãos, na Palestina, teve como conseqüência a missão para fora do território judeu.
Paulo e Barnabé, seguindo a linha de Estêvão, estavam entre esses missionários que foram pelo mundo para formar novas comunidades

Possível cronologia

Não é fácil datar corretamente a vida e atividade de Paulo. Segue um possível esquema:
+ ano 5: Nascimento em Tarso.
+ ano 11: Começa a freqüentar a escola na Sinagoga.
+ ano 20: Muda-se para Jerusalém para estudar e tornar-se fariseu na Escola de Gamaliel.
+ ano 35: Experiência no caminho de Damasco: a “conversão”.
Até o ano 37: Está na Arábia, Damasco e faz uma rápida viagem a Jerusalém (Gl 1,17-18).
Até os anos 44 ou 45: Passa alguns anos em sua terra natal, Tarso.
No ano 45: Estadia em Antioquia da Síria.
Anos 46 a 48: Primeira viagem missionária.
Ano 49: Em Jerusalém para o “Primeiro Concílio” da Igreja (At 15,1-35).
Anos 49 a 52: Segunda viagem missionária.
Anos 53 a 58: Terceira viagem missionária.
Anos 59 a 62: Quarta viagem missionária.
Ano 68: Morre mártir em Roma.

O estilo e linguajar das Cartas do apostolo Paulo

Em Tarso havia o comércio de escravos, que Paulo deveria conhecer bem, pois usa essa imagem para falar da morte e ressurreição de Jesus (1Cor 6,20; 7,21-25).
E várias vezes ele usa a imagem da “compra e resgate” para ilustrar a ação de Jesus em favor dos cristãos.
Também havia uma ambiente cultural muito grande: arte, arquitetura, esportes, etc., e que Paulo conhecia muito bem, basta ver como usa seus conceitos para elaborar suas metáforas, como, por exemplo, a questão da “parada militar”.
Em suas Cartas encontramos vários hinos (1Cor 13; Fl 2,5-11; etc.) que podem ser provenientes das comunidades onde Paulo evangelizava e que talvez não sejam de sua autoria, e que eram usados nas celebrações.
Porém, nada impede que entre os tantos dons do Apóstolo, pudesse também ter o poético

As Cartas de Paulo

O conjunto das Cartas Paulinas compreende um total de treze Cartas que são atribuídas ao Apóstolo Paulo.
A ordem em que se encontram no cânon bíblico não reflete a data em que foram escritas, mas foram organizadas segundo a sua extensão
(as primeiras são as mais longas).
Alguns procuram agrupar as Cartas do seguinte modo:
a) Cartas maiores: Romanos, 1-2 Coríntios, Gálatas e 1-2 Tessalonicenses.
b) Cartas da prisão: Efésios, Filipenses, Colossenses e Filemon.
c) Cartas pastorais: 1-2 Timóteo e Tito.
As Cartas aos Romanos, 1-2 Coríntios, Gálatas, Filipenses, 1 Tessalonicenses e Filemon são consideradas por todos os biblistas como Cartas autênticas de Paulo. Alguns biblistas questionam se a Primeira e Segunda Timóteo e Tito são de Paulo ou dos seus discípulos.
Outros também colocam nesta lista as Cartas a Efésios,
Colossenses e 2 tessalonicenses, pois usam uma linguagem diversa e tratam de problemas que existiam nas comunidades no final do I século.
É certo que algumas Cartas de Paulo foram perdidas.
Em 1Cor 5,9 já se fala de uma Primeira Carta aos Coríntios.
Em Cl 4,16, Paulo se refere a uma Carta escrita aos cristãos de Laodicéia.
E temos ainda a famosa “Cartas em lágrimas” aos Coríntios (2Cor 2,4).
Alguns estudiosos afirmam que a Carta aos Filipenses é um conjunto de vários bilhetes.
E também que a 2Cor é um ajuntamento de várias cartas, enviadas em datas diferentes.
As Cartas não foram escritas do próprio punho pelo Apóstolo.
Ele as ditava (cf. Rm 16,22) e às vezes assinava (cf. Gl 6,11).
talvez a carta a Filemon tenha sido o único escrito com sua própria mão.

