A importância da oração na nossa vida , orar e maravilhoso, somente aquele que possuem realmente fé fazem dela um habito prazeroso, momento que podemos falar com Deus expor a nossas necessidades e expor a nossa adoração para com ele.
Eu friso que a maior arma do cristão e oração e vigiar, sim devemos sempre vigiarmos
(Apocalipse 16:15).
Fazer da oração parte da nossa intimidade.
Devemos aprender que a oração também deve ser utilizada para busca da nossa santidade e com ela enfrentarmos o pecado e o inimigo o diabo que esta em nosso redor bramindo como um leão
( 1 Pe 5:8)
O nosso mestre Jesus ele orava com freqüência ,a sua vida foi uma vida de muita oração.
Ele foi um exemplo de um homem que construiu o seu ministério tendo oração como alicerces da sua vida.
Em (Mateus 14: 22 a 36) nesse texto é notório observamos que Jesus procura ficar sozinho, se separado dos demais e é sobre o monte para poder orar.
Lendo esse texto bíblico aprendermos que o ato de orar existe a necessidade de ficarmos concentrados isto é nos entregarmos totalmente neste encontro com Deus.
Orar é falar com DEUS, pôr isso devemos buscar a oração estarmos em contato com o nosso querido Deus é fabuloso, devemos adorar este momento.
Devemos ser humildes e conscientes da importância da oração, e tendo como testemunho o exemplo de Jesus Cristo.
Agora iremos ver o que podemos conseguir praticando oração:
1) alcançar grande avivamento
( Atos 2 : 1 a 13 e 4 : 31e 32)
2) Alcançar a devida direção de Deus
( Atos 10 : 4 e 5)
3) Se livrar de perigos
(atos 12:1 e 11)
4) Poder de curar enfermidades
(Atos 28:8)
5) Poder de alterar qualquer circunstancia
(Josué 10:12 -14 e Tiago 5: 17 e 18)
6) Poder de obter revelações.
(Jeremias 33:3)
A própria palavra de diz pedi e obtereis
( Mateus 21:22)
A oração quanto ela e feita pôr um justo, que logicamente pede as coisas dentro da palavra, não se deixando guiar pela carne.
Sem duvida se tornara uma oração vitoriosa.
Orar não é apenas pedir é também:
1) Confessar
( Salmo 51):
Confessar nossos pecados, somos pecadores ambiciosos e escravos da nossa carne muitas vezes estamos apesar de toda informação que temos(evangelho).
Devemos Ter consciência dos erros e procuramos melhorar primeiro pedindo perdão a Deus pelas nossas fraquezas , e clamando para que ele nos de forças para superarmos os nossos enganos .
2) Clamar (Ex 22:23) Saber que devemos clamar a Deus para que ele nos atenda, para que apesar dos nossos erros a sua graça nos alcance em Isaias 38 o clamar mudou a vontade de Deus , pois Ezequias estava doente e o senhor já lhe avisara através do profeta Isaias que era chegada a hora da sua morte.
Mas o clamor levantado pôr Ezequias faz que o senhor lhe conceda a vida pôr mais anos.
3) Esperar
( Salmo 62:5)
Ter paciência e esperar a fé esta subordinada ao tempo de Deus que sabe a hora certa e o momento certo.
A irmãos que querem que seus pedidos sejam atendidos no mesmo instante que são elaboradas.
A fé deles esta resumida a horas, minutos e logo se desesperam e muitas vezes se revoltam, e abandonam a oração.
4) Derramar
(Salmo 62:8)
Derramar o nosso coração a ele :
Entregarmos o que temos de melhor o nosso amor , a nossa vida.
Reconhecer Deus como o nosso soberano.
5)Interceder
(Jó 42:10)
Pedir pelos nossos irmãos:
Sabermos que devemos pedir pelos outros que isso nos fará bem para o coração e para nosso querido irmão.
Intercedendo um pelos outros alcançaremos muitas graças de Deus
6)Pedir
(I Reis 3:5)
Coloquei este texto para mais uma vez vocês terem a certeza do poder da fé.
7)Agradecer
(Lucas 17:16)
saber agradecer a Deus pelo que temos e pelas benções recebidas.
Bom falamos de oração, mas sem fé não a motivo para orar , e preciso acreditar, investir naquilo que o senhor nos oferece.
Quando o homem não possui fé nada acontece na sua vida , ele não aceita a Jesus, ele não se transforma, em tudo ele vê obstáculos.
Só consegue viver da sua carne daquilo que ele vê e consegue tocar.
Orar não tem sentido pois apesar dele aceitar que existe um Deus , não consegue manter dialogo com ele.
Veremos abaixo um tópico já levantado no capitulo 4 aceitando a Jesus mas será importante outra vez observarmos pois dele dependera tudo.
A palavra de Deus e bem clara quando em Hebreus no capitulo 11 nos relata o que é a fé que e a certeza de cousas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.
Ter fé e resumindo e confiar em Deus, acreditar nele e nas suas promessas e acreditar que tudo pôr ele foi construído.
Procure ler este capitulo atentamente para se fortalecer na fé.
Os homens do passado servos de Deus foram justificados pela sua fé e a única maneira de se chegar a salvação e pela pratica da fé.
Porque pratica ?
Porque para podermos exercê-la na nossa vida será necessário aplicá-la na nossa vida.
Fé não é só esperar milagres, mas também acreditar na palavra de Deus e seus mandamentos.
Permitir que Deus seja soberano na nossa vida e possa preencher a lacunas que venham a existir na nossa caminhada
( Salmo 23).
No texto a palavra pastor nos coloca como ovelhas, e somente ele o pastor sabe o melhor para suas ovelhas, devemos então vermos se estamos no propósito de Deus para nossas vidas.
Este salmo e de condução a prosperidade vem com a vontade de Deus, e nem sempre a nossa vontade pode estar dentro do nosso plano de vida.
Exemplificando :
Conheci um jovem que usava este salmo para afirmar que tudo que ele quer não lhe faltará.
Este jovem tinha uma vida irregular aos olhos de Deus, era promiscuo, viva dos prazeres do mundo e as suas ambições eram Ter dinheiro e poder comprar tudo que bem entender.
Dizia ele que Deus lhe prometera neste salmo todas as riquezas que o mundo lhe poderia oferecer.
Na verdade ele olhou a palavra com os olhos da carne e do pecado.
Deus é o pastor somos ovelhas precisamos segui-lo para que ele nos leva a pastos vitoriosos.
Ter fé em Deus e confiar em Deus e ser seu discípulo e caminhar com ele seguindo, praticando, vivendo, sendo testemunho vivo da sua palavra.
A Bíblia, um livro que tem continuado vivo através dos séculos, é indespensavel aos Servos do Rei. Nela encontramos as grandes mulheres de DEUS, que é um dos temas que abordados neste blogger. Minhas esperanças em Deus são como as estrelas quanto mais escura a noite mais elas brilham
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27 de ago. de 2010
Não andeis ansiosos de coisa alguma. Em tudo, porém sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições pela oração e pela súplica com ações de graças. Filipenses 4:6
Deus tem um propósito a realizar, mas ele precisa que o homem esteja disposto a orar, para que se estabeleça Sua vontade aqui na Terra, está é a função da oração, preparar um caminho para que Deus realize Sua vontade, assim como uma locomotiva necessita dos trilhos para andar, Deus necessita da oração do homem para levar adiante Sua vontade, sendo assim o homem deve fazer com que sua vontade seja unida com a vontade de Deus para que se estabeleçam seus designos, como podemos ver em 1 Jo 5:14-15 "E esta é a confiança que temos para com ele, que, se pedirmos alguma cousa segundo a sua vontade, ele nos ouve.
E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito."
A oração tem como objetivo que nós venhamos a fazer com que a vontade de Deus se estabeleça aqui na terra, desta forma, devemos conhecer melhor a vontade de Deus, para que nossas orações sejam agradáveis a Deus e nossos propósitos sejam cumpridos.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores.
É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual.
Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, e nossos pecados seram perdoados.
Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao pecado.
Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente.
Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.
Vamos analisar o trecho da Bíblia mais importante sobre a oração, que se encontra em Mt 6:5-13:
5E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens.
Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim:
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!
A oração não é algo formal, para atrair a atenção do homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v. 5).
Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia, segundo as leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem.
Por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas.
A oração passou a ter , então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.
A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração (v. 7).
Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.
Afinal o que é a oração?
A melhor definição encontra-se, é obvio, na Bíblia.
Nenhum conceito teológico expressa com a mesma clareza e simplicidade o que ela significa.
A oração é segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente , com O seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 " Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.").
A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir.
É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo (Rm 8:26-27 "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.") .
A Bíblia é o livro da oração .
Suas páginas evocam grandes momentos da história humana que foram vividos em oração.
Compare Js 10:12-15 "e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos?
Contudo, vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais.
Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto.
Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR:
Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.;" e 2 Rs 6:17 "Orou Eliseu e disse:
SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja.
O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.".
Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até Apocalipse, fica claro que orar é parte da natureza espiritual do ser humano, assim como a nutrição é parte do seu sistema fisiológico.
Os grandes fatos escatológicos, como previstos no último livro da Bíblia, serão resultado das orações dos santos, que clamam a Deus ao longo dos séculos pelo cumprimento de sua justiça (Ap 5:8 "e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,"; Ap 8:3-4 "Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.").
Orar não pode ser visto como ato de penitência para meramente subjugar a carne.
Em nenhum momento a Bíblia traz esta ênfase.
Oração não é castigo (assim como a leitura das Escrituras), idéia que alguns pais equivocadamente passam para os filhos, quando os ordena a orar como disciplina por alguma desobediência.
Eles acabam criando uma verdadeira repulsa à vida de oração, desconhecendo o verdadeiro valor que ela representa para as suas vidas, por terem aprendido pela prática a reconhecê-la apenas como meio de castigo pessoal.
Ao contrário, se aprenderem que orar é ato que eleva o espírito e brota de maneira espontânea do coração consciente de sua indispensabilidade, como ensina a Bíblia, saberão cultivar a oração como exercício de profunda amizade com Deus que resulta em crescimento espiritual (Cl 1:9 " Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;").
De igual modo, o mesmo acontecerá conosco.
Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que exercitam sua fé através da oração.
Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual experiência.
Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8 "Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós.
Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai!
Respondeu Abraão:
Eis-me aqui, meu filho!
Perguntou-lhe Isaque:
Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
Respondeu Abraão:
Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.").
É o exemplo da oração que persevera e confia.
Enoque vivênciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24 "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.").
É o exemplo da oração em todo o tempo.
Moisés trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida , ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o exemplo da oração que muda as circunstâncias.
Entre os profetas destaca-se, Elias, cujo exemplo Tiago aproveita para ensinar que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus (Tg 5:17-18 "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.
E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.").
É o exemplo da oração que supera as deficiências humanas.
Esses heróis são as testemunhas mencionadas em Hb 12:1 "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,".
Ou seja, se eles, que não viveram na dispensação do Espírito Santo, tiveram condições de viver de modo tão intenso na presença de Deus, quanto mais o crente, hoje, que conta com o auxílio permanente e direto do Espírito Santo, movendo-o para uma vida de oração.
Todos os crentes necessitam, devem e podem ter mesma vida de oração que os santos da Bíblia e tantos outros que a história eclesiástica registra, como George Muller, João Hide, Lutero e Watman Nee.
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre.
Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida.
No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8 "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.") experimentando todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive a tentação (Hb 4:15 "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
"; Mt 4:1-11 "
A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse:
Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus, porém, respondeu:
Está escrito:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse:
Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
Respondeu-lhe Jesus:
Também está escrito:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse:
Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então, Jesus lhe ordenou:
Retira-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.
Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.").
Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus.
Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46
"Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
Então, lhes disse:
A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!
Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro:
Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.
Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Então, voltou para os discípulos e lhes disse:
Ainda dormis e repousais!
Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos!
Eis que o traidor se aproxima.").
Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre.
Ele orava pela manhã (Mc 1:35 "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava."), à tarde (Mt 14:23 "E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho.
Em caindo a tarde, lá estava ele, só.") e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12 "Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.").
Se Ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.
A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida.
Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios.
Seria uma incongruência.
O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã.
Ela não é uma oração universal, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo.
A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:
Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais ( o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!).
Os requisitos para que uma oração seja eficaz são:
Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira (Mc 11:24
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."
Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus:
Se podes!
Tudo é possível ao que crê.
Hb 10:22
"aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura."
Tg 1:17
" Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."
Tg 5:15
"E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.").
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14
"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.").
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela sua palavra, que por sua vez deve ser lida com oração (Ef 6:17-18
"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos", 1 Jo 5:14
" E esta é a confiança que temos para com ele:
que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve."
Mt 6:10
"venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;"; Lc 11:2
"Então, ele os ensinou:
Quando orardes, dizei:
Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;"
Mt 26:42
"Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.")
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas orações
(Mt 6:33 "33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."; 1 Jo 3:22 "e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.", Jo 15:7 "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito."
Tg 5:16-18
"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."
Sl 66:18
"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido."
Pv 15:8
"O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.").
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede recebe;
o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Cl 4:2
"Perseverai na oração, vigiando com ações de graças."
1 Ts 5:17
"Orai sem cessar."
Sl 40:1
"Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.").
Em princípio, o crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17)
"Orai sem cessar."
Ef 6:18
"com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos").
É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado as coisas que são do alto (Cl 3:2)
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;").
É uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito está sempre alerta, através da oração.
Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus.
Orações públicas, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia dos fariseus.
O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42 )
"Tiraram, então, a pedra.
E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse:
Pai, graças te dou porque me ouviste.
Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.").
O lugar onde se mede a intensidade da comunhão do crente com Deus é no seu "lugar secreto"
(Mt 6:6 )
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.") para estar a sós com o Senhor.
É ali, sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos.
"A menos que exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente".
A oração do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo, guardando-nos do maligno.
Jesus é o Senhor.
Amém.
Extraído de http://herbertgf.multiply.com/journal/item/13
E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito."
A oração tem como objetivo que nós venhamos a fazer com que a vontade de Deus se estabeleça aqui na terra, desta forma, devemos conhecer melhor a vontade de Deus, para que nossas orações sejam agradáveis a Deus e nossos propósitos sejam cumpridos.
A oração é o estabelecimento de um diálogo do homem com Deus, sendo que, devemos estar atentos a resposta de Deus, que vem através de nosso espírito ou através das circunstâncias exteriores.
É através da oração que nós colocamos nossas ansiedades nas mãos de Deus, crendo que Ele é poderoso para nos dar paz interior, e resolver nossos problemas da melhor maneira possível para nosso crescimento espiritual.
Quando somos iluminados por Deus, em nossa consciência, de nossos pecados, nós devemos imediatamente pedir perdão a Deus, através da oração, pedindo para sermos lavados pelo seu sangue, e nossos pecados seram perdoados.
Devemos estar sempre orando, para sermos guardados das tentativas de satanás de nos levar ao pecado.
Podemos dizer que a oração é o nosso termômetro espiritual, quando nós não conseguimos orar, indica que não estamos bem espiritualmente.
Devemos aprender a observar o falar divino, em nosso espírito, enquanto estamos orando, pois Deus se comunica conosco através de nossa intuição, que é uma das partes do nosso espírito, mas cabe a nós, utilizando o nosso conhecimento bíblico, discernirmos se é ou não de Deus este falar, pois o inimigo pode também tentar nos enganar, lançando pensamentos em nossa mente que sutilmente nos induziram ao pecado.
Vamos analisar o trecho da Bíblia mais importante sobre a oração, que se encontra em Mt 6:5-13:
5E, quando orardes, não sereis como os hipócritas; porque gostam de orar em pé nas sinagogas e nos cantos das praças, para serem vistos dos homens.
Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa.
6 Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.
7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque presumem que pelo seu muito falar serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles; porque Deus, o vosso Pai, sabe o de que tendes necessidade, antes que lho peçais.
9 Portanto, vós orareis assim:
Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
10 venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;
11 o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
12 e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;
13 e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!
A oração não é algo formal, para atrair a atenção do homens, como faziam os fariseus, e por isso foram condenados (v. 5).
Eles estavam acostumados a orar formalmente 18 vezes ao dia, segundo as leis herdadas dos antepassados, e observavam com rigor pontual os horários destinados à oração, onde quer que estivessem.
Por isso, com freqüência eram obrigados a orar em público, e os judeus, admirados, sempre os surpreendiam em sua prática nas esquinas das ruas.
A oração passou a ter , então, caráter de mero ritualismo, sem consistência espiritual, onde o que contava era a exterioridade sofisticada de palavras vazias para receber o louvor humano.
A oração também não é como a reza, uma repetição interminável de enunciados que não traduzem os sentimentos do coração (v. 7).
Este era o costume dos gentios, adeptos das religiões politeístas, que horas a fio repetiam mecanicamente as mesmas palavras diante de seus deuses, o que mereceu a veemente reprovação do Senhor Jesus, pois o mesmo estava ocorrendo com os praticantes da religião judaica.
Afinal o que é a oração?
A melhor definição encontra-se, é obvio, na Bíblia.
Nenhum conceito teológico expressa com a mesma clareza e simplicidade o que ela significa.
A oração é segundo as Escrituras, uma via de mão dupla através da qual o crente , com O seu clamor, chega à presença de Deus, e este vem ao seu encontro, com as respostas (Jr 33:3 " Invoca-me, e te responderei; anunciar-te-ei coisas grandes e ocultas, que não sabes.").
A oração é fruto espontâneo da consciência de um relacionamento pessoal com o Todo-Poderoso, onde não há espaço para o monólogo, pois quem ora não apenas fala, mas também precisa estar disposto a ouvir.
