Ás vezes necessitamos solidão para lidar com a nossa dor pessoal.
A Bíblia diz em Mateus 14:13 “Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; e quando as multidões o souberam, seguiram-no a pé desde as cidades.”
A solidão pode ser muito útil para poder orar com fervor.
A Bíblia diz em Mateus 14:23-24 “Tendo-as despedido, subiu ao monte para orar à parte.
Ao anoitecer, estava ali sozinho.”
A Bíblia diz em Marcos 1:35 “De madrugada, ainda bem escuro, levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto, e ali orava.”
Se Jesus necessitava solidão para poder meditar calmamente, quanto mais precisamos nós?
A Bíblia diz em Lucas 4:42 “Ao romper do dia saiu, e foi a um lugar deserto; e as multidões procuravam-no e, vindo a ele, queriam detê-lo, para que não se ausentasse delas.”
O Senhor é um amigo que nunca o deixará.
A Bíblia diz em Deuterenômio 31:8 “O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará.
Não temas, nem te espantes.”
Quando se sinta sozinho por causa da morte de um familiar, Deus está consigo.
A Bíblia diz em Salmos 23:4 “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.”
Mesmo que os nossos pais nos rejeitem, Deus nunca nos rejeitará.
A Bíblia diz em Salmos 27:10 “Se meu pai e minha mãe me abandonarem, então o Senhor me acolherá.”
Deus nunca nos deixará orfãos.
A Bíblia diz em João 14:18 “Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.
Nunca estamos completamente sozinhos.
A Bíblia diz em Hebreus 13:5 “Ele mesmo disse:
Não te deixarei, nem te desampararei.”
A Bíblia, um livro que tem continuado vivo através dos séculos, é indespensavel aos Servos do Rei. Nela encontramos as grandes mulheres de DEUS, que é um dos temas que abordados neste blogger. Minhas esperanças em Deus são como as estrelas quanto mais escura a noite mais elas brilham
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25 de jun. de 2010
23 de abr. de 2010
"Aquele que tiver medo das vaias, jamais conhecerá o aplauso".
Ouvir a voz do Espírito Santo, testificando com nosso espírito, através da Palavra de Deus é maravilhoso.
Lembrei-me de Jesus Cristo, que em todo tempo teve a certeza das vaias, conforme lhe predissera o próprio Satanás, no deserto (Mt 4.) e mesmo assim perseverou.
Graças a essa vitória conquistou a autoridade para justificação de nossos pecados. Esta é a evidência que interessa aos crentes conhecer, que o mundo, a carne e o diabo querem impedir o caminhar e principalmente, o trabalhar para o reino de Deus.
Judas Iscariotes andava com Jesus, ouvia o Mestre, via os milagres, participava das viagens, desfrutava da comida, controlava até as finanças, tal a intimidade.
Ouvia, também, as vaias, presenciava o falatório dos fariseus, acompanhava o rumor das ameaças contra a vida do Messias.
Podemos até imaginar um diálogo de Judas, com um daqueles seus conhecidos antigos: Você está louco, andando com esse lunático vai acabar se dando mal.
O que igualou Judas aos demais foi ter ouvido a voz que estimulava o papel de homem centrado nos valores sociais da época.
Teve medo das vaias, acreditou que pudesse receber aplausos; rendeu-se à carne, ao mundo e ao diabo.
Recebeu vaias; até hoje as recebe.
Outro exemplo clássico a ser lembrado é o de Jonas, que certamente pensou muito nas vaias que receberia em Nínive, pois o próprio Deus lhe disse que se tratava de um povo de malícias, e ele imaginando dificuldades, preferiu fugir da face do Senhor
(Jn 1).
Graças a Deus, a Bíblia está repleta de exemplos de homens que não se deixaram intimidar pelas regras estabelecidas pela sociedade em suas épocas, e contrariando o padrão, não tiveram medo das vaias, obtendo ao final, os aplausos.
Lembremo-nos de Davi, que enfrentou, além das vaias de Golias, também a dos seus próprios irmãos de sangue (1 Sm 17).
Podemos até ouvir, se atentarmos para o texto, as risadas (entendam-se vaias) dos filisteus contaminando os judeus, ao verem aquela figura de menino vestido com armadura de adulto, devem ter rido muito.
Não é à toa que o gigante o desprezou.
O que diferenciou Davi dos demais de seu povo foi não ter ouvido a voz que tentava impedir o seu impulso.
Graças a sua inabalável fé no Deus de Israel, tornou-se rei; a história contada, não é a dos que vaiaram.
Davi conheceu o aplauso.
Assim é com todo crente que perseverar, pois "herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu Filho".
Apocalipse 21:7 dá ao crente a promessa dos aplausos de ninguém menos que Jesus. Glórias a Deus!
Aleluias!
Para aquele, porém, que se deixar iludir pela possibilidade do aplauso, Apocalipse 21:8 revela a promessa de vaias do Senhor Jesus, tal como Ele mesmo as expressou "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será o lago que arde com enxofre, que é a segunda morte".
Assim, irmãos, nosso aparente fracasso não significa que Deus está derrotado, prossigamos na constante busca de nossa santificação, para honra e glória do Senhor Jesus!
__________________________________________________________________
(Luiz Humberto Semeghini é cristão, cientista social, profissional da área de RH, consultor de empresas.)
Breves considerações sobre o trabalho
Lembrei-me de Jesus Cristo, que em todo tempo teve a certeza das vaias, conforme lhe predissera o próprio Satanás, no deserto (Mt 4.) e mesmo assim perseverou.
Graças a essa vitória conquistou a autoridade para justificação de nossos pecados. Esta é a evidência que interessa aos crentes conhecer, que o mundo, a carne e o diabo querem impedir o caminhar e principalmente, o trabalhar para o reino de Deus.
Judas Iscariotes andava com Jesus, ouvia o Mestre, via os milagres, participava das viagens, desfrutava da comida, controlava até as finanças, tal a intimidade.
Ouvia, também, as vaias, presenciava o falatório dos fariseus, acompanhava o rumor das ameaças contra a vida do Messias.
Podemos até imaginar um diálogo de Judas, com um daqueles seus conhecidos antigos: Você está louco, andando com esse lunático vai acabar se dando mal.
O que igualou Judas aos demais foi ter ouvido a voz que estimulava o papel de homem centrado nos valores sociais da época.
Teve medo das vaias, acreditou que pudesse receber aplausos; rendeu-se à carne, ao mundo e ao diabo.
Recebeu vaias; até hoje as recebe.
Outro exemplo clássico a ser lembrado é o de Jonas, que certamente pensou muito nas vaias que receberia em Nínive, pois o próprio Deus lhe disse que se tratava de um povo de malícias, e ele imaginando dificuldades, preferiu fugir da face do Senhor
(Jn 1).
Graças a Deus, a Bíblia está repleta de exemplos de homens que não se deixaram intimidar pelas regras estabelecidas pela sociedade em suas épocas, e contrariando o padrão, não tiveram medo das vaias, obtendo ao final, os aplausos.
Lembremo-nos de Davi, que enfrentou, além das vaias de Golias, também a dos seus próprios irmãos de sangue (1 Sm 17).
Podemos até ouvir, se atentarmos para o texto, as risadas (entendam-se vaias) dos filisteus contaminando os judeus, ao verem aquela figura de menino vestido com armadura de adulto, devem ter rido muito.
Não é à toa que o gigante o desprezou.
O que diferenciou Davi dos demais de seu povo foi não ter ouvido a voz que tentava impedir o seu impulso.
Graças a sua inabalável fé no Deus de Israel, tornou-se rei; a história contada, não é a dos que vaiaram.
Davi conheceu o aplauso.
Assim é com todo crente que perseverar, pois "herdará todas as coisas, e eu serei seu Deus, e ele será meu Filho".
Apocalipse 21:7 dá ao crente a promessa dos aplausos de ninguém menos que Jesus. Glórias a Deus!
Aleluias!
Para aquele, porém, que se deixar iludir pela possibilidade do aplauso, Apocalipse 21:8 revela a promessa de vaias do Senhor Jesus, tal como Ele mesmo as expressou "Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será o lago que arde com enxofre, que é a segunda morte".
Assim, irmãos, nosso aparente fracasso não significa que Deus está derrotado, prossigamos na constante busca de nossa santificação, para honra e glória do Senhor Jesus!
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(Luiz Humberto Semeghini é cristão, cientista social, profissional da área de RH, consultor de empresas.)
Breves considerações sobre o trabalho
14 de abr. de 2010
1 de abr. de 2010
HISTÓRIA RESUMIDA DO EVANGELISMO
Seria cativante visitar uma igreja do primeiro século e notar o seu programa de evangelismo.
Poderiam informar-nos sem perda de tempo sobre a maneira de fazer uma igreja tornar-se conquistadora de almas.
Se hoje pudéssemos viajar até essas antigas igrejas, sem duvida ficaríamos maravilhados com nossas descobertas.
Chegando em Éfeso, nossa visita seria mais ou menos assim:
" Boa tarde, Áqúila I Sabemos que você é membro desta igreja.
Queremos entrar e conversar".
"Sejam bem vindos.
Entrem".
"Se não fôr demais, queremos que nos conte como as igrejas da Ásia Menor efetuam seu programa de evangelização.
Lemos que antes você era membro da igreja em Corinto, depois em Roma e, agora, aqui em Efeso.
Portanto, você deve saber inibrmar-nos com exatidão e clareza acerca do evangelismo do Novo Testamento.
Também desejamos ver a igreja antes de regressarmos".
"Sentem-se.
Já estamos na igreja.
Ela se reúne em nossa casa".
"Vocês não têm templo?"
"Quer quer dizer templo?
Não, acho que não temos."
"Diga-nos, Áquila, o que a igreja está fazendo para atingir a cidade com o evangelho?
"Ora, já evangelizamos a cidade de Éfeso.
Todos os habitantes desta cidade compreendem bem o evangelho".
"Que?"
"É verdade... acha isso extraordinário?"
"E como é que a igreja conseguiu fazer isso?
Por certo vocês não têm rádio nem televisão.
Realizaram, então, muitas cruzadas de evangelização ?"
"Não.
Como vocês provavelmente ouviram dizer, experimentamos evangelismo em massa nesta região, mas quase sempre terminávamos na cadeia !"
"E então, como fizeram tudo?"
"Oh, então não sabem ?
Somente visitamos todas as casas da cidade.
Foi assim que a igreja evangelizou a princípio aquela cidade.
* Os discípulos evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém em muito pouco tempo. Todas as igrejas da Ásia Menor seguiram esse exemplo."
"E esse método tem dado bons resultados em todos os lugares ?"
"Sim.
Tem havido tantas conversões que os líderes das religiões pagãs temem que suas religiões sejam extintas.
Quando o irmão Paulo saiu de Éfeso pela última vez, lembrou-nos que deveríamos continuar evangelizando com o mesmo método".**
"Áquila, isso é maravilhoso!
Nesse passo, quantas pessoas ouvirão o evangelho e o aceitarão?"
" Não ouviram ainda dizer?
Já levamos o evangelho a todas as pessoas da Ásia Menor tanto a gregos como a judeus".***
"Ora, isso é impossível.
Você não está realmente dizendo que cada pessoa já foi evangelizada, não é mesmo ?"
"É verdade.
Cada pessoa".
____________
Atos 5:42
Atos 20:20
Atos 19:10
"Mas isso incluiria Damasco, Éfeso e dezenas de cidades grandes, aldeias e povoações e também as tribos nómades do deserto.
Quanto tempo foi necessário para as igrejas alcançarem todo esse povo ?"
"Não muito tempo exatamente 24 meses*.
O mesmo está acontecendo na África do Norte e no sul da Europa.
O evangelho também já chegou à Espanha.
Ouvimos falar de um país que se chama Inglaterra, e muitos cristãos já chegaram lá. Esperamos completar a Grande Comissão de Jesus antes do fim deste século".
"Áquila, o que você nos está contando é incrível.
Vocês têm feito mais, em uma geração, do que nós em mil anos".
"Não compreendo a razão disso. Para nós foi algo simples.
Pode ser que vocês tenham usado métodos errados de evangelização".
______________
* Atos 19:10
MORTE E RENASCIMENTO DO EVANGELISMO
como alcançou tanto êxito no evangelismo a cris¬tandade do primeiro século ?
E por que a cristandade do século XX tem feito com¬parativamente tão pouco ?
Depois de mil e novecentos anos não descobrimos ainda a maneira de realizar proezas tão maravilhosas.
Seria bom lembrarmos por que impera o atual estado de coisas.
A Morte do Evangelismo
No segundo século a cristandade se viu enredada em controvérsias teológicas.
No terceiro século houve grande incremento da apostasia.
No quarto século, a apostasia amadureceu.
Então a cristandade passou mil anos mergulhada nas trevas.
É esse período de mil anos que nos separa por completo de todo o contacto direto com a cristandade do Novo Testamento. Geralmente nos esquecemos desse fato e achamos que nossos métodos atuais têm todos origem no Novo Testamento.
Um exame minucioso nas páginas do Novo Testamento e o estudo histórico da origem de nossos métodos atuais logo revelam o quanto essa ideia está errada.
A Reforma
Sob a liderança de Martinho Lutero, a cristandade começou a recuperar-se dos mil anos de trevas.
Mas a reforma dos séculos XVI e XVII foi limitada em seu alcance.
Antes de tudo, foi uma reforma teológica a volta ao exame da Palavra de Deus.
Muitas coisas foram deixadas por resolver
Os escritos de Lutero marcaram as linhas de batalha da reforma.
Os assuntos sobre os quais êle escreveu e dissertou largamente determinaram os limites da exploração bíblica durante muito tempo.
Mas Lutero não tocou em muitos dos aspectos da cristandade.
Por exemplo, êle abordou pouquíssimo a escatologia.
Foi apenas trezentos anos depois de Lutero que começou qualquer estudo mais sério sobre esse assunto.
Pouco ou nada disse Lutero sobre a questão das missões e da evangelização do mundo. Coube a Guilherme Carey, em 1790, a tarefa de salientar novamente esse conceito do Novo Testamento.
O Espírito Santo recebeu pouca atenção durante a reforma.
E somente neste nosso século é que a doutrina e o lugar do Espírito Santo receberam a atenção que merecem.
O período que vai da reforma aos nossos dias tem assinalado a "volta paulatina" aos conceitos do Novo Testamento.
Porém, ainda não voltamos ao ponto inicial.
Ainda existem muitas ideias, conceitos e doutrinas do novo Testamento que precisamos redescobrir.
Origem dos Conceitos Tradicionais
A maior parte dos programas, ideias, terminologias e organizações existentes em nossas igrejas, hodiernamente, desenvolveu-se mediante a tradição, não estando franca¬mente baseada no Novo Testamento.
Por exemplo, é geralmente chocante, e às vezes mesmo engraçado, que o templo da igreja caiba dentro dessa categoria.
Os líderes da reforma, sem pensarem no que faziam, adotaram dos católicos-romanos a ideia do templo da igreja.
Todavia, o conceito de templo da igreja pertence ao século III, e não tem precendente nem exemplo no Novo Testamento.
Até mesmo termos consagrados como "púlpito", "missionário" e "Escola Dominical" não têm origem bíblica bem delineada.
Essa lista é interminável.
ORIGEM DO EVANGELISMO MODERNO
Em o Novo Testamento havia dois tipos bem definidos e predominantes de evangelismo o evangelismo em massa e o evangelismo pessoal.
Pelo século III, na sua maior parte, ambos os tipos já haviam desaparecido.
Nem mesmo durante a reforma houve qualquer reavivamento do evangelismo digno de nota. Por incrível que pareça, não faz mais de duzentos anos que houve qualquer volta notável ao evangelismo.
Nesse tempo, reapareceu certo tipo de evangelismo.
Entrou novamente em vigor, depois de uma ausência de mil e seiscentos anos, através do ministério de João Wesley.
Podemos estar gratos que êle nos deu de novo o conceito do evangelismo em massa.
É lamentável que a outra forma de evangelismo neo-testamentário até agora não tenha retornado à história cristã.
Quiçá esteja de prontidão, esperando dominar uma vez mais o centro da cena.
Podemos apenas tecer con¬jecturas sobre como será dramático o seu retorno.
O evangelismo em massa reapareceu de forma dramática com João Wesley.
Talvez possamos ter idênticas esperanças no tocante ao evangelismo pessoal !
Que Dizer sobre o Evangelismo Pessoal?
Fala-se muito acerca do evangelismo pessoal.
Escrevem-se livros sobre o assunto.
Pregam-se mensagens fervorosas sobre sua necessidade.
E, em casos isolados, há pessoas que o praticam.
Mas não houve nenhum retorno geral ao evangelismo pessoal.
Durante os últimos mil e oitocentos anos não houve ocasião em que algum grande movimento de testemunho pessoal tenha envolvido uma larga porção do povo cristão.
Se abrirmos nossos livros de história não encontraremos qualquer menção a isso durante quase dois milénios.
Por mil e oitocentos anos a Igreja não tem recuperado o evangelismo pessoal.
Até o momento jaz em uma pilha mofada, intitulada "Verdades ocultas do Novo Testamento".
Qual o resultado final de tanto tempo sem a posse vibrante de uma verdade tão fundamental ?
Não têm importância, realmente ?
Acontece que o conceito mais necessário e poderoso do cristianismo ainda está morto. É como se tivéssemos um automóvel sem motor um avião sem asas, uma mensagem a mensagem mas sem qualquer meio realmente eficiente de disseminá-la pelo mundo inteiro.
O reavivamento o redescobrimento do evangelismo pessoal será, na verdade, o redescobrimento do espírito do cristianismo dos dias do Novo Testamento.
Evolução do Evangelismo em Massa Antes de delinearmos a origem de outras formas de evangelismo que foram aparecendo, voltemos um pouco para traçar a evolução do evangelismo em massa durante os duzentos anos desde seu redescobrimento.
Por meio de homens como Jorge Whitfield, a América chegou a conhecer o evangelismo em massa.
Achou torrão fértil nesse país fronteiriço.
Na verdade, o evangelismo em massa tem passado por períodos de "amortecimento" e de "reavivamento" desde então.
Tem havido cerca de quatro pontos culminantes na história do evangelismo em massa:
um nos tempos de Wesley; outro, sob Finney então sob Moody; e, finalmente, em nossos próprios dias, sob a liderança divina, nas campanhas de Billy Graham.
Em meados do século XVIII apareceu o "acampamento".
Depois, já no século XIX, desenvolveu-se o evangelismo tipo "cultos prolongados'' e o evangelismo denominado "latada de ramos".
Nos fins do século XIX, quando houve reavivamento do evangelismo em massa, o termo usado era "avivamento" Os termos "avivamento" e "evangelismo em massa" começaram a ser confundidos tanto em nosso modo de pensar como na nossa terminologia.
Hoje em dia temos a altamente organizada "cruzada evangelística", que cobre uma igreja ou uma cidade inteira.
Há certos princípios espirituais inalteráveis, do evangelismo em massa, que são eternos e não sofrem alteração. Essas leis são reconhecidas e respeitadas hoje em dia.
O resultado é que na atualidade o evangelismo em massa se tornou uma ciência altamente organizada e exata.
Existe o que poderíamos designar de "ciência espiritual do evangelismo em massa".
O evangelismo em massa, ainda que por muitas vezes desprezado, é o maior método neo-testamentário que usamos, frequentemente usado por Deus para a salvação de multidões.
Origem e Evolução do "Evangelismo de Alistamento”
O evangelismo em massa tem certas limitações.
Por causa disso e porque o evangelismo pessoal passou tanto tempo no desuso foi inevitável que se inventassem outras formas de evangelismo, para preenceher a lacuna.
É o caso do "evangelismo de alistamento".
Ao desenvolver-se e alastrar-se o cristianismo na América, foi seguindo as normas de desenvolvimento da Igreja na Europa.
O cristianismo centralizou-se mais no templo da igreja, mudando quase toda sua esfera de ação para dentro do templo da igreja local.
Disso, nos últimos anos do século XIX, nasceu o "evangelismo de alistamento".
Eis como teve início o citado tipo de evangelismo:
Descobriu-se que alistando meninos e meninas em escolas bíblicas, ensinando-se aos mesmos a Palavra de Deus, muitos se entregariam a Cristo.
Isso é natural.
Uma vez que corações jovens ficaram expostos ao evangelho, por meio do estudo da Bíblia, muitos deles natu¬ralmente se entregariam a Êle.
Posto que o método dava resultado entre as crianças, foi ampliado para incluir também os adultos.
Muitos dos crentes mais idosos ainda devem estar lembrados que é ideia relativamente nova essa de ensinar-se adultos em escolas bíblicas.
Hoje em dia, o evangelismo de alistamento ou evangelismo pela educação é a ciência mais exata no seio da Igreja.
Mais livros são escritos e mais programas e planos são elaborados, nesse setor, do que em qualquer outra forma de evangelismo.
Atualmente o evangelismo de alistamento é que está suprindo o vácuo deixado pela ausência do evangelismo pessoal.
Talvez haja mais conversões no evangelismo de alistamento do que sob todas as demais formas de evangelismo juntas.
Muitas (talvez a maior parte) das denominações dependem quase que inteiramente do evangelismo de alistamento para sua manutenção e crescimento.
Sem dúvida o evangelismo de alistamento tem dado a maior contribuição para a conquista de almas em toda a história recente.
Convém que nos lembremos, contudo, que não se passaram mais de cem anos desde que se iniciou essa forma de evangelismo; e que talvez ela nunca houvesse surgido se a Igreja tivesse entrado novamente na posse de um testemunho poderoso de conquista pessoal de almas.
Outras Formas de Evangelismo
Nesta nossa época da técnica presenciamos o desenvolvimento de um estupendo número de outras modalidades de evangelismo.
Há evangelismo cinematográfico, evangelismo dramático, evangelismo pela caricatura (todos dentro da categoria de evangelismo audio-visual).
Surgiram o evangelismo através do rádio e da televisão e o evangelismo pela literatura e pelos discos fonográficos.
Na última década temos apreciado a especialização do evangelismo isto é, organizações foram formadas para tratarem da necessidade de certo setor, tais como o evangelismo da mocidade, da marinha, do exército, da força aérea, dos operários das fábricas, etc.
A maior parte dessas organizações utiliza-se simplesmente dos métodos convencionais do evangelismo do século XX, com modificações próprias para cada grupo.
DEFINIÇÃO DE TERMOS
Grande é o número de termos empregados para designar todos os tipos de evangelismo. Aqui precisamos de clareza de pensamento.
Frequentemente se faz alusão ao evangelismo em massa com os termos "avivamento" e "campanha evangelística".
O evangelismo pessoal e o de alistamento estão entrelaçados mediante muitos termos, como:
evangelismo educacional,
evangelismo de visitação,
evangelismo de casa em casa;
evangelismo na Escola Dominical;
evangelismo de testemunhos;
evangelismo de conquista de almas; etc.