Um missionário que escreve cartas às suas Comunidades

O grande carisma de Paulo é ser um missionário.
Depois de ter fundado as florescentes comunidades cristãs no mundo helenístico, ele não as deixou privadas de assistência, mas as acompanhou com a sua guia pastoral: a “preocupação por todas as Igrejas” representa, como ele mesmo afirmava, a sua “preocupação quotidiana” (2Cor 11,28).
E para manter os contatos com essas comunidades, para ajudá-las a resolver os seus problemas e para rendê-las mais eficazes no seu testemunho ao mundo ao seu redor, Paulo se tornou escritor: as suas cartas nasceram da missão e em vista da missão.
Paulo conhecia o bom funcionamento do correio do império romano e soube fazer deste meio, um instrumento de evangelização.
Foi assim, sem saber e sem querer, o primeiro grande escritor do Novo Testamento.
As Cartas foram escritas em função da situação concreta das comunidades.
O Apóstolo acompanhava o crescimento das mesmas, com todos os seus problemas e dificuldades.
Por isso, também a sua leitura hoje deve levar em conta a situação específica da comunidade à qual foi destinada cada uma delas.
O seu modo de ser missionário também é diferente da mentalidade grega da época. Paulo trabalhava e ganhava o seu sustento com o próprio trabalho.
E era um trabalho manual.
Para as elites abastecidas de bens e culturalmente favorecidas, o único trabalho que dignificava o ser humano era o trabalho intelectual.
Numa sociedade onde em algumas grandes cidades até dois terços da população era escrava, Paulo encontrou seu lugar social entre os trabalhadores empobrecidos, ainda que pudesse fazer valer seus direitos de Apóstolo e fundador de comunidades (1Cor 9,1-18; 2Cor 11,7-12).
Paulo nos passa um grande ensinamento ele nos ensina sobre o não ter medo da mudança, a necessidade de enchegar o erro e mudar.
Paulo diz:"Deus tem compaixão de quem lhe apraz, e faz misericórdia a quem Ele quer aplicar misericórdia.
Isso, portantanto, não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de Deus que se compadece."Rm 9, 15 .
E foi lá na estrada de Damasco que Jesus o esperava...
A Luz mudou o caminho de Paulo e ele rompeu barreiras, em seu sonho, em seus planos, teve ousadia e coragem de trilhar outros caminhos.
Novos caminhos.
E no meio de toda a transformação e descoberta de Paulo, Jesus diz pra Ananias: " esse homem é um instrumento que eu escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e aos povos de Israel.
Eu vou mostrar a Paulo quanto ele deve sofrer por causa do meu nome." At 9, 15-16

Percebemos aí que o Senhor se manifesta como e quando quer e nossa atitude deve ser de disponibilidade e abertura.
Por que eis que o Senhor faz nova todas as coisas, basta apenas crer, confiar e ACREDITAR!

Vamos aprender então como o Apóstolo Anunciador do Evangelho, o seu exemplo de graça e entrega, de disponibilidade ao projeto e à vontade do pai, sem medo, orgulho e vergonha.
Ter fidelidade e confiança em Deus para que nossa transformação seja feita!
Paulo permitiu sua transformação, vamos também nos permitir?
Como Paulo mesmo dizia: EU SEI EM QUEM ACREDITEI.
2Tm 1, 12
Vamos acreditar também!
ACREDITE nos planos do Senhor em sua vida e permita-se mudar, transformar!

Paulo e jesus

O Apóstolo não tinha ainda em mãos os evangelhos escritos.
Ele os trazia impressos na sua carne, marcada por toda sorte de sofrimentos (1Cor 11,21-29), a ponto de estar crucificado com Cristo (Gl 2,19), trazendo em seu corpo as marcas da paixão de Jesus (2Cor 4,10; Gl 6,17), e completando, no seu corpo, o que faltava das tribulações de Cristo
(Cl 1,24).
Assim ele podia dizer que “já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”
(Gl 2,20).
Pelos escritos dodo Apóstolo Paulo, nós verificamos também algumas diferenças entre o seu modo de anunciar e o modo como Jesus anunciava. Jesus anunciou a sua mensagem praticamente aos judeus, da Galiléia, pois segundo os sinóticos, Jesus só foi a Jerusalém para a Páscoa, quando foi crucificado e morto e depois ressuscitou.
Paulo, por sua vez, percorreu o império romano e foi a Roma (capital) como parte final da sua vida, onde sofreu a sua paixão.
Jesus falava em aramaico e anunciava o reino em parábolas, criadas a partir da observação atenta da vida simples do povo da roça e das aldeias. Paulo, ao contrário, embora também soubesse falar o aramaico, anunciou e escreveu em grego, porque seus ouvintes eram judeus da diáspora e pagãos que falavam a língua oficial da época.
Paulo também era um bom observador da vida cotidiana, porém usava as imagens sobretudo da vida e da cultura urbana, das grandes cidades.
Ele falava do atletismo, dos esportes, da construção civil, das paradas militares, das lutas nos estádios, da vida dos soldados, etc. Por isso, tentava inculturar a mensagem de Jesus de Nazaré (que viveu a maior parte do tempo na Galiléia) para o universo da cultura grega.

CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO!

Paulo foi aquele que levou o anúncio de Jesus Cristo para fora do território da Palestina, tornando-o universal.
Paulo é um importante judeu cristão o primeiro século.
Nos atos dos Apóstolos(22,3), ele afirma ter nascido em Tarso, na Cilícia, região que pertecia ao Império Romano.
Hoje essa região é parte da Turquia

Amigos de Paulo, não vamos deixar o Evangelho parar por aqui, nesse espaço ou nas nossas casas ou no nosso grupo de amigos.
Vamos anunciar, jovens!!!!!!!
Só há uma maneira de fazer diferente nesse mundo em que estamos vivendo e é pregando o Evangelho do Senhor Deus.

E o verdadeiro Cristão não deixa de anunciar, não deixa de falar do amor que Deus tem por nós.
Vejam o quanto Paulo é perfeito em suas palavras na carta aos Gálatas, parece que foi escrita para este século.
Ele diz assim:
"no passado vocês não conheciam a Deus, eram escravos.
Agora, porém vocês conhecem a Deus, ou melhor agora Deus conhece vocês." (GL4,8-9)
Que perfeito!
Amigos, vocês conhecem a Deus e Ele conhece vocês!
" Você já não é escravo, mas filho, e se é filho, é também herdeiro por vontade de Deus." (GL 4,7 )
Me transbordo de alegria ao ler as palavras de Paulo!
Convertamos os nossos corações e voltemos unicamente para o Senhor.

Vamos Evangelizar!

Imitar a Deus - Carta aos Efésios 5,1-19

"Sejam imitadores de Deus, como filhos queridos.
Vivam no amor, assim como Cristo nos amou e se entregou a Deus por nós, como oferta e vítima, como perfume agradável.
Ninguém engane vocês com argumentos vazios, porque essas coisas atraem a ira de Deus sobre os desobedientes.
Outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor.
Por isso, comportem-se como filhos da luz.
O fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade.
Saibam discernir o que é agradável ao Senhor.
Estejam atentos para a maneira como vocês vivem: não vivam como tolos, mas como homens sensatos, aproveitando o tempo presente, porque os dias são maus.
Não sejam insensatos; ao contrário, procurem compreender a vontade do Senhor.
Juntos recitem salmos, hinos e cânticos inspirados, cantando e louvando ao Senhor de todo o coração.
Agradeçam sempre a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo."

O Apóstolo Paulo



Apostolo Paulo, incansável comunicador do Evangelho, mártir convertido ao cristianismo, é o autor do primeiro texto do Segundo Testamento, a primeira Carta aos Tessalonicenses, e um apaixonado por Jesus Cristo.
Uma de suas frases mais conhecidas testemunha a vida de conversão e entrega ao anúncio do Evangelho:
"Combati um bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé"
(2Tm 4,6)

I Coríntios 13 de Apóstolo Paulo

1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.
2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,
5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;
6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;
10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

COMENTARIO;
Amor que suplanta e soterra injustiças do orgulho; que redime, anistia pecados, encombre milhões de erros…resta, na evolução, a busca desse sentimento único e abrangente que o apóstolo Paulo tão bem narras, como algo que se busca, como a própria Verdade, posto que incondicional e superior, embora humilde…
I Coríntios 13
de Apóstolo Paulo

Não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais acaba.
Não mais vivo eu, mas cristo vive em mim.

Posso todas as coisas naquele que me fortalece.

Ninguém desprese a tua mocidade: Mas sê o exemplo dos fiéis...

Em todas as coisas porém, somos mais que vencedores

Se Deus é por nós, quem será contra nós.
Romanos, capitulo 30, Novo Testamento