É um diálogo onde o crente aprofunda sua comunhão com Deus e ambos conversam numa linguagem que tem como intérprete o Espírito Santo (Rm 8:26-27 "Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis.
E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.") .
A Bíblia é o livro da oração .
Suas páginas evocam grandes momentos da história humana que foram vividos em oração.
Compare Js 10:12-15 "e os sidônios, e os amalequitas, e os maonitas vos oprimiam, e vós clamáveis a mim, não vos livrei eu das suas mãos?
Contudo, vós me deixastes a mim e servistes a outros deuses, pelo que não vos livrarei mais.
Ide e clamai aos deuses que escolhestes; eles que vos livrem no tempo do vosso aperto.
Mas os filhos de Israel disseram ao SENHOR:
Temos pecado; faze-nos tudo quanto te parecer bem; porém livra-nos ainda esta vez, te rogamos.;" e 2 Rs 6:17 "Orou Eliseu e disse:
SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja.
O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.".
Desde o seu primeiro livro, Gênesis, até Apocalipse, fica claro que orar é parte da natureza espiritual do ser humano, assim como a nutrição é parte do seu sistema fisiológico.
Os grandes fatos escatológicos, como previstos no último livro da Bíblia, serão resultado das orações dos santos, que clamam a Deus ao longo dos séculos pelo cumprimento de sua justiça (Ap 5:8 "e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos,"; Ap 8:3-4 "Veio outro anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono; e da mão do anjo subiu à presença de Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos.").
Orar não pode ser visto como ato de penitência para meramente subjugar a carne.
Em nenhum momento a Bíblia traz esta ênfase.
Oração não é castigo (assim como a leitura das Escrituras), idéia que alguns pais equivocadamente passam para os filhos, quando os ordena a orar como disciplina por alguma desobediência.
Eles acabam criando uma verdadeira repulsa à vida de oração, desconhecendo o verdadeiro valor que ela representa para as suas vidas, por terem aprendido pela prática a reconhecê-la apenas como meio de castigo pessoal.
Ao contrário, se aprenderem que orar é ato que eleva o espírito e brota de maneira espontânea do coração consciente de sua indispensabilidade, como ensina a Bíblia, saberão cultivar a oração como exercício de profunda amizade com Deus que resulta em crescimento espiritual (Cl 1:9 " Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual;").
De igual modo, o mesmo acontecerá conosco.
Podemos observar o valor da oração, observando os heróis da fé, descritos em Hebreus 11, que exercitam sua fé através da oração.
Não só eles, mas outros personagens da Bíblia tiveram igual experiência.
Abraão subiu ao monte Moriá, para o sacrifício de Isaque, porque seu nível de comunhão com Deus através da oração era tal que ele sabia tratar-se de uma prova de fé (Gn 22:5-8 "Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós.
Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai!
Respondeu Abraão:
Eis-me aqui, meu filho!
Perguntou-lhe Isaque:
Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
Respondeu Abraão:
Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos.").
É o exemplo da oração que persevera e confia.
Enoque vivênciou a oração de maneira tão intensa que a Bíblia o denomina como aquele que andava com Deus (Gn 5:24 "Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.").
É o exemplo da oração em todo o tempo.
Moisés trocou a honra e a opulência dos palácios egípcios porque teve o privilégio de falar com o Senhor face a face e com ele manter íntima comunhão por toda a vida , ver Êx 3:1-22 e Ex 4:1-17, ele é o exemplo da oração que muda as circunstâncias.
Entre os profetas destaca-se, Elias, cujo exemplo Tiago aproveita para ensinar que o crente sujeito às mesmas fraquezas, pode diante de Deus (Tg 5:17-18 "Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instância, para que não chovesse sobre a terra, e, por três anos e seis meses, não choveu.
E orou, de novo, e o céu deu chuva, e a terra fez germinar seus frutos.").
É o exemplo da oração que supera as deficiências humanas.
Esses heróis são as testemunhas mencionadas em Hb 12:1 "Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta,".
Ou seja, se eles, que não viveram na dispensação do Espírito Santo, tiveram condições de viver de modo tão intenso na presença de Deus, quanto mais o crente, hoje, que conta com o auxílio permanente e direto do Espírito Santo, movendo-o para uma vida de oração.
Todos os crentes necessitam, devem e podem ter mesma vida de oração que os santos da Bíblia e tantos outros que a história eclesiástica registra, como George Muller, João Hide, Lutero e Watman Nee.
O maior exemplo de oração, no entanto, foi o próprio Mestre.
Sendo ele o Filho de Deus, cujos atributos divinos lhes asseguravam o direito de agir sobrenaturalmente, podia dispensar a oração como prática regular de sua vida.
No entanto, ao humanizar-se, esvaziou-se de todas as prerrogativas da divindade e assumiu em plenitude a natureza humana (Fp 2:5-8 "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.") experimentando todas as circunstâncias inerentes ao homem, inclusive a tentação (Hb 4:15 "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.
"; Mt 4:1-11 "
A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome.
Então, o tentador, aproximando-se, lhe disse:
Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães.
Jesus, porém, respondeu:
Está escrito:
Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.
Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse:
Se és Filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito:
Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e:
Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra.
Respondeu-lhe Jesus:
Também está escrito:
Não tentarás o Senhor, teu Deus.
Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse:
Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então, Jesus lhe ordenou:
Retira-te, Satanás, porque está escrito:
Ao Senhor, teu Deus, adorarás, e só a ele darás culto.
Com isto, o deixou o diabo, e eis que vieram anjos e o serviram.").
Ora, isto significa que o Senhor dependeu tanto da oração como qualquer outra pessoa que se proponha a servir integralmente a Deus.
Ela foi o instrumento pelo qual pôde suportar as afrontas, não dar lugar ao pecado, tomar sobre si o peso da cruz e vencer o maligno (Mt 26:36-46
"Em seguida, foi Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto eu vou ali orar; e, levando consigo a Pedro e aos dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se.
Então, lhes disse:
A minha alma está profundamente triste até à morte; ficai aqui e vigiai comigo.
Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo:
Meu Pai, se possível, passe de mim este cálice!
Todavia, não seja como eu quero, e sim como tu queres.
E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro:
Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?
Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.
Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. E, voltando, achou-os outra vez dormindo; porque os seus olhos estavam pesados.
Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras.
Então, voltou para os discípulos e lhes disse:
Ainda dormis e repousais!
Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantai-vos, vamos!
Eis que o traidor se aproxima.").
Os evangelhos registram a vida de oração do Mestre.
Ele orava pela manhã (Mc 1:35 "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu, foi para um lugar deserto e ali orava."), à tarde (Mt 14:23 "E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho.
Em caindo a tarde, lá estava ele, só.") e passava noites inteiras em comunhão com Deus (Lc 6:12 "Naqueles dias, retirou-se para o monte, a fim de orar, e passou a noite orando a Deus.").
Se Ele viveu esse tipo de experiência 24 horas por dia, de igual modo Deus espera a mesma atitude de cada crente. Não apenas uns poucos minutos, com palavras rebuscadas de falsa espiritualidade, para receber as honras dos homens, mas em todo o tempo, como oferta de um coração que se dispõe a permanecer humildemente no altar de oração.
A oração modelo, registrada em Mt 6:9-13, não é simplesmente uma fórmula para ser repetida.
Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios.
Seria uma incongruência.
O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã.
Ela não é uma oração universal, mas se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo.
A oração do crente, sincera e completa em seu objetivo, traz em si estes aspectos:
Reconhecimento da soberania divina (Pai nosso, que estás nos céus,);
Reconhecimento da santidade divina (santificado seja o teu nome;);
Reconhecimento da vinda do reino no presente e sua implantação no futuro (venha o teu reino;);
Submissão sincera à vontade divina (faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;)
Reconhecimento que Deus supre as nossas necessidades pessoais ( o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;);
Disposição de perdoar para receber perdão (e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;);
Proteção contra a tentação e as ações malignas (e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal);
Desprendimento para adorar a Deus em sua glória (pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre.
Amém!).
Os requisitos para que uma oração seja eficaz são:
Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira (Mc 11:24
"Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."
Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus:
Se podes!
Tudo é possível ao que crê.
Hb 10:22
"aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura."
Tg 1:17
" Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."
Tg 5:15
"E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.").
Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14
"E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.").
A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela sua palavra, que por sua vez deve ser lida com oração (Ef 6:17-18
"Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos", 1 Jo 5:14
" E esta é a confiança que temos para com ele:
que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve."
Mt 6:10
"venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;"; Lc 11:2
"Então, ele os ensinou:
Quando orardes, dizei:
Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;"
Mt 26:42
"Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo:
Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.")
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas orações
(Mt 6:33 "33 buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."; 1 Jo 3:22 "e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável.", Jo 15:7 "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito."
Tg 5:16-18
"Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."
Sl 66:18
"Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido."
Pv 15:8
"O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.").
Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8
"Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á.
Pois todo o que pede recebe;
o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.
Cl 4:2
"Perseverai na oração, vigiando com ações de graças."
1 Ts 5:17
"Orai sem cessar."