Provavelmente há maior confusão ao redor do termo "evangelismo de visitação".
É um apelativo realmente ambíguo.
No sentido mais estrito da palavra, não existe o evangelismo de visitação.
O evangelismo pessoal consiste de alguém falando a outra pessoa sobre a necessidade que esta tem de Jesus, com o fito de levá-la à decisão de aceitar ao Salvador.
Um crente pode conquistar almas pessoalmente, visitando de casa em casa; mas também pode fazê-lo em uma fábrica, em sua própria residência, ou em qualquer outro lugar na face da terra.
O evangelismo de alistamento consiste na tentativa de induzir uma pessoa não convertida a matricular-se para receber instrução na Palavra de Deus.
Esse tipo de evangelismo também usa o método das visitações, mas o evangelismo de alistamento de forma alguma pode ser reputado como conquista de almas.
Geralmente é apenas uma visita, na qual se convida alguém a assistir e a matricular-se numa classe de estudos da Bíblia.
Assim sendo, há evangelismo de alistamento desempenhado por meio de visitas.
Também há conquista pessoal de almas, geralmente feita através de visitações, que pode, todavia, ser realizada em qualquer lugar.
O evangelismo pessoal, portanto, nunca deve ser chamado de evangelismo de visitação. Só há duas formas de evangelismo
Em realidade só há duas duas formas de evangelismo:
EVANGELISMO PESSOAL E EVANGELISMO IMPESSOAL
Naturalmente que toda modalidade de evangelismo, exceto o evangelismo pessoal, consiste de evangelismo impessoal!;
A prédica é impessoal.
Todo evangelismo em massa é impessoal.
Evangelismo por meio de filmes, da literatura, do rádio, da televisão todas essas formas são totalmente impessoais, tanto para o que fala como para os que ouvem.
O evangelismo de alistamento relação abstraia entre o mestre e os alunos é igualmente impessoal.
Isso significa apenas que virtualmente todo o evan¬gelismo que se vem fazendo na América não tem qualidade pessoal alguma.
Não há qualquer contacto individual.
E no entanto, o cristianismo é pessoal !
O evangelismo tem de ser pessoal.
Como podemos mostrar nosso afeto, de pé sobre um púlpito, "pregando" na direção de um homem que está assentado trinta metros distante de nós ?
Como qualquer de nós pode realmente esperar exibir a prova mais eficaz do cristianismo a prova do interesse humano, do amor e da paz pessoal a menos que o transmitamos de pessoa para pessoa ?
O homem perdido tem de aceitar, pela fé, que o pregador ou mestre realmente tem amor, alegria e paz. Porém, se o pregador entrar na casa daquele, derrama perante êle o seu coração e à viva voz lhe dirige a Palavra, então o indivíduo sem Cristo pode perceber e sentir a personalidade do crente.
Assim o crente estará demonstrando seu amor, sua alegria, sua paz.
Nesse caso, pregar se torna praticar.
Nessas ocasiões podemos dizer quão maravilhoso é alguém ser um crente. Ficamos expostos ao juízo dos outros, para que vejam se somos realmente como dizemos ou não. Pois os outros sempre vêem e ouvem o evangelho de maneira muito abstrata e impessoal. O descrente só pode perguntar: "Já que é assim tão maravilhoso, por que não há um pouco mais de toque pessoal nos discípulos de Cristo ?"
Deixemos de lado o que é abstrato no evangelismo !
Somente o evangelismo pessoal pode demonstrar o âmago verdadeiro e o valor real do evangelho.
Já temos desfrutado de mil e oitocentos anosi de evangelismo impessoal.
Basta.
Já demonstrou o seu valor.
Agora é a vez de reintroduzirmos, em escala vultosa e mundial, a verdadeira expressão e única demonstração real de que o evangelismo que pregamos é verdadeiro. . .
O evangelismo no nível pessoal !
Capítulo 2
LIMITAÇÕES DO EVANGELISMO EM MASSA
Há apenas uma coisa errada no evangelismo em massa:
nunca é feito em doses suficientes!
O alvo deste capítulo não é o de salientar os problemas do evangelismo em massa, pois há grande necessidade de maior empenho no mesmo.
Mas a finalidade agora é a de anotar suas limitações.
1. O evangelismo em massa não pode conquistar o mundo para Cristo
O primeiro e maior teste para qualquer conceito de evangelismo é:
pode êle conquistar o mundo inteiro para Cristo ?
O evangelismo em massa não o pode.
Número relativamente limitado é o das pessoas que se levantará e sairá de suas casas a fim de ouvir um pregador.
Senão acharmos um meio de induzir cada pessoa do mundo a sair deliberadamente para ouvir a mensagem do evangelho, será impossível ao evangelismo em massa evangelizar o mundo.
2. O evangelismo em massa tem capacidade limitada de propagar o evangelho da maneira mais clara possível!
Qualquer ministro pode testificar de haver proclamado do púlpito, repetidamente:
"A salvação é grátis... ter uma vida decente não salva a ninguém... ninguém pode merecer ir para o céu com suas próprias obras, pois é um presente", para em seguida ter descido do púlpito e haver perguntado a um descrente qualquer por que êle não aceitou a Cristo e à salvação, recebendo então como resposta:
"Bem, não preciso fazer isso.
Levo uma vida decente!"
É difícil transmitirmos a mensagem a uma pessoa distante de nós trinta metros, especialmente quando está escondida entre uma multidão de outras pessoas.
Algo de artifical e de intangivelmente abstrato ocorre quando qualquer ministro sobe ao púlpito.
Imediatamente o ouvinte se muda para um mundo irreal.
Como bem sabemos, grande parte do auditório inconscientemente muda sua mente para a posição "neutra".
Certo pastor da costa do Pacífico relatou o encontro que teve com um jovem no saguão do templo, imediata¬mente após o culto da manhã.
Depois de conversar por um pouco com o moço, descobriu que êle frequentava fielmente às reuniões por muitos anos.
Por alguma razão, o pastor não o conhecia.
Ao indagar se êle era crente, o jovem respondeu negativamente, explicando que queria sê-lo, mas não sabia como alguém se torna crente.
O pastor admirou-se de que apesar do moço vir assistindo aos cultos durante tantos anos, nada sabia acerca da salvação.
Mas, era a pura verdade.
O pastor, sentando-se ao lado do rapaz, explicou-lhe algumas passagens das Escrituras, e o jovem sem tardar aceitou a Cristo em sua vida.
Daws Trotman, fundador dos Navegadores, falou em igrejas por toda a parte ocidental dos Estados Unidos da América, apresentando a seguinte proposição:
"Para quem puder dizer-me cinco declarações ou pontos expostos pelo pastor, no ano passado, darei dez dólares".
Incrível?
Muitos tentaram, mas ninguém o conseguiu !
Triste é dizê-lo, mas as pessoas no auditório geral¬mente não ouvem nossos sermões, e esses são logo esquecidos por aqueles que os escutam.
3.O evangelismo em massa é impessoal.
Como já declaramos, o evangelismo em massa nunca pode transmitir o ardor, a afeição, a alegria, a paz e a solicitude como se verifica num encontro pessoal.
Todas essas qualidades são indispensáveis para que transmitamos as riquezas de Jesus Cristo.
4. Os resultados do evangelismo em massa não podem perdurar
O evangelismo em massa, devido à sua própria natureza, precisa ser esporádico.
Não se pode manter sua média numérica.
Toda campanha evangelística deve ter data marcada para terminar.
Por essa razão aceita-se como algo natural e necessário ter grandes derramamentos do Espírito Santo e grandes colheitas de almas. . . duas ou três vezes por ano, quando a igreja se lança numa cruzada.
Pastores dos estados do sul dos Estados Unidos geralmente dizem que nas igrejas rurais "só pode haver conversões na terceira semana de agosto. . .
porque é nessa época que sempre há cultos de avivamento".
Os resultados dessa tradição são inumeráveis. Mostram, para o mundo, como a nossa maneira de pensar é frívola.
Quantos dos incrédulos nos têm confiado:
"Essa gente da igreja só se interessa por mim três semanas antes de alguma campanha".
Tais períodos de "refrigério" e de "avivamento" nos dão, igualmente, um cristianismo de "montanha russa" num dia sobe, e no seguinte, desce.
Mas não foi planejado para ser assim, como bem sabemos!!
Não se trata tanto de alguma falha no evangelismo em massa, mas é que não há meio de manter o evangelismo e suster o espírito de avivamento.
Só pode continuar enquanto houver conversões constantes de almas, semana após semana. E isso o evangelismo em massa não pode fazer.
Ainda não descobrimos de novo o segredo da Igreja do primeiro século, que podia afirmar:
" .. . acrescentava-lhes o Senhor dia a dia, os que iam sendo salvos"*
5. O crente individual não pode participar
O evangelismo em missa facilita o "cristianismo de espectadores".
Realmente, nada há a fazer senão ficar sentado e ouvir.
O crente individual tem pouquíssima oportunidade de ser utilizado como instrumento do Espírito Santo. . . e assim lhe é vedado qualquer crescimento verdadeiro em Cristo. Mais ou menos tudo quanto pode fazer, no meio da maré do avivamento, é "ouvir o evangelista".
Isso representa pouco demais. Certamente que isso não basta para manter o avivamento, uma vez que se afaste o evangelista.
O evangelismo em massa não pode cumprir o mandamento bíblico que diz:
"tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes..."
(Tiago 1:22).
Uma outra palavra poderíamos acrescentar acerca do evangelismo em massa.
Tem a tendência de cair no desuso, após certo tempo.
Desde que o evangelismo em massa foi redescoberto, por João Wesley, tem estado sujeito a altos e baixos.
Contudo, a volta do evangelismo em massa geralmente tem sido acompanhada por grande e vasto avivamento na Igreja.
É por isso que inconsciente associamos o "avivamento" com o evangelismo em massa.
De algum modo concluímos que só pode haver "avivamento" por meio do evangelismo em massa.
Vinculamos toda a questão do "avivamento" com a pregação da Palavra.
Todo o nosso raciocínio "deslumbrado" sobre os avivamentos tem estado ligado à pregação da Palavra.
Contudo, convém que nos lembremos que nunca jamais temos visto um vasto ressurgimento do evangelismo pessoal.
Pelo menos não durante os últimos mil e oitocentos anos.
É possível que o evangelismo pessoal também pudesse ser usado como instrumento para inaugurar e dar sequência a um avivamento, tanto quanto o evangelismo em massa tem sido usado nos duzentos anos desde que toi restaurado.
___________
* Atos 2:47.
É possível que Deus tenha um instrumento ainda maior e mais poderoso para promover um avivamento, e sobre o qual nunca pensamos e que certamente nunca experimentamos.
Poderiam informar-nos sem perda de tempo sobre a maneira de fazer uma igreja tornar-se conquistadora de almas.
Se hoje pudéssemos viajar até essas antigas igrejas, sem duvida ficaríamos maravilhados com nossas descobertas.
Chegando em Éfeso, nossa visita seria mais ou menos assim:
" Boa tarde, Áqúila I Sabemos que você é membro desta igreja.
Queremos entrar e conversar".
"Sejam bem vindos.
Entrem".
"Se não fôr demais, queremos que nos conte como as igrejas da Ásia Menor efetuam seu programa de evangelização.
Lemos que antes você era membro da igreja em Corinto, depois em Roma e, agora, aqui em Efeso.
Portanto, você deve saber inibrmar-nos com exatidão e clareza acerca do evangelismo do Novo Testamento.
Também desejamos ver a igreja antes de regressarmos".
"Sentem-se.
Já estamos na igreja.
Ela se reúne em nossa casa".
"Vocês não têm templo?"
"Quer quer dizer templo?
Não, acho que não temos."
"Diga-nos, Áquila, o que a igreja está fazendo para atingir a cidade com o evangelho?
"Ora, já evangelizamos a cidade de Éfeso.
Todos os habitantes desta cidade compreendem bem o evangelho".
"Que?"
"É verdade... acha isso extraordinário?"
"E como é que a igreja conseguiu fazer isso?
Por certo vocês não têm rádio nem televisão.
Realizaram, então, muitas cruzadas de evangelização ?"
"Não.
Como vocês provavelmente ouviram dizer, experimentamos evangelismo em massa nesta região, mas quase sempre terminávamos na cadeia !"
"E então, como fizeram tudo?"
"Oh, então não sabem ?
Somente visitamos todas as casas da cidade.
Foi assim que a igreja evangelizou a princípio aquela cidade.
* Os discípulos evangelizaram a cidade inteira de Jerusalém em muito pouco tempo. Todas as igrejas da Ásia Menor seguiram esse exemplo."
"E esse método tem dado bons resultados em todos os lugares ?"
"Sim.
Tem havido tantas conversões que os líderes das religiões pagãs temem que suas religiões sejam extintas.
Quando o irmão Paulo saiu de Éfeso pela última vez, lembrou-nos que deveríamos continuar evangelizando com o mesmo método".**
"Áquila, isso é maravilhoso!
Nesse passo, quantas pessoas ouvirão o evangelho e o aceitarão?"
" Não ouviram ainda dizer?
Já levamos o evangelho a todas as pessoas da Ásia Menor tanto a gregos como a judeus".***
"Ora, isso é impossível.
Você não está realmente dizendo que cada pessoa já foi evangelizada, não é mesmo ?"
"É verdade.
Cada pessoa".
____________
Atos 5:42
Atos 20:20
Atos 19:10
"Mas isso incluiria Damasco, Éfeso e dezenas de cidades grandes, aldeias e povoações e também as tribos nómades do deserto.
Quanto tempo foi necessário para as igrejas alcançarem todo esse povo ?"
"Não muito tempo exatamente 24 meses*.
O mesmo está acontecendo na África do Norte e no sul da Europa.
O evangelho também já chegou à Espanha.
Ouvimos falar de um país que se chama Inglaterra, e muitos cristãos já chegaram lá. Esperamos completar a Grande Comissão de Jesus antes do fim deste século".
"Áquila, o que você nos está contando é incrível.
Vocês têm feito mais, em uma geração, do que nós em mil anos".
"Não compreendo a razão disso. Para nós foi algo simples.
Pode ser que vocês tenham usado métodos errados de evangelização".
______________
* Atos 19:10
MORTE E RENASCIMENTO DO EVANGELISMO
como alcançou tanto êxito no evangelismo a cris¬tandade do primeiro século ?
E por que a cristandade do século XX tem feito com¬parativamente tão pouco ?
Depois de mil e novecentos anos não descobrimos ainda a maneira de realizar proezas tão maravilhosas.
Seria bom lembrarmos por que impera o atual estado de coisas.
A Morte do Evangelismo
No segundo século a cristandade se viu enredada em controvérsias teológicas.
No terceiro século houve grande incremento da apostasia.
No quarto século, a apostasia amadureceu.
Então a cristandade passou mil anos mergulhada nas trevas.
É esse período de mil anos que nos separa por completo de todo o contacto direto com a cristandade do Novo Testamento. Geralmente nos esquecemos desse fato e achamos que nossos métodos atuais têm todos origem no Novo Testamento.
Um exame minucioso nas páginas do Novo Testamento e o estudo histórico da origem de nossos métodos atuais logo revelam o quanto essa ideia está errada.
A Reforma
Sob a liderança de Martinho Lutero, a cristandade começou a recuperar-se dos mil anos de trevas.
Mas a reforma dos séculos XVI e XVII foi limitada em seu alcance.
Antes de tudo, foi uma reforma teológica a volta ao exame da Palavra de Deus.
Muitas coisas foram deixadas por resolver
Os escritos de Lutero marcaram as linhas de batalha da reforma.
Os assuntos sobre os quais êle escreveu e dissertou largamente determinaram os limites da exploração bíblica durante muito tempo.
Mas Lutero não tocou em muitos dos aspectos da cristandade.
Por exemplo, êle abordou pouquíssimo a escatologia.
Foi apenas trezentos anos depois de Lutero que começou qualquer estudo mais sério sobre esse assunto.
Pouco ou nada disse Lutero sobre a questão das missões e da evangelização do mundo. Coube a Guilherme Carey, em 1790, a tarefa de salientar novamente esse conceito do Novo Testamento.
O Espírito Santo recebeu pouca atenção durante a reforma.
E somente neste nosso século é que a doutrina e o lugar do Espírito Santo receberam a atenção que merecem.
O período que vai da reforma aos nossos dias tem assinalado a "volta paulatina" aos conceitos do Novo Testamento.
Porém, ainda não voltamos ao ponto inicial.
Ainda existem muitas ideias, conceitos e doutrinas do novo Testamento que precisamos redescobrir.
Origem dos Conceitos Tradicionais
A maior parte dos programas, ideias, terminologias e organizações existentes em nossas igrejas, hodiernamente, desenvolveu-se mediante a tradição, não estando franca¬mente baseada no Novo Testamento.
Por exemplo, é geralmente chocante, e às vezes mesmo engraçado, que o templo da igreja caiba dentro dessa categoria.
Os líderes da reforma, sem pensarem no que faziam, adotaram dos católicos-romanos a ideia do templo da igreja.
Todavia, o conceito de templo da igreja pertence ao século III, e não tem precendente nem exemplo no Novo Testamento.
Até mesmo termos consagrados como "púlpito", "missionário" e "Escola Dominical" não têm origem bíblica bem delineada.
Essa lista é interminável.
ORIGEM DO EVANGELISMO MODERNO
Em o Novo Testamento havia dois tipos bem definidos e predominantes de evangelismo o evangelismo em massa e o evangelismo pessoal.
Pelo século III, na sua maior parte, ambos os tipos já haviam desaparecido.
Nem mesmo durante a reforma houve qualquer reavivamento do evangelismo digno de nota. Por incrível que pareça, não faz mais de duzentos anos que houve qualquer volta notável ao evangelismo.
Nesse tempo, reapareceu certo tipo de evangelismo.
Entrou novamente em vigor, depois de uma ausência de mil e seiscentos anos, através do ministério de João Wesley.
Podemos estar gratos que êle nos deu de novo o conceito do evangelismo em massa.
É lamentável que a outra forma de evangelismo neo-testamentário até agora não tenha retornado à história cristã.
Quiçá esteja de prontidão, esperando dominar uma vez mais o centro da cena.
Podemos apenas tecer con¬jecturas sobre como será dramático o seu retorno.
O evangelismo em massa reapareceu de forma dramática com João Wesley.
Talvez possamos ter idênticas esperanças no tocante ao evangelismo pessoal !
Que Dizer sobre o Evangelismo Pessoal?
Fala-se muito acerca do evangelismo pessoal.
Escrevem-se livros sobre o assunto.
Pregam-se mensagens fervorosas sobre sua necessidade.
E, em casos isolados, há pessoas que o praticam.
Mas não houve nenhum retorno geral ao evangelismo pessoal.
Durante os últimos mil e oitocentos anos não houve ocasião em que algum grande movimento de testemunho pessoal tenha envolvido uma larga porção do povo cristão.
Se abrirmos nossos livros de história não encontraremos qualquer menção a isso durante quase dois milénios.
Por mil e oitocentos anos a Igreja não tem recuperado o evangelismo pessoal.
Até o momento jaz em uma pilha mofada, intitulada "Verdades ocultas do Novo Testamento".
Qual o resultado final de tanto tempo sem a posse vibrante de uma verdade tão fundamental ?
Não têm importância, realmente ?
Acontece que o conceito mais necessário e poderoso do cristianismo ainda está morto. É como se tivéssemos um automóvel sem motor um avião sem asas, uma mensagem a mensagem mas sem qualquer meio realmente eficiente de disseminá-la pelo mundo inteiro.
O reavivamento o redescobrimento do evangelismo pessoal será, na verdade, o redescobrimento do espírito do cristianismo dos dias do Novo Testamento.
Evolução do Evangelismo em Massa Antes de delinearmos a origem de outras formas de evangelismo que foram aparecendo, voltemos um pouco para traçar a evolução do evangelismo em massa durante os duzentos anos desde seu redescobrimento.
Por meio de homens como Jorge Whitfield, a América chegou a conhecer o evangelismo em massa.
Achou torrão fértil nesse país fronteiriço.
Na verdade, o evangelismo em massa tem passado por períodos de "amortecimento" e de "reavivamento" desde então.
Tem havido cerca de quatro pontos culminantes na história do evangelismo em massa:
um nos tempos de Wesley; outro, sob Finney então sob Moody; e, finalmente, em nossos próprios dias, sob a liderança divina, nas campanhas de Billy Graham.
Em meados do século XVIII apareceu o "acampamento".
Depois, já no século XIX, desenvolveu-se o evangelismo tipo "cultos prolongados'' e o evangelismo denominado "latada de ramos".
Nos fins do século XIX, quando houve reavivamento do evangelismo em massa, o termo usado era "avivamento" Os termos "avivamento" e "evangelismo em massa" começaram a ser confundidos tanto em nosso modo de pensar como na nossa terminologia.
Hoje em dia temos a altamente organizada "cruzada evangelística", que cobre uma igreja ou uma cidade inteira.
Há certos princípios espirituais inalteráveis, do evangelismo em massa, que são eternos e não sofrem alteração. Essas leis são reconhecidas e respeitadas hoje em dia.
O resultado é que na atualidade o evangelismo em massa se tornou uma ciência altamente organizada e exata.
Existe o que poderíamos designar de "ciência espiritual do evangelismo em massa".
O evangelismo em massa, ainda que por muitas vezes desprezado, é o maior método neo-testamentário que usamos, frequentemente usado por Deus para a salvação de multidões.
Origem e Evolução do "Evangelismo de Alistamento”
O evangelismo em massa tem certas limitações.
Por causa disso e porque o evangelismo pessoal passou tanto tempo no desuso foi inevitável que se inventassem outras formas de evangelismo, para preenceher a lacuna.
É o caso do "evangelismo de alistamento".
Ao desenvolver-se e alastrar-se o cristianismo na América, foi seguindo as normas de desenvolvimento da Igreja na Europa.
O cristianismo centralizou-se mais no templo da igreja, mudando quase toda sua esfera de ação para dentro do templo da igreja local.
Disso, nos últimos anos do século XIX, nasceu o "evangelismo de alistamento".
Eis como teve início o citado tipo de evangelismo:
Descobriu-se que alistando meninos e meninas em escolas bíblicas, ensinando-se aos mesmos a Palavra de Deus, muitos se entregariam a Cristo.
Isso é natural.
Uma vez que corações jovens ficaram expostos ao evangelho, por meio do estudo da Bíblia, muitos deles natu¬ralmente se entregariam a Êle.
Posto que o método dava resultado entre as crianças, foi ampliado para incluir também os adultos.
Muitos dos crentes mais idosos ainda devem estar lembrados que é ideia relativamente nova essa de ensinar-se adultos em escolas bíblicas.
Hoje em dia, o evangelismo de alistamento ou evangelismo pela educação é a ciência mais exata no seio da Igreja.
Mais livros são escritos e mais programas e planos são elaborados, nesse setor, do que em qualquer outra forma de evangelismo.
