Mostrando postagens com marcador em que eu acredito. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador em que eu acredito. Mostrar todas as postagens

27 de ago. de 2010

A Força da Oração

A importância da oração na nossa vida , orar e maravilhoso, somente aquele que possuem realmente fé fazem dela um habito prazeroso, momento que podemos falar com Deus expor a nossas necessidades e expor a nossa adoração para com ele.

Eu friso que a maior arma do cristão e oração e vigiar, sim devemos sempre vigiarmos
(Apocalipse 16:15).
Fazer da oração parte da nossa intimidade.

Devemos aprender que a oração também deve ser utilizada para busca da nossa santidade e com ela enfrentarmos o pecado e o inimigo o diabo que esta em nosso redor bramindo como um leão
( 1 Pe 5:8)

O nosso mestre Jesus ele orava com freqüência ,a sua vida foi uma vida de muita oração.
Ele foi um exemplo de um homem que construiu o seu ministério tendo oração como alicerces da sua vida.
Em (Mateus 14: 22 a 36) nesse texto é notório observamos que Jesus procura ficar sozinho, se separado dos demais e é sobre o monte para poder orar.
Lendo esse texto bíblico aprendermos que o ato de orar existe a necessidade de ficarmos concentrados isto é nos entregarmos totalmente neste encontro com Deus.
Orar é falar com DEUS, pôr isso devemos buscar a oração estarmos em contato com o nosso querido Deus é fabuloso, devemos adorar este momento.

Devemos ser humildes e conscientes da importância da oração, e tendo como testemunho o exemplo de Jesus Cristo.

Agora iremos ver o que podemos conseguir praticando oração:
1) alcançar grande avivamento
( Atos 2 : 1 a 13 e 4 : 31e 32)

2) Alcançar a devida direção de Deus
( Atos 10 : 4 e 5)

3) Se livrar de perigos
(atos 12:1 e 11)

4) Poder de curar enfermidades
(Atos 28:8)

5) Poder de alterar qualquer circunstancia
(Josué 10:12 -14 e Tiago 5: 17 e 18)

6) Poder de obter revelações.
(Jeremias 33:3)



A própria palavra de diz pedi e obtereis
( Mateus 21:22)
A oração quanto ela e feita pôr um justo, que logicamente pede as coisas dentro da palavra, não se deixando guiar pela carne.
Sem duvida se tornara uma oração vitoriosa.

Orar não é apenas pedir é também:
1) Confessar
( Salmo 51):
Confessar nossos pecados, somos pecadores ambiciosos e escravos da nossa carne muitas vezes estamos apesar de toda informação que temos(evangelho).
Devemos Ter consciência dos erros e procuramos melhorar primeiro pedindo perdão a Deus pelas nossas fraquezas , e clamando para que ele nos de forças para superarmos os nossos enganos .

2) Clamar (Ex 22:23) Saber que devemos clamar a Deus para que ele nos atenda, para que apesar dos nossos erros a sua graça nos alcance em Isaias 38 o clamar mudou a vontade de Deus , pois Ezequias estava doente e o senhor já lhe avisara através do profeta Isaias que era chegada a hora da sua morte.
Mas o clamor levantado pôr Ezequias faz que o senhor lhe conceda a vida pôr mais anos.

3) Esperar
( Salmo 62:5)
Ter paciência e esperar a fé esta subordinada ao tempo de Deus que sabe a hora certa e o momento certo.
A irmãos que querem que seus pedidos sejam atendidos no mesmo instante que são elaboradas.
A fé deles esta resumida a horas, minutos e logo se desesperam e muitas vezes se revoltam, e abandonam a oração.

4) Derramar
(Salmo 62:8)
Derramar o nosso coração a ele :
Entregarmos o que temos de melhor o nosso amor , a nossa vida.
Reconhecer Deus como o nosso soberano.

5)Interceder
(Jó 42:10)
Pedir pelos nossos irmãos:
Sabermos que devemos pedir pelos outros que isso nos fará bem para o coração e para nosso querido irmão.
Intercedendo um pelos outros alcançaremos muitas graças de Deus

6)Pedir
(I Reis 3:5)
Coloquei este texto para mais uma vez vocês terem a certeza do poder da fé.

7)Agradecer
(Lucas 17:16)
saber agradecer a Deus pelo que temos e pelas benções recebidas.

Bom falamos de oração, mas sem fé não a motivo para orar , e preciso acreditar, investir naquilo que o senhor nos oferece.

Quando o homem não possui fé nada acontece na sua vida , ele não aceita a Jesus, ele não se transforma, em tudo ele vê obstáculos.
Só consegue viver da sua carne daquilo que ele vê e consegue tocar.

Orar não tem sentido pois apesar dele aceitar que existe um Deus , não consegue manter dialogo com ele.

Veremos abaixo um tópico já levantado no capitulo 4 aceitando a Jesus mas será importante outra vez observarmos pois dele dependera tudo.

A palavra de Deus e bem clara quando em Hebreus no capitulo 11 nos relata o que é a fé que e a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.

Ter fé e resumindo e confiar em Deus, acreditar nele e nas suas promessas e acreditar que tudo pôr ele foi construído.
Procure ler este capitulo atentamente para se fortalecer na fé.

Os homens do passado servos de Deus foram justificados pela sua fé e a única maneira de se chegar a salvação e pela pratica da fé.

Porque pratica ?
Porque para podermos exercê-la na nossa vida será necessário aplicá-la na nossa vida.

Fé não é só esperar milagres, mas também acreditar na palavra de Deus e seus mandamentos.

Permitir que Deus seja soberano na nossa vida e possa preencher a lacunas que venham a existir na nossa caminhada
( Salmo 23).

No texto a palavra pastor nos coloca como ovelhas, e somente ele o pastor sabe o melhor para suas ovelhas, devemos então vermos se estamos no propósito de Deus para nossas vidas.
Este salmo e de condução a prosperidade vem com a vontade de Deus, e nem sempre a nossa vontade pode estar dentro do nosso plano de vida.

Exemplificando :
Conheci um jovem que usava este salmo para afirmar que tudo que ele quer não lhe faltará.

Este jovem tinha uma vida irregular aos olhos de Deus, era promiscuo, viva dos prazeres do mundo e as suas ambições eram Ter dinheiro e poder comprar tudo que bem entender.

Dizia ele que Deus lhe prometera neste salmo todas as riquezas que o mundo lhe poderia oferecer.

Na verdade ele olhou a palavra com os olhos da carne e do pecado.
Deus é o pastor somos ovelhas precisamos segui-lo para que ele nos leva a pastos vitoriosos.

Ter fé em Deus e confiar em Deus e ser seu discípulo e caminhar com ele seguindo, praticando, vivendo, sendo testemunho vivo da sua palavra.

Não andeis ansiosos de coisa alguma. Em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições pela oração e pela súplica com ações de graças. Filipenses 4:6

Deus tem um propósito a realizar, mas ele precisa que o homem esteja disposto a orar, para que se estabeleça Sua vontade aqui na Terra, está é a função da oração, preparar um caminho para que Deus realize Sua vontade, assim como uma locomotiva necessita dos trilhos para andar, Deus necessita da oração do homem para levar adiante Sua vontade, sendo assim o homem deve fazer com que sua vontade seja unida com a vontade de Deus para que se estabeleçam seus designos, como podemos ver em 1 Jo 5:14-15 "E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito."
A oração tem como objetivo que nós venhamos a fazer com que a vontade de Deus se estabeleça aqui na terra, desta forma, devemos conhecer melhor a vontade de Deus, para que nossas orações sejam agradáveis a Deus e nossos propósitos sejam cumpridos.

A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores.
É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual.
Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, e nossos pecados seram perdoados.

Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao pecado.
Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente.
Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.

Vamos analisar o trecho da Bíblia mais importante sobre a oração, que se encontra em Mt 6:5-13:

5E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens.
Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.

6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.

7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.

8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.

9 Portanto, vós orareis assim:
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;

10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;

11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;

12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;

13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!

A oração não é algo formal, para atrair a atenção do homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v. 5).
Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia, segundo as leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem.
Por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas.
A oração passou a ter , então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.

A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração (v. 7).
Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.

Afinal o que é a oração?
A melhor definição encontra-se, é obvio, na Bíblia.
Nenhum conceito teológico expressa com a mesma clareza e simplicidade o que ela significa.
A oração é segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente , com O seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 " Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.").
A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir.
É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo (Rm 8:26-27 "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.") .

A Bíblia é o livro da oração .
Suas páginas evocam grandes momentos da história humana que foram vividos em oração.
Compare Js 10:12-15 "e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos?
Contudo, vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais.
Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto.
Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR:
Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.;" e 2 Rs 6:17 "Orou Eliseu e disse:
SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja.
O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.".
Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até Apocalipse, fica claro que orar é parte da natureza espiritual do ser humano, assim como a nutrição é parte do seu sistema fisiológico.
Os grandes fatos escatológicos, como previstos no último livro da Bíblia, serão resultado das orações dos santos, que clamam a Deus ao longo dos séculos pelo cumprimento de sua justiça (Ap 5:8 "e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,"; Ap 8:3-4 "Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.").