Sl 40:1
"Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.").
Em princípio, o crente deve orar em todo o tempo (1Ts 5:17)
"Orai sem cessar."
Ef 6:18
"com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos").
É um estado permanente de comunhão com Deus, onde o seu pensar está ligado as coisas que são do alto (Cl 3:2)
"Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra;").
É uma condição que não dá lugar para ser atingido pelos dardos inflamados do inimigo, pois seu espírito está sempre alerta, através da oração.
Ele deve, no entanto, ter momentos específicos de oração pela manhã, à tarde ou à noite, como fez o nosso Senhor Jesus.
Orações públicas, como as que se fazem nos cultos, são também uma prática bíblica, desde que não repitam o formalismo, a exterioridade e a hipocrisia dos fariseus.
O Senhor Jesus mesmo, por diversas vezes, orou publicamente (Jo 11:41-42 )
"Tiraram, então, a pedra.
E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse:
Pai, graças te dou porque me ouviste.
Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste.").
O lugar onde se mede a intensidade da comunhão do crente com Deus é no seu "lugar secreto"
(Mt 6:6 )
"Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.") para estar a sós com o Senhor.
É ali, sozinho, com as portas fechadas para as coisas que o cercam e abertas para o Senhor, que ele de fato revela se a oração é para si mera formalidade ou meio que o conduz à presença de Deus para um diálogo íntimo, pessoal e restaurador com Aquele que deseja estar lado a lado com seus filhos.
"A menos que exista tal lugar, a oração pessoal não se manterá por muito tempo nem de maneira persistente".
A oração do crente não tem como propósito atrair a atenção dos homens, mas é o meio por excelência de seu encontro pessoal com Deus, para que cresçamos em fé e vivamos uma vida cheia do Espírito Santo, guardando-nos do maligno.
Jesus é o Senhor.
Amém.
Extraído de http://herbertgf.multiply.com/journal/item/13
9 de ago. de 2010
PNDH-3 - união civil entre pessoas do mesmo sexo
O terceiro PNDH, instituído através do decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009, faz referência, em várias passagens, ao movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), buscando, de alguma forma, introduzir ou reconhecer direitos inerentes a esse grupo.
No Eixo Orientador III (Universalizar direitos em um contexto de desigualdades), Diretriz 10 (Garantia da igualdade na diversidade), Objetivo Estratégico V (Garantia do direito à livre orientação sexual e identidade de gênero), consta, como Ação Programática, à página 98, o seguinte:
Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça
Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a aprovação de legislação que reconheça a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
O tema do reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, objeto desse breve artigo, está sendo, há tempos, discutido no cenário jurídico nacional e internacional.
No plano internacional, segundo Fábio de Oliveira Vargas, no artigo A proteção da união homossexual no direito internacional, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, com os mesmos moldes e efeitos que o casamento entre heterossexuais, já vem sendo permitido, por exemplo, na Holanda, Bélgica e Espanha, cabendo o registro de que, em sua maioria, é exigida a nacionalidade do país para um ou mesmo ambos os consortes.
No que toca as uniões civis entre homossexuais, que no Brasil seria semelhante ao que consideramos união estável, ou mesmo o reconhecimento das sociedades de fato (convivência more uxorio), essas são permitidas em vários países, embora com diversas conseqüências jurídicas.
No plano interno, por sua vez, devem ser citadas, em especial, as decisões do Conselho Nacional de Imigração, que concede visto temporário e permanente a casais homossexuais, e a do TSE, que declarou inelegível uma candidata que mantinha relacionamento estável com a prefeita de uma cidade do Pará.
No mesmo sentido, o INSS já aceita que parceiros do mesmo sexo sejam inscritos como dependentes de seus segurados.
Os tribunais do país se dividem no reconhecimento, ou não, da união homossexual.
Prova disso se deu no Recuso Especial 820.475-RJ, conforme noticia o Informativo 366 do Superior Tribunal de Justiça:
Em renovação de julgamento, após voto de desempate do Min. Luís Felipe Salomão, a Turma, por maioria, afastou o impedimento jurídico ao admitir a possibilidade jurídica do pedido de reconhecimento de união estável entre homossexuais.
Assim, o mérito do pedido deverá ser analisado pela primeira instância, que irá prosseguir no julgamento anteriormente extinto sem julgamento de mérito, diante do entendimento da impossibilidade do pedido.
Os Ministros Antônio de Pádua Ribeiro e Massami Uyeda votaram a favor da possibilidade jurídica do pedido por entender que a legislação brasileira não traz nenhuma proibição ao reconhecimento de união estável entre as pessoas do mesmo sexo.
Já os Ministros Fernando Gonçalves e Aldir Passarinho Junior não reconheciam a possibilidade do pedido por entender que a CF/1988 e o CC só consideram união estável a relação entre homem e mulher com objetivo de formar entidade familiar.
REsp 820.475-RJ, Rel. originário Min. Antônio de Pádua Ribeiro, Rel. para acórdão Min. Luís Felipe Salomão, julgado em 2/9/2008.
No Supremo Tribunal Federal (STF), a seu turno, pende julgamento das ADPFs (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) 132 e 178, aquela proposta pelo Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em 27/02/2008, e essa proposta pela então Procuradora-Geral da República, Deborah Duprat, em 02/07/2009. O objetivo da ADPF 178, nos termos de notícia publicada no site do STF, é
(...) levar a Suprema Corte brasileira a declarar que é obrigatório o reconhecimento, no Brasil, da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, desde que atendidos os requisitos exigidos para a constituição da união estável entre homem e mulher.
Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
(...)Na ação, a PGR sustenta que a união entre pessoas do mesmo sexo "é, hoje, uma realidade fática inegável, no mundo e no Brasil".
E lembra que, em sintonia com essa realidade, muitos países vêm estabelecendo formas diversas de reconhecimento e proteção dessas relações.
"A premissa destas iniciativas é a idéia de que os homossexuais devem ser tratados com o mesmo respeito e consideração que os demais cidadãos e que a recusa estatal ao reconhecimento das suas uniões implica não só privá-los de uma série de direitos importantíssimos de conteúdo patrimonial e extrapatrimonial, como também importa em menosprezo da sua própria identidade e dignidade", sustenta a procuradora-geral.
Ela defende a tese de que "se deve extrair diretamente da Constituição de 88, notadamente dos princípios da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III), da igualdade (artigo 5º, caput), da vedação de discriminações odiosas (artigo 3º, inciso IV), da liberdade (artigo 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica, a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar".
[http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110522&tip=UN]
Quanto à ADPF 132, também noticiou o STF trechos do parecer emitido pela aludida procuradora-geral:
No parecer, Deborah Duprat afirma que "as religiões que se opõem à legalização da união entre pessoas do mesmo sexo têm todo o direito de não abençoarem estes laços afetivos", mas que o Estado "não pode basear-se no discurso religioso para o exercício do seu poder temporal, sob pena de grave afronta à Constituição".
Ela rechaça argumentos que classificam a homossexualidade como um "desvio que deve ser evitado" e afirma que esse tipo de discurso "é francamente incompatível com o princípio da isonomia e parte de uma pré-compreensão preconceituosa e intolerante, que não encontra qualquer fundamento na Constituição de 88".
Ainda segundo Duprat, "o reconhecimento jurídico da união entre pessoas do mesmo sexo não enfraquece a família, mas antes a fortalece, ao proporcionar às relações estáveis afetivas mantidas por homossexuais - que são autênticas famílias, do ponto de vista ontológico - a tutela legal de que são merecedoras".
[http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110623&tip=UN]
Sob o ponto de vista legislativo, impende destacar o disposto na Constituição da República de 1988, no art. 226, §3º - "Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento" -, bem como o que consta no caput do art. 1.723 do Código Civil de 2002 ( Lei nº 10.406/02) - "É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família". No que concerne ao casamento, o mesmo Código Civil traz, no art. 1.514, que "O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados."
Cabe-nos, ainda, citar o Projeto de Lei nº 674, de 2007, que tem por objetivo regulamentar o já citado art. 226, §3º, da CRFB/88, de autoria do Deputado Cândido Vaccarezza, e visa reunir, numa só proposição, vários outros projetos com o mesmo assunto.
Por isso, tem como apenso o Projeto de Lei nº 2.285/2007, de autoria do Deputado Sérgio Barradas Carneiro, que dispõe sobre o Estatuto das Famílias.
E aludido Estatuto tem, no art. 68, a seguinte redação:
É reconhecida como entidade familiar a união entre duas pessoas de mesmo sexo, que mantenham convivência pública, contínua, duradoura, com objetivo de constituição de família, aplicando-se, no que couber, as regras concernentes à união estável.
Parágrafo único. Dentre os direitos assegurados, incluem-se:
I - guarda e convivência com os filhos;
II - a adoção de filhos;
III - direito previdenciário;
IV - direito à herança.
Por sua vez, a Bíblia Sagrada assim trata a homossexualidade:
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente.
Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames.
Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
(ARC, Romanos 1.18-32)
e Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
(ARC, 1 Coríntios 6.10)
Feitos esses destaques, ao contrário do que pensa a Dra. Deborah Duprat, a discordância da união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão puramente religiosa.
De fato, como cristãos e concordes com a Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, abominamos o pecado da homossexualidade, assim como, por exemplo, os da corrupção e mentira; contudo, em Cristo, amamos aqueles que os praticam.
Discordamos das práticas, mas amamos os praticantes.
Mas, além disso, temos que considerar que a Constituição da República, quando trata da união estável, deixa clara a necessidade da diversidade de sexo entre os contraentes.
Os princípios constitucionais alegados para o deferimento da união homossexual (entre outros, dignidade da pessoa humana e igualdade) não podem fazer eliminar os requisitos constitucionalmente declinados para um instituto. Se assim fosse, teríamos a ocorrência de inconstitucionalidade originária, o que é descabido dada a unidade da Constituição, conforme interpretação corrente da doutrina e do próprio STF.
Assim, somos, para o momento, pela impossibilidade jurídica do reconhecimento de união civil homossexual, quadro que pode ser alterado apenas através de emenda ao texto constitucional.
Por fim, anotamos que a concessão de direitos ao casamento ou união estável para os homossexuais, por conta da liberdade e satisfação que querem alcançar, não deve prosperar.
Do contrário, nos próximos anos deveremos também permitir o casamento de um homem com uma pomba, ou de uma mulher com um rato, tudo em perfeita consideração à liberdade.
Freemos na concessão de tais "direitos", sob pena de, amanhã, instaurar-se a cultura social da liberdade desregrada.
A
ntonio Carlos da Rosa Silva Juniortem 26 anos, é casado e pai de uma bebê.
Bacharel em Direito e Bacharelando em Ciências Humanas pela UFJF, Especialista em Ciências Penais, Pós-graduando em Direito e Relações Familiares e Professor-convidado de Direito e Religião na FATEB/JF
No Eixo Orientador III (Universalizar direitos em um contexto de desigualdades), Diretriz 10 (Garantia da igualdade na diversidade), Objetivo Estratégico V (Garantia do direito à livre orientação sexual e identidade de gênero), consta, como Ação Programática, à página 98, o seguinte:
Apoiar projeto de lei que disponha sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
Responsáveis: Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República; Ministério da Justiça
Recomendação: Recomenda-se ao Poder Legislativo a aprovação de legislação que reconheça a união civil entre pessoas do mesmo sexo.
O tema do reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo, objeto desse breve artigo, está sendo, há tempos, discutido no cenário jurídico nacional e internacional.
No plano internacional, segundo Fábio de Oliveira Vargas, no artigo A proteção da união homossexual no direito internacional, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, com os mesmos moldes e efeitos que o casamento entre heterossexuais, já vem sendo permitido, por exemplo, na Holanda, Bélgica e Espanha, cabendo o registro de que, em sua maioria, é exigida a nacionalidade do país para um ou mesmo ambos os consortes.
No que toca as uniões civis entre homossexuais, que no Brasil seria semelhante ao que consideramos união estável, ou mesmo o reconhecimento das sociedades de fato (convivência more uxorio), essas são permitidas em vários países, embora com diversas conseqüências jurídicas.
No plano interno, por sua vez, devem ser citadas, em especial, as decisões do Conselho Nacional de Imigração, que concede visto temporário e permanente a casais homossexuais, e a do TSE, que declarou inelegível uma candidata que mantinha relacionamento estável com a prefeita de uma cidade do Pará.
No mesmo sentido, o INSS já aceita que parceiros do mesmo sexo sejam inscritos como dependentes de seus segurados.
Os tribunais do país se dividem no reconhecimento, ou não, da união homossexual.
Prova disso se deu no Recuso Especial 820.475-RJ, conforme noticia o Informativo 366 do Superior Tribunal de Justiça:
Em renovação de julgamento, após voto de desempate do Min. Luís Felipe Salomão, a Turma, por maioria, afastou o impedimento jurídico ao admitir a possibilidade jurídica do pedido de reconhecimento de união estável entre homossexuais.
Assim, o mérito do pedido deverá ser analisado pela primeira instância, que irá prosseguir no julgamento anteriormente extinto sem julgamento de mérito, diante do entendimento da impossibilidade do pedido.
Os Ministros Antônio de Pádua Ribeiro e Massami Uyeda votaram a favor da possibilidade jurídica do pedido por entender que a legislação brasileira não traz nenhuma proibição ao reconhecimento de união estável entre as pessoas do mesmo sexo.
Já os Ministros Fernando Gonçalves e Aldir Passarinho Junior não reconheciam a possibilidade do pedido por entender que a CF/1988 e o CC só consideram união estável a relação entre homem e mulher com objetivo de formar entidade familiar.
REsp 820.475-RJ, Rel. originário Min. Antônio de Pádua Ribeiro, Rel. para acórdão Min. Luís Felipe Salomão, julgado em 2/9/2008.
No Supremo Tribunal Federal (STF), a seu turno, pende julgamento das ADPFs (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) 132 e 178, aquela proposta pelo Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, em 27/02/2008, e essa proposta pela então Procuradora-Geral da República, Deborah Duprat, em 02/07/2009. O objetivo da ADPF 178, nos termos de notícia publicada no site do STF, é
(...) levar a Suprema Corte brasileira a declarar que é obrigatório o reconhecimento, no Brasil, da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar, desde que atendidos os requisitos exigidos para a constituição da união estável entre homem e mulher.
Pede, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis sejam estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
(...)Na ação, a PGR sustenta que a união entre pessoas do mesmo sexo "é, hoje, uma realidade fática inegável, no mundo e no Brasil".
E lembra que, em sintonia com essa realidade, muitos países vêm estabelecendo formas diversas de reconhecimento e proteção dessas relações.
"A premissa destas iniciativas é a idéia de que os homossexuais devem ser tratados com o mesmo respeito e consideração que os demais cidadãos e que a recusa estatal ao reconhecimento das suas uniões implica não só privá-los de uma série de direitos importantíssimos de conteúdo patrimonial e extrapatrimonial, como também importa em menosprezo da sua própria identidade e dignidade", sustenta a procuradora-geral.
Ela defende a tese de que "se deve extrair diretamente da Constituição de 88, notadamente dos princípios da dignidade da pessoa humana (artigo 1º, inciso III), da igualdade (artigo 5º, caput), da vedação de discriminações odiosas (artigo 3º, inciso IV), da liberdade (artigo 5º, caput) e da proteção à segurança jurídica, a obrigatoriedade do reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar".
[http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110522&tip=UN]
Quanto à ADPF 132, também noticiou o STF trechos do parecer emitido pela aludida procuradora-geral:
No parecer, Deborah Duprat afirma que "as religiões que se opõem à legalização da união entre pessoas do mesmo sexo têm todo o direito de não abençoarem estes laços afetivos", mas que o Estado "não pode basear-se no discurso religioso para o exercício do seu poder temporal, sob pena de grave afronta à Constituição".
Ela rechaça argumentos que classificam a homossexualidade como um "desvio que deve ser evitado" e afirma que esse tipo de discurso "é francamente incompatível com o princípio da isonomia e parte de uma pré-compreensão preconceituosa e intolerante, que não encontra qualquer fundamento na Constituição de 88".
Ainda segundo Duprat, "o reconhecimento jurídico da união entre pessoas do mesmo sexo não enfraquece a família, mas antes a fortalece, ao proporcionar às relações estáveis afetivas mantidas por homossexuais - que são autênticas famílias, do ponto de vista ontológico - a tutela legal de que são merecedoras".
[http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=110623&tip=UN]
Sob o ponto de vista legislativo, impende destacar o disposto na Constituição da República de 1988, no art. 226, §3º - "Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento" -, bem como o que consta no caput do art. 1.723 do Código Civil de 2002 ( Lei nº 10.406/02) - "É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família". No que concerne ao casamento, o mesmo Código Civil traz, no art. 1.514, que "O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados."
Cabe-nos, ainda, citar o Projeto de Lei nº 674, de 2007, que tem por objetivo regulamentar o já citado art. 226, §3º, da CRFB/88, de autoria do Deputado Cândido Vaccarezza, e visa reunir, numa só proposição, vários outros projetos com o mesmo assunto.
Por isso, tem como apenso o Projeto de Lei nº 2.285/2007, de autoria do Deputado Sérgio Barradas Carneiro, que dispõe sobre o Estatuto das Famílias.
E aludido Estatuto tem, no art. 68, a seguinte redação:
É reconhecida como entidade familiar a união entre duas pessoas de mesmo sexo, que mantenham convivência pública, contínua, duradoura, com objetivo de constituição de família, aplicando-se, no que couber, as regras concernentes à união estável.
Parágrafo único. Dentre os direitos assegurados, incluem-se:
I - guarda e convivência com os filhos;
II - a adoção de filhos;
III - direito previdenciário;
IV - direito à herança.