Atualmente o evangelismo de alistamento é que está suprindo o vácuo deixado pela ausência do evangelismo pessoal.
Talvez haja mais conversões no evangelismo de alistamento do que sob todas as demais formas de evangelismo juntas.
Muitas (talvez a maior parte) das denominações dependem quase que inteiramente do evangelismo de alistamento para sua manutenção e crescimento.
Sem dúvida o evangelismo de alistamento tem dado a maior contribuição para a conquista de almas em toda a história recente.
Convém que nos lembremos, contudo, que não se passaram mais de cem anos desde que se iniciou essa forma de evangelismo; e que talvez ela nunca houvesse surgido se a Igreja tivesse entrado novamente na posse de um testemunho poderoso de conquista pessoal de almas.
Outras Formas de Evangelismo
Nesta nossa época da técnica presenciamos o desenvolvimento de um estupendo número de outras modalidades de evangelismo.
Há evangelismo cinematográfico, evangelismo dramático, evangelismo pela caricatura (todos dentro da categoria de evangelismo audio-visual).
Surgiram o evangelismo através do rádio e da televisão e o evangelismo pela literatura e pelos discos fonográficos.
Na última década temos apreciado a especialização do evangelismo isto é, organizações foram formadas para tratarem da necessidade de certo setor, tais como o evangelismo da mocidade, da marinha, do exército, da força aérea, dos operários das fábricas, etc.
A maior parte dessas organizações utiliza-se simplesmente dos métodos convencionais do evangelismo do século XX, com modificações próprias para cada grupo.
DEFINIÇÃO DE TERMOS
Grande é o número de termos empregados para designar todos os tipos de evangelismo. Aqui precisamos de clareza de pensamento.
Frequentemente se faz alusão ao evangelismo em massa com os termos "avivamento" e "campanha evangelística".
O evangelismo pessoal e o de alistamento estão entrelaçados mediante muitos termos, como:
evangelismo educacional,
evangelismo de visitação,
evangelismo de casa em casa;
evangelismo na Escola Dominical;
evangelismo de testemunhos;
evangelismo de conquista de almas; etc.
Provavelmente há maior confusão ao redor do termo "evangelismo de visitação".
É um apelativo realmente ambíguo.
No sentido mais estrito da palavra, não existe o evangelismo de visitação.
O evangelismo pessoal consiste de alguém falando a outra pessoa sobre a necessidade que esta tem de Jesus, com o fito de levá-la à decisão de aceitar ao Salvador.
Um crente pode conquistar almas pessoalmente, visitando de casa em casa; mas também pode fazê-lo em uma fábrica, em sua própria residência, ou em qualquer outro lugar na face da terra.
O evangelismo de alistamento consiste na tentativa de induzir uma pessoa não convertida a matricular-se para receber instrução na Palavra de Deus.
Esse tipo de evangelismo também usa o método das visitações, mas o evangelismo de alistamento de forma alguma pode ser reputado como conquista de almas.
Geralmente é apenas uma visita, na qual se convida alguém a assistir e a matricular-se numa classe de estudos da Bíblia.
Assim sendo, há evangelismo de alistamento desempenhado por meio de visitas.
Também há conquista pessoal de almas, geralmente feita através de visitações, que pode, todavia, ser realizada em qualquer lugar.
O evangelismo pessoal, portanto, nunca deve ser chamado de evangelismo de visitação. Só há duas formas de evangelismo
Em realidade só há duas duas formas de evangelismo:
EVANGELISMO PESSOAL E EVANGELISMO IMPESSOAL
Naturalmente que toda modalidade de evangelismo, exceto o evangelismo pessoal, consiste de evangelismo impessoal!;
A prédica é impessoal.
Todo evangelismo em massa é impessoal.
Evangelismo por meio de filmes, da literatura, do rádio, da televisão todas essas formas são totalmente impessoais, tanto para o que fala como para os que ouvem.
O evangelismo de alistamento relação abstraia entre o mestre e os alunos é igualmente impessoal.
Isso significa apenas que virtualmente todo o evan¬gelismo que se vem fazendo na América não tem qualidade pessoal alguma.
Não há qualquer contacto individual.
E no entanto, o cristianismo é pessoal !
O evangelismo tem de ser pessoal.
Como podemos mostrar nosso afeto, de pé sobre um púlpito, "pregando" na direção de um homem que está assentado trinta metros distante de nós ?
Como qualquer de nós pode realmente esperar exibir a prova mais eficaz do cristianismo a prova do interesse humano, do amor e da paz pessoal a menos que o transmitamos de pessoa para pessoa ?
O homem perdido tem de aceitar, pela fé, que o pregador ou mestre realmente tem amor, alegria e paz. Porém, se o pregador entrar na casa daquele, derrama perante êle o seu coração e à viva voz lhe dirige a Palavra, então o indivíduo sem Cristo pode perceber e sentir a personalidade do crente.
Assim o crente estará demonstrando seu amor, sua alegria, sua paz.
Nesse caso, pregar se torna praticar.
Nessas ocasiões podemos dizer quão maravilhoso é alguém ser um crente. Ficamos expostos ao juízo dos outros, para que vejam se somos realmente como dizemos ou não. Pois os outros sempre vêem e ouvem o evangelho de maneira muito abstrata e impessoal. O descrente só pode perguntar: "Já que é assim tão maravilhoso, por que não há um pouco mais de toque pessoal nos discípulos de Cristo ?"
Deixemos de lado o que é abstrato no evangelismo !
Somente o evangelismo pessoal pode demonstrar o âmago verdadeiro e o valor real do evangelho.
Já temos desfrutado de mil e oitocentos anosi de evangelismo impessoal.
Basta.
Já demonstrou o seu valor.
Agora é a vez de reintroduzirmos, em escala vultosa e mundial, a verdadeira expressão e única demonstração real de que o evangelismo que pregamos é verdadeiro. . .
O evangelismo no nível pessoal !
Capítulo 2
LIMITAÇÕES DO EVANGELISMO EM MASSA
Há apenas uma coisa errada no evangelismo em massa:
nunca é feito em doses suficientes!
O alvo deste capítulo não é o de salientar os problemas do evangelismo em massa, pois há grande necessidade de maior empenho no mesmo.
Mas a finalidade agora é a de anotar suas limitações.
1. O evangelismo em massa não pode conquistar o mundo para Cristo
O primeiro e maior teste para qualquer conceito de evangelismo é:
pode êle conquistar o mundo inteiro para Cristo ?
O evangelismo em massa não o pode.
Número relativamente limitado é o das pessoas que se levantará e sairá de suas casas a fim de ouvir um pregador.
Senão acharmos um meio de induzir cada pessoa do mundo a sair deliberadamente para ouvir a mensagem do evangelho, será impossível ao evangelismo em massa evangelizar o mundo.
2. O evangelismo em massa tem capacidade limitada de propagar o evangelho da maneira mais clara possível!
Qualquer ministro pode testificar de haver proclamado do púlpito, repetidamente:
"A salvação é grátis... ter uma vida decente não salva a ninguém... ninguém pode merecer ir para o céu com suas próprias obras, pois é um presente", para em seguida ter descido do púlpito e haver perguntado a um descrente qualquer por que êle não aceitou a Cristo e à salvação, recebendo então como resposta:
"Bem, não preciso fazer isso.
Levo uma vida decente!"
É difícil transmitirmos a mensagem a uma pessoa distante de nós trinta metros, especialmente quando está escondida entre uma multidão de outras pessoas.
Algo de artifical e de intangivelmente abstrato ocorre quando qualquer ministro sobe ao púlpito.
Imediatamente o ouvinte se muda para um mundo irreal.
Como bem sabemos, grande parte do auditório inconscientemente muda sua mente para a posição "neutra".
Certo pastor da costa do Pacífico relatou o encontro que teve com um jovem no saguão do templo, imediata¬mente após o culto da manhã.
Depois de conversar por um pouco com o moço, descobriu que êle frequentava fielmente às reuniões por muitos anos.
Por alguma razão, o pastor não o conhecia.
Ao indagar se êle era crente, o jovem respondeu negativamente, explicando que queria sê-lo, mas não sabia como alguém se torna crente.
O pastor admirou-se de que apesar do moço vir assistindo aos cultos durante tantos anos, nada sabia acerca da salvação.
Mas, era a pura verdade.
O pastor, sentando-se ao lado do rapaz, explicou-lhe algumas passagens das Escrituras, e o jovem sem tardar aceitou a Cristo em sua vida.
Daws Trotman, fundador dos Navegadores, falou em igrejas por toda a parte ocidental dos Estados Unidos da América, apresentando a seguinte proposição:
"Para quem puder dizer-me cinco declarações ou pontos expostos pelo pastor, no ano passado, darei dez dólares".
Incrível?
Muitos tentaram, mas ninguém o conseguiu !
Triste é dizê-lo, mas as pessoas no auditório geral¬mente não ouvem nossos sermões, e esses são logo esquecidos por aqueles que os escutam.
3.O evangelismo em massa é impessoal.
Como já declaramos, o evangelismo em massa nunca pode transmitir o ardor, a afeição, a alegria, a paz e a solicitude como se verifica num encontro pessoal.
Todas essas qualidades são indispensáveis para que transmitamos as riquezas de Jesus Cristo.
4. Os resultados do evangelismo em massa não podem perdurar
O evangelismo em massa, devido à sua própria natureza, precisa ser esporádico.
Não se pode manter sua média numérica.
Toda campanha evangelística deve ter data marcada para terminar.
Por essa razão aceita-se como algo natural e necessário ter grandes derramamentos do Espírito Santo e grandes colheitas de almas. . . duas ou três vezes por ano, quando a igreja se lança numa cruzada.
Pastores dos estados do sul dos Estados Unidos geralmente dizem que nas igrejas rurais "só pode haver conversões na terceira semana de agosto. . .
porque é nessa época que sempre há cultos de avivamento".
Os resultados dessa tradição são inumeráveis. Mostram, para o mundo, como a nossa maneira de pensar é frívola.
Quantos dos incrédulos nos têm confiado:
"Essa gente da igreja só se interessa por mim três semanas antes de alguma campanha".
Tais períodos de "refrigério" e de "avivamento" nos dão, igualmente, um cristianismo de "montanha russa" num dia sobe, e no seguinte, desce.
Mas não foi planejado para ser assim, como bem sabemos!!
Não se trata tanto de alguma falha no evangelismo em massa, mas é que não há meio de manter o evangelismo e suster o espírito de avivamento.
Só pode continuar enquanto houver conversões constantes de almas, semana após semana. E isso o evangelismo em massa não pode fazer.
Ainda não descobrimos de novo o segredo da Igreja do primeiro século, que podia afirmar:
" .. . acrescentava-lhes o Senhor dia a dia, os que iam sendo salvos"*
5. O crente individual não pode participar
O evangelismo em missa facilita o "cristianismo de espectadores".
Realmente, nada há a fazer senão ficar sentado e ouvir.
O crente individual tem pouquíssima oportunidade de ser utilizado como instrumento do Espírito Santo. . . e assim lhe é vedado qualquer crescimento verdadeiro em Cristo. Mais ou menos tudo quanto pode fazer, no meio da maré do avivamento, é "ouvir o evangelista".
Isso representa pouco demais. Certamente que isso não basta para manter o avivamento, uma vez que se afaste o evangelista.
O evangelismo em massa não pode cumprir o mandamento bíblico que diz:
"tornai-vos, pois, praticantes da palavra, e não somente ouvintes..."
(Tiago 1:22).
Uma outra palavra poderíamos acrescentar acerca do evangelismo em massa.
Tem a tendência de cair no desuso, após certo tempo.
Desde que o evangelismo em massa foi redescoberto, por João Wesley, tem estado sujeito a altos e baixos.
Contudo, a volta do evangelismo em massa geralmente tem sido acompanhada por grande e vasto avivamento na Igreja.
É por isso que inconsciente associamos o "avivamento" com o evangelismo em massa.
De algum modo concluímos que só pode haver "avivamento" por meio do evangelismo em massa.
Vinculamos toda a questão do "avivamento" com a pregação da Palavra.
Todo o nosso raciocínio "deslumbrado" sobre os avivamentos tem estado ligado à pregação da Palavra.
Contudo, convém que nos lembremos que nunca jamais temos visto um vasto ressurgimento do evangelismo pessoal.
Pelo menos não durante os últimos mil e oitocentos anos.
É possível que o evangelismo pessoal também pudesse ser usado como instrumento para inaugurar e dar sequência a um avivamento, tanto quanto o evangelismo em massa tem sido usado nos duzentos anos desde que toi restaurado.
___________
* Atos 2:47.
É possível que Deus tenha um instrumento ainda maior e mais poderoso para promover um avivamento, e sobre o qual nunca pensamos e que certamente nunca experimentamos.
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ENVANGELISMO
24 de mar. de 2010
Evangélico, Apostólico e Católico
É deveras curioso como é possível notar, em alguns grupos religiosos heterodoxos, títulos copiosamente ortodoxos.
Um dos exemplos mais contundentes dessa observação encontra-se na pseudo-igreja cristã mórmon, cujo nome reclama sublimes conceitos bíblicos:
“Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.
Uma nomenclatura bíblica adequada a qualquer denominação genuinamente protestante, evangélica.
Contudo, há outros exemplos dessa mesma ocorrência e propomos fixar a nossa reflexão naquele que é reivindicado pelo catolicismo:
“Igreja Católica Apostólica Romana”, a fim de ponderar que é possível que assumamos a posição de evangélicos, apostólicos e católicos.
Expomos, sem pretensões acadêmicas, as implicações dos três termos:
Evangélico (do grego euangelion)
Segundo Tyndale, “evangelho” significa “notícias boas, alegres, felizes e jubilosas, que enchem de gozo o coração humano, levando a pessoa a cantar, dançar e pular de alegria”.
No contexto bíblico, o termo “evangélico” aplica-se à divulgação da obra redentora de Cristo em prol do homem condenado pelo pecado.
Logo, “ser evangélico”, num âmbito passivo, significa abraçar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas não somente isso, porque, num âmbito ativo, remete também ao compromisso irrestrito de compartilhá-lo com ímpeto às demais pessoas.
É, portanto, amar o próximo com tal intensidade que este sentimento chega a mobilizar o crente a tão honrosa tarefa.
Nesta linha de raciocínio, é praticamente inconcebível admitir um evangélico apático para com o evangelismo.
Será que podemos testemunhar que somos evangélicos nos sentidos passivo e ativo do termo?
Apostólico (do grego apostellein: apóstolo)
O catolicismo lança mão desse conceito reportando-se à autoridade da Igreja Romana mediante a suposta “ininterrupta sucessão apostólica”, por meio dos papas.
Todavia, no contexto bíblico, em seu sentido mais restrito, a palavra grega assinala a comissão ordenada por Cristo.
O apóstolo é alguém enviado com a missão específica de pregar o evangelho e que age com plena autoridade em favor de quem o enviou, prestando-lhe satisfações.
O adjetivo “apostólico” pode também apontar para as doutrinas oriundas dos apóstolos.
Portanto, parafraseando o missionário Silas Tostes, numa primeira instância, somos uma Igreja apostólica na medida em que nos tornamos uma Igreja missionária.
E, numa segunda instância, na medida em que nos esforçamos na permanência das práticas e doutrinas alicerçadas pelos doze apóstolos, primando e zelando pelo ensinamento fiel de suas exposições.
Logo, ser um crente evangélico é, necessariamente, fazer parte de uma Igreja (mística) apostólica.
Será que podemos testemunhar que somos apostólicos nas duas instâncias do termo?
Católico (do grego katholikos)
Esse termo tem sido empregado com variedade de sentidos ao longo da história da Igreja.
Resta-nos saber em qual de seus sentidos os Evangélicos podem se reconhecer.
No início do período patrístico, tinha o sentido de “universal”:
“Em qualquer lugar que Jesus Cristo estiver, ali estará a Igreja universal” (Inácio).
Justino Mártir falou da “ressurreição católica”, que explicou como sendo a ressurreição de todos os homens (Diálogos LXXXI).
A expressão ainda consta do Credo Niceno:
“Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica”.
E, no Credo dos apóstolos, lemos:
“Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica”.
Nestas citações, o adjetivo “católica”, atribuído à Igreja, está relacionado à sua universalidade, ao mesmo tempo em que afirma sua unidade, a despeito de sua ampla difusão.
As epístolas católicas (universais) que constam do Novo Testamento foram classificadas, por Orígenes e Eusébio, como sendo escritas para a edificação de todas as igrejas cristãs.
Um outro significado emergiu a partir do século 2o, com o surgimento das heresias. E, nesse período, “católico” passou a ser sinônimo de “ortodoxo”, como se registrou, posteriormente, no início e encerramento do Credo de Atanásio:
“E a fé católica é esta: que adoremos um Deus na Trindade e a Trindade na unidade Esta é a fé católica, a qual pode salvar o homem”.
Foi somente nos tempos da Reforma Protestante que a palavra tomou seu sentido atual, em referência aos grupos eclesiásticos subordinados ao papado em contraste com aqueles que se identificaram com a causa protestante.
Por conseguinte, diante da ambivalência de significados absorvidos pela classificação “católico”, é legítimo assumir que, mesmo os evangélicos, são “católicos”, nos moldes segundo os quais o termo fora empregado no início do desenvolvimento da Igreja primitiva.
Com todas as ressalvas necessárias, somos, portanto, evangélicos, apostólicos e católicos, somente não somos romanos, porque entendemos não haver base bíblica para nos submetermos ao poder eclesiástico centralizador de Roma.
Um dos exemplos mais contundentes dessa observação encontra-se na pseudo-igreja cristã mórmon, cujo nome reclama sublimes conceitos bíblicos:
“Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.
Uma nomenclatura bíblica adequada a qualquer denominação genuinamente protestante, evangélica.
Contudo, há outros exemplos dessa mesma ocorrência e propomos fixar a nossa reflexão naquele que é reivindicado pelo catolicismo:
“Igreja Católica Apostólica Romana”, a fim de ponderar que é possível que assumamos a posição de evangélicos, apostólicos e católicos.
Expomos, sem pretensões acadêmicas, as implicações dos três termos:
Evangélico (do grego euangelion)
Segundo Tyndale, “evangelho” significa “notícias boas, alegres, felizes e jubilosas, que enchem de gozo o coração humano, levando a pessoa a cantar, dançar e pular de alegria”.
No contexto bíblico, o termo “evangélico” aplica-se à divulgação da obra redentora de Cristo em prol do homem condenado pelo pecado.
Logo, “ser evangélico”, num âmbito passivo, significa abraçar o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
Mas não somente isso, porque, num âmbito ativo, remete também ao compromisso irrestrito de compartilhá-lo com ímpeto às demais pessoas.
É, portanto, amar o próximo com tal intensidade que este sentimento chega a mobilizar o crente a tão honrosa tarefa.
Nesta linha de raciocínio, é praticamente inconcebível admitir um evangélico apático para com o evangelismo.
Será que podemos testemunhar que somos evangélicos nos sentidos passivo e ativo do termo?
Apostólico (do grego apostellein: apóstolo)
O catolicismo lança mão desse conceito reportando-se à autoridade da Igreja Romana mediante a suposta “ininterrupta sucessão apostólica”, por meio dos papas.
Todavia, no contexto bíblico, em seu sentido mais restrito, a palavra grega assinala a comissão ordenada por Cristo.
O apóstolo é alguém enviado com a missão específica de pregar o evangelho e que age com plena autoridade em favor de quem o enviou, prestando-lhe satisfações.
O adjetivo “apostólico” pode também apontar para as doutrinas oriundas dos apóstolos.
Portanto, parafraseando o missionário Silas Tostes, numa primeira instância, somos uma Igreja apostólica na medida em que nos tornamos uma Igreja missionária.
E, numa segunda instância, na medida em que nos esforçamos na permanência das práticas e doutrinas alicerçadas pelos doze apóstolos, primando e zelando pelo ensinamento fiel de suas exposições.
Logo, ser um crente evangélico é, necessariamente, fazer parte de uma Igreja (mística) apostólica.
Será que podemos testemunhar que somos apostólicos nas duas instâncias do termo?
Católico (do grego katholikos)
Esse termo tem sido empregado com variedade de sentidos ao longo da história da Igreja.
Resta-nos saber em qual de seus sentidos os Evangélicos podem se reconhecer.
No início do período patrístico, tinha o sentido de “universal”:
“Em qualquer lugar que Jesus Cristo estiver, ali estará a Igreja universal” (Inácio).
Justino Mártir falou da “ressurreição católica”, que explicou como sendo a ressurreição de todos os homens (Diálogos LXXXI).
A expressão ainda consta do Credo Niceno:
“Cremos na Igreja una, santa, católica e apostólica”.
E, no Credo dos apóstolos, lemos:
“Creio no Espírito Santo, na santa Igreja católica”.
Nestas citações, o adjetivo “católica”, atribuído à Igreja, está relacionado à sua universalidade, ao mesmo tempo em que afirma sua unidade, a despeito de sua ampla difusão.
As epístolas católicas (universais) que constam do Novo Testamento foram classificadas, por Orígenes e Eusébio, como sendo escritas para a edificação de todas as igrejas cristãs.
Um outro significado emergiu a partir do século 2o, com o surgimento das heresias. E, nesse período, “católico” passou a ser sinônimo de “ortodoxo”, como se registrou, posteriormente, no início e encerramento do Credo de Atanásio:
“E a fé católica é esta: que adoremos um Deus na Trindade e a Trindade na unidade Esta é a fé católica, a qual pode salvar o homem”.
Foi somente nos tempos da Reforma Protestante que a palavra tomou seu sentido atual, em referência aos grupos eclesiásticos subordinados ao papado em contraste com aqueles que se identificaram com a causa protestante.
Por conseguinte, diante da ambivalência de significados absorvidos pela classificação “católico”, é legítimo assumir que, mesmo os evangélicos, são “católicos”, nos moldes segundo os quais o termo fora empregado no início do desenvolvimento da Igreja primitiva.
Com todas as ressalvas necessárias, somos, portanto, evangélicos, apostólicos e católicos, somente não somos romanos, porque entendemos não haver base bíblica para nos submetermos ao poder eclesiástico centralizador de Roma.
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O Materialismo e a Negação de Deus
O filósofo francês Jean-Paul Sartre defendia o ateísmo, mas não escondia sua aridez. E reconheceu isso ao confessar (cremos que com algum orgulho) a dificuldade que sofre aqueles que desejam rejeitar todo sentimento do absoluto. Afirmava que o ateísmo é “a convicção de que o homem é um criador, mas está abandonado, sozinho no mundo” e “no seu sentido mais profundo, em desespero”.
O ateu, para o filósofo, era como o cavaleiro solitário a pregar a esperança, apesar de toda a ausência de garantias.
Esse discurso ainda sobrevive e dá muito ibope entre os teóricos modernos.
Mas perguntamos: “Quem é o ateu ‘puro’, principalmente no Brasil, terra das religiosidades várias e pululantes?”.