Orar não pode ser visto como ato de penitência para meramente subjugar a carne.
Em nenhum momento a Bíblia traz esta ênfase.
Oração não é castigo (assim como a leitura das Escrituras), idéia que alguns pais equivocadamente passam para os filhos, quando os ordena a orar como disciplina por alguma desobediência.
Eles acabam criando uma verdadeira repulsa à vida de oração, desconhecendo o verdadeiro valor que ela representa para as suas vidas, por terem aprendido pela prática a reconhecê-la apenas como meio de castigo pessoal.
Ao contrário, se aprenderem que orar é ato que eleva o espírito e brota de maneira espontânea do coração consciente de sua indispensabilidade, como ensina a Bíblia, saberão cultivar a oração como exercício de profunda amizade com Deus que resulta em crescimento espiritual (Cl 1:9 " Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;").
De igual modo, o mesmo acontecerá conosco.

Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que exercitam sua fé através da oração.
Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual experiência.
Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8 "Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós.
Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai!
Respondeu Abraão:
Eis-me aqui, meu filho!
Perguntou-lhe Isaque:
Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
Respondeu Abraão:
Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.").
É o exemplo da oração que persevera e confia.
Enoque vivênciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24 "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.").
É o exemplo da oração em todo o tempo.

Moisés trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida , ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o exemplo da oração que muda as circunstâncias.
Entre os profetas destaca-se, Elias, cujo exemplo Tiago aproveita para ensinar que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus (Tg 5:17-18 "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.
E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.").
É o exemplo da oração que supera as deficiências humanas.

Esses heróis são as testemunhas mencionadas em Hb 12:1 "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,".
Ou seja, se eles, que não viveram na dispensação do Espírito Santo, tiveram condições de viver de modo tão intenso na presença de Deus, quanto mais o crente, hoje, que conta com o auxílio permanente e direto do Espírito Santo, movendo-o para uma vida de oração.
Todos os crentes necessitam, devem e podem ter mesma vida de oração que os santos da Bíblia e tantos outros que a história eclesiástica registra, como George Muller, João Hide, Lutero e Watman Nee.

O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre.
Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida.
No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8 "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.") experimentando todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive a tentação (Hb 4:15 "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
"; Mt 4:1-11 "
A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse:
Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus, porém, respondeu:
Está escrito:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse:
Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
Respondeu-lhe Jesus:
Também está escrito:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse:
Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então, Jesus lhe ordenou:
Retira-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.
Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.").

Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus.
Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46
"Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
Então, lhes disse:
A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!
Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro:
Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.
Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Então, voltou para os discípulos e lhes disse:
Ainda dormis e repousais!
Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos!
Eis que o traidor se aproxima.").

Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre.
Ele orava pela manhã (Mc 1:35 "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava."), à tarde (Mt 14:23 "E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho.
Em caindo a tarde, lá estava ele, só.") e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12 "Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.").
Se Ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.

A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida.
Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios.
Seria uma incongruência.
O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã.
Ela não é uma oração universal, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo.
A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:

Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais ( o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!).
Os requisitos para que uma oração seja eficaz são:

Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira (Mc 11:24
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."
Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus:
Se podes!
Tudo é possível ao que crê.
Hb 10:22
"aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura."
Tg 1:17
" Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."
Tg 5:15
"E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.").
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14
"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.").
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela sua palavra, que por sua vez deve ser lida com oração (Ef 6:17-18
"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos", 1 Jo 5:14
" E esta é a confiança que temos para com ele:
que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve."
Mt 6:10
"venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;"; Lc 11:2
"Então, ele os ensinou:
Quando orardes, dizei:
Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;"
Mt 26:42
"Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.")
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas orações
(Mt 6:33 "33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."; 1 Jo 3:22 "e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.", Jo 15:7 "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito."
Tg 5:16-18
"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."
Sl 66:18
"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido."
Pv 15:8
"O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.").
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede recebe;
o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Cl 4:2
"Perseverai na oração, vigiando com ações de graças."
1 Ts 5:17
"Orai sem cessar."
Sl 40:1
"Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.").
Em princípio, o crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17)
"Orai sem cessar."
Ef 6:18
"com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos").
É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado as coisas que são do alto (Cl 3:2)
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;").
É uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito está sempre alerta, através da oração.
Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus.
Orações públicas, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia dos fariseus.
O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42 )
"Tiraram, então, a pedra.
E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse:
Pai, graças te dou porque me ouviste.
Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.").

O lugar onde se mede a intensidade da comunhão do crente com Deus é no seu "lugar secreto"
(Mt 6:6 )
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.") para estar a sós com o Senhor.
É ali, sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos.
"A menos que exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente".
A oração do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo, guardando-nos do maligno.
Jesus é o Senhor.
Amém.


Extraído de http://herbertgf.multiply.com/journal/item/13

9 de ago. de 2010

Que é a Paz?

Que é a Paz?
Paz é tranqüilidade de espírito.
É a consciência tranqüila diante de Deus, a certeza de que temos relacionamento correto com ele.
Paz é ausência de guerra e de medo.
Diz 1 João 4:18:
"No amor não há medo.
Antes o perfeito amor lança fora o medo.
" O medo priva-nos de nossa paz, e a falta de paz acarreta preocupação e ansiedade.
O medo é o mais desintegrante fator na personalidade humana.
Milhares de pessoas estão sendo destruídas por causa de ansiedade, medo e preocupação.
Entretanto, dizem que 92% de todas as coisas que tememos jamais ocorrerão.
Quão loucos somos por viver temendo o amanhã!
Não nos esqueçamos de que todos os nossos amanhãs Deus os tem em suas mãos.
No capítulo sobre a alegria fizemos menção das enfermidades induzidas pelas emoções.
Muitas vezes o medo é a causa do desequilíbrio emocional.
O medo cria úlceras e problemas cardíacos.
Atinge o nosso bem-estar físico, espiritual e social.
Portanto, busquemos o antídoto que Deus nos dá com sua paz, o fruto do Espírito.
Eis algumas expressões de medo:
ansiedade, preocupação, suspeita, dúvidas, indecisão,hesitação, timidez, covardia, inferioridade, tensão, solidão e agressão.
Pode você relacionar expressões contrárias a estas?

Paz

Joquebede, a Mulher do Destino
Números 26:59
Êxodo 2:1-11 e 1:15
"O fruto do Espírito é . . . paz." Por que permitimos que as pressões e os problemas nos
privem da paz? Este fruto natural do Espírito começa a crescer tão logo conhecemos a Cristo como
Salvador. A paz de Deus é o antídoto para os problemas e temores de hoje. Diz-nos Romanos 5:1:
"Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo."
Nossa consciência foi purificada. Começamos nosso crescimento cristão numa atmosfera de paz.

Este versículo de Romanos diz que temos paz com Deus.
Esta é a paz resultante da nossa reconciliação com o Pai mediante Cristo.
Há, portanto, outra paz, a paz de Deus, que como fruto cresce em nossa vida.
Infelizmente, muitos salvos que têm paz com Deus não têm a paz de Deus crescendo na vida deles.

Quando Jesus estava no barco durante a tempestade, deitou-se e adormeceu.
Ele é o Autor da paz, da paz interna e da paz entre os elementos da natureza.
Os discípulos haviam aceitado a paz com Deus, mas evidentemente não tinham a paz de Deus, pois estiveram preocupados a

noite inteira.
Finalmente, acusaram a Jesus de desejar afogá-los em vez de se importar com eles. O medo
lhes havia destruído a paz.
Jesus é a nossa paz.
Diz ele:

"Eis que estou convosco sempre."

De que é que você tem medo?
— de ruídos à noite?
— de seu filho não voltar para casa na hora esperada?
— de não conseguir fazer seu dinheiro esticar?
— de perder o emprego?
— do ridículo, do desprestígio? Exploremos juntas o que Deus diz sobre a paz:

1. A Fonte de Paz
João 14:27
— "Deixo-vos a paz", não o tipo de paz que o mundo dá, mas a profunda e
permanente paz que independe das circunstâncias.

Jó 22:21
— "Apega-te a Deus, e tem paz com ele.
" A nossa paz vem do fato de conhecermos a Jesus, o Príncipe da Paz.
2. A Qualidade da sua Paz

3. Guardando a Paz de Deus

Isaías 26:3
— "Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti, porque ele confia
em ti."

1 Pedro 5:7
—"Lançai sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós."
Colossenses 3:15
— "E a paz de Deus, para a qual fostes chamados em um só corpo, domine
em vossos corações". Temos parte volitiva em guardar a paz de Deus.

4. Crescimento na Paz

1 Pedro 3:11
—"Busque a paz, e siga-a.
" Hebreus 4:1-11
— Há descanso providenciado por
Deus para os seus filhos. Devemos entrar nesse descanso.
É uma dimensão mais elevada; é a calma
no centro da tempestade.

Filipenses 4:8
— "Seja isso o que ocupe o vosso pensamento."

5. Conseqüências da sua Paz
Provérbios 3:23-26
— Podemos andar, trabalhar, viver e dormir sem preocupação, porque o
Senhor é nossa confiança.

