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12 de dez. de 2009

Daniel interpretando o sonho de Nabucodonosor.

Resumo da estátua: Ouro: Babilônia 608-538 a.c; Prata: Medo-Pérsia 538-331 a.c; Bronze: Grécia 331-168 a.c; Ferro: Império Romano 168-476 d.c. Pés:por fim, entre 351 e 476 temos a invasão do Império pelos bárbaros e sua consequente divisão em 10 Reinos ou a Europa ocidental até hoje.

Mais de 2500 anos atrás, em torno de 600 antes de Cristo, Nabucodonosor, Rei da Babilônia, que havia feito grandes conquistas, almejava estender as fronteiras do seu reino até as extremidades da Terra. No entanto, certa noite teve um sonho notável. Seu espírito ficou pertubado e perdeu o sono. Apesar de ter ficado impressionado com o que havia sonhado, ao acordar não pode se lembrar do sonho. Perplexo, ele convocou os sábios, os astrólogos, os adivinhos e os feiticeiros do seu reino para consultá-los. Ele queria que estes dissessem qual foi o seu sonho e a respectiva interpretação. Logicamente que os sábios não puderam desvendar o sonho, então o Rei Nabucodonosor enfurecido expediu um decreto mandando exterminar todos os sábios de seu reino. Esse decreto atingia também o jovem Daniel que era um escravo hebreu que servia na corte, bem como seus 3 companheiros. Daniel, de forma prudente, solicitou que o rei adiasse a sentença de morte; porque ele iria buscar auxílio ao Deus de seus pais. Então Deus revelou a Daniel, em visão, o sonho de Nabucodonosor e disse que cada parte da grande estátua simbolizaria um grande império que surgiria desde a época do reino da Babilônia até o estabelecimento do Reino de Deus. Dessa forma, Deus salvou a vida de Daniel e seus amigos; e Daniel foi elevado a condição de governador da Babilônia.


A Profecia das Nações Parte 1

Baseado em Daniel capítulo 2
Anunciando a volta de Jesus

Vamos visualizar no gráfico e na tabela abaixos os Reinos como apresentados em Daniel capítulos 2 e 7. Perceba que em Daniel 7 eles são representados por animais. Estudaremos este capítulo em seguida


Baseado em Daniel capítulo 7

O capítulo 7 de Daniel continua a história contada no capítulo 2, mas utilizando ANIMAIS como símbolos, ao invés da estátua. Ele conta a mesma história, porém com MAIS DETALHES:
1-BABILÔNIA

O primeiro Reino, Babilônia é simbolizado por um leão com asas. Os Babilônios mantiveram o domínio de todo o mar mediterrâneo desde 608 AC até aproximadamente 538 AC quando foram vencidos pelos Medos-Pérsas.



2-MEDO-PERSIA
O segundo reino, a Média e a Pérsia são representados por um urso. Reinou de 538 AC até 331 AC quando foram derrotados pelos gregos.


3- IMPÉRIO GREGO-MACEDÔNICO
O terceiro Reino, o Império Grego é simbolizado por um Leopardo com 4 cabeças e 4 asas. O Reino foi estabelecido por Alexandre O Grande. Após a morte de Alexandre, o Reino foi dividido entre os 4 de seus principais generais: Cassandro, Seleuco, Lísimaco e Ptolomeu em cumprimento das 4 cabeças simbólicas do animal. Reinou de 331 AC até 168 AC.


4- O IMPÉRIO ROMANO
Reinou de 168 AC até 476 quando foi dividido pelas tribos bárbaras. O Império Romano foi o mais carniceiro de todos. Além de ter destruído Israel, acabou perseguindo os cristãos por quase 3 séculos até o Edito de Tolerância em 311 DC. Por isso ele é descrito tendo dentes de ferro.



A Europa Dividida = 10 chifres
Como já foi visto, após o Império Romano a Europa foi dividida pelas tribos bárbaras. No capítulo 2 de Daniel isso é representado pelos 10 dedos dos pés da estátua. No Capítulo 7 é representado pelos 10 chifres que sobem do último animal.