Hoje, em uma época de poucos aspirantes a heróis solitários e de certa obsessão pelo conforto, sobretudo espiritual, o ateísmo e sua negação de Deus parecem ser tendências menos populares do que aquelas que procuram diminuir Deus, sob vários aspectos, segundo cada corrente:
Mutações do ateísmo
Processo de subversão
Grupo
Humanizar Deus para depois se declarar “seu inimigo”
satanistas
Retirar de Deus atributos inerentes à sua natureza, como, por exemplo, soberania e presciência
liberalismo teológico, teísmo aberto ou relacional
Reduzir Deus a uma “força” impessoal pronta para ser utilizada
esoterismo, paganismo, “paulocoelhismos” em geral
Diante dessa ampla gama de maneiras de negar indiretamente o Deus cristão, podemos pensar que o ateísmo puro funcionou menos como uma opção válida de explicação para a condição humana do que uma preparação da abertura de comportas para essa salada mística que caracterizará a era do anticristo quando cada ingrediente, por mais distinto que seja do outro, contribuirá para um só objetivo comum: o deslocamento da religiosidade para a força do próprio homem.
Assim como a noção de Deus não desaparece, mas é desprezada pela vaidade do poder humano, também é fomentada, nas mais variadas áreas do pensamento, a idéia de uma “transcendência imanente”, quer dizer, a noção do “humano divino”.
O roteiro desse fomento ecoa as sucessivas mutações da negação de Deus:
* Nega-se toda a transcendência, sobretudo no meio científico;
* Depois, admite-se alguma, mas sempre pelas mãos humanas, sobretudo nas artes;
* Aos poucos, um materialismo mutante se imiscui em todas as áreas categórico nas ciências e travestido de “condição humana” na filosofia e nas artes;
* As transcendências imanentes proliferam em idolatrias artísticas e falsos sistemas religiosos facilmente adaptáveis ao gosto do cliente.
Tudo isso nos mostra que onde o materialismo não pode anular por completo a sede humana de transcendência, ele a desloca para objetos finitos e fins imediatos, e nós, como igreja do Senhor, temos de ter sensibilidade para identificá-lo e combatê-lo, seja qual for a sua faceta
O ateu, para o filósofo, era como o cavaleiro solitário a pregar a esperança, apesar de toda a ausência de garantias.
Esse discurso ainda sobrevive e dá muito ibope entre os teóricos modernos.
Mas perguntamos: “Quem é o ateu ‘puro’, principalmente no Brasil, terra das religiosidades várias e pululantes?”.
Hoje, em uma época de poucos aspirantes a heróis solitários e de certa obsessão pelo conforto, sobretudo espiritual, o ateísmo e sua negação de Deus parecem ser tendências menos populares do que aquelas que procuram diminuir Deus, sob vários aspectos, segundo cada corrente:
Mutações do ateísmo
Processo de subversão
Grupo
Humanizar Deus para depois se declarar “seu inimigo”
satanistas
Retirar de Deus atributos inerentes à sua natureza, como, por exemplo, soberania e presciência
liberalismo teológico, teísmo aberto ou relacional
Reduzir Deus a uma “força” impessoal pronta para ser utilizada
esoterismo, paganismo, “paulocoelhismos” em geral
Diante dessa ampla gama de maneiras de negar indiretamente o Deus cristão, podemos pensar que o ateísmo puro funcionou menos como uma opção válida de explicação para a condição humana do que uma preparação da abertura de comportas para essa salada mística que caracterizará a era do anticristo quando cada ingrediente, por mais distinto que seja do outro, contribuirá para um só objetivo comum: o deslocamento da religiosidade para a força do próprio homem.
Assim como a noção de Deus não desaparece, mas é desprezada pela vaidade do poder humano, também é fomentada, nas mais variadas áreas do pensamento, a idéia de uma “transcendência imanente”, quer dizer, a noção do “humano divino”.
O roteiro desse fomento ecoa as sucessivas mutações da negação de Deus:
* Nega-se toda a transcendência, sobretudo no meio científico;
* Depois, admite-se alguma, mas sempre pelas mãos humanas, sobretudo nas artes;
* Aos poucos, um materialismo mutante se imiscui em todas as áreas categórico nas ciências e travestido de “condição humana” na filosofia e nas artes;
* As transcendências imanentes proliferam em idolatrias artísticas e falsos sistemas religiosos facilmente adaptáveis ao gosto do cliente.
Tudo isso nos mostra que onde o materialismo não pode anular por completo a sede humana de transcendência, ele a desloca para objetos finitos e fins imediatos, e nós, como igreja do Senhor, temos de ter sensibilidade para identificá-lo e combatê-lo, seja qual for a sua faceta
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pós-modernidade e os desafios para os nossos dias
“Enquanto a modernidade é um manifesto à auto-suficiência humana e à autogratificação, o pós-modernismo é uma confissão de modéstia e, até mesmo, de desesperança.
Não há verdade.
Há apenas verdades.
Não há razão suprema.
Só existem razões.
Não há uma civilização privilegiada, e muito menos cultura, crença, norma e estilo. Existe somente uma multidão de culturas, de crenças, de normas e de estilos.
Não há justiça universal.
Existem apenas interesses de grupos.
Não há uma grande narrativa do progresso humano.
Existem apenas histórias incontáveis, nas quais as culturas e os povos se encontram hoje.
Não existe realidade simples, e muito menos a realidade de um conhecimento universal e objetivo.
O que existe, de fato, é apenas uma incessante representação de todas as coisas em função de todas as outras”.
Não há verdade.
Há apenas verdades.
Não há razão suprema.
Só existem razões.
Não há uma civilização privilegiada, e muito menos cultura, crença, norma e estilo. Existe somente uma multidão de culturas, de crenças, de normas e de estilos.
Não há justiça universal.
Existem apenas interesses de grupos.
Não há uma grande narrativa do progresso humano.
Existem apenas histórias incontáveis, nas quais as culturas e os povos se encontram hoje.
Não existe realidade simples, e muito menos a realidade de um conhecimento universal e objetivo.
O que existe, de fato, é apenas uma incessante representação de todas as coisas em função de todas as outras”.
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Cuidado com a Bíblia na boca do diabo
O salmista nos ensina a reter as sagradas letras em nossos corações para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11).
Um conselho simples de entender e, talvez, não tão simples de praticar, mas que, reconhecidamente, pode nos assegurar uma vida cristã aprazível diante de Deus.
É por isso que todo cristão tributa reverência à Palavra de Deus, pois identifica sua divina inspiração e sabe que ela é “lâmpada para os seus pés” (Sl 119.105).
Que outra “isca” poderia desfrutar de tamanha atratividade e autoridade entre os crentes?
O diabo, conhecedor dessa primazia, utiliza-se com eficácia da Bíblia para ludibriar as pessoas.
Ele se vale da “lâmpada” que deveria iluminar os caminhos da humanidade para escurecê-los, conduzindo a todos quanto pode às trevas do abismo (1Pe 5.8).
Na verdade, esta é uma estratégia tão lógica quanto antiga e foi pretensiosamente empregada pelo diabo ao próprio Filho de Deus.
Leiamos o texto bíblico selecionado:
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe:
Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito:
Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra [citação do Sl 91.10-12].
Disse-lhe Jesus:
Também está escrito:
Não tentarás o Senhor teu Deus [ Dt 6.16]” (Mt 4.1,2,5-7).
“Está escrito”.
Estas são palavras que abrem caminhos para o diálogo inter-religioso.
Porventura não é isso que dizem aqueles que vêm às nossas portas todos os domingos matinais?
Não é isso que prega a grande maioria das seitas?
Aliás, não é isso que nós mesmos afirmamos ao apresentarmos o evangelho a alguém? Está escrito!
Acertadamente ou erroneamente, o fato é que muitos utilizam a mesma moeda.
Perceba a forma sorrateira como as coisas ocorrem.
Até mesmo os grupos que defendem crenças esotéricas orientais não resistem ao apelo dessa tática, pois, por mais rudimentar e óbvia que pareça, ela é funcional.
É funcional porque muitos não conhecem a Palavra de Deus de forma satisfatória.
É funcional porque muitas escolas bíblicas dominicais estão vazias.
É funcional porque poucos líderes incentivam os membros de sua igreja ao desenvolvimento de um curso teológico.
É funcional porque culto de ensino não dá quórum.
Enquanto outros elementos (também importantes) do culto são supervalorizados, o ensino é menosprezado.
Perseguimos a graça, abandonamos o conhecimento (2Pe 3.18), e, como conseqüência, nos tornamos crentes sem equilíbrio entre estes “pólos”.
Mas nesse ínterim alguém poderia objetar entendendo que esta é uma colocação imprópria, pois, na verdade, não se trata de pólos, mas de elementos que se complementam.
Mas, lamentavelmente, é assim que eles são verificados na prática, como pólos, como se fossem um a oposição do outro.
Qual é a implicação dessa conduta?
Vulnerabilidade.
Esta palavra resume a situação do crente que não conhece e não se importa em aprender as doutrinas bíblicas.
É vulnerável.
Está suscetível à persuasão por meio dos argumentos mais banais.
Mas, considere, na maioria dos casos não o são, pois há muitos peritos na invenção de estranhas interpretações bíblicas capazes de fazer hesitar até mesmo os mais preparados.
O caminho desses crentes é vacilante porque não possuem alicerces.
E, por conta disso, crente assim é alguém que corre risco de morte, e morte eterna. Basta um prosélito dizer “está escrito” e suas convicções estremecem, a apostasia dá início ao seu processo e sua concepção torna-se uma questão de tempo, pouco tempo. Lembre-se, a distorção do texto bíblico por meio de acréscimos ou decréscimos sempre será evidente entre as seitas, embora alguns não enxerguem isso tão claramente.
Discernindo as coisas desta forma, podemos classificar a ignorância das doutrinas bíblicas como uma enfermidade, forte indício de imaturidade da fé.
O escritor aos hebreus censura os crentes que deveriam possuir grande cabedal de conhecimentos, mas ainda permaneciam na condição de principiantes:
“Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino”
(Hb 5.12,13).
Como Jesus se comportou diante das palavras do diabo?
Ele empregou a interpretação da Bíblia pela Bíblia:
Scriture sacre sui ipsius interpres, ou seja, “a Sagrada Escritura se interpreta a si própria”.
Respondeu ao “está escrito” do diabo com um “também está escrito”, igualmente contido nas Escrituras Sagradas.
Será que temos tal habilidade?
Talvez a resposta seja “não”.
Mas o que estamos fazendo para mudar este estado?
Se a resposta permanecer negativa, então a situação é grave e precisa ser remediada com emergência.
O que faríamos se nos deparássemos com “a Bíblia na boca do diabo?”
Uma citação bíblica distorcida só pode ser respondida com conhecimento integral das Escrituras.
Até quando trocaremos “o sólido mantimento” pelo “leite da infância”?
Cuidado, esta não é uma situação que pode ser sustentada por longo tempo!
Um conselho simples de entender e, talvez, não tão simples de praticar, mas que, reconhecidamente, pode nos assegurar uma vida cristã aprazível diante de Deus.
É por isso que todo cristão tributa reverência à Palavra de Deus, pois identifica sua divina inspiração e sabe que ela é “lâmpada para os seus pés” (Sl 119.105).
Que outra “isca” poderia desfrutar de tamanha atratividade e autoridade entre os crentes?
O diabo, conhecedor dessa primazia, utiliza-se com eficácia da Bíblia para ludibriar as pessoas.
Ele se vale da “lâmpada” que deveria iluminar os caminhos da humanidade para escurecê-los, conduzindo a todos quanto pode às trevas do abismo (1Pe 5.8).
Na verdade, esta é uma estratégia tão lógica quanto antiga e foi pretensiosamente empregada pelo diabo ao próprio Filho de Deus.
Leiamos o texto bíblico selecionado:
“Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, e disse-lhe:
Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito:
Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra [citação do Sl 91.10-12].
Disse-lhe Jesus:
Também está escrito:
Não tentarás o Senhor teu Deus [ Dt 6.16]” (Mt 4.1,2,5-7).
“Está escrito”.
Estas são palavras que abrem caminhos para o diálogo inter-religioso.
Porventura não é isso que dizem aqueles que vêm às nossas portas todos os domingos matinais?
Não é isso que prega a grande maioria das seitas?
Aliás, não é isso que nós mesmos afirmamos ao apresentarmos o evangelho a alguém? Está escrito!
Acertadamente ou erroneamente, o fato é que muitos utilizam a mesma moeda.
Perceba a forma sorrateira como as coisas ocorrem.
Até mesmo os grupos que defendem crenças esotéricas orientais não resistem ao apelo dessa tática, pois, por mais rudimentar e óbvia que pareça, ela é funcional.
É funcional porque muitos não conhecem a Palavra de Deus de forma satisfatória.
É funcional porque muitas escolas bíblicas dominicais estão vazias.
É funcional porque poucos líderes incentivam os membros de sua igreja ao desenvolvimento de um curso teológico.
É funcional porque culto de ensino não dá quórum.
Enquanto outros elementos (também importantes) do culto são supervalorizados, o ensino é menosprezado.
Perseguimos a graça, abandonamos o conhecimento (2Pe 3.18), e, como conseqüência, nos tornamos crentes sem equilíbrio entre estes “pólos”.
Mas nesse ínterim alguém poderia objetar entendendo que esta é uma colocação imprópria, pois, na verdade, não se trata de pólos, mas de elementos que se complementam.
Mas, lamentavelmente, é assim que eles são verificados na prática, como pólos, como se fossem um a oposição do outro.
Qual é a implicação dessa conduta?
Vulnerabilidade.
Esta palavra resume a situação do crente que não conhece e não se importa em aprender as doutrinas bíblicas.
É vulnerável.
Está suscetível à persuasão por meio dos argumentos mais banais.
Mas, considere, na maioria dos casos não o são, pois há muitos peritos na invenção de estranhas interpretações bíblicas capazes de fazer hesitar até mesmo os mais preparados.
O caminho desses crentes é vacilante porque não possuem alicerces.
E, por conta disso, crente assim é alguém que corre risco de morte, e morte eterna. Basta um prosélito dizer “está escrito” e suas convicções estremecem, a apostasia dá início ao seu processo e sua concepção torna-se uma questão de tempo, pouco tempo. Lembre-se, a distorção do texto bíblico por meio de acréscimos ou decréscimos sempre será evidente entre as seitas, embora alguns não enxerguem isso tão claramente.
Discernindo as coisas desta forma, podemos classificar a ignorância das doutrinas bíblicas como uma enfermidade, forte indício de imaturidade da fé.
O escritor aos hebreus censura os crentes que deveriam possuir grande cabedal de conhecimentos, mas ainda permaneciam na condição de principiantes:
“Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite e não de sólido mantimento.
Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino”
(Hb 5.12,13).
Como Jesus se comportou diante das palavras do diabo?
Ele empregou a interpretação da Bíblia pela Bíblia:
Scriture sacre sui ipsius interpres, ou seja, “a Sagrada Escritura se interpreta a si própria”.
Respondeu ao “está escrito” do diabo com um “também está escrito”, igualmente contido nas Escrituras Sagradas.
Será que temos tal habilidade?
Talvez a resposta seja “não”.
Mas o que estamos fazendo para mudar este estado?
Se a resposta permanecer negativa, então a situação é grave e precisa ser remediada com emergência.
O que faríamos se nos deparássemos com “a Bíblia na boca do diabo?”
Uma citação bíblica distorcida só pode ser respondida com conhecimento integral das Escrituras.
Até quando trocaremos “o sólido mantimento” pelo “leite da infância”?
Cuidado, esta não é uma situação que pode ser sustentada por longo tempo!
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Parte 2
Na primeira parte da presente mensagem, exploramos, em linhas gerais (e bastante superficiais por força do espaço) o significado e as implicações da palavra "cônjuge".
Nesta oportunidade, falaremos sobre a amizade, e na terceira e última parte, do relacionamento sexual.
Fica difícil falarmos sobre amigos nesta época de superficialidades, futilidades e individualismo... mas... vamos lá.
Normalmente, as idéias que temos sobre a amizade são aquelas transmitidas pelos poetas.
Tipo: amizade é quase amor.
Não é objeto da presente dissecar ou detalhar a amizade, mas traçar um paralelo entre a amizade dentro e fora do relacionamento conjugal.
Primeiro, não tratamos nossos amigos como capachos.
Não os humilhamos, não os rebaixamos, não os achincalhamos, não os expomos ao ridículo nem os exploramos.
Não os tratamos como serviçais incompetentes e nem como empregados preguiçosos.
Se você trata seu cônjuge como um capacho, como um serviçal incompetente, como empregado preguiçoso, se você o humilha, o rebaixa, o explora, o achincalha ou o expõe ao ridículo, você não é amigo dele...
Em segundo lugar, nós conversamos com nossos amigos, trocamos confidências, tiramos dúvidas, pedimos opiniões, respeitamos pontos de vista, damos e ouvimos conselhos. Se você não conversa com seus cônjuge, não troca confidências, não tira dúvida não pede opiniões, não respeita seu ponto de vista, não dá nem ouve conselhos, ele não é seu amigo.
Em terceiro lugar, você não agride seus amigos, não ofende, não xinga, não é áspero, ríspido, e nem espinhoso.
Se você agride seu cônjuge, ofende-o, xinga-o, é áspero e ríspido ou espinhoso, não está sendo seu amigo.
Em quarto lugar, você não tem medo de ser manipulado, manobrado, explorado, chantageado ou extorquido pelos seus amigos.
E por isso, pode reconhecer os erros e pedir perdão.
No mínimo, desculpas.
Se você tem medo de ser manipulado, explorado, manobrado, chantageado ou extorquido pelo seu cônjuge, e por isso não pede desculpas e nem perdão pelos erros e faltas que comete, então ele não é seu amigo.
A lista de comparativos é longa, extensa.
Penso que nestes itens pude listar as principais características da amizade que devem estar presentes no relacionamento conjugal.
Bom... deixei um item de fora:
confiança.
Nenhum destes elementos existe numa amizade se não existir confiança.
Não existe amizade entre pessoas que não confiam uma na outra.
Você pode confiar em seu cônjuge?
Seu cônjuge pode confiar em você?
A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.
Se seu cônjuge se apaixonar por outra pessoa, ou sentir uma atração homossexual, ele pode confiar a você este segredo?
E se ele o fizer, você vai ajudá-lo ou apedrejá-lo?
Com certeza vai se sentir traído, roubado, injustiçado, num primeiro momento.
Mas e depois?
Qual seria a tua reação se teu cônjuge te confessasse que não está satisfeito com teu desempenho sexual?
Nós ajudamos nossos amigos, procuramos compreendê-los, entendê-los, apoiá-los...
Se não houver amizade no relacionamento conjugal, ele está fadado ao fracasso...
Sabe, nós nos afastamos dos amigos que nos tratam com leviandade, aspereza, interesse, ou qualquer outro fator negativo.
Mas quanto aos cônjuges, o afastamento não é assim tão simples por causa dos "eternos laços do matrimônio".
Isto faz com que sejamos um pouco (um pouco???)... desleixados quanto a estes, e nos permitimos a alguns (alguns???) excessos...
Você já percebeu que nós evitamos fazer um monte de coisas aos nossos amigos?
Mas não temos o mesmo cuidado quando se trata de nossos cônjuges?
Isto é, nós tratamos melhor nossos amigos do que aos nossos cônjuges.
E por isso, nós damos mais ouvidos aos nossos amigos do que aos nossos cônjuges. Nossos cônjuges não são nossos amigos... Uma pena.
O que eu vejo em muitos relacionamentos é uma relação de poder, uma relação de domínio e exploração... fazendo com que uma situação irônica e trágica ocorra
duas pessoas unidas pelos laços do matrimônio, carentes de carinho, de amor, de ternura, de consolo, mas que não são capazes de amar um ao outro.
Uma tem o que a outra necessita, e necessita do que a outra tem, mas existe um abismo entre elas que torna impossível olharem-se nos olhos, mesmo que estejam tão próximas que possam se tocar... Espero que não seja o teu caso, amado leitor.
Quero finalizar com uma pergunta seca e direta:
você é amigo de teu cônjuge?
Nesta oportunidade, falaremos sobre a amizade, e na terceira e última parte, do relacionamento sexual.
Fica difícil falarmos sobre amigos nesta época de superficialidades, futilidades e individualismo... mas... vamos lá.
Normalmente, as idéias que temos sobre a amizade são aquelas transmitidas pelos poetas.
Tipo: amizade é quase amor.
Não é objeto da presente dissecar ou detalhar a amizade, mas traçar um paralelo entre a amizade dentro e fora do relacionamento conjugal.
Primeiro, não tratamos nossos amigos como capachos.
Não os humilhamos, não os rebaixamos, não os achincalhamos, não os expomos ao ridículo nem os exploramos.
Não os tratamos como serviçais incompetentes e nem como empregados preguiçosos.
Se você trata seu cônjuge como um capacho, como um serviçal incompetente, como empregado preguiçoso, se você o humilha, o rebaixa, o explora, o achincalha ou o expõe ao ridículo, você não é amigo dele...
Em segundo lugar, nós conversamos com nossos amigos, trocamos confidências, tiramos dúvidas, pedimos opiniões, respeitamos pontos de vista, damos e ouvimos conselhos. Se você não conversa com seus cônjuge, não troca confidências, não tira dúvida não pede opiniões, não respeita seu ponto de vista, não dá nem ouve conselhos, ele não é seu amigo.
Em terceiro lugar, você não agride seus amigos, não ofende, não xinga, não é áspero, ríspido, e nem espinhoso.
Se você agride seu cônjuge, ofende-o, xinga-o, é áspero e ríspido ou espinhoso, não está sendo seu amigo.
Em quarto lugar, você não tem medo de ser manipulado, manobrado, explorado, chantageado ou extorquido pelos seus amigos.
E por isso, pode reconhecer os erros e pedir perdão.
No mínimo, desculpas.
Se você tem medo de ser manipulado, explorado, manobrado, chantageado ou extorquido pelo seu cônjuge, e por isso não pede desculpas e nem perdão pelos erros e faltas que comete, então ele não é seu amigo.
A lista de comparativos é longa, extensa.
Penso que nestes itens pude listar as principais características da amizade que devem estar presentes no relacionamento conjugal.
Bom... deixei um item de fora:
confiança.
Nenhum destes elementos existe numa amizade se não existir confiança.
Não existe amizade entre pessoas que não confiam uma na outra.
Você pode confiar em seu cônjuge?
Seu cônjuge pode confiar em você?
A gravidade da resposta revela a gravidade da pergunta.
Se seu cônjuge se apaixonar por outra pessoa, ou sentir uma atração homossexual, ele pode confiar a você este segredo?
E se ele o fizer, você vai ajudá-lo ou apedrejá-lo?
Com certeza vai se sentir traído, roubado, injustiçado, num primeiro momento.
Mas e depois?