Salmo 4:8
— "Em paz me deitarei e dormirei, pois só tu, ó Senhor, me fazes habitar em
segurança."
Lembremo-nos de que o amor é a parte central do fruto. Mas se não existir paz, nenhum
fruto pode crescer. Se houver inveja, ciúmes, choques de interesses e facções, o desenvolvimento
será interrompido.
Se houver sempre aquele sentimento de competição, a nossa paz será retirada

Filipenses 4:7
— "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos
corações e as vossas mentes em Cristo Jesus.
" Eis aqui uma promessa de duplo efeito:
A força da sua paz guardará nossos corações e mentes; nossas emoções e pensamentos.

ABORTO

22 de jun. de 2010

Casamento - Desistir, nunca.

Uma das virtudes que marca aquele que confia em Deus é a perseverança.

Sei perfeitamente que, em se tratando de vida a dois, relacionamento conjugal, nem sempre é fácil, mas sempre vale à pena tentar, investir, fazer a sua parte no relacionamento, doando-se sem esperar pelo outro.
Isto se você ainda acredita que casamento é projeto de Deus, e “até que a morte os separe”.

Digo isso, porque infelizmente há muitos que não mais acreditam e, em face aos problemas buscam o rompimento do casamento, do relacionamento, como se isso fosse possível.

Aparentemente, se esquecem de uma vida construída que engloba tudo que foi amealhado durante esse tempo: maturidade, sentimentos, filhos, e, vai-se apenas pensando nos bens materiais, sem dar o mesmo crédito ao que não é perecível.

Felizmente há aqueles que ainda acreditam e temem a Deus quanto ao casamento, e a despeito das vozes exteriores que de qualquer jeito tentam inculcar o pensamento mundano, tem se saído vitoriosos no seu dia a dia, mesmo com os desafios e problemas que sempre acontecem.

Buscar em Deus aconselhamento, refugio e fortaleza, é para aqueles que acreditam como Jó no capitulo 14: 7, 8 e 9, que diz:

"Porque há esperança para a árvore, que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.
Se envelhecer na terra a sua raiz, e morrer o seu tronco no pó, ao cheiro das águas, brotará e dará ramos como a planta".

Assim também é em nossa vida. Acontece conosco; as primeiras a caírem são as folhas que podem ser simbolizadas pelo: amor, respeito, compreensão, paciência, cumplicidade e outros.

Faça uma analise.
Veja o que você perdeu e o que se foi com os “baques” da vida.

Se você quiser, ainda há esperança!

Depois das folhas, o que cai é o tronco, deitado e inerte, mas, ainda assim há esperança, pois há a raiz e, se esta estiver bem enraizada e firmada no Senhor, se fará tudo novo.

Depende de nós dizermos “sim” para Deus, e Ele fará com que todas as coisas contribuam para o nosso bem.

Sarah Virgínia

14 de jun. de 2010

Onde nasceu o profeta Jeremias?

Jeremias nasceu no povoado de Anatot, pertinho de Jerusalém, entre 650 e 640 a.C.
Era filho do sacerdote Helcias, da casa de Eli.
Talvez descendesse de Abiatar, chefe dos levitas em Jerusalém na época do rei Davi, e que foi desterrado para Anatot por Salomão, segundo
(1Rs 2,26-27).

O que significa o nome Jeremias?

O significado do nome é incerto.
Há duas possibilidades.
Yirmeyâhû quer dizer "Iahweh exalta", "Iahweh é sublime" ou "Iahweh abre (=faz nascer)".
Este nome era bastante comum nos tempos bíblicos.
São conhecidos pelo menos sete personagens, mais ou menos importantes, com este nome.

Durante quanto tempo Jeremias atuou como profeta ?

Jeremias atuou cerca de 50 anos, de 627 a ca. 580 a.C., sob os governos de Josias (629-609 a.C.), Joaquim (609-598 a.C.), Sedecias (597-586 a.C.) e Godolias/exílio (586/ca.580 a.C.).
Por isso, costumamos dividir, didaticamente, sua atuação segundo estes quatro períodos.

Que tipo de texto há no livro de Jeremias?


á quatro tipos de textos no livro de Jeremias:

o Oráculos em forma de poesia, como Jr 4,5-6,30
o Relatos autobiográficos, como Jr 1,4-19
o Relatos biográficos, como Jr 26, 1-24
o Discursos em prosa, como Jr 7,1-8.


Como se convencionou unir em um só os dois primeiros tipos, quase totalmente em forma poética, costuma-se classificar os textos de Jeremias em três tipos:

1. Palavras de Jeremias em verso e relatos autobiográficos em verso e prosa

2. Relatos biográficos, na 3a pessoa, sobre Jeremias, atribuídos por muitos a Baruc, seu secretário

3. Discursos em prosa, em número de 10, de autoria incerta, mas que muitos atribuem aos mesmos autores de Josué, Juízes, 1e 2 Samuel e 1 e 2 Reis, a chamada Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr), possivelmente composta por levitas.

O que fez Jeremias no tempo de Josias?

No tempo de Josias, 10 período de sua atuação, Jeremias proclamou um julgamento contra Israel por causa de sua infidelidade a Iahweh e sua adesão a outros deuses, especialmente os deuses que garantiam a fertilidade da natureza, os chamados baalim.

O que fez Jeremias no tempo do rei Joaquim?
Quando Joaquim, de 25 anos de idade, assumiu a mando do faraó do Egito, o governo de Judá em 609 a.C., Jeremias rompeu, de vez, com as instituições do Estado.
Jeremias tornou-se, então, um ferrenho adversário da classe sacerdotal de Jerusalém, já que sob os desmandos do governo de Joaquim a reforma de seu pai Josias se perdeu totalmente, restando um culto superestimado como garantia da nação, conseqüência da centralização de todas as atividades religiosas no Templo de Jerusalém e na mão de seus sacerdotes.
Culto agora usado para mascarar os males sociais e os crimes contra o povo.

O que fez Jeremias em sua 1a intervenção na época de Joaquim?

Um violento discurso contra o Templo, que foi conservado em duas versões: Jr 7,1-15 (texto tipo C) e Jr 26,1-24 (texto tipo B). O primeiro destaca o conteúdo, o segundo as circunstâncias do discurso.

Entre setembro de 609 e abril de 608 a.C., talvez durante uma festa, Jeremias coloca-se no pátio do Templo e denuncia a confiança da população judaíta no Templo de Iahweh como falsa e promete a destruição do santuário, tal qual outrora acontecerá com Silo.

A morte de Josias em combate contra o faraó, o curto governo de seu filho Joacaz (3 meses), seu exílio, a dependência do Egito sob Joaquim: tudo isso criara um clima de incerteza e insegurança geral. O que faz o povo? Refugia-se na crença de que a presença de Iahweh no Templo garante a cidade e a sua liberdade.

Jeremias denuncia esta crença porque, segundo ele, só a aliança Iahweh-Israel poderia garantir o povo.
Mas esta não funcionava, pois nos tribunais não se praticava o direito, oprimiam-se o estrangeiro residente, o órfão e a viúva, condenava-se o inocente e, além disso, seguiam-se deuses estrangeiros.


O que acontece com Jeremias?

Conta-nos Jr 26,1-24 que Jeremias quase morre por fazer tal denúncia.
Aos olhos do pessoal do Templo, como sacerdotes e profetas, Jeremias cometera duas blasfêmias:
falara em nome de Iahweh e falara contra a casa de Iahweh.
Perante o tribunal a que é levado, ele, porém, confirma suas palavras e só não morre porque alguém se lembrou do profeta Miquéias, que, um século antes, pregara destino parecido para o Templo e para a cidade e nada sofrera.

Jeremias fala sobre o governo de Joaquim

Denuncia o governo de Joaquim como ganancioso, assassino e violento, segundo Jr 22,13-19, um dos mais duros oráculos proféticos já pronunciados contra um rei. Jeremias compara Joaquim ao seu pai Josias e denuncia o rei como antijavista, pois não cumpre sua função real de exercer a justiça e o direito e de proteger os mais fracos.

No começo de seu governo, Joaquim preocupa-se em construir um novo palácio ou um anexo ao antigo exatamente no momento em que a crise econômica se agravava. Dependente do Egito, a quem pagava tributo, colocou a população para trabalhar de graça na construção.
Jeremias vai dizer ao rei que ele, quando morrer, nem merece ser sepultado, mas como um jumento deverá ser jogado para fora das muralhas de Jerusalém, pois, ao contrário de seu pai, Joaquim "não conhece Iahweh".

"inimigo que vem do norte".
Embora haja várias possibilidades de identificação desse inimigo, muitos comentaristas pensam que Jeremias está falando de Nabucodonosor, o rei babilônico, que invade regiões da Palestina em 605/604 a.C., trazendo o terror da guerra para as fronteiras de Judá.


A ruptura da aliança.
Em Judá, Jeremias só vê rebeldia contra Iahweh, levando o povo a maldades e crimes sem conta.
Não há o mínimo "conhecimento de Deus", que só é possível através da prática do direito, da justiça, da solidariedade.
Os poderosos tramam sistematicamente contra o povo, todos buscam desesperadamente a riqueza e não há paz.
A mentira domina, desde o ensinamento dos profetas à lei dos sacerdotes, levando o país ao caos.
Todos se tornam inimigos de todos.
Impera a idolatria.
O fim será trágico, segundo os capítulos 8 e 9 de Jeremias.