Repare nos 10 chifres:

A Europa se dividiu nas 10 seguintes tribos Bárbaras:

Eles se tornaram em países europeus atuais: MAPA ATUAL:


Vejamos a divisão dos 10 dedos/ 10 chifres da profecia:
1-Germanos = Alemanha,

2-Francos = França, 3

Burgundos = Suíça,

4- Suevos = Portugal,

5- Anglo-saxões = Inglaterra,

6- Lombardos = Itália,

7-Visigodos= Espanha.

8- Os Hérulos,

9- Os Vândalos e

10- Ostrogodos

A profecia diz que 3 chifres seriam derrubados, ou seja, 3 tribos não se tornariam nações européias.
É o caso dos Hérulos, Vândalos e Ostrogodos.

O Décimo Primeiro Chifre
O CHIFRE PEQUENO (A Nação Pequena)
A profecia diz que dentre os 10 chifres, surgiria um 11° Chifre que seria diferente de todos os outros pois teria OLHOS E BOCA E FALARIA CONTRA DEUS:



O ato de falar contra Deus denota que ele é um poder religioso.
A profecia também diz que ele é que derrubaria 3 chifres, ou seja, os Hérulos, Vândalos e Ostrogodos por não aceitarem sua autoridade.
O ato de derrubar poderes políticos denota que ele também seria um poder político.
Assim o 11° Chifre é um PODER RELIGIOSO + POLÍTICO, sendo símbolo da IGREJA CATÓLICA ROMANA.
A História mostra que os Hérulos caíram em 493, os Vândalos em 498 e os Ostrogodos em 538.
Em 538 o Imperador Justiniano declarou o Papado o líder das Igrejas Cristãs.
As 3 Características principais do Chifre Pequeno (Daniel 7:25)
1) Ataca a Lei de Deus, modificando e apagando mandamentos:

A Igreja Católica não ensina os 10 mandamentos conforme estão em Exodo Capítulo 20. Ela apagou o segundo mandamento que proíbe o uso de imagens em cultos e o quarto mandamento que trata da guarda do sábado foi modificado para "guardar domingos e festas"
2) Ataca o calendário que Deus estabeleceu:

O profeta Daniel também diz que ele alteraria os tempos (Versão Almeida de Daniel 7:25) ou o calendário do mundo (Edição Pastoral Católica de Daniel 7:25). Novamente a profecia se mostrou infalível, afinal foi a Igreja Romana quem instituiu o calendário solar de 12 meses intercalados de 31, 30 dias, com a diferença no mês de fevereiro. Este calendário vai contra o calendário divino solar-lunar de Israel que trazia o mês fixo de 30 dias . Igualmente contagem do início do dia foi modificado do bíblico pôr do sol para a meia-noite, tornando mais difícil a obediência do quarto mandamento da lei de Deus (Exodo 20:8-11).

Nosso calendário é chamado de gregoriano, pois foi imposto pelo papa Gregório XIII (1582).
3) Reina por 3 anos e meio, 1260 dias ou 42 meses
Em profecia 1 dia equivale a 1 ano.
Veja Ezequiel 4:6 e Números 14:34.
No calendário judaico o ano tinha 360 dias e o mês 30 dias fixos.
Dessa forma: 42 meses = 3 anos e meio = 1260 dias.
Os 3 anos e meio aparecem em Daniel 7:25 e Apocalipse 12:14.
Os 1260 dias aparecem em apocalipse 12:6.
Os 42 meses aparecem em Apocalipse 13:5
Assim 1260 dias proféticos são 1260 anos.
Isso significa que a nação pequena governaria por 1260 anos.
No ano 533 o Imperador Justiniano lançou um decreto na qual tornava o Bispo de Roma cabeça de todas as igrejas da Cristandade, ganhando poder religioso e temporal.
No entanto esse decreto só entrou em vigor no ano de 538. Dessa forma a Igreja passou a sub-governar a Europa ocidental.
Os outros países ficaram sob sua influência durante a longa Idade Média.
1260 anos depois, em 1798, na época da Revolução Francesa, o General Francês Berthier invadiu Roma.
538---------------poder temporal--------------1798-------poder quebrado---------1929 --- ------poder temporal restaurado----------------------- Hoje.
Após ser apresentado o Chifre Pequeno reinando por 1260 anos/ 3 anos e meio, o capítulo 7 de Daniel termina com o estabelecimento do Reino de Deus:

Resumo:

Vimos anteriormente a identidade dos 4 primeiros impérios que foram revelados ao profeta Daniel:

1 Leão= Babilônia
2 Urso= Medo- Pérsia
3 Leopardo= Império Grego
4 Animal Terrível= Império Romano
Divide-se em 10 nações Bárbaras da Europa Ocidental.
Surge dentre elas uma pequena nação, ou chifre pequeno, simbolo da Igreja Romana que:
Altera a Lei de Deus, persegue os santos e muda o calendário Juliano.
O tempo que persegue o povo de Deus é de 42 meses, ou 3 anos e meio, ou 1260 dias ou como 1 dia em profecia equivale a 1 ano, 1260 anos.
Tal período vai do decreto de Justiniano em 538 até a invasão francesa de 1798.
A Igreja perde o poder temporal entre 1798 e 1929.
Em 1929 seu poder é restaurado parcialmente com o Tratado de Latrão.

A túnica especial


A túnica exterior era também chamada de capa, uma peça muito importante do vestuário, que se usava como um paletó ou blusão.
Essas capas eram tingidas de cores alegres ou listradas, e o tecido usado poderia ser um linho fino ou uma fazenda mais rústica.
Um homem que se prezasse não entraria no templo sem estar vestido com sua capa, que além de uma veste nobre, também era usada como cobertor.

Fonte: Manual dos Tempos e Costumes Bíblicos

Jacó já era velho quando José nasceu e por isso além do bom caráter do garoto, ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos.
Jacó encontrava uma satisfação particular na companhia de José, cuja amabilidade e ideais o faziam tão diferente de seus irmãos.
Já que ele tinha 91 anos quando nasceu José, e Benjamin até este momento da história não havia nascido, ele considerava a José como o filho de sua velhice.
O tratamento preferencial a José chegou a seu ponto máximo com a túnica especial que seu pai lhe fez.
Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas e José quando a vestiu ficou maravilhado e foi correndo mostrar para os outros.
Esta túnica excitou a suspeita de que Jacó tinha o propósito de passar por alto a seus filhos maiores, sua intenção de conferir a primogenitura a José.
Naquele tempo a túnica era a parte principal do guarda roupa, e usualmente alcançava até o joelho, tinha mangas curtas, e uma só cor.
Más a túnica que José recebeu era bem superior às usuais: era provavelmente semelhante às usadas pelos membros da realeza, descendo até os tornozelos, com mangas compridas, e de varias cores.
Com esta túnica José andava como um príncipe e seus irmãos com suas túnicas curtas de cor pálida pareciam mendigos perto dele.
Não é de admirar que todos seus irmãos o odiassem?

V-4.
Por essas e outras a raiva dos irmãos crescia a cada dia.
Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.
Muitos pais que se encontram na situação de Jacó, atraídos mais por um filho que a outro, ao menos se esforçam em ocultar a preferência, que no mais íntimo de seu coração, provavelmente crêem plenamente ser justificada.
Mas com excessiva e visível parcialidade, Jacó mostrou sua preferência pública pelo filho de Raquel ao presenteá-lo com esta caríssima e principesca peça.
Você deve estar se perguntando se Jacó agiu corretamente em tudo isto, certo?
Será que ele se esqueceu dos problemas que o favoritismo tinha causado no lar dos seus pais?
Isto o havia separado de sua mãe, assim como o separaria de José.
Más é sempre mais fácil copiar a fraqueza dos pais do que seguir o exemplo de seus pontos fortes não é mesmo?
Porém você vai notar nesta história, que até mesmo a tolice do homem pode ser usada para que a soberana vontade de Deus seja executada.
Deus vai usar a raiva dos irmãos de José, como a de Esaú, para favorecer seu o plano.