Por sua vez, a Bíblia Sagrada assim trata a homossexualidade:
Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.
Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.
Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
Por isso também Deus os entregou às concupiscências de seus corações, à imundícia, para desonrarem seus corpos entre si;
Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente.
Amém.
Por isso Deus os abandonou às paixões infames.
Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza.
E, semelhantemente, também os homens, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, homens com homens, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro.
E, como eles não se importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm;
Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade;
Sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães;
Néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia;
Os quais, conhecendo a justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também consentem aos que as fazem.
(ARC, Romanos 1.18-32)
e Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.
(ARC, 1 Coríntios 6.10)
Feitos esses destaques, ao contrário do que pensa a Dra. Deborah Duprat, a discordância da união civil entre pessoas do mesmo sexo não é uma questão puramente religiosa.
De fato, como cristãos e concordes com a Bíblia Sagrada, nossa regra de fé e prática, abominamos o pecado da homossexualidade, assim como, por exemplo, os da corrupção e mentira; contudo, em Cristo, amamos aqueles que os praticam.
Discordamos das práticas, mas amamos os praticantes.
Mas, além disso, temos que considerar que a Constituição da República, quando trata da união estável, deixa clara a necessidade da diversidade de sexo entre os contraentes.
Os princípios constitucionais alegados para o deferimento da união homossexual (entre outros, dignidade da pessoa humana e igualdade) não podem fazer eliminar os requisitos constitucionalmente declinados para um instituto. Se assim fosse, teríamos a ocorrência de inconstitucionalidade originária, o que é descabido dada a unidade da Constituição, conforme interpretação corrente da doutrina e do próprio STF.
Assim, somos, para o momento, pela impossibilidade jurídica do reconhecimento de união civil homossexual, quadro que pode ser alterado apenas através de emenda ao texto constitucional.
Por fim, anotamos que a concessão de direitos ao casamento ou união estável para os homossexuais, por conta da liberdade e satisfação que querem alcançar, não deve prosperar.
Do contrário, nos próximos anos deveremos também permitir o casamento de um homem com uma pomba, ou de uma mulher com um rato, tudo em perfeita consideração à liberdade.
Freemos na concessão de tais "direitos", sob pena de, amanhã, instaurar-se a cultura social da liberdade desregrada.
A
ntonio Carlos da Rosa Silva Juniortem 26 anos, é casado e pai de uma bebê.
Bacharel em Direito e Bacharelando em Ciências Humanas pela UFJF, Especialista em Ciências Penais, Pós-graduando em Direito e Relações Familiares e Professor-convidado de Direito e Religião na FATEB/JF
26 de jul. de 2010
Adquirindo o hábito
Hábitos são coisas que fazemos repetidamente.
Contudo, na maior parte do tempo, não estamos cientes de que os temos.
Eles funcionam no piloto automático.
Alguns hábitos são bons, como fazer exercício regularmente, planejar com antecedência e mostrar respeito pelos outros.
Há alguns que não fazem diferença, como tomar banho de noite, tomar iogurte com garfo, ler revista de trás para a frente.
Mas há os hábitos ruins, por exemplo, pensar negativamente, sentir-se inferior e culpar os outros.
Dependendo de quais forem, os hábitos podem tanto nos moldar quanto nos arruinar. Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente.
Mas, por sorte, você é mais forte do que seus hábitos.
Assim sendo, é possível mudá-los.
Experimente, por exemplo, cruzar os braços sobre o peito.
Agora cruze-os ao contrário. O que lhe parece?
Bem esquisito, não?
Mas se você cruzá-los sempre ao contrário durante trinta dias seguidos, não irá mais estranhar.
Na verdade, nem terá de pensar a respeito disso.
Terá adquirido o hábito.
Isso vale para tudo.
A qualquer momento, é possível se olhar no espelho e dizer:“Ei, não gosto disso em mim”, essa é a deixa para trocar um velho hábito ruim por um novo melhor.
Nem sempre é fácil, mas sempre é possível.
Criar novos hábitos pode ajudá-lo a assumir o controle de sua vida, melhorar o relacionamento com amigos, tomar decisões sábias, superar vícios, definir valores e o que é mais importante fazer mais em menos tempo, aumentar sua autoconfiança e ser feliz!
Contudo, na maior parte do tempo, não estamos cientes de que os temos.
Eles funcionam no piloto automático.
Alguns hábitos são bons, como fazer exercício regularmente, planejar com antecedência e mostrar respeito pelos outros.
Há alguns que não fazem diferença, como tomar banho de noite, tomar iogurte com garfo, ler revista de trás para a frente.
Mas há os hábitos ruins, por exemplo, pensar negativamente, sentir-se inferior e culpar os outros.
Dependendo de quais forem, os hábitos podem tanto nos moldar quanto nos arruinar. Nós nos tornamos o que fazemos repetidamente.
Mas, por sorte, você é mais forte do que seus hábitos.
Assim sendo, é possível mudá-los.
Experimente, por exemplo, cruzar os braços sobre o peito.
Agora cruze-os ao contrário. O que lhe parece?
Bem esquisito, não?
Mas se você cruzá-los sempre ao contrário durante trinta dias seguidos, não irá mais estranhar.
Na verdade, nem terá de pensar a respeito disso.
Terá adquirido o hábito.
Isso vale para tudo.
A qualquer momento, é possível se olhar no espelho e dizer:“Ei, não gosto disso em mim”, essa é a deixa para trocar um velho hábito ruim por um novo melhor.
Nem sempre é fácil, mas sempre é possível.
Criar novos hábitos pode ajudá-lo a assumir o controle de sua vida, melhorar o relacionamento com amigos, tomar decisões sábias, superar vícios, definir valores e o que é mais importante fazer mais em menos tempo, aumentar sua autoconfiança e ser feliz!
Calma
Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar.
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a falta maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
Autor Anônimo
Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranqüilidade traz o pior.
Se a razão é enfermidade em pessoa querida, seu desajuste é fator agravante.
Se você sofreu prejuízos materiais, a reclamação é bomba atrasada, lançando caso novo.
Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática, junto de outros amigos.
Se deixou alguma oportunidade valiosa para trás, a inquietação é desperdício de tempo.
Se contrariedades aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo.
Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a falta maiores.
Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga a distância entre você e o objetivo a alcançar.
Seja qual for a dificuldade, conserve a calma trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.
Autor Anônimo
14 de jul. de 2010
Quando tudo vai mal…Eis o milagre, surge JESUS e muda tudo


"Quando olho para minha esposa posso expressar que a cura se alcança pela perseverança.
Neste tempo foram muitos os sinais de Deus e da fé em nossa casa. Testemunhos como manter um casamento mesmo na tempestade.
O testemunho de como se manter na obra de Deus, mesmo na dor.
A certeza da vitória, aguardando as demoras do Senhor", afirma o marido Umberto
Quando se tem um problema, existem duas possibilidades: se acomodar ou encará-lo. Ela decidiu lutar.
Claudia Cruz Sell, 35 anos, casou jovem e tentou muitas vezes engravidar.
Não teve jeito.
O casal, então, decidiu entrar na fila da adoção.
Pegaram uma menina para criar, mas ela permaneceu com eles pouco mais de um ano, até a avó conseguir a guarda da criança.
Para complicar o estado emocional do casal, o sogro de Cláudia faleceu.
O corpo reagiu e ela passou a ter psoríase:
uma doença sem cura, de cunho emocional.
Isso faz oito anos. Nesse tempo, eles adotaram um menino que traz muita alegria à família. Mas a vida tem sido difícil.
“Tenho a doença no corpo todo e através da igreja encontro forças para lutar.
Não é fácil, mas tem que ser tudo segurando nas mãos de Deus, sem Ele não somos nada. Rezo pelas pessoas e, sempre que posso, faço visitas à doentes”, conta.
Ela ficou quatro anos com a pele em carne viva e os médicos não encontravam o verdadeiro problema.
“Estava me tratando com muitos médicos e ninguém descobria o que eu tinha.
Tomei remédios que não eram para minha doença.
Em oração, Jesus revelou para o meu marido pegar a lista telefônica.
Lá, ele abriu e viu o nome de uma médica, que tem me ajudado demais”, afirma.
Quando passou a se tratar com essa médica, Claudia descobriu qual era a doença e faz o tratamento correto, mas isso não significa que ela está bem fisicamente.
“Melhor eu não estou.
Quando você recebe uma notícia que não tem cura, a primeira coisa que vem à cabeça é desanimar e morrer.
Mas com muita oração e a força do meu marido, espiritualmente estou forte”, destaca.
Apesar da dor e do preconceito – as pessoas acham que a psoríase é contagiosa , ela diz que sua dor é pequena se comparada a de Jesus.
“Isso não é nada mesmo, perto do que Jesus sofreu para eu estar aqui hoje testemunhado com fé.
A gente tem sempre que pensar em situações piores.
Meu caso não é nada perto de muitos que não creem em Deus”, salienta.