Percorrendo as ruas de Jerusalém, Jeremias constata a ausência do direito e da verdade entre as pessoas comuns (Jr 5,1), mas maior corrupção encontra entre os grandes e poderosos, que não agem mal por ignorância, senão por determinação consciente e persistente (Jr 5,4-5).
Quanto mais a crise nacional se aprofunda, mais os líderes se recusam a encontrar soluções.
Só procuram satisfazer seus interesses imediatos e deixam o país afundar:
"Eles cuidam da ferida do meu povo superficialmente, dizendo:
Paz!
Paz!, quando não há paz", diz Jr 6,14.

Por que Jeremias foi proibido de entrar no Templo?

Porque, segundo Jr 19,14-20,6, possivelmente por volta de 605 a.C., quando Nabucodonosor venceu o faraó Necao II e ameaçou Judá, o profeta foi ao pátio do Templo e anunciou a destruição de Jerusalém.
Acabou preso por Fassur, chefe da guarda do Templo, surrado e colocado no tronco por uma noite.
Depois disso, foi-lhe proibida, segundo Jr 36,5, a entrada no Templo.

Sem poder ir até o povo, o que faz Jeremias?

Convoca o escriba Baruc e dita-lhe os oráculos de julgamento contra a nação.
Este episódio da primeira escrita do livro, narrado em Jr 36,1-32, aconteceu no quarto ano do governo de Joaquim,em 605 a.C.

No ano seguinte, em dezembro de 604 a.C. Jeremias manda Baruc ler o livro (= rolo) no Templo.
O momento é dramático:
Nabucodonosor atacava, então, a cidade filistéia de Ascalon, vizinha de Judá.
Por isso, talvez, Jeremias, tenha acreditado ter soado a hora da verdade para Judá. O "inimigo do norte" está às portas.
Ou conversão ou destruição, alerta o profeta.

O que fez Joaquim ao tomar conhecimento do manuscrito?

Queimou-o e mandou prender Jeremias e Baruc, segundo Jr 36, 21-26.
A leitura feita por Baruc no Templo foi ouvida por membros do governo de Joaquim que não apoiavam as suas atitudes.
Na esperança de convencer o rei a mudar sua política, levaram o manuscrito até Joaquim, que o ouviu mas não se convenceu.
Jeremias e Baruc, bem escondidos, não foram achados.
Após algum tempo, Jeremias, que não é de desistir, manda que Baruc escreva tudo de novo e ainda acrescente ao livro outras palavras, diz Jr 36,27-32.


Todos os profetas da época pensavam como Jeremias?

De modo algum.
Acreditam alguns especialistas que talvez o fato mais desorientador para Jeremias nesta época era a análise errada da situação feita por pessoas que se apresentavam para falar em nome de Iahweh como seus profetas.

Por isso, em Jr 14,13-16 e Jr 23,13-40 podemos ver como Jeremias luta para desmascarar os falsos profetas que, falando em seu próprio interesse, "fortalecem as mãos dos perversos, para que ninguém se converta de sua maldade", que seduzem o povo com suas mentiras e seus enganos, roubando um do outro a palavra de Iahweh.
Jeremias conclui que dos profetas de Jerusalém saiu a impiedade para todo o país.

Qual o significado das "confissões" de Jeremias?

Mais do que "confissões", deveríamos falar aqui de diálogos com Iahweh, lamentos, orações, disputas.
Foi durante este período de sua vida, durante o governo de Joaquim, que Jeremias mais sentiu o peso de sua missão.
Obrigado a ser do contra, a pregar a desgraça para o seu povo, a remar contra a corrente, ameaçado, rejeitado, caluniado, desprezado, ele se lamenta, amaldiçoando até mesmo o dia em que nasceu.

São textos difíceis de ser datados com precisão.
É possível que tenham sido escritos em 605 a.C. como um desabafo, não como oráculos previamente ditos ao povo.
Talvez possam ser lidos como uma síntese das crises vividas pelo profeta desde o começo de sua atividade.

São 5 textos:

1a confissão: Jr 11,18-12,6
2a confissão: Jr 15,10-11.15-21
3a confissão: Jr 17,14-18
4a confissão: Jr 18,18-23
5a confissão: Jr 20,7-10.14-18



O que diz Jeremias em cada uma das cinco "confissões"?

Da primeira "confissão" já falamos na pergunta 5:
seus conterrâneos e familiares tentam matá-lo em Anatot,quando jovem.
Mas Jeremias amplia o problema, questionando porque persiste a prosperidade dos ímpios e a paz dos apóstatas.
Daqueles que vivem falando em Iahweh, mas na verdade estão muito longe dele. Daqueles que têm uma fachada de piedade, mas não estão, de fato, com Iahweh.
E Jeremias conclui que este é um problema para o qual ele não tem resposta...

Na segunda confissão a questão colocada por Jeremias é:
vale a pena ser profeta?
Jeremias confessa estar vivendo a suprema tentação profética, que é a vontade de se acomodar, de desistir, de aceitar a cooptação, de "ser normal", de passar para o lado daqueles a quem ele critica para sair da solidão a que é obrigado a viver.

Na terceira confissão Jeremias apela a Iahweh contra os seus perseguidores que lhe cobram a realização da palavra de Iahweh por ele pregada e o profeta não sabe mais o que fazer.
Jeremias se sente desacreditado perante seus ouvintes, porque as desgraças prometidas não acontecem.
Vive duramente pressionado.

Na quarta confissão Jeremias denuncia nova trama contra a sua vida.
Seus adversários argumentam que podem tranqüilamente eliminá-lo, já que o sacerdote, o sábio e o profeta (ligado aos interesses da corte) não lhes faltarão.
Com tristeza o profeta constata:
estes que querem eliminá-lo são os mesmos a quem ele tantas vezes defendeu diante de Iahweh...

Na quinta confissão, a mais dramática e a mais conhecida de todas, usando fortes imagens, Jeremias chega ao máximo de sua angústia.
Acredita que Iahweh o enganou:
o seduziu para ser profeta e o dominou, para depois abandoná-lo.
Agora todos querem sua queda, inclusive seus amigos.
Por isso, ele quer parar de ser profeta, mas o problema é que não consegue, pois as palavras de Iahweh queimam-no como fogo.
Fogo que atinge até os ossos.
Então, Jeremias amaldiçoa o dia em que nasceu:
"Maldito o dia em que eu nasci!
Maldito o homem que deu a meu pai a boa nova:
Nasceu-te um filho homem!porque ele não me matou desde o seio materno, para que minha mãe fosse para mim o meu sepulcro e suas entranhas estivessem grávidas para sempre.
Por que saí do seio materno para ver trabalhos e penas e terminar os meus dias na vergonha?".

E o que aconteceu com o rei Joaquim?

Em 600 a.C. Nabucodonosor tentou invadir o Egito e não conseguiu.
Joaquim rebelou-se e morreu em dezembro de 598 a.C., provavelmente assassinado, enquanto os babilônios marchavam para tomar Jerusalém.
Seu filho Joaquin, de 18 anos de idade, o substituiu, mas capitulou 3 meses depois, no dia 16 de março de 597 a.C. O rei foi deportado para a Babilônia com a corte e a classe dirigente.

No seu lugar, os babilônios deixaram seu tio, outro filho de Josias, de nome Sedecias, então com 21 anos de idade, para dirigir um Judá todo arruinado.
Com várias cidades destruídas e com a economia do país desorganizada, pouco restava ao fraco Sedecias que pudesse ser feito.

O que fez Jeremias neste 30 período, sob o governo de Sedecias?

Jeremias começa criticando as pretensões do novo governo através da visão dos dois cestos de figos de Jr 24,1-10.
Segundo o profeta, os exilados correspondem a figos bons, enquanto o atual governo se parece com figos estragados.
É possível que o novo governo, instalado no poder sob Sedecias, se afirmasse como a solução para o país, já que os "maus", os governantes anteriores, tinham sido exilados, pagando por seus crimes.
Jeremias é de opinião contrária.
Para ele o problema continua.
Nada fora resolvido e a sombra do Templo não garantirá ninguém.

Jeremias escreveu uma carta aos exilados?

Sim.
Ainda nos primeiros anos do governo de Sedecias Jeremias escreveu aos exilados de 597 a.C., segundo Jr 29,1-23.
Ele tenta desfazer as ilusões alimentadas por falsos profetas, durante convulsões sociais acontecidas no império babilônico, de que o exílio estava para acabar. Segundo Jeremias, os exilados devem aprender a viver tranqüilamente entre os babilônios, pois o exílio será longo.

O que pensa Jeremias de uma rebelião contra a Babilônia?