Nosso Deus é tremendo!!!!!

O Natal: Como Comemorar esta Data?


O significado do Natal atualmente está mais fundamentado em misticismo e oportunidades de lucros.
Árvores de natal, anjinhos (não existem anjinhos), papai noel, girlandas, sinos, velas, gulodices e bebedices são dentre muitas os símbolos do natal.
Numa propaganda de perfume foi afirmado:
“a essência do natal é o perfume, mas não se esqueça de rezar.”
Os valores estão invertidos, e está na cara que o que mais interessa no natal para a maioria são os prazeres resultantes do dinheiro.
Entre as crianças e adolescentes, para não dizer os adultos, a questão é:
o que você vai ganhar de Natal?
Daí entra o papai Noel (e hoje até a mamãe Noel).
Cartinhas são escritas e o pai esconde o presente no dia de natal.
Os presentes não são ruins, mas a mentira que às vezes envolve o natal.
Um dia a criança cresce e descobre que papai Noel não existe, e tudo foi fantasia, até o Deus que lhe foi ensinado, pode concluir uma criança mal orientada!
Como comemorar o natal corretamente?
Qual o real significado do natal para os cristãos?
Por que 25 de dezembro?
Papai noel?
Presentes?

I – 25 de dezembro

A verdade é que não sabemos o dia do nascimento de Jesus, mas sabemos que não é dia 25.
Segundo o texto de Mateus 2:1, Jesus nasceu antes da morte de Herodes.
De acordo com os historiadores, Ele deve ter nascido nos primeiros meses do ano.
É interessante que os cristãos que viveram perto da era apostólica comemoravam “ora dia 6 de janeiro, ora 25 de março”
(Enciclopédia Barsa).

II – Por que 25 de Dezembro?

Essa data foi fixada no ano 440, mas o primeiro natal foi em 325, em Roma.
O objetivo era “cristianizar grandes festas pagãs realizadas neste dia:
a festa mitraica (religião persa que rivalizava com o cristianismo nos primeiros séculos); que celebrava o natalis invicti solis (nascimento vitorioso do sol)”. (Enciclopédia Barsa).
25 de dezembro é o dia do nascimento do deus Sol, deus do mitraísmo.
Qual deve ser a nossa posição sobre essas coisas sabendo de sua origem?

1- Moderação: Nem condenar por completo os festejos natalinos, mas também não fazer deles a ênfase do Natal.
2- Não colocar os presentes e as comidas como o fator principal, e sim ofertar recursos para a causa de Deus.
3 – Cuidado com o consumismo: temos facilidade para gastar 50, 100, 1000 reais com presentes e festas, de acordo com as posses de cada um, mas quanto você vai ofertar para Deus?
4 – Nunca mentir sobre Papai Noel, mas focalizar a bondade e o amor cristão.

Conselhos de E.G. W:
5 – Não devemos condenar a árvore de natal em si, mas usar os aparatos natalinos voltados a uma boa causa:
Ex. colocar uma oferta especial na árvore de Natal; fazer uma limpeza no guarda roupas para doar aos pobres.
“Árvore de Natal com Ofertas Missionárias não é Pecado.
Não devem os pais adotar a posição de que uma árvore de Natal posta na igreja para alegrar os alunos da Escola Sabatina seja pecado, pois pode ela ser uma grande bênção.
Ponde-lhes diante do espírito objetos benevolentes.”
6- Promover união familiar, irmãos na fé, e focalizar a Cristo.
7- Usar o contexto do Natal para pregar a Cristo e fazer boas obras.