Qual seria a tua reação se teu cônjuge te confessasse que não está satisfeito com teu desempenho sexual?
Nós ajudamos nossos amigos, procuramos compreendê-los, entendê-los, apoiá-los...
Se não houver amizade no relacionamento conjugal, ele está fadado ao fracasso...
Sabe, nós nos afastamos dos amigos que nos tratam com leviandade, aspereza, interesse, ou qualquer outro fator negativo.
Mas quanto aos cônjuges, o afastamento não é assim tão simples por causa dos "eternos laços do matrimônio".
Isto faz com que sejamos um pouco (um pouco???)... desleixados quanto a estes, e nos permitimos a alguns (alguns???) excessos...
Você já percebeu que nós evitamos fazer um monte de coisas aos nossos amigos?
Mas não temos o mesmo cuidado quando se trata de nossos cônjuges?
Isto é, nós tratamos melhor nossos amigos do que aos nossos cônjuges.
E por isso, nós damos mais ouvidos aos nossos amigos do que aos nossos cônjuges. Nossos cônjuges não são nossos amigos... Uma pena.
O que eu vejo em muitos relacionamentos é uma relação de poder, uma relação de domínio e exploração... fazendo com que uma situação irônica e trágica ocorra
duas pessoas unidas pelos laços do matrimônio, carentes de carinho, de amor, de ternura, de consolo, mas que não são capazes de amar um ao outro.
Uma tem o que a outra necessita, e necessita do que a outra tem, mas existe um abismo entre elas que torna impossível olharem-se nos olhos, mesmo que estejam tão próximas que possam se tocar... Espero que não seja o teu caso, amado leitor.
Quero finalizar com uma pergunta seca e direta:
você é amigo de teu cônjuge?
23 de mar. de 2010
Oração(O segredo do crescimento espiritual)

A oração é uma ferramenta de fé e Deus convida a praticá-la sem cessar.
Orando, o homem tem uma oportunidade extraordinária de unir sua vida aos propósitos de Deus para a humanidade, para a Igreja e para o mundo. Com este tema tão importante para a prática cristã, Comunhão encerra a série
"O que você precisa saber sobre".
Na caminhada cristã todos aprendem a importância da oração.
Fundamento imprescindível para o crescimento espiritual, ela não é apenas o ato de apresentar pedidos a Deus.
É um canal de adoração, louvor e agradecimento.
Talvez alguns ainda desconheçam seus benefícios, mas a promessa é do Mestre:
"E, tudo que pedirdes na oração, crendo, o recebereis"
(Mt 21:22).
A comunhão com Deus não existe sem a oração, que deve ser uma prática constante na vida do cristão.
Não para cumprir um ritual ou formalidade eclesiástica, mas como propósito de não agir sem buscar a orientação de Deus em tudo.
Deus não reserva o poder na oração para certas ocasiões apenas, ou as vitórias na oração para seus filhos "favoritos".
Quanto mais o crente é eficaz na oração, tanto mais aprende os segredos da graça de Deus e os poderes do Seu reino.
"A oração é de grande importância em nossa vida espiritual.
Devemos, portanto, aprender sobre ela e, não somente aprender, mas praticar.
Devemos ter uma vida de oração.
Devemos orar sempre, pois só assim a nossa vida espiritual crescerá e produziremos frutos para a glorificação do nome de Deus e de Cristo Jesus".
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ENVANGELISMO
Armas para a guerra

Para vencer os constantes ataques do inimigo invisível, é preciso preparo e entendimento sobre do reino das trevas.
A batalha espiritual para conquistar e consolidar vidas está diante de cada um de nós, tanto daqueles que são mais experientes quanto dos recém chegados.
"Nossa maior arma contra o mal é o nome de Jesus (Mc 16:16-18; Fl 2:9-11)",
"Mas temos percebido que em algumas situações, Deus nos orientará a utilizarmos uma estratégia específica.
A guerra espiritual pode ser vencida com atitudes como perdão, amor e uma vida de oração".
A santidade é outra grande arma.
Quando estamos conectados com Deus, esse elo é uma ameaça suficiente para que o inimigo não permaneça diante de nós e bata em retirada.
O caminho da santidade é longo.
Para mantê-la temos que gastar tempo, aprender a ser discípulo e enfrentar uma constante guerra com o inimigo, que tenta de todas as maneiras nos atingir, seja no trabalho, em casa, na convivência social ou emocional.
"Como filhos de Deus não podemos deixar de lado o que o Senhor tem nos entregado: a unção para vencermos demônios, principados, potestades e soltarmos as vidas que estão ainda nas mãos do inimigo (Mt 18:15-18)", acrescenta.
Max Anders, em seu livro "Guerra Espiritual em 12 Lições", editora Vida, diz que "precisamos entender que o mundo espiritual é tão ou quase mais real para nós que o mundo físico".
Além de ter uma vida reta diante do Senhor, precisamos aprender uns com os outros, estudar e reconhecer as estratégias do inimigo.
Temos visto cristãos fanáticos pelo mundo espiritual.
Enxergam o diabo em tudo, tornaram-se obcecados.
O inimigo também pode utilizar essas estratégias: ou ele tenta fazer com que você não o enxergue em lugar algum, ou tentará fazer com que o veja em todas as partes.
"Nessa guerra, precisamos nos orientar com o nosso general, Cristo.
É preciso ter cuidado com os extremos.
Os líderes têm um papel importante a desempenhar na orientação de suas ovelhas.
Já nos advertiu o grande teólogo inglês Matim Loyd Jones: ‘o diabo é o pai dos extremos'".
Uma excelente e poderosa arma contra o mal está ao seu alcance:
o conhecimento (Palavra), a fé, o amor (vindo de Deus por Seus filhos) e o Espírito Santo (dons).
Todos nós temos o poder para vencer essa guerra a partir da base do trono de Deus
a justiça e a verdade
(Sl 89:14).
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22 de mar. de 2010
Mulheres Solitárias
Enfrentando a realidade amarga da solidão podem estar vivendo as viúvas, as abandonadas, as desquitadas, as divorciadas e as solteiras com idade avançada. Embora com realidades diferentes, a sua situação pode ser muito semelhante.
Na experiência das viúvas, o fenômeno mais marcante na sua vida é a saudade.
Nessas horas, mesmo aquele marido que a fez sofrer, ganha uma fisionomia de herói e os piores momentos são sepultados com ele.
Os grandes momentos são lembrados e o pigmeu torna-se Golias.
Com a saudade surge tantas vezes a carência.
E esse é um problema que atinge mais as viúvas novas.
O marido se foi; a cama vazia não tem mais aquele pé enroscado no seu de madrugada. O cheiro do travesseiro já se foi, foi lavado.
Com a carência surge a insegurança.
A educação dos filhos, as contas de água, luz e do gás, que ficam por pagar.
E há também outros fatores ameaçadores que alarmam a mulher só.
E a tudo isto, ela ainda tem a auto-piedade:
“Pobre de mim”!
Isto só me acontece comigo!
Que vou fazer agora?
As abandonadas são aquelas que foram deixadas pelos maridos.
O marido sai de casa para viver com outra pessoa, ou pior ainda:
volta à casa dos pais!
Quando sai para viver com outra pessoa, pelo menos, ainda que má, a mulher fica com uma justificação.
Mas, quando sai para viver com ninguém, significa que ninguém para ele é melhor que viver com a esposa.
As mulheres abandonadas são as viúvas sem dignidade, porque a viúva tem a certeza de não ser culpada.
Ele não está comigo porque morreu, senão estaria comigo!
Mas a abandonada não pode dizer isso.
E, nestes casos, o que acontece com elas é que o “amor próprio” fica extremamente golpeado, e surge o ódio, a revolta, e a carência vem à toda de forma descontrolada.
A divorciada!
A divorciada é psicologicamente como uma solteira, mas com a memória marcada de traumas e cheia de temores.
É alguém com uma história amarga para contar.
É uma mulher desiludida, marcada, complexada, apavorada e temerosa.
Desacreditada de toda a possibilidade de felicidade é como uma “solteira” machucada.
A solteira de idade avançada como é comum dizer-se:
solteirona!
É uma mulher que pode viver frustrada porque a sua experiência nunca passou de uma expectativa, de um sonho, de imagens construídas na sua mente e coração, de planos, ilusões e de alguma fantasia.
Por vezes, com algumas tentativas fracassadas de amor pelo meio.
Ela tem pensamentos a respeito da vocação de mãe e de esposa que gostaria de ser. Talvez tenha até algumas peças de enxoval, que reuniu com carinho durante anos, e do qual não sabe o que fazer.
E destas experiências surge o sentimento de desânimo:
desânimo pela sua vida, desânimo pela sua fé, desanimo por tudo... o que pode levá-la a atitudes precipitadas, como procurar no mundo o homem que sempre procurou na igreja e nunca encontrou.
A precipitação é uma consequência de não continuar a esperar no Senhor.
É o pior erro que uma mulher solteira pode cometer.
Em primeiro lugar, a questão básica agora é como sarar as feridas?
Porque todas estas experiências geram marcas, provocam dores, em algumas pessoas criam ódio, noutras desconfiança, noutras mágoas, noutras complexos, e ainda noutras a auto-imagem fica reduzida a nada.
Muitas pensam que a vida lhes boicotou a felicidade, abandonando-as.
Na Palavra de Deus podemos observar algumas mulheres que tiveram este tipo de experiência.
Vejamos no Livro de Rute, capítulo 1, versículo 20, o que Noemi disse em Belém: «chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso».
E no versículo 13 às suas duas noras:
“Mais amargo me é a mim do que a vós mesmas, porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim».
Este é o resultado psicológico da viuvez, da ausência do companheiro, mesmo na vida dos personagens bíblicos mais brilhantes, porque o ser humano é ser humano em qualquer lugar e em qualquer época.
Por outro lado, na Bíblia há também a história de mulheres cuja reação a essas situações as tornou hoje um digno exemplo.
Rute é o exemplo da viúva nova, como Noemi é exemplo da viúva idosa.
Em ambos os casos há atitudes diferentes a serem nutridas dentro das mulheres.
Diz a Escritura que o casamento de Ruth tinha durado dez anos.
E dez anos de casamento é ainda lua-de-mel.
O casamento está na sua adolescência.
Mas ele morre!
Nesta situação ela não baixa os braços.
Assim como Rute, o que você pode fazer para enfrentar a sua solidão?
1º Fortaleça suas amizades
Uma amizade precisa ser constantemente cultivada, todos os dias.
Amigos verdadeiros são um tesouro para nós.
Não se isole.
Com sua fé, Rute está disposta a mudar geograficamente se houver necessidade, e a primeira coisa que fez foi fortalecer as velhas amizades.
Não se isolou, não vai viver de memórias e de lugares.
Nos versículos 16 e 17 sua sogra lhe diz para voltar para os seus.
Mas ela responde:
«onde quer que tu fores, eu irei!»
Estas palavras têm sido usadas em casamentos, para a mulher dizer ao marido e vice-versa.
No entanto, elas foram ditas da nora para a sogra.
Que exemplo notável temos nós aqui de relacionamento sogra/nora!
A pior coisa que pode acontecer é a mulher pensar que com a falta de marido a vida acabou para ela.
Rute não pensa assim!
2º Procure fazer coisas úteis
Rute procura ocupação.
Não deixa que a sua mente se transforme num baú de velhas memórias.
Ela transforma sua mente numa oficina de coisas novas, ela vai à luta, não fica consumida entre lembranças e histórias do marido em casa.
Ela disse a sua sogra:
«deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas...»
3º Espere por uma restauração de Deus na sua vida - Tendo oportunidade, Rute casou.
A mulher sozinha, que espera no Senhor, pode ter o seu mal transformado num bem maior que teria na situação anterior.
Ela soube esperar no Senhor, e casou (I Cor. 7:39).
E não foi um casamento qualquer.
O maior momento da sua história começou ali.
Ela mesmo gentia, veio a ser bisavó de Davi, o maior rei de Israel e mãe pela ascendência do Messias de Israel
(Mat. 1:5-6).
Noemi é o exemplo da viúva idosa.
E, além daquilo que foi dito para as viúvas novas, que poderá ser aplicado pontualmente às mais idosas, podemos ainda referir mais o seguinte:
em primeiro lugar ela pensa em sobreviver.
No capítulo 1, verso 6, ela diz:
«Então se levantou ela com suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto ouvira que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão».
Algumas viúvas suicidam-se psicologicamente e isolam-se.
Noemi não, acha que «sobreviver é preciso!»
Vale lembrar aqui que tem gente que se mata sem morrer de fato.
Ela está fisicamente viva, porém já morreu para os seus sonhos, seus projetos, suas realizações.
Sobreviva.
Depois, ela não se torna dependente de ninguém.
Amizade é uma coisa, dependência é outra.
Nos versos 8 e 9, ela diz a sua noras:
«ide às vossas terras, cada uma case e tenha marido... e sede felizes...!»
Será que a maioria das sogras diria isto às suas noras, em circunstâncias iguais? Provavelmente diria:
«não vão embora; lembrai-vos que foram mulheres dos meus filhos, e têm que me ajudar...!»
E se elas procurassem marido, eram logo acusadas das piores coisas.
Noemi tinha a felicidade em potencial no coração.
Era uma idosa que não se tinha cansado de sonhar com o amor.
Ela não casa de novo, mas admite que outros façam isso.
Não se deixa influenciar e dominar por aquela maneira de ser característica de algumas pessoas que dizem "Não dá para mim, não dá para os outros".
Pelo contrário, ela procura ajudar as mais novas (vers. 9, 11, 12).
E com isso a sua vida se perpetuava na vida da sua nora, cujo filho lhe viria suscitar o nome da sua família, conforme rezava a Lei (4:5).
Ela mesma criou o filho de Rute (4:16), tornando-se útil na sua família.
Relativamente às solteiras, o Senhor fala das que o são por vocação (nascença), outras por obrigação, e ainda outras por opção (Mt 19:12).
Em qualquer caso, nunca devemos perder a consciência de que «quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor» (Rm 14:8).
E este é o fato mais sublime que podemos ter e imaginar.
Por isso, não podemos limitar a nossa vida a esse tipo de experiências que não passam de humanas e sociais com o próprio Senhor, que «é mais sublime que os céus» (Hb 7:26).
Disse Elcana a sua mulher:
«não sou eu melhor que dez filhos?»
(I Sam. 1:8).
Ao que poderíamos adaptar e dizer:
“não é o Senhor melhor que qualquer marido?”
E, se for caso de mulher viúva, e enviuvar dez vezes, não é o Senhor melhor que todos eles?
Vivendo de acordo com a vocação humana, isso dá-nos uma certa felicidade humana.
No entanto, ela será sempre incerta e inconstante, em função com as circunstâncias da vida (I Co 7:24-28).
Mas, a plenitude da felicidade está em vivermos de acordo com a vocação espiritual (Idem, 7:8).
E, não podemos perder de vista esta realidade: «disponíveis para o Senhor, sendo úteis na Sua obra.»
E, assim, tal como o Senhor disse, do ponto de vista humano, quando criou o homem, macho e fêmea, que era «muito bom» (Gn. 1:31), agora nos diz, do ponto de vista espiritual:
o que não se casa, faz melhor!
(I Co 7:38).
Conclusão:
O balanço da vida não deve ser feito no seu início, ou no meio, mas no fim.
E, para qualquer situação de vida da mulher casada, da desquitada, da abandonada, divorciada, viúva idosa ou nova, da mãe solteira, ou da solteira de idade avançada, aqui há um projeto de vida fantástico.
Seja você quem for, é para isso que Deus a está chamando.
Para a construção de uma coisa digna, sadia, responsável.
Viva esse momento da melhor forma e esteja atenta para a voz do Espírito Santo, com coragem, temor do Senhor e esperança!
Queremos observar algumas diretrizes que podem auxiliar as pessoas sozinhas a dar conteúdo, alegria e sentido as suas vidas.
1. Aceite a situação em que você se encontra.
Não porque não tem outro jeito.
Mas porque podemos confiar que Deus, na sua sabedoria e amor, nos indica exatamente o lugar que Ele tem de melhor para nós.
2. Cuidado com a auto-compaixão e a amargura
Estes são dois dos perigos maiores que rondam os solteiros.
Auto-compaixão é mortal, porque esta não coloca o Senhor, e o nosso próximo no centro das nossas vidas, mas a nós mesmos.
Amargura azeda a própria vida e é contagiante.
A amargura contamina.
Ninguém consegue amar verdadeiramente uma pessoa que é amargurada e egocêntrica.
3. Ame-se
O Senhor Jesus amou tanto a mim e a você, que Ele deu a vida por nós.
Como nós podemos nos subestimar, se Ele nos dá tanta importância?
Cristo nos manda amar o próximo como a nós mesmo.
(Mat.22:39) isso significa que somente podemos amar o outro se vivemos em harmonia conosco mesmo.
Amar-se a sim mesmo não significa procurar desculpar suas características negativas. Significa que nós nos aceitamos, como Cristo nos aceita.
Como somos, e o que somos.
Incluindo o nosso físico e caráter.
4. Pense nas vantagens tudo tem vantagens e desvantagens.
Aproveite o lado bom de ser solteira.
Uma mulher solteira tem mais facilidades de se desenvolver, se educar, seguir vocações do que uma mulher casada (pense em mães com filhos pequenos).
Há mais tempo para amigos, para hobbies, viagens, etc.
Aproveitar essas possibilidades não é ser egoísta, mas ter um coração grato pelas compensações que Deus oferece.
5. Desenvolva amizades e bons relacionamentos.
Nenhuma pessoa consegue viver sem amizade.
Receber amizade implica também dar amizade.
O Senhor Jesus agiu assim.
Isso gasta tempo e esforço.
6. Procure um trabalho adequado.
O trabalho é uma das maiores bênçãos que o Criador deu à humanidade.
A ordem ao trabalho já achamos na primeira página da Bíblia.
Depois é repetido de formas variadas.
O sentimento de dar uma cooperação valiosa à sociedade é muito gratificante.
Isso é especialmente verdade para o solteiro.
Até uma fase de desemprego pode ser usada de forma útil, estudando ou aprendendo algo.
Um desenvolvimento contínuo é a melhor preparação para a vida, independente se você vai se casar ou não.
7. Doe-se a si mesma.
A pessoa mais sábia que viveu foi Salomão.
Ele disse em Prov. 11:24,25:
“A quem dá liberalmente ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.
A alma generosa prosperará e quem dará a beber será dessedentado.”
Se dar à outros é o melhor remédio contra a solidão.
Muitas vezes se recebe mais, do que se doa.
Uma visita, um telefonema, levar um buquê de flores, pode fazer milagres.
(Me lembro quando fazia visitas aos asilos. Quantos idosos ali, sem ter nada o que fazer ou com quem conversar.
Já teve essa experiência?
Tire algumas horas de uma tarde qualquer e vá visitar um asilo, converse com aquelas pessoas e dê a elas um pouco de atenção e carinho.
Depois veja como você vai sair daquele lugar diferente de como chegou).
8. Sirva o Senhor Jesus Cristo.
Paulo aponta em 1 Co 7 para a maneira como o solteiro pode se “dedicar à causa do Senhor” (vs. 32-25) Isso não é um consolo barato, mas necessidade.
Na igreja de Jesus Cristo a solteira é indispensável.
Há tarefas que somente a mulher solteira pode fazer; por razões diversas a mulher casada não pode executá-las.
Pense na necessidade das mulheres solteiras no campo missionário.
Às vezes trabalham em lugares onde homens não teriam acesso.
Cada mulher solteira, que procura seguir o seu caminho orando por direção do Senhor, achará um caminho em que pode desenvolver seus dons.
A Bíblia relata a história de uma mulher samaritana que foi ao poço para buscar água.
Lá estava Jesus, que disse a ela:
“Mulher, dá-me de beber.”
Então, eles começam a conversar e falar sobre água.
Porém, a mulher falava da água que mata a sede do corpo, enquanto Jesus falava da água que mata a sede da alma.
Então Jesus, conduzindo aquela conversa, leva a mulher a confessar sua agonia, a mostrar sua vergonha, a rasgar seu coração, dizendo
“Não tenho marido, sou só”.
Desde aquela época a mulher já vivia em busca de um companheiro, de um marido que a completasse, na medida de sua necessidade.
Na verdade, aquela mulher já estava no sexto marido.
Há, ela havia se empenhado tanto para evitar a solidão, mas a cada relacionamento quebrado, uma ferida maior era aberta no seu coração, porque ninguém começa um relacionamento achando que não vai dar certo.
Se essa mulher não tivesse encontrado Jesus, ela continuaria nessa busca louca por alguém que resolvesse o seu problema de solidão.
Você já parou para pensar que Jesus não expulsou nenhum demônio de pomba gira dessa mulher com 6 maridos?
O Senhor Jesus olhou para ela e viu um coração vazio que clamava por alguém especial que estivesse sempre com ela.
Alguém que fosse companheiro, amigo, e que suprisse as suas necessidades.
Foi aí que Jesus deu a ela a revelação que curou a sua alma e mudou a sua vida.
Ele disse, em outras palavras:
“Eu tenho a água que sacia a sua sede.
Se beberes dessa água, nunca mais se sentirá sozinha, porque eu estarei sempre com você”.
Como é bom sabermos que mesmo quando nos sentimos sós, temos conosco Jeová-Shamá, que significa:
Deus sempre presente.
Se você está só, aproveite para aprofundar a sua consciência da presença de Deus. Foi Ele mesmo que disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Mas Ele não disse: “Não é bom que o homem esteja solteiro”.
Uma pessoa pode estar casada e ser solitária.
A solidão é um chamado de Deus para que você se volte para Ele.
“Bendito é o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor”
(Jr 17:7).
seguindojesus.com.br
Na experiência das viúvas, o fenômeno mais marcante na sua vida é a saudade.
Nessas horas, mesmo aquele marido que a fez sofrer, ganha uma fisionomia de herói e os piores momentos são sepultados com ele.
Os grandes momentos são lembrados e o pigmeu torna-se Golias.
Com a saudade surge tantas vezes a carência.
E esse é um problema que atinge mais as viúvas novas.
O marido se foi; a cama vazia não tem mais aquele pé enroscado no seu de madrugada. O cheiro do travesseiro já se foi, foi lavado.
Com a carência surge a insegurança.
A educação dos filhos, as contas de água, luz e do gás, que ficam por pagar.
E há também outros fatores ameaçadores que alarmam a mulher só.
E a tudo isto, ela ainda tem a auto-piedade:
“Pobre de mim”!
Isto só me acontece comigo!
Que vou fazer agora?
As abandonadas são aquelas que foram deixadas pelos maridos.
O marido sai de casa para viver com outra pessoa, ou pior ainda:
volta à casa dos pais!
Quando sai para viver com outra pessoa, pelo menos, ainda que má, a mulher fica com uma justificação.
Mas, quando sai para viver com ninguém, significa que ninguém para ele é melhor que viver com a esposa.