Em Jr 27,1-22 e Jr 28,1-17 ele se opõe radicalmente a tal aventura incitada em Jerusalém pelos pequenos reinos da Síria-Palestina que se encontravam na mesma situação de Judá.
Colocando um jugo (= haste apoiada no pescoço e ombros para transportar carga) sobre o próprio pescoço, Jeremias simboliza o domínio babilônico a que estavam submetidos (Jr 27,2-3). Confrontando-se com o profeta Hananias, que, ao quebrar o jugo de Jeremias, simbolicamente prega a necessidade da rebelião e a libertação fácil, Jeremias consegue convencer o governo a se manter quieto.


O que disse Jeremias a Sedecias quando Jerusalém foi sitiada?

Quando Jerusalém foi cercada pelas tropas babilônicas em janeiro de 587 a.C., Jeremias disse ao rei Sedecias que a vitória de Nabucodonosor era inevitável, pois Iahweh entregara a cidade nas mãos do inimigo, já que não houve conversão (Jr 34,1-7).
Por que Jeremias é preso nesta época?

Porque, segundo Jr 37,11-16, ele tentou sair da cidade para ir a Anatot tomar posse de um campo que comprara de um primo. Como o Egito enviara um exército para ajudar Jerusalém, os babilônios tinham levantado temporariamente o cerco da cidade para enfrentá-lo. É nesta ocasião que Jeremias é acusado por oficiais do exército de passar para o lado dos babilônios, é preso e jogado numa cisterna de captação de água, onde quase morre.

Já segundo Jr 38,1-13, Jeremias é preso, acusado de traição pelos nobres, ministros de Sedecias, porque estaria exortando o povo à rendição.
É provável que temos aqui dois relatos diferentes do mesmo episódio.

Mas há alguma mensagem de esperança em Jeremias?

"Para arrancar e para destruir":
esta foi a principal missão de Jeremias.
Mas também para "construir e para plantar", como diz Jr 1,10.
Na verdade, espalhados pelo livro de Jeremias, encontramos poucos textos que manifestam alguma esperança.
Jr 31,31-34, o famoso texto que fala da nova aliança, é um destes.

Em geral, sua autenticidade tem sido contestada.
Argumenta-se, por exemplo, que Jeremias nunca chegou a tais alturas teológicas, porque o texto é perfeito, completo e assim por diante. Porém, alguns pensam que Jeremias pode ter tido tal idéia no começo de sua pregação e a aplicado ao reino do norte, tendo depois, nestes últimos dias, adaptado a fala a Judá.
Claro que o texto final, redigido em prosa, tem a mão de algum redator posterior, talvez deuteronomista.
Mas isto não é suficiente para negar a paternidade da idéia a Jeremias.

O que diz Jr 31,31-34?

Faz uma contraposição entre a antiga aliança, feita após o êxodo, e a nova aliança, a ser feita no futuro.
Enquanto a antiga aliança precisava de intermediários, a nova não precisará, pois a lei será colocada no íntimo (= coração, seio) do povo de Israel.
Se a antiga aliança foi rompida pelos pais de Israel, a nova não o será jamais, porque haverá perfeita sintonia entre Iahweh e Israel.

O objetivo desta nova aliança:
conhecer Iahweh.
É o repetido tema do conhecimento de Iahweh que aqui volta.
É um tema da maior importância e explica muitas das atitudes e palavras de Jeremias.

Jeremias chegou mais perto do que ninguém da compreensão do verdadeiro problema de Israel de sua época, que era a estrutura tributária do Estado.
Sua rejeição de instituições como o Templo e seu aparelho cultual ou a corte e sua administração é, na verdade, a denúncia dos aparelhos do Estado tributário como antijavistas e perniciosos para o povo.

A proclamação de uma nova aliança, onde o javismo não precisaria de mediações para ser vivido, é a radicalização utópica de sua pregação.
É o sonho de Jeremias.

Jeremias: 3

1- Eles dizem:
Se um homem despedir sua mulher, e ela o deixar, e se ajuntar a outro homem, porventura tornará ele outra vez para ela?
Não se poluirá de todo aquela terra?
Ora, tu te prostituíste com muitos amantes; mas ainda assim, torna para mim, diz o SENHOR.
2-Levanta os teus olhos aos altos, e vê:
onde não te prostituíste?
Nos caminhos te assentavas para eles, como o árabe no deserto; assim poluíste a terra com as tuas fornicações e com a tua malícia.

3-Por isso foram retiradas as chuvas, e não houve chuva serôdia; mas tu tens a fronte de uma prostituta, e não queres ter vergonha.
4-Ao menos desde agora não chamarás por mim, dizendo:
Pai meu, tu és o guia da minha mocidade?
5-Conservará ele para sempre a sua ira?
Ou a guardará continuamente?
Eis que tens falado e feito quantas maldades pudeste.
6-Disse mais o SENHOR nos dias do rei Josias:
Viste o que fez a rebelde Israel?
Ela foi a todo o monte alto, e debaixo de toda a árvore verde, e ali andou prostituindo-se.
7-E eu disse:
Depois que fizer tudo isto, voltará para mim; mas não voltou; e viu isto a sua aleivosa irmã Judá.
8-E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu.
9-E sucedeu que pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com a madeira.
10-E, contudo, apesar de tudo isso a sua aleivosa irmã Judá não voltou para mim de todo o seu coração, mas falsamente, diz o SENHOR.
11-E o SENHOR me disse:
Já a rebelde Israel mostrou-se mais justa do que a aleivosa Judá.
12-Vai, pois, e apregoa estas palavras para o lado norte, e dize:
Volta, ó rebelde Israel, diz o SENHOR, e não farei cair a minha ira sobre ti; porque misericordioso sou, diz o SENHOR, e não conservarei para sempre a minha ira.
13-Somente reconhece a tua iniqüidade, que transgrediste contra o SENHOR teu Deus; e estendeste os teus caminhos aos estranhos, debaixo de toda a árvore verde, e não deste ouvidos à minha voz, diz o SENHOR.
14-Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o SENHOR; pois eu vos desposei; e vos tomarei, a um de uma cidade, e a dois de uma família; e vos levarei a Sião.
15-E dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, os quais vos apascentarão com ciência e com inteligência.
16 -E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o SENHOR, nunca mais se dirá:
A arca da aliança do SENHOR, nem lhes virá ao coração; nem dela se lembrarão, nem a visitarão; nem se fará outra.
17-Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono do SENHOR, e todas as nações se ajuntarão a ela, em nome do SENHOR, em Jerusalém; e nunca mais andarão segundo o propósito do seu coração maligno.
18-Naqueles dias andará a casa de Judá com a casa de Israel; e virão juntas da terra do norte, para a terra que dei em herança a vossos pais.
19 -Mas eu dizia:
Como te porei entre os filhos, e te darei a terra desejável, a excelente herança dos exércitos das nações?
Mas eu disse:
Tu me chamarás meu pai, e de mim não te desviarás.
20-Deveras, como a mulher se aparta aleivosamente do seu marido, assim aleivosamente te houveste comigo, ó casa de Israel, diz o SENHOR.
21-Nos lugares altos se ouviu uma voz, pranto e súplicas dos filhos de Israel; porquanto perverteram o seu caminho, e se esqueceram do SENHOR seu Deus.
22-Voltai, ó filhos rebeldes, eu curarei as vossas rebeliões.
Eis-nos aqui, vimos a ti; porque tu és o SENHOR nosso Deus.
23-Certamente em vão se confia nos outeiros e na multidão das montanhas; deveras no SENHOR nosso Deus está a salvação de Israel.
24-Porque a confusão devorou o trabalho de nossos pais desde a nossa mocidade; as suas ovelhas e o seu gado, os seus filhos e as suas filhas.
25-Deitemo-nos em nossa vergonha; e cubra-nos a nossa confusão, porque pecamos contra o SENHOR nosso Deus, nós e nossos pais, desde a nossa mocidade até o dia de hoje; e não demos ouvidos à voz do SENHOR nosso Deus.

O PROFETA JEREMIAS

9 -E estendeu o SENHOR a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR:
Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;
10-Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.
11-Ainda veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Que é que vês, Jeremias?
E eu disse:
Vejo uma vara de amendoeira.
12-E disse-me o SENHOR:
Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la.
13-E veio a mim a palavra do SENHOR segunda vez, dizendo:
Que é que vês?
E eu disse:
Vejo uma panela a ferver, cuja face está para o lado do norte.
14-E disse-me o SENHOR:
Do norte se descobrirá o mal sobre todos os habitantes da terra.
15-Porque eis que eu convoco todas as famílias dos reinos do norte, diz o SENHOR; e virão, e cada um porá o seu trono à entrada das portas de Jerusalém, e contra todos os seus muros em redor, e contra todas as cidades de Judá.
16-E eu pronunciarei contra eles os meus juízos, por causa de toda a sua malícia; pois me deixaram, e queimaram incenso a deuses estranhos, e se encurvaram diante das obras das suas mãos.
17-Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar; não te espantes diante deles, para que eu não te envergonhe diante deles.
18-Porque, eis que hoje te ponho por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra, contra os reis de Judá, contra os seus príncipes, contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra.
19-E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar.

Deus Condena o Espiritismo?

"Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não imitarás as abominações dessas nações.
Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha,nem ADIVINHADOR, nem PROGNOSTICADOR, nem AGOUREIRO, nem FEITICEIRO, nem ENCANTADOR, nem NECROMANTE, nem MÁGICO, nem quem CONSULTE OS MORTOS.
O Senhor ABOMINA todo aquele que faz essas coisas.
É por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus expulsa essas nações de diante de ti.
As nações, que hás de possuir, dão ouvidos a agoureiros e a adivinhos.
Mas a ti O SENHOR TEU DEUS NÃO PERMITE TAL PRÁTICA".
(Dt 18.9-14).

"Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a DOUTRINAS DE DEMÔNIOS"
(1 Tm 4.1).

Os feiticeiros não herdarão o reino de Deus
(Gl 5.20-21; Ap 22.15).

Unidade Mundial e a Manifestação do Anticristo

"Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem"
(Ap 17.13).

Esse texto das Escrituras é um versículo-chave das profecias para os fins dos tempos.

Devemos notar bem que os "dez reis" não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles "oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem". Obviamente é decisão unânime dos dez reis permitirem que uma pessoa governe, ao invés de dez.
O velho provérbio:
"Unidos, resistiremos; divididos, cairemos", aplica-se a este caso.
Com que propósito os "dez reis" entregarão seu poder e sua autoridade?
No versículo seguinte temos a resposta:
"Pelejarão eles contra o Cordeiro..."
Quanta arrogância!
Não se trata de um mal-entendido causado por um erro de comunicação, mas claramente de uma ação deliberada contra o Senhor. O versículo 12 nos mostra que estes dez reis "...recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora", indicando que a besta faz parte da estrutura de poder dos dez reis que voluntariamente transfere sua autoridade à pessoa chamada "a besta".
O ímpeto final de todas as nações é dirigido contra o Cordeiro.
Por quê?
Porque todas as nações estão sujeitas ao governo do príncipe das trevas, o deus deste mundo!

Mil anos antes de Cristo, o salmista escreveu:


"Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo:
Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas"
(Sl 2.2-3).

Não devemos minimizar a afirmação de que as nações se opõem ao Senhor e escolhem o deus deste mundo.
Esses versículos bíblicos acabam com qualquer dúvida de que todas as nações são fundamentalmente contrárias ao Senhor e Seu Ungido.
Alguém pode fazer uma pergunta legítima:
"Por que as nações se levantariam contra o Senhor?
" O apóstolo Paulo responde:


"Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos.
É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira"
(2 Ts 2.9-11).

Eles optarão entre "sinais, e prodígios da mentira" e "o amor da verdade".
Essa é a obra do pai da mentira que engana as nações.
As massas humanas o seguirão voluntariamente, de maneira que no final os dez líderes mundiais eleitos entregarão sua autoridade e seu poder ao anticristo.
Em contraste, a intenção de Deus está claramente revelada em João 3.16:

"Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

João 3.16

A rejeição intencional da oferta da salvação é o motivo pelo qual Deus "lhes manda a operação do erro".
Quero salientar que:
pelas aparências, o mundo imagina que segue a justiça.
Os líderes políticos e religiosos pretendem estabelecer a verdade e a prosperidade na terra através da imposição pacífica da democracia em toda parte.
Pouco se pode dizer contra os surpreendentes progressos alcançados no que se refere ao nosso padrão de vida em especial no Ocidente.
Que o digam as classes inferiores da sociedade!
Poucos sonhavam, há 50, 60, ou 70 anos atrás, adquirir tanto com seus salários.
O conforto com que contamos hoje era inconcebível há algumas décadas.
Quem, no início deste século, imaginaria possuir telefone, geladeira, ar-condicionado, e um automóvel deslizando suavemente pelas rodovias?
Quem alguma vez pensou que teríamos acesso a qualquer tipo de alimento fresco no mercado 24 horas por dia?
Estes avanços tornaram-se tão abundantes, graças à unificação dos países.
O Estado norte-americano da Carolina do Sul, por exemplo, testemunhou a triplicação da economia num período de apenas duas décadas.
Mas, apesar de todo este progresso em benefício da humanidade, o homem continua insatisfeito; há um vazio em seu íntimo.
No Paramento Europeu em Bruxelas, na Bélgica, um professor enfatizava entusiasticamente, numa conferência de duas horas, que o sucesso e a riqueza da Europa são apenas o começo.
Mais de 30.000 funcionários em inúmeros escritórios trabalham com os 626 representantes eleitos do Parlamento, comunicando-se em 11 idiomas com a ajuda de 7.500 tradutores profissionais.
O conferencista enfatizou de forma clara a pretensão da União Européia em assumir as responsabilidades dos países-membros soberanos.
"Precisamos de mais europeização", enfatizou o orador.
"Identidades nacionais", continuou, "são prioridades secundárias".
Tornar-se membro da União Européia é extremamente difícil, mas é impossível retirar-se dela.
A constituição não prevê o desligamento de membros.
"Isso é para sempre!", disse o orador.
O espírito de unificação é irresistível e infindáveis são as possibilidades.
No passado se perguntava:
Quem são estes dez reis?
Referem-se a dez nações européias?
Em 1967 o Dr. Wim Malgo, fundador da "Obra Missionária Chamada da Meia-Noite", escreveu: "Não procuremos por dez países-membros do Mercado Comum Europeu como sendo o cumprimento de Apocalipse 17.12.
Ao invés disto, procuremos as dez estruturas de poder que se desenvolverão por iniciativa européia, mas serão de alcance mundial."
Vemos a globalização não só na política e na economia mas também na religião.
A maioria dos conflitos militares, tanto no passado como no presente, têm sido basicamente em torno de questões religiosas.
No Sudão, os muçulmanos estão assassinando cristãos, mas na antiga Iugoslávia os maometanos foram dizimados por "cristãos" sérvios mais fortes.
O conflito entre a Índia e o Paquistão, na verdade, é uma questão religiosa entre muçulmanos e hindus.
Desta forma, a unificação é o próximo passo para a Nova Ordem Mundial globalmente democrática que prosperará pacificamente.
Por isso, não fico surpreso ao ver o grande sucesso de movimentos que têm por objetivo unir as denominações.
Depois de conseguido isto, o anelo dos homens se voltará para um líder que, de acordo com muitos estudiosos da Bíblia, só espera a hora de se manifestar.
Um rei terrível, de "feroz catadura" (Dn 8.23), a besta, o anticristo, está por vir!
À luz de todos estes fatos, como crentes no Senhor Jesus Cristo, o que devemos fazer?
A resposta está em 2 Tessalonicenses 2.15-17:

Autor: Arno Froese


"Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra." 2 Tessalonicenses 2.15-17

O QUE SIGNIFICA 666

“Aqui há sabedoria.
Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é seiscentos e sessenta e seis”.
Apocalipse 13.18
No Apocalipse, o Anticristo tem um nome:
"a besta", mas ele também tem um número:
666.

Este versículo é um criptograma tipicamente apocalíptico.
Seiscentos e sessenta e seis é um número triangular, mas a maioria dos leitores antigos não sabia disso.
Achou-se que fosse uma paródia do número divino, sete; isso é possível, mas os eruditos se voltam com mais freqüência para outra explicação.

Contar um nome ou palavra era uma prática fácil em grego e hebraico, que usavam letras como números específicos (mais tarde mestres judaicos passaram a jogar freqüentemente com os valores numéricos das palavras; essa forma de cálculo passou a ser conhecida como gematria).
"Em grego e em hebraico cada letra tinha um valor numérico segundo o lugar no alfabeto.
O número de um nome é o total de suas letras.
Aqui "666" seria César-Neron (em letras hebraicas); "616", César-deus (em letras gregas)"

(A Bíblia de Jerusalém).

"A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome.
Aqui está a sabedoria.
Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem.
Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis"
(Ap 13.16-18).

A discoteca espanhola Baja Beach Club em Barcelona começou a usar, pela primeira vez no mundo, algo semelhante à marca descrita no último livro da Bíblia...
Os clientes habituais da discoteca podem mandar implantar um chip no braço.
Além dos dados pessoais ele terá capacidade de armazenar seu saldo.
Na entrada, os clientes "chipados" serão facilmente identificados através de um leitor de raios laser e os garçons poderão debitar as despesas diretamente no braço do cliente. Quando o saldo acabar, bastará recarregá-lo.