fonte:/nistocremos.net

Dicas Para Jovens:como ler a Biblia


Se você já leu a sua Bíblia, troque por uma outra versão, ou em outra linguagem.
Por exemplo, se ela é NVI Nova Versão Internacional você pode trocá-la por uma na Linguagem de Hoje ou Almeida.
Ou se for um pouco mais ousado, leia em outra língua.
Você vai ver como descobrirá coisas novas lendo a mesma coisa de outro ângulo.
- Use um livro de apoio: livros como Descobrindo a Bíblia podem te auxiliar muito na leitura durante o ano, pois durante a leitura, você conhece mais o livro da Bíblia que você está lendo.
- Procure um companheiro de leitura:
pode ser alguém da sua célula, seu líder, marido, namorado ou irmão, escolha com essa pessoa que leitura vocês farão e compartilhem durante o ano as coisas que Deus está falando.
- Escolha um tipo de leitura:
como já falamos, pode ser os 66 livros corridos, pode ser um número especifico de capítulos por dia, ou ler o Velho e o Novo Testamento junto com Salmos e Provérbios. Em qualquer um deles, é importante que você planeje bem a leitura durante o ano para não desanimar lá na frente.
- Faça um teste:
Faça uma simulação de como seria seu devocional todos os dias e veja se você irá dispor desse tempo todos os dias do próximo ano.
- Procure sempre um horário constante e um lugar calmo para ouvir Deus falando antes, durante e depois da sua leitura.
Em qualquer plano devocional que você criar, Deus com certeza vai falar muito com você!
Mas atenção:
não desanime se a pessoa desanimar!

4 de dez. de 2009

EDUCAÇÃO NO LAR DE UM CRISTÃO

Os judeus consideravam os filhos uma grande alegria e um prêmio (Salmo 127:3-5).
A educação dos filhos começava por volta dos três anos, quando já sabiam falar; orações e cânticos eram aprendidos por repetição, tal como hoje.
Em casa, observavam os símbolos e práticas religiosos que propiciavam oportunidade de ensino.
Aprendiam, por exemplo, sobre o menorá (candelabro de sete braços), símbolo da fé judaica.
Eram encorajados a perguntar sobre o significado do ritual familiar anual da Páscoa (Êxodo 12:26-27) que ensinava sobre o poder de Deus nos assuntos humanos.
Os pais tinham responsabilidades definidas na educação, O pai ensinava religião, a história do povo hebreu e uma profissão.
Também deveria ensiná-lo a nadar e era responsável por encontrar uma esposa para seu filho.
À mãe cabia ensinar suas filhas a serem obedientes e esposas capazes.
As meninas aprendiam a cozinhar, fiar, tecer, tingir, cuidar de crianças e até dirigir escravos.
Aprendiam a triturar grãos e às vezes ajudavam na colheita.
Ocasionalmente ajudavam a cuidar das vinhas ou, se não havia irmãos, ajudavam a cuidar dos rebanhos.
Deviam ter boas maneiras e alto padrão moral.
Segundo o costume da comunidade judaica, as meninas tinham oportunidades educacionais formais restritas e não lhes era permitido estudar a Lei.
Não obstante, algumas tinham educação de alto nível em casa, aprendendo música, dança, leitura, escrita e a manejar pesos e medidas.
Nas famílias ricas, os filhos tinham tutores em casa.

EDUCAÇÃO RELIGIOSA

Começava em casa e continuava quando os filhos iam com seus pais aos cultos religiosos.
No princípio o povo adorava no tabernáculo, depois no templo de Jerusalém e mais tarde em sinagogas locais; mas em todos esses lugares, as crianças podiam aprender sobre os rituais (como ofertas e sacrifícios) e do ensinamento ministrado pelos sacerdotes, levitas ou rabinos.
Além disso, aprendiam sobre as Escrituras e sobre o que Deus queria do povo judeu; aprendiam sobre as festas anuais e festivais religiosos.
Aprendiam que a Páscoa comemorava o livramento de seus ancestrais da escravidão no Egito.
No Pentecostes o povo lembrava de Deus entregando a lei a Moisés no Monte Sinai.
A Festa dos Tabernáculos, com suas barracas feitas de três galhos, comemorava a fidelidade de Deus aos judeus na sua jornada aparentemente infindável até a Terra Prometida.
Participando dessas práticas religiosas, as crianças aprendiam não só sobre as tradições da nação mas também sobre a atuação de Deus em suas vidas.