As mulheres abandonadas são as viúvas sem dignidade, porque a viúva tem a certeza de não ser culpada.
Ele não está comigo porque morreu, senão estaria comigo!
Mas a abandonada não pode dizer isso.
E, nestes casos, o que acontece com elas é que o “amor próprio” fica extremamente golpeado, e surge o ódio, a revolta, e a carência vem à toda de forma descontrolada.
A divorciada!
A divorciada é psicologicamente como uma solteira, mas com a memória marcada de traumas e cheia de temores.
É alguém com uma história amarga para contar.
É uma mulher desiludida, marcada, complexada, apavorada e temerosa.
Desacreditada de toda a possibilidade de felicidade é como uma “solteira” machucada.
A solteira de idade avançada como é comum dizer-se:
solteirona!
É uma mulher que pode viver frustrada porque a sua experiência nunca passou de uma expectativa, de um sonho, de imagens construídas na sua mente e coração, de planos, ilusões e de alguma fantasia.
Por vezes, com algumas tentativas fracassadas de amor pelo meio.
Ela tem pensamentos a respeito da vocação de mãe e de esposa que gostaria de ser. Talvez tenha até algumas peças de enxoval, que reuniu com carinho durante anos, e do qual não sabe o que fazer.
E destas experiências surge o sentimento de desânimo:
desânimo pela sua vida, desânimo pela sua fé, desanimo por tudo... o que pode levá-la a atitudes precipitadas, como procurar no mundo o homem que sempre procurou na igreja e nunca encontrou.
A precipitação é uma consequência de não continuar a esperar no Senhor.
É o pior erro que uma mulher solteira pode cometer.
Em primeiro lugar, a questão básica agora é como sarar as feridas?
Porque todas estas experiências geram marcas, provocam dores, em algumas pessoas criam ódio, noutras desconfiança, noutras mágoas, noutras complexos, e ainda noutras a auto-imagem fica reduzida a nada.
Muitas pensam que a vida lhes boicotou a felicidade, abandonando-as.
Na Palavra de Deus podemos observar algumas mulheres que tiveram este tipo de experiência.
Vejamos no Livro de Rute, capítulo 1, versículo 20, o que Noemi disse em Belém: «chamai-me Mara, porque grande amargura me tem dado o Todo-Poderoso».
E no versículo 13 às suas duas noras:
“Mais amargo me é a mim do que a vós mesmas, porquanto a mão do Senhor se descarregou contra mim».
Este é o resultado psicológico da viuvez, da ausência do companheiro, mesmo na vida dos personagens bíblicos mais brilhantes, porque o ser humano é ser humano em qualquer lugar e em qualquer época.
Por outro lado, na Bíblia há também a história de mulheres cuja reação a essas situações as tornou hoje um digno exemplo.
Rute é o exemplo da viúva nova, como Noemi é exemplo da viúva idosa.
Em ambos os casos há atitudes diferentes a serem nutridas dentro das mulheres.
Diz a Escritura que o casamento de Ruth tinha durado dez anos.
E dez anos de casamento é ainda lua-de-mel.
O casamento está na sua adolescência.
Mas ele morre!
Nesta situação ela não baixa os braços.
Assim como Rute, o que você pode fazer para enfrentar a sua solidão?
1º Fortaleça suas amizades
Uma amizade precisa ser constantemente cultivada, todos os dias.
Amigos verdadeiros são um tesouro para nós.
Não se isole.
Com sua fé, Rute está disposta a mudar geograficamente se houver necessidade, e a primeira coisa que fez foi fortalecer as velhas amizades.
Não se isolou, não vai viver de memórias e de lugares.
Nos versículos 16 e 17 sua sogra lhe diz para voltar para os seus.
Mas ela responde:
«onde quer que tu fores, eu irei!»
Estas palavras têm sido usadas em casamentos, para a mulher dizer ao marido e vice-versa.
No entanto, elas foram ditas da nora para a sogra.
Que exemplo notável temos nós aqui de relacionamento sogra/nora!
A pior coisa que pode acontecer é a mulher pensar que com a falta de marido a vida acabou para ela.
Rute não pensa assim!
2º Procure fazer coisas úteis
Rute procura ocupação.
Não deixa que a sua mente se transforme num baú de velhas memórias.
Ela transforma sua mente numa oficina de coisas novas, ela vai à luta, não fica consumida entre lembranças e histórias do marido em casa.
Ela disse a sua sogra:
«deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas...»
3º Espere por uma restauração de Deus na sua vida - Tendo oportunidade, Rute casou.
A mulher sozinha, que espera no Senhor, pode ter o seu mal transformado num bem maior que teria na situação anterior.
Ela soube esperar no Senhor, e casou (I Cor. 7:39).
E não foi um casamento qualquer.
O maior momento da sua história começou ali.
Ela mesmo gentia, veio a ser bisavó de Davi, o maior rei de Israel e mãe pela ascendência do Messias de Israel
(Mat. 1:5-6).
Noemi é o exemplo da viúva idosa.
E, além daquilo que foi dito para as viúvas novas, que poderá ser aplicado pontualmente às mais idosas, podemos ainda referir mais o seguinte:
em primeiro lugar ela pensa em sobreviver.
No capítulo 1, verso 6, ela diz:
«Então se levantou ela com suas noras, e voltou dos campos de Moabe, porquanto ouvira que o Senhor tinha visitado o seu povo, dando-lhe pão».
Algumas viúvas suicidam-se psicologicamente e isolam-se.
Noemi não, acha que «sobreviver é preciso!»
Vale lembrar aqui que tem gente que se mata sem morrer de fato.
Ela está fisicamente viva, porém já morreu para os seus sonhos, seus projetos, suas realizações.
Sobreviva.
Depois, ela não se torna dependente de ninguém.
Amizade é uma coisa, dependência é outra.
Nos versos 8 e 9, ela diz a sua noras:
«ide às vossas terras, cada uma case e tenha marido... e sede felizes...!»
Será que a maioria das sogras diria isto às suas noras, em circunstâncias iguais? Provavelmente diria:
«não vão embora; lembrai-vos que foram mulheres dos meus filhos, e têm que me ajudar...!»
E se elas procurassem marido, eram logo acusadas das piores coisas.
Noemi tinha a felicidade em potencial no coração.
Era uma idosa que não se tinha cansado de sonhar com o amor.
Ela não casa de novo, mas admite que outros façam isso.
Não se deixa influenciar e dominar por aquela maneira de ser característica de algumas pessoas que dizem "Não dá para mim, não dá para os outros".
Pelo contrário, ela procura ajudar as mais novas (vers. 9, 11, 12).
E com isso a sua vida se perpetuava na vida da sua nora, cujo filho lhe viria suscitar o nome da sua família, conforme rezava a Lei (4:5).
Ela mesma criou o filho de Rute (4:16), tornando-se útil na sua família.
Relativamente às solteiras, o Senhor fala das que o são por vocação (nascença), outras por obrigação, e ainda outras por opção (Mt 19:12).
Em qualquer caso, nunca devemos perder a consciência de que «quer vivamos, quer morramos, somos do Senhor» (Rm 14:8).
E este é o fato mais sublime que podemos ter e imaginar.
Por isso, não podemos limitar a nossa vida a esse tipo de experiências que não passam de humanas e sociais com o próprio Senhor, que «é mais sublime que os céus» (Hb 7:26).
Disse Elcana a sua mulher:
«não sou eu melhor que dez filhos?»
(I Sam. 1:8).
Ao que poderíamos adaptar e dizer:
“não é o Senhor melhor que qualquer marido?”
E, se for caso de mulher viúva, e enviuvar dez vezes, não é o Senhor melhor que todos eles?
Vivendo de acordo com a vocação humana, isso dá-nos uma certa felicidade humana.
No entanto, ela será sempre incerta e inconstante, em função com as circunstâncias da vida (I Co 7:24-28).
Mas, a plenitude da felicidade está em vivermos de acordo com a vocação espiritual (Idem, 7:8).
E, não podemos perder de vista esta realidade: «disponíveis para o Senhor, sendo úteis na Sua obra.»
E, assim, tal como o Senhor disse, do ponto de vista humano, quando criou o homem, macho e fêmea, que era «muito bom» (Gn. 1:31), agora nos diz, do ponto de vista espiritual:
o que não se casa, faz melhor!
(I Co 7:38).
Conclusão:
O balanço da vida não deve ser feito no seu início, ou no meio, mas no fim.
E, para qualquer situação de vida da mulher casada, da desquitada, da abandonada, divorciada, viúva idosa ou nova, da mãe solteira, ou da solteira de idade avançada, aqui há um projeto de vida fantástico.
Seja você quem for, é para isso que Deus a está chamando.
Para a construção de uma coisa digna, sadia, responsável.
Viva esse momento da melhor forma e esteja atenta para a voz do Espírito Santo, com coragem, temor do Senhor e esperança!
Queremos observar algumas diretrizes que podem auxiliar as pessoas sozinhas a dar conteúdo, alegria e sentido as suas vidas.
1. Aceite a situação em que você se encontra.
Não porque não tem outro jeito.
Mas porque podemos confiar que Deus, na sua sabedoria e amor, nos indica exatamente o lugar que Ele tem de melhor para nós.
2. Cuidado com a auto-compaixão e a amargura
Estes são dois dos perigos maiores que rondam os solteiros.
Auto-compaixão é mortal, porque esta não coloca o Senhor, e o nosso próximo no centro das nossas vidas, mas a nós mesmos.
Amargura azeda a própria vida e é contagiante.
A amargura contamina.
Ninguém consegue amar verdadeiramente uma pessoa que é amargurada e egocêntrica.
3. Ame-se
O Senhor Jesus amou tanto a mim e a você, que Ele deu a vida por nós.
Como nós podemos nos subestimar, se Ele nos dá tanta importância?
Cristo nos manda amar o próximo como a nós mesmo.
(Mat.22:39) isso significa que somente podemos amar o outro se vivemos em harmonia conosco mesmo.
Amar-se a sim mesmo não significa procurar desculpar suas características negativas. Significa que nós nos aceitamos, como Cristo nos aceita.
Como somos, e o que somos.
Incluindo o nosso físico e caráter.
4. Pense nas vantagens tudo tem vantagens e desvantagens.
Aproveite o lado bom de ser solteira.
Uma mulher solteira tem mais facilidades de se desenvolver, se educar, seguir vocações do que uma mulher casada (pense em mães com filhos pequenos).
Há mais tempo para amigos, para hobbies, viagens, etc.
Aproveitar essas possibilidades não é ser egoísta, mas ter um coração grato pelas compensações que Deus oferece.
5. Desenvolva amizades e bons relacionamentos.
Nenhuma pessoa consegue viver sem amizade.
Receber amizade implica também dar amizade.
O Senhor Jesus agiu assim.
Isso gasta tempo e esforço.
6. Procure um trabalho adequado.
O trabalho é uma das maiores bênçãos que o Criador deu à humanidade.
A ordem ao trabalho já achamos na primeira página da Bíblia.
Depois é repetido de formas variadas.
O sentimento de dar uma cooperação valiosa à sociedade é muito gratificante.
Isso é especialmente verdade para o solteiro.
Até uma fase de desemprego pode ser usada de forma útil, estudando ou aprendendo algo.
Um desenvolvimento contínuo é a melhor preparação para a vida, independente se você vai se casar ou não.
7. Doe-se a si mesma.
A pessoa mais sábia que viveu foi Salomão.
Ele disse em Prov. 11:24,25:
“A quem dá liberalmente ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda.
A alma generosa prosperará e quem dará a beber será dessedentado.”
Se dar à outros é o melhor remédio contra a solidão.
Muitas vezes se recebe mais, do que se doa.
Uma visita, um telefonema, levar um buquê de flores, pode fazer milagres.
(Me lembro quando fazia visitas aos asilos. Quantos idosos ali, sem ter nada o que fazer ou com quem conversar.
Já teve essa experiência?
Tire algumas horas de uma tarde qualquer e vá visitar um asilo, converse com aquelas pessoas e dê a elas um pouco de atenção e carinho.
Depois veja como você vai sair daquele lugar diferente de como chegou).
8. Sirva o Senhor Jesus Cristo.
Paulo aponta em 1 Co 7 para a maneira como o solteiro pode se “dedicar à causa do Senhor” (vs. 32-25) Isso não é um consolo barato, mas necessidade.
Na igreja de Jesus Cristo a solteira é indispensável.
Há tarefas que somente a mulher solteira pode fazer; por razões diversas a mulher casada não pode executá-las.
Pense na necessidade das mulheres solteiras no campo missionário.
Às vezes trabalham em lugares onde homens não teriam acesso.
Cada mulher solteira, que procura seguir o seu caminho orando por direção do Senhor, achará um caminho em que pode desenvolver seus dons.
A Bíblia relata a história de uma mulher samaritana que foi ao poço para buscar água.
Lá estava Jesus, que disse a ela:
“Mulher, dá-me de beber.”
Então, eles começam a conversar e falar sobre água.
Porém, a mulher falava da água que mata a sede do corpo, enquanto Jesus falava da água que mata a sede da alma.
Então Jesus, conduzindo aquela conversa, leva a mulher a confessar sua agonia, a mostrar sua vergonha, a rasgar seu coração, dizendo
“Não tenho marido, sou só”.
Desde aquela época a mulher já vivia em busca de um companheiro, de um marido que a completasse, na medida de sua necessidade.
Na verdade, aquela mulher já estava no sexto marido.
Há, ela havia se empenhado tanto para evitar a solidão, mas a cada relacionamento quebrado, uma ferida maior era aberta no seu coração, porque ninguém começa um relacionamento achando que não vai dar certo.
Se essa mulher não tivesse encontrado Jesus, ela continuaria nessa busca louca por alguém que resolvesse o seu problema de solidão.
Você já parou para pensar que Jesus não expulsou nenhum demônio de pomba gira dessa mulher com 6 maridos?
O Senhor Jesus olhou para ela e viu um coração vazio que clamava por alguém especial que estivesse sempre com ela.
Alguém que fosse companheiro, amigo, e que suprisse as suas necessidades.
Foi aí que Jesus deu a ela a revelação que curou a sua alma e mudou a sua vida.
Ele disse, em outras palavras:
“Eu tenho a água que sacia a sua sede.
Se beberes dessa água, nunca mais se sentirá sozinha, porque eu estarei sempre com você”.
Como é bom sabermos que mesmo quando nos sentimos sós, temos conosco Jeová-Shamá, que significa:
Deus sempre presente.
Se você está só, aproveite para aprofundar a sua consciência da presença de Deus. Foi Ele mesmo que disse: “Não é bom que o homem esteja só”. Mas Ele não disse: “Não é bom que o homem esteja solteiro”.
Uma pessoa pode estar casada e ser solitária.
A solidão é um chamado de Deus para que você se volte para Ele.
“Bendito é o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor”
(Jr 17:7).
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ENVANGELISMO
Receita de Milagre
Você realmente acredita em milagres?"
Esta é a pergunta que o Espírito Santo te faz hoje.
E vc, com certeza, está respondendo:
"Sim, claro, Senhor.
Creio em todos os milagres relatados nas Escrituras".
Mas essa resposta não é suficiente.
A pergunta do Senhor a cada um de nós é:
"Você crê que Eu posso operar um milagre para você, hoje"?
E não só um milagre, mas um milagre para todas as crises, para cada situação que enfrentamos?
Necessitamos mais do que os milagres do Velho Testamento, dos milagres do Novo Testamento, dos passados milagres da história; precisamos de milagres hoje, atuais e pessoais, destinados só para nós e para nossa situação.
Pense no problema que você esta enfrentando agora mesmo, naquilo que você mais necessita, em sua maior dificuldade.
Há tanto tempo você ora por isso... Mas você realmente acredita que o Senhor pode e vai resolver isso, por meios que você não pode imaginar? Esse é o tipo de fé que ordena ao coração que pare de ter medo, ou de fazer perguntas.
Que lhe diz para repousar nos braços do Pai, confiando que Ele vai fazer tudo à Sua maneira e a Seu tempo.
Que todas as coisas realmente cooperam para o meu bem.
EM 1º LUGAR, VAMOS ENTENDER O QUE É EXATAMENTE UM MILAGRE
São características de um milagre:
1º É improvável e inesperado como um machado flutuaR.
2Rs 6: 5-6 "Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse:
Ai, meu Senhor!
Por que era emprestado.
Perguntou o homem de Deus: Onde caiu?
Mostrou-lhe ele o lugar.
Então Eliseu cortou um pau e lanço-o ali, e fez flutuar o ferro";
2º É sobrenatural, contra a natureza ou as leis naturais como o mar se abrir.
Ex.14:21 "Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.
Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco, e as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda.";
3º O homem natural ou o acaso não podem fazer acontecer como ressuscitar uma
pessoa morta há quatro dias.
Jo 11: 39-44
"Então ordenou Jesus:
Tirai a pedra.
Disse-lhe Marta, irmã do morto:
Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias....clamou em alta voz:
Lázaro, vem prá fora!
E saiu aquele que estivera morto..."
EM 2º LUGAR, É BOM A GENTE SABER QUE EXISTEM DOIS TIPOS DE MILAGRES QUE DEUS PODE FAZER:
O INSTANTÂNEO E O PROGRESSIVO
Jesus curou enfermos e fez muitas maravilhas e, igualmente, o Velho Testamento está cheio do poder que opera milagres e que vem de Deus, desde a abertura do mar Vermelho ou Deus falando a Moisés da sarça ardente.
Pela fé, Elias ora e faz chover ou não chover, e mais tarde é levado aos céus em uma carroagem de fogo.
Todos estes foram milagres instantâneos.
As pessoas envolvidas puderam vê-los acontecendo, senti-los e vibrar com eles.
E são o tipo de milagre que todos queremos ver hoje, provocando espanto e maravilha. Queremos que Deus rasgue os céus, desça até ao nosso problema e resolva as coisas numa explosão súbita de poder celestial.
Mas muito do poder divino que produz maravilhas na vida do Seu povo chega por meio daquilo que chamamos "milagres progressivos".
São milagres dificilmente discernireis pelos olhos.
Não são acompanhados de trovões, relâmpagos ou qualquer movimento ou mudança visíveis.
Antes, milagres progressivos começam em silêncio, sem fanfarra, e evoluem lentamente mas com segurança, um passo de cada vez.
Ambos os tipos de milagres instantâneo e progressivo foram testemunhados nas duas vezes em que Cristo alimentou as multidões.
As curas que realizou foram imediatas, visíveis, facilmente discernireis pelos que estavam presentes naqueles dias.
Penso no aleijado com o corpo retorcido, que subitamente teve uma transformação exterior física tal, que saltou e correu.
Eis um milagre que tinha de assombrar e tocar todos que o viram.
No entanto as multiplicações dos pães que Cristo fez foram milagres progressivos. Jesus ofereceu aos céus uma simples oração de bênção, sem fogo, trovão ou terramoto. Ele simplesmente partiu os pães e os peixes, sem nenhum sinal ou som de que um milagre estava tendo lugar.
Contudo, para alimentar aquela quantidade de gente, teria de se partir pão e peixes milhares de vezes, por todo o dia.
E cada pedaço de pão ou peixe seria parte do milagre.
É exatamente assim que Jesus realiza muitos dos milagres na vida do Seu povo atualmente.
Oramos por maravilhas instantâneas e visíveis, mas muitas vezes o nosso Senhor esta silenciosamente em ação, formando um milagre para nós pouco a pouco.
Podemos não ser capazes de ouvir ou tocar isso, mas Ele esta em ação, dando forma ao nosso livramento além do que possamos ver.
Um ótimo exempo disso é a história de como Deus livrou o seu povo no livor de Ester. Este é o único livro da Bíblia que não menciona nenhuma vez o nome de Deus, mas Ele está por trás de cada detalhe dos acontecimentos.
E é isso que Jesus queria que os discípulos vissem.
Que eles soubessem que durante todo o tempo Ele estava agindo a favor deles: enviando flechas contra o inimigo, silenciando espíritos enganadores, guardando e protegendo seus filhos.
Veja o que Davi disse no Salmo 18:
"Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus.
Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram... Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca... Baixou ele os céus, e desceu...Trovejou, então, o Senhor, nos céus; o Altíssimo levantou a voz...Despediu as suas setas...multiplicou os seus raios..."
(Salmo 18:6-9, 13-14).
Davi compreendeu a verdade fundamental de tudo isso:
"Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim"
(18:19).
Davi declara:
"Eu sei porque o Senhor está fazendo tudo isso em meu favor.
É porque se agrada de mim".
Verdadeiramente nós cremos em milagres instantâneos.
É claro que Deus ainda está operando maravilhas gloriosas e instantâneas hoje em dia.
Porém, precisamos nos lembrar de que o Senhor Jesus também age por meio de milagres progressivos em nossas vidas atualmente.
EM TERCEIRO LUGAR, PRECISAMOS LEMBRAR QUE NÃO EXISTE RECEITA PARA QUE O MILAGRE ACONTEÇA, PORÉM, MUITO PODER TEM A ORAÇÃO DO JUSTO
Deus não tem um único padrão para fazer milagres.
Ele faz do jeito que Ele quer, na hora que Ele quer e de várias formas diferentes.
Apesar de não haver receita para que o milagre aconteça, podemos dizer que há dois ingredientes fundamentais para você receber o seu milagre:
(1º) Clame ao Senhor para que o milagre aconteça em sua vida e
(2) creia que Deus pode fazer isso por você.
Deus quer nos dizer hoje que nós também temos poder na oração.
Ele nos dá este glorioso lembrete em Tiago 5:16-18:
"Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados.
A oração de um justo é poderosa e eficaz.
Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra.
E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto."
Elias era humano e atingido pelas mesmas coisas que nós somos:
estava sujeito aos mesmos temores, anseios, esperanças, desesperos, e necessidades - entretanto suas orações alcançaram resultados!
Deus está nos mostrando o que fazer em cada crise.
Correr para Ele!
Tornar-se fervoroso!
Orar com portas abertas e portas fechadas!
Elias orou fervorosamente, continuou orando e esperando até que o Senhor respondeu. Sete vezes mandou seu servo perscrutar o horizonte em busca de apenas um pequeno sinal.
Hoje, depois de pouco tempo orando, desistimos e dizemos:
"Para mim não funciona.
Orei e meu marido e eu continuamos com problemas, e ainda não consegui o que queria."
É óbvio que as pessoas deixam de orar porque acham que a oração não funciona.
Não sabem o que significa perseverar na oração voltar como Elias vez após vez com a cabeça até o chão.
A isto se chama "trancar-se com Deus".
No Antigo Testamento dá-se o nome de "lutar com Deus".
A oração de Jacó era:
"Não te deixarei ir, se me não abençoares"
(Gênesis 32:26).
Portanto, NÃO DESISTA DO SEU MILAGRE.
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Esta é a pergunta que o Espírito Santo te faz hoje.
E vc, com certeza, está respondendo:
"Sim, claro, Senhor.