O chip é um produto da empresa norte-americana Applied Digital Solutions...
Seu plano é implantá-lo no maior número possível de pessoas.
Chips com outras capacidades estão sendo desenvolvidos e usados nos Estados Unidos, por exemplo, para aumentar as vendas da multinacional de bebidas Coca-Cola.
Ela lançou uma campanha de marketing centrada em 120 latas de refrigerante especiais.
Sua aparência e seu peso não permitem reconhecer que estão equipadas com telefone celular e um chip GPS (Global Positioning System).
Os felizes compradores das latinhas premiadas devem identificar-se por telefone notificando seu achado e levar a latinha sempre consigo até que uma equipe da Coca-Cola os localize para informá-los sobre seus prêmios".
Essas notícias comprovam a atualidade das afirmações bíblicas!
Como é possível que alguém, há dois mil anos atrás, distante de todas as possibilidades tecnológicas de hoje, tenha descrito tais desenvolvimentos?
Em Apocalipse 13 são relatados acontecimentos que se dariam apenas nos tempos finais, pouco antes da volta de Jesus.
O idoso apóstolo João, que vivia exilado na ilha de Patmos, escreveu que, no fim dos tempos, as pessoas iriam receber uma marca em sua mão direita ou em sua fronte, e que poderiam comprar ou vender apenas com ela.
Além disso, ele fala de uma imagem que teria fôlego e falaria (Ap 13.15).
Como ele podia ter a certeza e a "ousadia" de escrever algo assim?
Naquela época, suas afirmações estavam bem longe da realidade.
Além disso, o que significavam suas palavras?
Que valor tinham essas descrições minuciosas de algo que ninguém conhecia?
Será que João não temia cair no ridículo ou não havia o perigo da Bíblia ser posta de lado por ser considerada uma coleção de fábulas?
Qualquer "ser pensante"
– caso a Bíblia fosse um "conto de fadas"
– teria evitado fazer afirmações desse teor, preferindo escrever coisas mais genéricas, pensamentos filosóficos ou literatura poética.
Mas João estava absolutamente convicto de que tudo o que viu e escreveu correspondia integralmente à verdade.
A Bíblia não é, de forma alguma, um livro de contos.
Ela é a revelação divina à humanidade.
Só um Deus que conhece os mínimos detalhes do futuro e dos processos históricos pode mandar escrever fatos futuros através da inspiração de Seu Espírito.
Somente Deus sabia de antemão que aproximadamente mil e novecentos anos mais tarde um aparelho iria influenciar o mundo através de uma imagem que fala e se move. Somente um Ser Supremo poderia saber que dois mil anos depois seria possível implantar um chip sob a pele.
Apenas Ele poderia mandar predizer que essas coisas incomparáveis iriam acontecer. Somente um Deus que é a Verdade poderia anunciar algo tão "inacreditável" para provar que Sua Palavra é verdadeira e que podemos crer em tudo o que Ele diz.
O Senhor Jesus expressou essa verdade ao dizer:


"Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU"
(Jo 13.19).


A última fase do fim dos tempos teve início com o ajuntamento dos judeus em sua pátria e com a fundação do Estado de Israel em 1948.
Praticamente em paralelo, os processos em desenvolvimento no nosso mundo se direcionam em ritmo cada vez mais acelerado para o cumprimento do Apocalipse.

"Quem não se deixa vencer pela verdade divina será vencido pelo engano".

Não resta muito tempo para ridicularizar a Bíblia, pois a seriedade de suas palavras é muito evidente!

SATANÁS ESTA NA PRESENÇA DE DEUS?

Satanás no A.T. tinha livre acesso diante de Deus para acusar os servos do Senhor, mas no N.T. esta condição não existe mais.
Isso realmente é verdade ou é uma teoria?

Vejamos os textos bíblicos correspondentes

“E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles”
(Jó 1.6; 2.1).

Satanás tinha sido oficialmente expulso do céu, contudo, na verdade, ele ainda continuava tendo acesso à presença de Deus.
Em várias partes das Escrituras encontramos que Satanás tem acesso à presença de Deus com o fim de acusar os santos.
Em Zacarias 3.1 temos a visão de Josué diante do Anjo do Senhor e com Satanás à sua direita pára acusá-lo.
Apocalipse 12.10 identifica Satanás como o acusador dos irmãos:
“... o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus”.
Aparentemente, como “o príncipe da potestade do ar” (Ef 2.2), Satanás tem tido a oportunidade de comparecer perante Deus com o propósito de acusar de pecado os filhos de Deus.
E é isso o que ele fez contra Jó, tanto em Jó 1.6 como em 2.1”

“E me mostrou o sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do anjo do SENHOR, e Satanás estava à sua mão direita, para se lhe opor”
(Zc 3.1).

“Josué estava representando a nação de Israel diante de Deus.
Satanás, “o adversário”, encontrava-se em pé, à sua mão direita, para se lhe opor. Isto significa que os impedimentos e as oposições contra a reconstrução do templo realmente provinham do diabo.
Ele continua como nosso adversário; é o “acusador de nossos irmãos”
(Ap 12.10); o que procura tirar proveito de nós contra a obra de Deus”
(Bíblia de Estudo Pentecostal).

“Então, disse-lhe Jesus:
Vai-te, Satanás, porque está escrito.
Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele servirás.
Então, o diabo o deixou...”
(Mt 4.10).

“Satanás (do gr. Satan, que significa adversário), foi antes um elevado anjo, criado perfeito e bom.
Foi designado como ministro junto ao trono de Deus, porém num certo tempo, antes de o mundo existir, rebelou-se e tornou-se o principal adversário de Deus e dos homens (Ez 28.12-15).
(1) Satanás na sua rebelião contra Deus arrastou consigo uma grande multidão de anjos das ordens inferiores (Ap 12.4) que talvez possam ser identificados (após sua queda) com os demônios ou espíritos malignos.
Satanás e muitos desses anjos inferiores decaídos foram banidos para a terra e sua atmosfera circundante, onde operam limitados segundo a vontade de Deus.
Satanás não é onipresente, onipotente, nem onisciente; por isso a maior parte da suas atividade é delegada a seus inumeráveis demônios (Mt 8.28; Ap 16.13).
No fim da presente era, Satanás será confinado ao abismo durante mil anos (Ap 20.1-3).
Depois disso será solto, após o que fará uma derradeira tentativa de derrotar a Deus, seguindo-se sua ruína final, que será o seu lançamento no lago de fogo (Ap 20.7-10).
O cristão deve sempre orar por livramento do poder de Satanás (Mt 6.13), para manter-se alerta contra seus ardis e tentações (Ef 6.11), e resistir-lhe no combate espiritual, permanecendo firme na fé (Ef 6.10-18. 1 Pe 5.8,9)”.
(Bíblia de Estudo Pentecostal).

“A tribulação significa não somente grandes conflitos espirituais na terra, mas também nos céus.
Satanás é derrotado, precipitado na terra (Lc 10.18: “Eu via Satanás, como um raio, cair do céu”).
O céu se regozija porque (vv 10-12), porque Satanás já não é uma força espiritual nos lugares celestiais.
Ao mesmo tempo, isso causa “ais” em relação aos que vivem na terra (vv.12,13).
É possível que a expulsão de Satanás dê início à grande tribulação; Satanás acusa os crentes diante de Deus.
(Ap 12.10).
Sua acusação é que os crentes servem a Deus por interesse pessoal (cf. Jó 1.6-11; Zc 3.1).
Os crentes fiéis vencem Satanás ao serem libertos do seu poder pelo sangue do Cordeiro, falando resolutamente de Cristo e demonstrando disposição de servir a Cristo, custe o que custar”
(Bíblia de Estudo Pentecostal).

DEUS TEM A HISTÓRIA NAS MÃOS DELE

Daniel 2 e Gálatas 4:4 mostram que os acontecimentos históricos estão nas mãos do Criador.
De que maneira?
Daniel 2 apresenta com milênios de antecedência o surgimento dos quatro grandes impérios mundiais (Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma) e dos países da Europa. Esses reinos e países são representados pelas diversas partes da estátua com a qual o rei de Babilônia sonhou.
A grande estátua foi a forma didática de Deus comunicar a ele e a nós que só o Criador sabe o futuro e que Ele o tem sob Seu domínio.
Já Gálatas 4:4 nos ensina que Jesus veio pela primeira vez a esse mundo na “plenitude do tempo…”
Portanto, se a primeira vinda de Cristo não foi “de qualquer jeito”, sem um planejamento Divino, a segunda vinda (Tito 2:13) também não será!
Deus é organizado (1 Coríntios 14:34, 40) e sabe o tempo certo para cumprir Suas profecias que estão intimamente relacionadas com a nossa felicidade.