Ao contrário dos casos contados pelo Vida Saudável nesta semana, Claudia ainda não foi curada, mas sua força é impressionante.
“Deus está comigo, Ele tudo pode e o impossível pode realizar na minha vida.
Cada vez que oro, Ele diz:
espera com paciência.
Estou lutando e esperando em Deus”, ressalta.
Mudança
“Quando alguém tem saúde, nem lembra de Deus. Mas quando começamos a
carregar uma cruz, começamos a dar valor para tudo na vida:
amanhec er cada dia vivo, sentir o cheirinho da pessoa que está ao nosso lado, um carinho de um filho.
Sempre fui uma pessoa de oração, mas depois que adoeci, me aproximei mais de Deus. Agora Deus me fortaleceu, tenho outra consciência”, avalia.
Casamento
O casamento se manteve forte, mesmo com as dificuldades.
“Meu marido
sempre foi um homem muito de Deus.
Todo dia ele fazia oração por mim, me dava banho, carinho, e até hoje tudo que ele pode fazer para aliviar a minha dor, ele faz.
Meu casamento foi na alegria e na tristeza.
Quando a gente tem Deus no coração, se compadece da dor do outro.
Meu marido nunca me falou que eu estava feia, pelo contrário, me anima sempre.
Eu não posso reclamar. Sou uma pessoa muito feliz”, garante.
O marido, Umberto Sell, diz que Claudia é um presente divino que Deus o concedeu. “Creio firmemente que na nossa vida, muitas são as graças que o Senhor nos dá, mas a Cláudia foi uma graça extraordinária, pois com ela tenho me santificado, com ela tenho aprendido muito, e com ela tenha vivido o magistério do casamento:
fiel em todos os momentos”, declara.
Opinião médica
De acordo com a médica dermatologista Juliana Drumond, a causa da psoríase é multifatorial. São fatores que se unem e fazem a pessoa desenvolver a doença.
“Há uma tendência hereditária e os componentes ambientais, que ainda não sabemos dizer exatamente quais são.
Muitas pessoas começaram a perceber as lesões após um problema emocional e, quando estão estressadas ficam piores”, afirma.
Além da psoríase, têm outras doenças que também têm o emocional como fator de piora ou desencadeante.
O vitiligo e dermatite atópica são exemplos.
Segundo a dermatologista, a psoríase não tem cura, mas é tratável.
A pessoa pode ficar um tempo sem a manifestação da lesão, mas pode voltar a qualquer momento.
A dica dela é manter a pele sempre hidratada, porque a pele seca piora a psoríase. Já a exposição solar, é um fator benéfico.
Emocional e saúde
Cada pessoa manifesta o lado emocional de uma maneira.
Não é só na pele.
”Tem gente que tem diarreia, enxaqueca ou constipação.
Mas é comprovado que o emocional atrapalha os quadros.
Tanto que para essas doenças que não têm cura, as terapias alternativas são opções de tratamento pois melhoram o bem-estar, consequentemente, as lesões tendem a melhorar também”, orienta.
Fonte: GazetaOnline
30 de jun. de 2010
Problemas
Um certo pensamento pode nos ocorrer de vez quando:
“não seria maravilhoso se não tivéssemos nenhum problema?”.
Puro engano!...
Somos designados a resolver problemas e a encontrar novas maneiras de fazer as coisas. Os problemas são uma parte inerente ao universo e nos obrigam a aprender, a experimentar e a superar nossas desvantagens.
Os cães não são grandes solucionadores de problemas.
Um cão consegue as coisas de uma maneira mais fácil; um porco, então, leva uma vida mais tranqüila. Mas quem quer ser um porco?
O detalhe mais incrível em ser humano é que você experimenta muito mais coisas.
Você pode criar algo do nada.
Porcos não compõem música.
Cães não montam empresas.
Por isso, o “pacote turístico” que acompanha a viagem de um ser humano envolve problemas, mas também significa ter a chance de amar, de rir, de chorar, de tentar, de se levantar e cair, e de se levantar novamente.
O pensador otimista diz que um problema é simplesmente uma oportunidade para aprender.
Isso pode até soar como um velho clichê, mas existe uma grande dose de bom senso nessa filosofia e os bebês e as crianças tendem a viver por meio dela.
Bebês com 10 meses de idade vêem tudo como um desafio: a chance de fazer novos barulhos, a oportunidade de aprender a pegar e atirar coisas, o divertimento em jogar longe o que estão comendo...
Para eles, a vida é uma fascinante jornada de descobertas.
As crianças se atiram na vida com um lindo entusiasmo descuidado
– seja “voando” de bicicleta, correndo por escadas ou subindo e descendo de árvores!
Se você parar um pouco para pensar nisso, vai perceber que alguns dos maiores desafios que já encarou ocorreram nos seus primeiros anos de vida, quando enfrentava os problemas de andar, falar, correr e assim por diante.
E o que é melhor:
você superou isso!
Mas, de alguma maneira, esses corajosos usuários de fraldas podem se transformar em adultos tão medrosos e tímidos que até mesmo as menores tarefas passam a ser encaradas como monstros indomáveis...
Em poucas palavras: os problemas existem e exigem um esforço extra de todos nós.
E como Horácio disse:
‘A adversidade revela o gênio, a prosperidade o oculta’.
Pense nisso.
(texto de Andrew Matthews no livro "Seja Feliz")
“não seria maravilhoso se não tivéssemos nenhum problema?”.
Puro engano!...
Somos designados a resolver problemas e a encontrar novas maneiras de fazer as coisas. Os problemas são uma parte inerente ao universo e nos obrigam a aprender, a experimentar e a superar nossas desvantagens.
Os cães não são grandes solucionadores de problemas.
Um cão consegue as coisas de uma maneira mais fácil; um porco, então, leva uma vida mais tranqüila. Mas quem quer ser um porco?
O detalhe mais incrível em ser humano é que você experimenta muito mais coisas.
Você pode criar algo do nada.
Porcos não compõem música.
Cães não montam empresas.
Por isso, o “pacote turístico” que acompanha a viagem de um ser humano envolve problemas, mas também significa ter a chance de amar, de rir, de chorar, de tentar, de se levantar e cair, e de se levantar novamente.
O pensador otimista diz que um problema é simplesmente uma oportunidade para aprender.
Isso pode até soar como um velho clichê, mas existe uma grande dose de bom senso nessa filosofia e os bebês e as crianças tendem a viver por meio dela.
Bebês com 10 meses de idade vêem tudo como um desafio: a chance de fazer novos barulhos, a oportunidade de aprender a pegar e atirar coisas, o divertimento em jogar longe o que estão comendo...
Para eles, a vida é uma fascinante jornada de descobertas.
As crianças se atiram na vida com um lindo entusiasmo descuidado
– seja “voando” de bicicleta, correndo por escadas ou subindo e descendo de árvores!
Se você parar um pouco para pensar nisso, vai perceber que alguns dos maiores desafios que já encarou ocorreram nos seus primeiros anos de vida, quando enfrentava os problemas de andar, falar, correr e assim por diante.
E o que é melhor:
você superou isso!
Mas, de alguma maneira, esses corajosos usuários de fraldas podem se transformar em adultos tão medrosos e tímidos que até mesmo as menores tarefas passam a ser encaradas como monstros indomáveis...
Em poucas palavras: os problemas existem e exigem um esforço extra de todos nós.
E como Horácio disse:
‘A adversidade revela o gênio, a prosperidade o oculta’.
Pense nisso.
(texto de Andrew Matthews no livro "Seja Feliz")
Olhe!
Olhe para trás!
Veja os obstáculos que você já superou.
Veja quanto você já aprendeu nesta vida e quanto já cresceu.
Olhe para frente!
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair.
Estabeleça metas, tenhas planos e prossiga com firmeza.
Olhe para dentro!
Conheça seu coração e analise seus projetos.
Mantenha puro os seus sentimentos.
Não deixe que o orgulho, a vaidade e a inveja dominem seus pensamentos e seu coração.
Olhe para o lado!
Socorra quem precisa de você.
Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles que o cercam.
Olhe para baixo!
Não pise em ninguém...
Perceba as pequenas coisas e aprenda a valorizá-las.
Olhe para cima!
Há forças maiores do que você, que mantém o mundo girando e as estrelas no céu, por mais que tudo possa parecer caótico.
Veja os obstáculos que você já superou.
Veja quanto você já aprendeu nesta vida e quanto já cresceu.
Olhe para frente!
Não fique parado, levante-se quando tropeçar e cair.
Estabeleça metas, tenhas planos e prossiga com firmeza.
Olhe para dentro!
Conheça seu coração e analise seus projetos.
Mantenha puro os seus sentimentos.
Não deixe que o orgulho, a vaidade e a inveja dominem seus pensamentos e seu coração.
Olhe para o lado!
Socorra quem precisa de você.
Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles que o cercam.
Olhe para baixo!
Não pise em ninguém...
Perceba as pequenas coisas e aprenda a valorizá-las.
Olhe para cima!