Creio em todos os milagres relatados nas Escrituras".
Mas essa resposta não é suficiente.
A pergunta do Senhor a cada um de nós é:
"Você crê que Eu posso operar um milagre para você, hoje"?
E não só um milagre, mas um milagre para todas as crises, para cada situação que enfrentamos?
Necessitamos mais do que os milagres do Velho Testamento, dos milagres do Novo Testamento, dos passados milagres da história; precisamos de milagres hoje, atuais e pessoais, destinados só para nós e para nossa situação.
Pense no problema que você esta enfrentando agora mesmo, naquilo que você mais necessita, em sua maior dificuldade.
Há tanto tempo você ora por isso... Mas você realmente acredita que o Senhor pode e vai resolver isso, por meios que você não pode imaginar? Esse é o tipo de fé que ordena ao coração que pare de ter medo, ou de fazer perguntas.
Que lhe diz para repousar nos braços do Pai, confiando que Ele vai fazer tudo à Sua maneira e a Seu tempo.
Que todas as coisas realmente cooperam para o meu bem.
EM 1º LUGAR, VAMOS ENTENDER O QUE É EXATAMENTE UM MILAGRE
São características de um milagre:
1º É improvável e inesperado como um machado flutuaR.
2Rs 6: 5-6 "Sucedeu que, enquanto um deles derribava um tronco, o machado caiu na água; ele gritou e disse:
Ai, meu Senhor!
Por que era emprestado.
Perguntou o homem de Deus: Onde caiu?
Mostrou-lhe ele o lugar.
Então Eliseu cortou um pau e lanço-o ali, e fez flutuar o ferro";
2º É sobrenatural, contra a natureza ou as leis naturais como o mar se abrir.
Ex.14:21 "Então Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.
Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em seco, e as águas lhes foram qual muro à sua direita e à sua esquerda.";
3º O homem natural ou o acaso não podem fazer acontecer como ressuscitar uma
pessoa morta há quatro dias.
Jo 11: 39-44
"Então ordenou Jesus:
Tirai a pedra.
Disse-lhe Marta, irmã do morto:
Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias....clamou em alta voz:
Lázaro, vem prá fora!
E saiu aquele que estivera morto..."
EM 2º LUGAR, É BOM A GENTE SABER QUE EXISTEM DOIS TIPOS DE MILAGRES QUE DEUS PODE FAZER:
O INSTANTÂNEO E O PROGRESSIVO
Jesus curou enfermos e fez muitas maravilhas e, igualmente, o Velho Testamento está cheio do poder que opera milagres e que vem de Deus, desde a abertura do mar Vermelho ou Deus falando a Moisés da sarça ardente.
Pela fé, Elias ora e faz chover ou não chover, e mais tarde é levado aos céus em uma carroagem de fogo.
Todos estes foram milagres instantâneos.
As pessoas envolvidas puderam vê-los acontecendo, senti-los e vibrar com eles.
E são o tipo de milagre que todos queremos ver hoje, provocando espanto e maravilha. Queremos que Deus rasgue os céus, desça até ao nosso problema e resolva as coisas numa explosão súbita de poder celestial.
Mas muito do poder divino que produz maravilhas na vida do Seu povo chega por meio daquilo que chamamos "milagres progressivos".
São milagres dificilmente discernireis pelos olhos.
Não são acompanhados de trovões, relâmpagos ou qualquer movimento ou mudança visíveis.
Antes, milagres progressivos começam em silêncio, sem fanfarra, e evoluem lentamente mas com segurança, um passo de cada vez.
Ambos os tipos de milagres instantâneo e progressivo foram testemunhados nas duas vezes em que Cristo alimentou as multidões.
As curas que realizou foram imediatas, visíveis, facilmente discernireis pelos que estavam presentes naqueles dias.
Penso no aleijado com o corpo retorcido, que subitamente teve uma transformação exterior física tal, que saltou e correu.
Eis um milagre que tinha de assombrar e tocar todos que o viram.
No entanto as multiplicações dos pães que Cristo fez foram milagres progressivos. Jesus ofereceu aos céus uma simples oração de bênção, sem fogo, trovão ou terramoto. Ele simplesmente partiu os pães e os peixes, sem nenhum sinal ou som de que um milagre estava tendo lugar.
Contudo, para alimentar aquela quantidade de gente, teria de se partir pão e peixes milhares de vezes, por todo o dia.
E cada pedaço de pão ou peixe seria parte do milagre.
É exatamente assim que Jesus realiza muitos dos milagres na vida do Seu povo atualmente.
Oramos por maravilhas instantâneas e visíveis, mas muitas vezes o nosso Senhor esta silenciosamente em ação, formando um milagre para nós pouco a pouco.
Podemos não ser capazes de ouvir ou tocar isso, mas Ele esta em ação, dando forma ao nosso livramento além do que possamos ver.
Um ótimo exempo disso é a história de como Deus livrou o seu povo no livor de Ester. Este é o único livro da Bíblia que não menciona nenhuma vez o nome de Deus, mas Ele está por trás de cada detalhe dos acontecimentos.
E é isso que Jesus queria que os discípulos vissem.
Que eles soubessem que durante todo o tempo Ele estava agindo a favor deles: enviando flechas contra o inimigo, silenciando espíritos enganadores, guardando e protegendo seus filhos.
Veja o que Davi disse no Salmo 18:
"Na minha angústia, invoquei o Senhor, gritei por socorro ao meu Deus.
Ele do seu templo ouviu a minha voz, e o meu clamor lhe penetrou os ouvidos.
Então, a terra se abalou e tremeu, vacilaram também os fundamentos dos montes e se estremeceram... Das suas narinas subiu fumaça, e fogo devorador, da sua boca... Baixou ele os céus, e desceu...Trovejou, então, o Senhor, nos céus; o Altíssimo levantou a voz...Despediu as suas setas...multiplicou os seus raios..."
(Salmo 18:6-9, 13-14).
Davi compreendeu a verdade fundamental de tudo isso:
"Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque ele se agradou de mim"
(18:19).
Davi declara:
"Eu sei porque o Senhor está fazendo tudo isso em meu favor.
É porque se agrada de mim".
Verdadeiramente nós cremos em milagres instantâneos.
É claro que Deus ainda está operando maravilhas gloriosas e instantâneas hoje em dia.
Porém, precisamos nos lembrar de que o Senhor Jesus também age por meio de milagres progressivos em nossas vidas atualmente.
EM TERCEIRO LUGAR, PRECISAMOS LEMBRAR QUE NÃO EXISTE RECEITA PARA QUE O MILAGRE ACONTEÇA, PORÉM, MUITO PODER TEM A ORAÇÃO DO JUSTO
Deus não tem um único padrão para fazer milagres.
Ele faz do jeito que Ele quer, na hora que Ele quer e de várias formas diferentes.
Apesar de não haver receita para que o milagre aconteça, podemos dizer que há dois ingredientes fundamentais para você receber o seu milagre:
(1º) Clame ao Senhor para que o milagre aconteça em sua vida e
(2) creia que Deus pode fazer isso por você.
Deus quer nos dizer hoje que nós também temos poder na oração.
Ele nos dá este glorioso lembrete em Tiago 5:16-18:
"Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados.
A oração de um justo é poderosa e eficaz.
Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, e orou com fervor para que não chovesse, e durante três anos e seis meses não choveu sobre a terra.
E orou outra vez e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto."
Elias era humano e atingido pelas mesmas coisas que nós somos:
estava sujeito aos mesmos temores, anseios, esperanças, desesperos, e necessidades - entretanto suas orações alcançaram resultados!
Deus está nos mostrando o que fazer em cada crise.
Correr para Ele!
Tornar-se fervoroso!
Orar com portas abertas e portas fechadas!
Elias orou fervorosamente, continuou orando e esperando até que o Senhor respondeu. Sete vezes mandou seu servo perscrutar o horizonte em busca de apenas um pequeno sinal.
Hoje, depois de pouco tempo orando, desistimos e dizemos:
"Para mim não funciona.
Orei e meu marido e eu continuamos com problemas, e ainda não consegui o que queria."
É óbvio que as pessoas deixam de orar porque acham que a oração não funciona.
Não sabem o que significa perseverar na oração voltar como Elias vez após vez com a cabeça até o chão.
A isto se chama "trancar-se com Deus".
No Antigo Testamento dá-se o nome de "lutar com Deus".
A oração de Jacó era:
"Não te deixarei ir, se me não abençoares"
(Gênesis 32:26).
Portanto, NÃO DESISTA DO SEU MILAGRE.
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20 de mar. de 2010
MISSÃO A LWAKHAKHA!

Nessa recente colheita alcança Ministério para Lwakhakha, Uganda na fronteira com o Quênia foi emocionante!
O Senhor moveu poderosamente uma grande área predominantemente de muçulmano foi "sacudido" por Jesus Cristo!
cinco pequenas igrejas locais reuniram-se pela primeira vez ao ar livre Evangelico, evangelismo em Lwakhakha com uma adoração, dança, oração e pregação do Evangelho.
Durante o dia, centenas de crentes locais se reuniram (com Ministros Nabote, Paul e Joseph) para um treinamento de crentes locais, e à noite, cerca de 5.000 pessoas por noite se reuniram nesta área isolada (em pé 360 todos em torno da plataforma!
para ouvir a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo.
Multidões ouviu atentamente e muitos (cerca de 1.800 pessoas preciosas, ao longo do esforço evangelístico) entregou sua vida ao Senhor.
Em uma noite, raios e ventos vieram logo após a chamada de altar Foi incrível!
Por favor, orem!
Por favor,
Eteja intercedendo por nós.
O Espírito Santo de Deus estar se movendo e mexendo nos corações das pessoas na Lwakhakha.
Estamos acreditando que para muitas pessoas ficar cara-a-cara com a realidade de Deus, e para ser movido para o arrependimento de seus pecados.
Que Deus seja glorificado .
Necessidades específicas de oração:
Ore pelos pastores locais e líderes cristãos como eles estão se preparando para o alcance
Ore por provisão de Deus para Jon & despesas de viagem a Uganda
Ore para a publicidade de grande alcance (panfletos, boca a boca, e promoção)
orem para o trabalho avanço efetivo (liderada por redes ministro, Paul Kintu - coordenar a oração, arrumadores, a coordenação local da música e de culto)
Ore por provisão para alimentação e alojamento para toda a equipe em toda a extensão
Ore por sabedoria e apoio para a equipe do técnico, como eles cuidam de detalhes
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19 de mar. de 2010
A Humildade
Uzias tinha somente 16 anos quando seu pai foi assassinado e ele subitamente se tornou rei de Judá, no oitavo século antes de Cristo.
A história de seu reinado, que é registrada em 2 Crônicas 26, ensina uma lição poderosa sobre a importância da humildade.
Uzias começou bem.
Ele respeitava o Senhor e sua palavra, e Deus o abençoou abundantemente.
O reino se expandiu e o rei fiel conseguiu dominar seus inimigos de todos os lados. Sua reputação se espalhou a outros países.
Uzias se fortaleceu.
Então, tudo mudou.
"Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Crônicas 26:16).
Uzias era um homem especialmente escolhido por Deus para conduzir seu povo.
Durante muitos anos, Uzias serviu o Senhor fielmente.
Porém não estava autorizado a entrar no templo para queimar incenso.
Esse papel estava reservado para outros homens escolhidos por Deus, os sacerdotes, que serviam no templo.
Uzias, não estando mais contente com o desempenho do papel que Deus lhe havia dado, tentou assumir uma função extra e foi fortemente repreendido por seu erro.
O sacerdote Azarias e 80 outros sacerdotes seguiram Uzias até o templo e desafiaram seu ato presunçoso.
Uzias enraiveceu-se e Deus respondeu imediatamente ao seu erro.
O rei ficou leproso ali mesmo no templo diante dos olhos dos sacerdotes.
Eles imediatamente o atiraram fora do templo, e Uzias correu da casa de Deus, percebendo que o Senhor tinha punido sua arrogância.
Seu filho assumiu os negócios do Estado e deixou o leproso Uzias isolado em sua casa pelo resto de sua vida.
A vida abençoada de um grande homem foi arruinada por um ato de desobediência.
Uzias, como o primeiro rei de Israel (veja Samuel 15:17-23), foi derrubado por seu próprio orgulho.
Humildade:
Fundamental para nossa comunhão com Deus
Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração:
"Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).
Ele continuou a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque nunca passaram da linha de partida.
Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor.
Mas Jesus não reduziu os padrões.
Ele não abriu uma porta extra para entrarem os arrogantes ou os "quase" humildes.
Ele manteve intacto o seu requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus.
Deus nunca aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio modo.
Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes.
Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a idéia quando ele citou as palavras de Deus:
"Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Miquéias 6:8).
As Escrituras deixam perfeitamente claro que não há outra maneira de caminhar com Deus.
Ou andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele!
Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio.
Como poderia ele capturar seus corações para moldá -los como os servos humildes que o Pai quer?
Não foi uma tarefa fácil.
Ele falava freqüentemente de humildade, e mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós mesmos.
Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Filipenses 2:3-8).
Dois exemplos mostram claramente como Jesus ressaltava a humildade para seus apóstolos.
O primeiro está em Mateus 18:1-4.
Os apóstolos freqüentemente disputavam entre si sobre a grandeza.
Dois deles uma vez foram tão ousados a ponto de pedir que fossem colocados acima de seus colegas no reino.
Jesus respondeu à atitude deles chamando uma criança.
Enquanto estes homens crescidos olhavam, Jesus começou a pregar um sermão memorável: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:3-4).
O segundo exemplo, ainda mais tocante, é registrado em João 13:1-17.
Quando se preparavam para partilhar a refeição da Páscoa, Jesus aproveitou o momento para ensinar uma lição necessária.
Os apóstolos jamais esqueceriam esta noite, e Jesus não perdeu a oportunidade para ensinar.
Ele tomou uma toalha e água e foi, de discípulo em discípulo, lavando seus pés.
Isto era, por costume, serviço dos servos mais humildes, mas aqui o Criador do universo estava se humilhando diante de simples galileus.
Quando terminou, ele voltou-se para os apóstolos e perguntou?
"Compreendeis o que vos fiz?
Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.
Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.
Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes"
(João 13:12-17).
Não é de se admirar que outros homens inspirados falassem da importância da humildade.
Tiago disse:
"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará"
(Tiago 4:6-10).
Como a arrogância impede a salvação
Podemos tirar algumas conclusões claras e importantes do ensinamento da Bíblia, mostrando o porquê a falta de humildade impede a salvação.
Considere como o orgulho é absolutamente oposto às qualidades e comportamentos que Deus quer que demonstremos.
Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.
Sem humildade, não seremos seguidores.
Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a influência de outros.
Este foi o problema que Arão e Miriã tiveram em Números 12, e o mesmo pecado que custou as vidas de quase 15.000 pessoas, em Números 16.
Sem humildade não buscaremos realmente a verdade.
O homem orgulhoso pensa que já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo do próprio Deus.
A arrogância também impede nosso entendimento da verdade.
Se não queremos admitir a necessidade de mudança, ou não queremos aceitar o fato que alguma outra pessoa sabe mais do que nós, nosso orgulho será um bloqueio fatal para o estudo eficaz da Bíblia.
Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos.
Somos até capazes de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado.
Saul fez isto quando defendeu sua desobediência na batalha contra os amalequitas.
Ele argumentou que tinha obedecido o Senhor e que o povo tinha errado
(1 Samuel 15:20-21).
Deus não aceitou esta desculpa esfarrapada, e não aceita a nossa.
Um outro problema relacionado com a arrogância é a dificuldade em aceitar a correção. Provérbios 15:31-33 mostra a conseqüência de tal orgulho:
"Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada.
O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.
O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra." Provérbios 12:1 é mais direto:
"Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido."
O outro lado deste problema é que a pessoa arrogante também não perdoa o erro dos outros.
O orgulho é inerentemente egoísta, e nos torna facilmente ofendidos e lentos a perdoar.
Isto cria uma tremenda barreira para a salvação.
Jesus ensinou claramente que a pessoa que não perdoa não será perdoada por Deus (Mateus 6:12,14-15).
A última linha é muito clara.
Se não aprendemos como ser humildes, não entraremos no céu.
Deus rejeita os orgulhosos e exalta os humildes
(Tiago 4:6,10).
Como desenvolver a humildade
Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas.
Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos ajudarão:
Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Romanos 12:10; Efésios 4:2-3; Filipenses 2:3-4).
Não devemos pensar que somos importantes (Lucas 17:10).
Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Romanos 12:3-8).
Não devemos esperar que outros nos humilhem.
A chave da obediência é nossa humildade voluntária (Tiago 4:10), não a humilhação forçada.
Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus.
Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insignificantes.
O Salmo 8, especialmente nos versículos 3, 4 e 10, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!
"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará"
(Tiago 4:10).
A história de seu reinado, que é registrada em 2 Crônicas 26, ensina uma lição poderosa sobre a importância da humildade.
Uzias começou bem.
Ele respeitava o Senhor e sua palavra, e Deus o abençoou abundantemente.
O reino se expandiu e o rei fiel conseguiu dominar seus inimigos de todos os lados. Sua reputação se espalhou a outros países.
Uzias se fortaleceu.
Então, tudo mudou.
"Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua própria ruína, e cometeu transgressões contra o Senhor, seu Deus, porque entrou no templo do Senhor para queimar incenso no altar do incenso" (2 Crônicas 26:16).
Uzias era um homem especialmente escolhido por Deus para conduzir seu povo.
Durante muitos anos, Uzias serviu o Senhor fielmente.
Porém não estava autorizado a entrar no templo para queimar incenso.
Esse papel estava reservado para outros homens escolhidos por Deus, os sacerdotes, que serviam no templo.
Uzias, não estando mais contente com o desempenho do papel que Deus lhe havia dado, tentou assumir uma função extra e foi fortemente repreendido por seu erro.
O sacerdote Azarias e 80 outros sacerdotes seguiram Uzias até o templo e desafiaram seu ato presunçoso.
Uzias enraiveceu-se e Deus respondeu imediatamente ao seu erro.
O rei ficou leproso ali mesmo no templo diante dos olhos dos sacerdotes.
Eles imediatamente o atiraram fora do templo, e Uzias correu da casa de Deus, percebendo que o Senhor tinha punido sua arrogância.
Seu filho assumiu os negócios do Estado e deixou o leproso Uzias isolado em sua casa pelo resto de sua vida.
A vida abençoada de um grande homem foi arruinada por um ato de desobediência.
Uzias, como o primeiro rei de Israel (veja Samuel 15:17-23), foi derrubado por seu próprio orgulho.
Humildade:
Fundamental para nossa comunhão com Deus
Quando Jesus pregou o sermão que define o caráter do verdadeiro discípulo, suas palavras iniciais foram diretas ao coração:
"Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus" (Mateus 5:3).
Ele continuou a pregar durante mais três capítulos, mas muitos ouvintes não o ouviram porque nunca passaram da linha de partida.
Mesmo hoje, a maior parte da mensagem do evangelho cai em ouvidos surdos de homens e mulheres arrogantes que não querem mesmo reconhecer a posição de Jesus como Senhor.
Mas Jesus não reduziu os padrões.
Ele não abriu uma porta extra para entrarem os arrogantes ou os "quase" humildes.
Ele manteve intacto o seu requisito fundamental porque ele reflete a exigência eterna de Deus.
Deus nunca aceitou o homem cheio de orgulho que pensava fazer as coisas a seu próprio modo.
Ao contrário de toda a sabedoria dos homens carnais, tendentes a adquirir poder e posição, Deus aceita exclusivamente os humildes.
Uma geração depois de Uzias, o profeta Miquéias pegou perfeitamente a idéia quando ele citou as palavras de Deus:
"Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus" (Miquéias 6:8).
As Escrituras deixam perfeitamente claro que não há outra maneira de caminhar com Deus.
Ou andamos humildemente com nosso Deus, ou não andamos de modo nenhum com ele!
Jesus andou no meio de homens carnais e enfrentou tremendo desafio.
Como poderia ele capturar seus corações para moldá -los como os servos humildes que o Pai quer?
Não foi uma tarefa fácil.
Ele falava freqüentemente de humildade, e mostrava em sua vida de serviço o que significa elevar os outros acima de nós mesmos.
Quem poderia exemplificar melhor a humildade voluntária do que o próprio Deus, que deixou sua habitação celestial para servir e mesmo morrer pelos homens pecadores? (Esta é a essência do apelo irresistível de Paulo em Filipenses 2:3-8).
Dois exemplos mostram claramente como Jesus ressaltava a humildade para seus apóstolos.
O primeiro está em Mateus 18:1-4.
Os apóstolos freqüentemente disputavam entre si sobre a grandeza.
Dois deles uma vez foram tão ousados a ponto de pedir que fossem colocados acima de seus colegas no reino.
Jesus respondeu à atitude deles chamando uma criança.
Enquanto estes homens crescidos olhavam, Jesus começou a pregar um sermão memorável: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus.
Portanto, aquele que se humilhar como esta criança, esse é o maior no reino dos céus" (Mateus 18:3-4).
O segundo exemplo, ainda mais tocante, é registrado em João 13:1-17.
Quando se preparavam para partilhar a refeição da Páscoa, Jesus aproveitou o momento para ensinar uma lição necessária.
Os apóstolos jamais esqueceriam esta noite, e Jesus não perdeu a oportunidade para ensinar.
Ele tomou uma toalha e água e foi, de discípulo em discípulo, lavando seus pés.
Isto era, por costume, serviço dos servos mais humildes, mas aqui o Criador do universo estava se humilhando diante de simples galileus.
Quando terminou, ele voltou-se para os apóstolos e perguntou?
"Compreendeis o que vos fiz?
Vós me chamais o Mestre e o Senhor e dizeis bem; porque eu o sou.
Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.
Em verdade, em verdade vos digo que o servo não é maior do que seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou.
Ora, se sabeis estas cousas, bem-aventurados sois se as praticardes"
(João 13:12-17).
Não é de se admirar que outros homens inspirados falassem da importância da humildade.
Tiago disse:
"Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.
Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós... Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará"
(Tiago 4:6-10).
Como a arrogância impede a salvação
Podemos tirar algumas conclusões claras e importantes do ensinamento da Bíblia, mostrando o porquê a falta de humildade impede a salvação.
Considere como o orgulho é absolutamente oposto às qualidades e comportamentos que Deus quer que demonstremos.
Sem humildade, não serviremos outros como deveríamos, porque aqueles que são arrogantes e egoístas querem ser servidos, e não servir.
Sem humildade, não seremos seguidores.
Os orgulhosos querem ser chefes e cobiçam a posição e a influência de outros.
Este foi o problema que Arão e Miriã tiveram em Números 12, e o mesmo pecado que custou as vidas de quase 15.000 pessoas, em Números 16.
Sem humildade não buscaremos realmente a verdade.
O homem orgulhoso pensa que já conhece as respostas, e não quer depender de quem quer que seja, nem mesmo do próprio Deus.
A arrogância também impede nosso entendimento da verdade.