Mateus 22.31-32

"E, quanto à ressurreição dos mortos, não lestes o que foi dito por Deus:
Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó?
Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos.
" Mateus 22.31-32

Muitos tentam entrar em contato com os mortos, mas Deus proibiu esta prática (Deuteronômio 18.9-11) e ainda disse que é uma abominação, um pecado muito grande diante dEle
(Deut 18.12).
Para nós que estamos na Terra, em nossos corpos físicos, os que morrem deixam de existir fisicamente.
Mas para Deus, estes espíritos vivem.
Vamos analisar Lucas 16.
Jesus narra o destino de Lázaro e de um homem rico conforme descrito em Lucas 16.19-31.
Não creio que isto seja uma parábola, já que Jesus cita Abraão como personagem real deste relato. Abraão não é um personagem de fábula, mas alguém que existiu, aliás, o pai de Judeus e Árabes.
Jesus sendo Deus, conhecia profundamente o que ocorria no outro lado da vida e cita que o rico ao morrer entrou logo em sofrimento, e que Lázaro entrou logo na "presença de Abraão".
Posso afirmar que Abraão já estava na presença de Deus, pois os anjos de Deus conduziram Lázaro até lá.
Quando olhamos para Apocalipses 5.8 vemos os 24 anciãos prostrando-se diante do Cordeiro, logo, antes mesmo do Juízo final acontecer, já estavam com Deus. (Apocalipses 5 narra o cordeiro rompendo os selos e abrindo o livro para os tempos de tribulação).
Não tenho dúvidas de que Abraão é um destes 24 anciãos que já estão na presença do Todo Poderoso. Apocalipses 7.9, 13-17 também mostra os salvos diante do trono de Deus mesmo antes de ter ocorrido a Juízo Final (ver também Ap 5.9-11).
Se Lázaro foi a presença de Deus, também nós iremos assim que o espírito sair do corpo, no momento de nossa morte.
No ano passado, indo ao trabalho, um senhor sentou-se ao meu lado no ônibus, o qual logo vi que era um "gringo" (pelo sotaque parecia ser Britânico).
Ele pertencia a uma religião não Cristã e logo pude identificar qual era esta quando ele começou a falar.
Quando ele disse que ao morrer não vamos à presença de Deus, mas ficamos "dormindo" eu citei Lucas 23.43:
"E disse-lhe Jesus:
Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso".
Este senhor deturpou a palavra e veio dizer que a tradução correta era "...
Em verdade te digo hoje que estarás comigo no paraíso".
Lucas 23.43

Ele veio dizer que o ladrão não estaria com Jesus no paraíso no mesmo dia de sua morte, mas que Jesus lhe disse naquele dia que ele estaria (em um dia futuro) com Cristo no paraíso.
Não é isto o que a Bíblia diz no original grego.
Aquele senhor não sabia que eu era na época um seminarista da Igreja Batista e que já tinha estudado 1 ano e meio da língua grega.
Então citei que no original a palavra "hoje" era perfeitamente traduzida como sendo o dia em que o ladrão estaria com Jesus no paraíso, no Reino Eterno.
Pude ver o semblante do homem ficar alterado e ele bufava de raiva sobre minha interpretação bíblica.
O texto original no grego diz o seguinte:

"... Kai eiten auto o Iesus amen lego soi semeron met emon esse en to paradeiso".

A tradução gramatical correta, seguindo a flexão das palavras em relação à palavra "hoje" é a seguinte:

E então disse Jesus:
"Verdadeiramente te digo:
Hoje comigo mesmo estarás no paraíso".
LUCAS 23:43


Note que a palavra "hoje"
(Semeron no grego) está flexionada e interligada com a palavra "comigo"
(Eimon no grego) o que sem sombra de dúvidas é traduzido como "hoje comigo mesmo". Quando levamos a sério a palavra de Deus podemos entender que as promessas de Deus também são sérias.
A mensagem apocalíptica da Bíblia é que aqueles que crêem em Jesus não devem temer a morte, pois viverão com Deus por toda eternidade.
E aqueles que morreram, mas que creram em Deus, e nas suas eternas palavras registradas na Bíblia Sagrada, estes já estão no paraíso com Deus, como aquele ladrão da cruz que aceitou que Jesus era seu Salvador.
Sei que qualquer assunto que diz respeito ao "pós morte" não é fácil e gera muita polêmica devido ao vasto número de interpretações bíblicas neste sentido.
Mas devemos lembrar das palavras do Senhor que nos trazem esperança:
"Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos"
Mateus 22.32


"Disse-lhe Jesus:

Eu sou a Ressurreição e a vida.
Aquele que crê em Mim, ainda que morra viverá; e quem vive e crê em Mim, não morrerá eternamente.
Você crê nisso ?"
João 11.25


Autor: Márcio C. Rossi Betteche

10 de jun. de 2010

Relação que existe entre a mente e o corpo

"Muito íntima é a relação que existe entre a mente e o corpo.
Quando um é afetado, o outro se ressente.
O estado da mente atua muito mais na saúde do que muitos julgam.
Muitas das doenças sofridas pelos homens são resultado de depressão mental.
Desgosto, ansiedade, descontentamento, remorso, culpa, desconfiança, todos tendem a consumir as forças vitais, e a convidar a decadência e a morte. ...

"O ânimo, a esperança, a fé, a simpatia e o amor promovem a saúde e prolongam a vida. Um espírito contente, animado, é saúde para o corpo e força para a mente."
– Ellen G. White, Conselhos Sobre Saúde, pág. 344.

"Muitos dos que iam ter com Cristo em busca de auxílio, haviam trazido sobre si a enfermidade; todavia, Ele não Se recusava a curá-los.
E quando a virtude que dEle provinha penetrava nessas pessoas, elas experimentavam a convicção do pecado, e muitos eram curados de sua enfermidade espiritual, bem como da doença física."
– Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, pág. 73.

temperança

"A verdadeira temperança nos ensina a dispensar inteiramente todas as coisas nocivas, e usar judiciosamente aquilo que é saudável.
Poucos há que se compenetram, como deviam, do quanto seus hábitos no regime alimentar têm que ver com sua saúde, seu caráter, sua utilidade neste mundo e seu destino eterno. O apetite deve sempre estar sob a sujeição das faculdades morais e intelectuais." – Ellen G. White, Orientação da Criança, pág. 398.
Quanto sentido têm as palavras de Ellen White!
Examine a si mesmo.
Você é moderado e temperante mesmo com o que é bom?
Que mudanças você precisa fazer?

Saúde e restauração

A Bíblia fala freqüentemente em cura e restauração.
As promessas de Deus para restaurar Israel jorram em linguagem cheia de expressões de cura e restauração (Jr 30:12-17; 33:6; Ez 47:12; Ml 4:2).
No Novo Testamento, a afinidade é tão clara que uma de suas palavras principais para cura (soteria) pode ser traduzida como "cura" ou "salvação".
Assim, salvação pode não incluir apenas a salvação do pecado e de suas conseqüências, mas também restauração, cura da pessoa inteira.

Todos os ensinos bíblicos são afirmados na base de que, no fim, o que foi perdido quando o pecado entrou será restaurado quando aquele que criou Se tornar aquele que restaura Sua criação.
Tendo curado nossas feridas e levado no Calvário nossas transgressões, Ele aparece afinal no livro do Apocalipse como Christus Victor, em triunfo sobre Satanás e sobre as forças do mal (Ap 20:14; 21:8).
Os que amam e servem a Deus serão restaurados à condição perfeita que tinham no passado; enquanto isso, tudo o que é mau será destruído, para nunca mais reaparecer. Tanto nas profecias do Antigo Testamento como do Novo, a nova Terra está livre de enfermidade, dor e morte (Is 33:24; Ap 21:4).
O apóstolo Paulo se regozija na ressurreição de Cristo como prova de que Ele é vencedor sobre todas as forças do mal.
As vitórias de Cristo se tornaram nossas (1Ts 4:14-17).

Ter saúde

"Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma" (3Jo 2).

Tendemos a pensar que a Bíblia trata só do lado espiritual, mas este não é o caso.
A Escritura mostra que Deus Se importa também com nosso ser físico, e que nosso lado espiritual está relacionado com o físico.
Na Bíblia, podemos encontrar boas razões para cuidar da saúde.

1. Quais são algumas das razões para cuidar da saúde?

a. Rom. 12:1

b. Rom. 14:7
c. I Cor. 3:16 e 17

d. I Cor. 6:19 e 20

e. Efés. 5:29
f. III João 1:2

A Escritura deixa claro que Deus Se importa com a saúde e nosso bem-estar físico. Evidentemente, isso faz sentido.
Afinal, que pai amoroso não se importa com a saúde mental e física de seu filho? Quanto mais Deus Se importaria com a nossa?

Dizem que nunca nos importamos com a saúde até a perdermos.
Se você tem saúde, não dá atenção à saúde por considerá-la certa?
Converse com alguém que tenha problemas de saúde.
É quase certo que você entenderá melhor por que a saúde deve ser preservada cuidadosamente.

A Palavra de Deus nos dá boas razões para cuidar da saúde.

A Bíblia apóia o valor do corpo físico; afinal, fomos criados por Deus.
Portanto, o crente deve intencionalmente buscar entender e pôr em prática as medidas que conduzem à saúde.
O cuidado da saúde é uma questão moral, evidência de lealdade e serviço responsável a Deus.
Em nível prático, a condição de saúde de uma pessoa determina em grande parte se ela pode executar um serviço eficaz para o Senhor ou para qualquer pessoa a quem se sinta chamada a servir.

Embora os alvos e valores fundamentais da saúde, sob a perspectiva bíblica, nos venham através da Palavra de Deus, o meio exato de alcançar esses alvos vieram grandemente da ciência médica, que freqüentemente confirma muitos dos princípios de saúde encontrados na Bíblia.

É responsabilidade de todos os cristãos fazer o que puderem para cuidar da saúde. Atividades que promovam a saúde, incluindo exercícios, alimentação saudável, descanso apropriado sistemático, trabalho prático satisfatório, abstinência de substâncias ou práticas prejudiciais, bons hábitos de higiene, o cultivo de esforços para viver em paz com os outros e ajudá-los, e o cultivo de profunda confiança em Deus representam o melhor uso possível da vida que Deus nos deu.
Nosso corpo é um dom sagrado de Deus; temos a responsabilidade de zelar por ele o melhor que pudermos.