PROFESSORES

Em Israel, os professores eram líderes religiosos sacerdotes, profetas ou escribas fato que refletia tanto a consideração de que gozavam como focava que a aprendizagem era primeiramente religiosa.
Nos primeiros tempos, os sacerdotes instruíam o povo no conhecimento de Deus.
Como oficiais da sinagoga, os levitas também ensinavam (Deuteronômio 33:10; II Crônicas 35:3).
Mais tarde, antes da Diáspora, os profetas assumiram o papel de instrutores, ensinando a herança histórica do povo, criticando a injustiça e a conduta social imprópria.
No século IV AC, os profetas passaram sua função de instrutores para os escribas, conhecidos como "doutores da lei" (Lucas 5:17); advogados (Mateus 22:35) e rabinos (23:8).
Toda educação superior estava em suas mãos, que desenvolveram um complexo sistema de educação conhecido como "a tradição dos anciãos" (15:2-6).


TEMAS DE ESTUDO

Em Israel os alunos se familiarizavam com as Escrituras e aprendiam a ler, escrever e um pouco de aritmética.
Algumas vezes estudavam o valor medicinal das ervas (I Reis 4:33).
Todos os assuntos dentro de um pensamento com moldes bíblicos.
Considerando que os antigos hebreus eram vistos como os melhores musicistas e cantores do Oriente Próximo, é provável que alguns judeus recebessem em casa instrução básica de canto e instrumentos musicais, tais como flauta e harpa.
Embora os hinos hebreus não tenham sobrevivido na sua forma musical, certamente a teoria musical conhecida entre os cananeus era familiar aos cantores do templo. Especialmente durante o Exílio, grande ênfase foi dada em lembrar e preservar cerimônias e os costumes antigos para manter a identidade da cultura hebraica.
Os cativos reconheciam a importância de manter viva sua herança nacional e a Lei durante os anos em que viveram em contato com uma cultura estrangeira.
O Exílio trouxe mudanças fundamentais em todas as áreas da vida judaica.
A educação foi estimulada pelo contato dos exilados com a sofisticada cultura dos babilônios.
Escolas e bibliotecas na Babilônia existiram durante muitos séculos.
O conhecimento de medicina, astronomia, matemática, arquitetura e engenharia dos mesopotâmios era muito superior ao dos judeus.
Naquele ambiente intelectual, a literatura dos judeus assumiu um novo significado. Foi nesse período que surgiram os livros de Ezequiel e Daniel.

MÉTODOS DE ENSINO

Os judeus utilizavam o método de memorização de textos e palavras, desde que a criança aprendia a falar.
Os alunos copiavam e recopiavam à mão com perfeição e precisão passagens da Lei. Cada trabalho escrito contendo um erro era considerado perigoso, uma vez que podia imprimir a palavra ou grafia errada na mente do aluno.
A leitura em voz alta era recomendada como auxílio para a memorização.
Além de ler, escrever e memorizar alguns outros métodos são conhecidos.
Por exemplo, o uso de provérbios e parábolas um recurso usado por Jesus mais tarde (Marcos 4:2).
Um compartilhar de conhecimento ocorria em encontros de perguntas e respostas, tal como o que aconteceu quando Jesus,com doze anos, visitou o templo em Jerusalém (Lucas 2:46-47).
Pouca informação se tem da educação nos primórdios da era cristã.
Sabemos que Jesus sabia ler e interpretar as Escrituras e tinha conhecimento bastante para discutir teologia com os doutores do templo.
Ele provavelmente aprendia em casa e recebia a educação elementar comum à maioria dos meninos judeus daquele tempo.