Se não queremos admitir a necessidade de mudança, ou não queremos aceitar o fato que alguma outra pessoa sabe mais do que nós, nosso orgulho será um bloqueio fatal para o estudo eficaz da Bíblia.
Sem humildade, não reconheceremos nossos próprios defeitos.
Somos até capazes de enganar nossos próprios corações para não vermos nosso próprio pecado.
Saul fez isto quando defendeu sua desobediência na batalha contra os amalequitas.
Ele argumentou que tinha obedecido o Senhor e que o povo tinha errado
(1 Samuel 15:20-21).
Deus não aceitou esta desculpa esfarrapada, e não aceita a nossa.
Um outro problema relacionado com a arrogância é a dificuldade em aceitar a correção. Provérbios 15:31-33 mostra a conseqüência de tal orgulho:
"Os ouvidos que atendem à repreensão salutar no meio dos sábios têm a sua morada.
O que rejeita a disciplina menospreza a sua alma, porém o que atende à repreensão adquire entendimento.
O temor do Senhor é a instrução da sabedoria, e a humildade precede a honra." Provérbios 12:1 é mais direto:
"Quem ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que aborrece a repreensão é estúpido."
O outro lado deste problema é que a pessoa arrogante também não perdoa o erro dos outros.
O orgulho é inerentemente egoísta, e nos torna facilmente ofendidos e lentos a perdoar.
Isto cria uma tremenda barreira para a salvação.
Jesus ensinou claramente que a pessoa que não perdoa não será perdoada por Deus (Mateus 6:12,14-15).
A última linha é muito clara.
Se não aprendemos como ser humildes, não entraremos no céu.
Deus rejeita os orgulhosos e exalta os humildes
(Tiago 4:6,10).
Como desenvolver a humildade
Uma vez que a humildade é obviamente essencial à nossa salvação, deveremos estar preocupados em acrescentar esta qualidade a nossas vidas.
Aqui estão umas poucas sugestões simples que nos ajudarão:
Devemos procurar o melhor nos outros, e buscar servir os outros como Jesus fez (Romanos 12:10; Efésios 4:2-3; Filipenses 2:3-4).
Não devemos pensar que somos importantes (Lucas 17:10).
Cada um deve usar sua capacidade, porém não devemos pensar que somos melhores do que outros (Romanos 12:3-8).
Não devemos esperar que outros nos humilhem.
A chave da obediência é nossa humildade voluntária (Tiago 4:10), não a humilhação forçada.
Sempre que estivermos tentados a pensar que somos grandes e importantes, devemos parar para contemplar a grandeza e a majestade de Deus.
Comparados com o Criador e Sustentador do Universo, somos débeis e insignificantes.
O Salmo 8, especialmente nos versículos 3, 4 e 10, nos faz descer ao nosso tamanho rapidamente!
"Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará"
(Tiago 4:10).
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As Curas de Hoje em Dia O Que a Bíblia Ensina?
Muitas das diferentes religiões acreditam que Deus cura as pessoas hoje em dia de uma maneira especial.
Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente.
Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo.
O que a Bíblia ensina?
Deus cura, hoje em dia?
E se cura, como o faz?
Dois tipos de cura
Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo.
Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15).
Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3).
Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22, etc.).
No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações:
Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença.
Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20).
Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades.
Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas.
Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3).
Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais.
Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais.
Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3).
Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem.
Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4).
A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas.
O foco principal das promessas de Deus é espiritual.
Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).
Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas.
Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras.
Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc.
Através de Jesus e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros.
Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo.
Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel.
Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma outra maior porção da palavra de Deus.
Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.
Deus cura hoje em dia?
Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez.
Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito.
Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a ele a glória e o agradecimento
(Tiago 1:17).
Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos?
Alguns responderão sim.
Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial.
Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo.
Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais.
A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões?
Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam.
É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.
As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2).
Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.
Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia
Tipo.
As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias.
Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35).
Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51).
Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20).
As curas de agora são diferentes.
Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis.
Sim!
Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos.
Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.
Maneira.
As curas na Bíblia eram instantâneas.
Não havia reação retardada.
Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7).
As curas miraculosas foram sempre completas.
Não havia curas parciais (Atos 3:16).
A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples.
Não havia fanfarras; não havia nada encenado.
Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente.
Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?
Freqüência.
Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito.
Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados.
Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar.
Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3).
Deus nunca falha.
Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.
Propósito.
Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava.
Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20).
Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31).
Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9).
Considere esta ilustração:
O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram.
Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram.
Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres:
para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento.
Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.
É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro.
Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando.
De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8).
Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias"
(2 Pedro 2:3).
Efeito.
Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17).
Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16).
Afinal, como poderiam negá-las?
Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder.
Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram.
Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres.
Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial.
Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes?
Os efeitos são diferentes.
O Que Podemos Concluir?
Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou:
o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações.
Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles.
Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos.
Nem devemos esperar que tenha.
A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais.
Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.
Objeções
Hebreus 13:8.
Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia.
Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre.
Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia.
Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma.
Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se.
Mas não farão assim para sempre.
No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento.
No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo.
Mas sua obra mudou.
No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana.
Hoje não.
O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo.
Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens.
Passo a passo ele executa seu plano.
Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam
1 Coríntios 13:11).
Marcos 16:17-18.
Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas.
É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem.
É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa.
Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes.
Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida:
"E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam."
A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.
João 14:12.
Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje.
Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez.
O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo.
Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores.
Mas como?
Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus.
Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.
Testemunhos.
Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado.
Mas há problemas com isso.
Deus cura hoje.
Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura.
Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura.
Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte.
As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou.
Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente.
Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor.
Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura.
Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares.
Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo.
Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam.
Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão.
Mas quem realmente experimentou esses fenômenos?
Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis?
Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?
Conclusão
Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar.
Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje.
Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais.
As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.
por Gary Fisher
Tanto pelos espíritas quanto pelos católicos, pelos pentecostais, e pelas igrejas renovadas das denominações tradicionais, as pessoas estão sendo ensinadas que Deus as curará milagrosamente.
Para alguns essa cura vem através da bênção especial de um ritual mágico; para outros, através da peregrinação a algum santuário; para outros ainda, através da imposição das mãos de alguém abençoado com um dom especial do Espírito Santo.
O que a Bíblia ensina?
Deus cura, hoje em dia?
E se cura, como o faz?
Dois tipos de cura
Deus sempre se manifestou como aquele que cura seu povo.
Através de Moisés, Deus prometeu curar os filhos de Israel e poupá-los das doenças dos egípcios (Êxodo 15:26; Deuteronômio 7:15).
Davi louvou a Deus como aquele que cura todas as moléstias (Salmo 103:3).
Provérbios ensina que a obediência ao Senhor dá saúde e longa vida (Provérbios 3:2,8; 4:22, etc.).
No Novo Testamento também, João orou pela saúde e prosperidade de Gaio (3 João 2). Mas essas promessas tinham certas limitações:
Essas promessas não imunizaram totalmente o povo de Deus contra a doença.
Homens justos como Jó, Epafrodito e Trófimo adoeceram (Jó 2; Filipenses 2:25-30; 2 Timóteo 4:20).
Não houve um tempo, desde o jardim do Éden, em que o povo de Deus teve completa liberdade das enfermidades.
Tanto cristãos quanto incrédulos experimentam a doença e a morte. Essas promessas não foram garantias absolutas.
Como regra geral, Deus abençoa os fiéis com uma vida mais prolongada e melhor saúde. Considere, por exemplo, a promessa de que aqueles que honram os pais viverão muito tempo (Êxodo 20:12; Efésios 6:1-3).
Sabemos que, em geral, aqueles que honram os pais vivem mais.
Mas isso não significa que todos que honram seus pais vivem até aos 80, nem que todos os que morrem cedo desonraram seus pais.
Eclesiastes mostra claramente que a relação de um homem com Deus não pode ser determinada pela sua saúde ou pelas bênçãos físicas (Eclesiastes 9:1-3).
Os amigos de Jó estavam certos de que a enfermidade dele fora causada por causa de sua desobediência; mas isto não era verdade. Os discípulos queriam saber quem teria pecado para causar a cegueira do homem.
Jesus replicou que a cegueira não fora causada nem pelo seu pecado nem pelo de seus pais (João 9:1-4).
A ênfase das Escrituras não está nas bênçãos físicas.
O foco principal das promessas de Deus é espiritual.
Estamos, freqüentemente, mais interessados nas promessas de bênçãos físicas, mas uma leitura séria do Novo Testamento nos mostra que o principal interesse de um cristão deve ser sua comunhão com Deus e seu lar eterno (veja Filipenses 3:20-21; Colossenses 3:1-4; Hebreus 11:13-16, 35-38).
Além do cuidado geral de Deus para com a saúde de seu povo, houve certas épocas nas quais Deus operou milagres especiais de curas.
Através de Moisés, por exemplo, Deus tornou uma água amarga em doce, curou lepra e levantou uma serpente de bronze para curar mordeduras de cobras.
Através de Elias e Eliseu, Deus curou lepra, ressuscitou mortos, etc.
Através de Jesus e dos apóstolos, Deus curou os cegos, os coxos, os surdos e muitos outros.
Os tempos extraordinários das curas milagrosas corresponderam às novas revelações que Deus estava dando ao povo.
Os sinais que Moisés operou atestaram suas credenciais para apresentar a nova lei de Deus aos filhos de Israel.
Os sinais de Elias e Eliseu deram o carimbo da aprovação de Deus ao trabalho dos profetas de revelar uma outra maior porção da palavra de Deus.
Os sinais de Cristo e dos apóstolos mostram que a revelação do Novo Testamento foi enviada por Deus.
Deus cura hoje em dia?
Sim, Deus cura seu povo através da oração, da providência e da ação de sua vontade, como ele sempre fez.
Muitas vezes as pessoas glorificam médicos e remédios, quando Deus é aquele que deve receber o crédito.
Todas as boas dádivas vêm de Deus e devemos sempre lembrar de dar a ele a glória e o agradecimento
(Tiago 1:17).
Mas será que Deus ainda cura da maneira especial e miraculosa como antigamente o fez? Será que ele ainda dá poderes especiais de curas aos homens, como o fez a Moisés, a Elias e Eliseu, e a Jesus e aos apóstolos?
Alguns responderão sim.
Muitas igrejas e religiões reivindicam o poder de curar dessa maneira especial.
Essas abrangem de diversas igrejas pentecostais (Deus é Amor, Assembléia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Igreja do Evangelho Quadrangular, etc.) aos ramos carismáticos das igrejas tradicionais, tais como a Católica e a Batista, e seitas como a de Cientista Cristão, até aos diversos grupos que compõem o espiritismo.
Parece haver um impressionante arranjo de "evidência" para as supostas curas milagrosas nos dias atuais.
A própria diversidade dessa evidência, contudo, deve levar-nos a reconsiderar. Estará, realmente, Deus operando sinais especiais e maravilhas em tantas diferentes, e mesmo contraditórias, igrejas e religiões?
Na Bíblia, as curas especiais foram a maneira de Deus confirmar a nova revelação que ele estava dando através dos que curavam.
É claro que Deus, que não se contradiz, não está confirmando todas estas mensagens conflitantes.
As muitas advertências contra os falsos sinais e maravilhas precisam ser examinadas. O diabo sempre simula as obras de Deus (examine Deuteronômio 13:1-5; 2 Coríntios 11:13-15; 2 Tessalonicenses 2:9-12; 2 Timóteo 3:13; Apocalipse 13:13-14; 16:13-14). E, também, o diabo é muito hábil em trabalhar através da religião (Mateus 7:15-23; 2 Coríntios 11:13-15; Colossenses 2).
Portanto, a presença das supostas curas miraculosas na atualidade, as quais são totalmente diferentes das curas na Bíblia, não deve nos surpreender.
Diferenças entre as curas de hoje e as na Bíblia
Tipo.
As curas especiais na Bíblia incluíam todos os tipos de moléstias.
Jesus e os apóstolos podiam curar qualquer pessoa de qualquer doença ou enfermidade (Atos 5:15-16; Marcos 1:32-34; Mateus 4:23-24; 9:35).
Cegos de nascença recebiam a visão imediatamente; coxos de nascença começavam a andar e saltar; lepra, mãos definhadas, orelhas cortadas e outros males perfeitamente visíveis eram curados diante dos próprios olhos daqueles que observavam (Atos 3:1-10; 4:22; João 9; Marcos 3:1-6; Mateus 8:1-4; Lucas 22:50-51).
Ainda mais admirável era a ressurreição dos mortos (Lucas 7; João 11; Atos 9; 20).
As curas de agora são diferentes.
Os que fazem curas hoje em dia se especializam em dores de cabeça, dores lombares e outras enfermidades invisíveis.
Sim!
Algumas vezes ouvimos falar de um cego que recebeu sua vista ou de mortos sendo ressuscitados, mas nunca, ninguém, parece testemunhar esses eventos.
Eles sempre ocorreram em outro tempo ou lugar e ninguém parece se lembrar exatamente de quando e onde. Sem dúvida, as "curas milagrosas" que você e eu vemos hoje são de uma natureza muito diferente dos milagres na Bíblia.
Maneira.
As curas na Bíblia eram instantâneas.
Não havia reação retardada.
Os cegos recebiam sua vista na hora; os coxos começavam a andar, correr e saltar; a pele dos leprosos era purificada instantaneamente (Mateus 8:3; 12:13; Atos 3:7-8; João 9:7).
As curas miraculosas foram sempre completas.
Não havia curas parciais (Atos 3:16).
A maneira de Jesus e dos apóstolos era simples.
Não havia fanfarras; não havia nada encenado.
Aqueles com a verdadeira capacidade de curar faziam seu trabalho calmamente, simples e completamente.
Poderá alguém que testemunhou "curas", hoje, dizer que elas são feitas da mesma forma?
Freqüência.
Nenhum dos que, hoje em dia, "curam" sempre têm êxito.
Geralmente, atribuem a culpa pelos insucessos à falta de fé por parte dos que querem ser curados.
Mas na Bíblia, aqueles que realmente tinham o poder de curar conseguiam seu intento. Há uma única exceção registrada (Mateus 17) e, nesse caso, o problema foi uma falta de fé por parte dos que pretendiam curar.
Nem todos aqueles que recebiam as curas tinham fé; de fato, alguns que nem esperavam ser curados o foram (João 5; Atos 3).
Deus nunca falha.
Se houvesse, nestes dias, pessoas que verdadeiramente tivessem poderes especiais de Deus para curar, eles também não falhariam.
Propósito.
Na Bíblia, os milagres e as curas eram sinais para confirmar a mensagem do homem que os operava.
Deus autenticou cada nova mensagem com sinais (Hebreus 2:3-4; Marcos 16:20).
Gerações posteriores tinham que confiar na mensagem escrita daqueles que demonstravam as credenciais para revelá-la (João 20:30-31).
Há muitos textos que mostram que a mensagem do evangelho foi completamente revelada no primeiro século (João 16:13; Judas 3) e que não haveria revelação adicional (Gálatas 1:6-9).
Considere esta ilustração:
O Cristo ressuscitado foi visto por várias testemunhas que escreveram sobre o que viram.
Hoje, não vemos Cristo; confiamos na evidência registrada por aqueles que o viram.
Os aparecimentos de Cristo depois de sua ressurreição serviram precisamente ao mesmo propósito que as curas e milagres:
para provar que ele é o Filho de Deus e que devemos confiar na mensagem do Novo Testamento.
Não há mais razão para esperar que alguém terá poder para curar hoje em dia, do que pensar que Cristo reaparecerá nestes dias.
É também digno de nota que o propósito das curas na Bíblia nunca foi financeiro.
Pura e simplesmente, nunca lemos sobre Jesus ou os apóstolos ou outros cristãos primitivos com capacidade para curar fazendo coletas daqueles que eles estavam curando.
De fato, em relação a estas próprias coisas (curar os doentes, ressuscitar os mortos, limpar os leprosos e expelir demônios) Jesus disse que as dessem gratuitamente (Mateus 10:8).
Somos também advertidos sobre os que "movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias"
(2 Pedro 2:3).
Efeito.
Quando homens tinham, verdadeiramente, poderes para curar, todos se maravilhavam e ficavam admirados com os resultados (Atos 3:9-11; Lucas 7:16-17).
Até mesmo os inimigos do evangelho tinham que admitir que as curas realmente aconteciam (João 11:48; Atos 4:16).
Afinal, como poderiam negá-las?
Havia os mortos que Jesus tinha ressuscitado, os coxos que ele havia curado e os cegos que agora viam, dando testemunho visível do seu poder.
Os inimigos do evangelho sempre tentaram se opor e desacreditar o ensinamento, mas nunca tentaram negar que as curas e os milagres realmente aconteceram.
Às vezes, questionavam quando Jesus curava (por exemplo, no sábado) ou pelo poder de quem (por exemplo, do diabo, diziam eles) o fazia, mas nunca negavam a autenticidade dos milagres.
Os que curam, atualmente, experimentam resultados que são muitíssimo diferentes. Porque as curas não são imediatas, nem completas, nem visíveis, muitos reconhecem que eles realmente não têm qualquer poder especial.
Onde está o milagreiro de hoje que tenha entrado numa cidade e curado todos os doentes?
Os efeitos são diferentes.
O Que Podemos Concluir?
Houve dois meios básicos pelos quais Deus curou:
o meio normal, através da oração e da providência, e o meio miraculoso, para confirmar as novas revelações.
Deus continua a curar pelo meio normal e, por esta razão, devemos orar pelos doentes e agradecer a Deus pela recuperação deles.
Mas não há evidência de que alguém tenha, hoje, as aptidões especiais, que Jesus e os apóstolos tinham para curar os enfermos.
Nem devemos esperar que tenha.
A intenção de Deus era confirmar sua nova revelação, através dos seus mensageiros, dando a eles especiais poderes de cura; sua revelação está completa; portanto, ele não continuou a dar poderes especiais.
Tais curas especiais não ocorrem em nossos dias.
Objeções
Hebreus 13:8.
Aqueles que crêem que Deus continua dando, hoje, poderes especiais de cura aos homens usam vários argumentos para apoiar essa idéia.
Por exemplo, Hebreus 13:8 afirma que Jesus é o mesmo ontem, hoje e sempre.
Há pessoas que usam esse texto para dizer que, se curas especiais e maravilhas aconteceram no primeiro século, o mesmo deve acontecer hoje em dia.
Mas esse texto não diz que Jesus faz exatamente as mesmas coisas em todas as eras, nem que sua vontade é sempre a mesma.
Hoje, os homens confessam pecados, enlutam-se, casam-se.
Mas não farão assim para sempre.
No céu não há confissão de pecados, luto ou casamento.
No Velho Testamento não havia batismo pelo Espírito Santo ou o falar em línguas. Jesus é o mesmo.
Mas sua obra mudou.
No primeiro século, livros foram acrescentados à Bíblia, houve apóstolos vivos e Cristo apareceu na terra em forma humana.
Hoje não.
O fato de que Jesus nunca muda não significa que ele sempre dê aos homens os mesmos poderes ou aja sempre do mesmo modo.
Há um certo progresso no procedimento de Deus para com os homens.
Passo a passo ele executa seu plano.
Conforme o plano é cumprido e a maturidade é atingida, certas coisas necessariamente mudam
1 Coríntios 13:11).
Marcos 16:17-18.
Marcos 16:17-18 é usado, às vezes, para ensinar que todos os crentes serão capazes de operar curas, expelir demônios e falar em línguas.
É interessante que poucos são os que afirmam, que todos os crentes podem beber veneno ou pegar em serpentes, ainda que essas coisas sejam mencionadas na mesma passagem.
É importante analisar cuidadosamente o contexto desta promessa.
Jesus estava falando aos apóstolos e prometeu que esses sinais acompanhariam os crentes.
Ele não disse que todos os crentes, nem mesmo naquela época, poderiam operar sinais. Marcos 16:20 afirma que essa promessa já havia sido cumprida:
"E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam."
A pregação, mencionada em Marcos 16, com os sinais que a confirmariam já aconteceu. Se há mais sinais, hoje, pelo menos esse texto não está afirmando nada a respeito.
João 14:12.
Alguns se valem de João 14:12 para tentar provar que as curas milagrosas continuam ainda hoje.
Essa passagem ensina que discípulos de Cristo farão obras maiores do que ele fez.
O significado é que, depois da morte e da ressurreição de Jesus, seus seguidores pregariam a mensagem da salvação e ofereceriam, realmente, o perdão dos pecados pelo sangue de Cristo.
Eles fariam uma obra maior por causa da expiação proporcionada pela morte de Jesus. Muitos deturpam esse texto para dizer que os crentes operarão milagres maiores.
Mas como?
Eles mudarão mais água em vinho, alimentarão uma multidão maior com menos pães e peixes, acalmarão tempestades mais violentas, ressuscitarão mais pessoas mortas? Seria difícil realizar maiores milagres do que Jesus.
Esse texto está falando da salvação que poderia ser proporcionada depois da morte e ressurreição de Cristo.
Testemunhos.
Finalmente, alguns se voltam para o testemunho das "curas" especiais nos dias atuais. Ou foram curados ou viram alguém curado, ou ouviram sobre alguém que foi curado.
Mas há problemas com isso.
Deus cura hoje.
Ele não cura da maneira miraculosa como o fez no primeiro século, mas cura.
Ele não dá aos homens, nos dias atuais, poderes especiais de cura.
Deus pode curar através de sua providência e ao mesmo tempo um dos que "curam" pode começar a exercer sua arte.
As pessoas dão o crédito ao "milagreiro", quando na realidade foi a providência de Deus que curou.
Muitas enfermidades são grandemente afetadas pela mente.
Se alguém pensa que foi curado, muitas vezes se sentirá melhor.
Por essa razão, diversas "curas" ocorrem numa atmosfera emocionalmente carregada, com muitos na expectativa de receber uma cura.
Raramente os que dizem que curam, hoje em dia, vão a lugares públicos e realizam tal ato; a maioria das "curas" ocorre em edifícios de igrejas ou lares.
Jesus, ao contrário, curava em qualquer situação, até mesmo enquanto caminhava rua abaixo.
Não há evidência de homens, hoje, curando como Jesus e os apóstolos curavam.
Todos ouviram falar de algum lugar afastado onde uma pessoa morta foi ressuscitada, um leproso limpo, ou uma pessoa cega recebeu sua visão.
Mas quem realmente experimentou esses fenômenos?
Se Deus ainda cura hoje em dia do mesmo modo que no passado, por que são quase todas as curas invisíveis?
Por que os milagres notáveis sempre ocorrem em algum lugar distante?
Conclusão
Deus continua a curar em nosso tempo, porém não mais concede aos homens capacidade especial para curar.
Há diferenças radicais entre as curas verdadeiramente milagrosas do primeiro século e as alegações de curas hoje.
Temos a revelação completa e confirmada do evangelho; portanto, Deus descontinuou seu uso das curas especiais.
As curas de Deus, agora, são através da oração e da providência, e não através de sinais miraculosos.
por Gary Fisher
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