Há forças maiores do que você, que mantém o mundo girando e as estrelas no céu, por mais que tudo possa parecer caótico.
27 de jun. de 2010
Os não ditos...
As palavras às vezes cortam como uma faca e de maneira irrefletida ferimos os outros, mesmo se os amamos, sem que haja retorno.
Conscientes disso é que em muitos dos casos, nos calamos, quando tudo o que pensamos e sentimos nos queima por dentro.
Essas coisas são os não ditos das relações e da vida.
As palavras que não dizemos, mas não enterramos também, estão sempre entre nosso coração e nossa garganta e nos ferem interiormente.
São opções que fazemos, seja para não machucar outras pessoas, seja, simplesmente, pela falta de coragem de sermos nós, inteiros e límpidos.
A comunicação é a base de todo relacionamento saudável.
Pessoas que se amam, que seja na amizade, no amor ou nas relações familiares, devem estar prontas para serem quem são, para perdoar e receber perdão.
Não nos calaríamos tanto se soubéssemos que o outro nos ouviria com a alma, nos entenderia e continuaria a nos amar, apesar de tudo.
Mas as pessoas, por mais maduras que pareçam, nem sempre estão prontas para ouvir as verdades, se essas forem doloridas.
Assim são criadas as relações superficiais, onde pensamos tanto e falamos de menos, onde sentimos e sufocamos.
Nos falta um pouco de humildade para aceitar nossa imperfeição, aceitar que o outro possa não gostar de algo em nós e ter o direito de dizê-lo.
Nos falta a ousadia de sermos nós, sem essa máscara que nos torna bonitos por fora e doentes por dentro.
A comunicação na boa hora, com as palavras escolhidas e certas, consertaria muitos relacionamentos, sararia muitas almas, tornaria as pessoas mais verdadeiras e mais bonitas.
Sabemos que as pessoas nos amam quando nos conhecem profundamente, intimamente e continuam nos amando.
Quando com elas temos a liberdade e coragem de dizer:
isso eu sinto, isso eu sou.
( Letícia Thompson)
Conscientes disso é que em muitos dos casos, nos calamos, quando tudo o que pensamos e sentimos nos queima por dentro.
Essas coisas são os não ditos das relações e da vida.
As palavras que não dizemos, mas não enterramos também, estão sempre entre nosso coração e nossa garganta e nos ferem interiormente.
São opções que fazemos, seja para não machucar outras pessoas, seja, simplesmente, pela falta de coragem de sermos nós, inteiros e límpidos.
A comunicação é a base de todo relacionamento saudável.
Pessoas que se amam, que seja na amizade, no amor ou nas relações familiares, devem estar prontas para serem quem são, para perdoar e receber perdão.
Não nos calaríamos tanto se soubéssemos que o outro nos ouviria com a alma, nos entenderia e continuaria a nos amar, apesar de tudo.
Mas as pessoas, por mais maduras que pareçam, nem sempre estão prontas para ouvir as verdades, se essas forem doloridas.
Assim são criadas as relações superficiais, onde pensamos tanto e falamos de menos, onde sentimos e sufocamos.
Nos falta um pouco de humildade para aceitar nossa imperfeição, aceitar que o outro possa não gostar de algo em nós e ter o direito de dizê-lo.
Nos falta a ousadia de sermos nós, sem essa máscara que nos torna bonitos por fora e doentes por dentro.
A comunicação na boa hora, com as palavras escolhidas e certas, consertaria muitos relacionamentos, sararia muitas almas, tornaria as pessoas mais verdadeiras e mais bonitas.
Sabemos que as pessoas nos amam quando nos conhecem profundamente, intimamente e continuam nos amando.
Quando com elas temos a liberdade e coragem de dizer:
isso eu sinto, isso eu sou.
( Letícia Thompson)
26 de jun. de 2010
OS 9 TIPOS DE JEJUM
Texto: Isaías 58: 1 a 12
O Dr. Elmer Towns observou que o texto de Isaías, antes de ser um chamado ao evangelho social, é uma descrição dos resultados extraordinários que podem acontecer quando nos submetemos á disciplina do jejum.
É importante aprender nessa passagem os tipos de jejuns que não agradam a Deus bem como compreender os tipos que ele escolhe.
O povo estava jejuando, mas sem obter resultados e o motivo é que eles ignoravam o modo de jejuar que poderia mudar a vida deles.
Não devemos interpretar os primeiros versículos como um chamado ao evangelho social no sentido de negar a adoração a Deus.
O Senhor não estava pedindo que eles parassem de jejuar, mas que fizessem do jejum mais do que um mero ritual religioso.
Os versos 6 a 8 nos mostram 9 tipos de jejuns que podemos encontrar na palavra de Deus.
1.Jejum para soltar as ligaduras da impiedade
2.Jejum para desfazer as ataduras da servidão
3.Jejum para libertação dos oprimidos
4.Jejum para despedaçar o jugo
5.Jejum para repartir o pão com o faminto e abrigar o pobre desamparado
6.Jejum para romper a luz
7.Jejum para a cura
8.Jejum pela justiça de Deus
9.Jejum pela glória de Deus
Para exemplificar e esclarecer a importância dessas nove razões para jejuar, escolhi nove personagens bíblicos cuja vida ilustra cada um dos aspectos mencionados em Isaías.
1. O jejum do discípulo
Objetivo:
“Soltar as ligaduras da impiedade” Is. 58:6
Buscar libertação da escravidão do pecado e do diabo para si mesmo ou para outros.
Texto: Mt. 17:21
Existem certas castas de demônios que só saem pela oração acompanhada de jejum.
Os discípulos não jejuavam por isso não puderam libertar o garoto daí o título “jejum do discípulo”.
Atitudes:
Renuncie a todo controle falso do inimigo
Reconheça o auto-engano.
Nos enganamos quando não chamamos o pecado de pecado.
Perdoe para vencer a amargura.
O ressentimento é um tipo de prisão.
Submeta-se à autoridade de Deus e da igreja.
A autoridade pode quebrar ligaduras.
Assuma a responsabilidades pessoais.
Precisamos mudar a nossa maneira de confessar os pecados .
Em vez de dizer eu confesso, deveríamos dizer:
eu me responsabilizo por esse pecado e reconheço que ele é passível da disciplina de Deus.
Não culpe os outros e nem o diabo.
Livre-se de influências pecaminosas.
Se o teu olho te faz pecar, arranque-o.
Se a internet te faz pecar, arranque-a.
Se certo amigo te faz pecar, arranque-o.
Etc.
2. Jejum de Esdras
Objetivo:
“Desfazer as ataduras da servidão” Is. 58:6
Resolver problemas, invocar a ajuda do espírito Santo para avaliar pesos e superar barreiras que nos impedem de caminhar com alegria diante do senhor.
Texto: Ed. 8:23
O Senhor já havia liberado a bênção de voltar para a terra de Israel, mas havia inimigos no caminho que tentavam bloquear a benção.
No mesmo princípio, já temos a benção do Senhor mas ás vezes precisamos romper com pesos e resolver problemas.
Esdras tinha que fazer uma viagem levando 3,5 toneladas de ouro, 2,6 toneladas de prata.
Imagine você no lugar dele.
Será que também faria um jejum?
Atitudes:
Escolha os que se comprometerão em jejuar com você.
Esdras convocou todo o povo que estava com ele para jejuar.
Compartilhe o problema para ser ajudado.
Esdras disse claramente que o jejum era para terem uma viagem feliz e segura.
Jejue com seriedade.
Jejum não é apenas se abster de alimentos, implica em afligir a alma com oração e intercessão com agonia.
Esdras os convidou para se humilharem.
Jejue antes de tentar uma solução.
Observe que Esdras não jejuou durante a viagem, mas antes.
Jejue no lugar ou com algo que simbolize o problema.
Esdras não fez um retiro, mas foi para o lugar do desafio.
Jejue esperando orientação.
Depois de jejuar Esdras tinha a solução.
O ouro foi pesado na saída e na chegada.
A oferta foi distribuída entre 12 homens para que vindo o ladrão não levasse todo o tesouro.
Por fim ele escolheu o caminho certo sob a direção de Deus.
3. O jejum de Samuel
Objetivo:
“Para por em liberdade os oprimidos” Is. 58:6
Para ganhar almas, para se identificar com pessoas escravizadas, para orar e ser usado por Deus para tirar as pessoas do reino das trevas e traze-las para o reino de Deus.
É o jejum por avivamento.
Texto: I Sm. 7:6
Samuel jejuou para que Israel fosse liberto do pecado.
Atitude:
Convoque a célula para reunir e jejuar (v. 5-6)
Demonstre arrependimento genuíno (v. 3 e 6)
Afaste-se do pecado secreto.
Não devemos nos contentar com os pecados que conhecemos, devemos pedir luz a Deus e pedir que ele nos sonde.
Confessar pecado conhecido restaura comunhão, mas reconhecer o pecado secreto traz avivamento.
Faça a confissão de pecado pelo grupo.
Daniel confessou o pecado pela nação (Dn. 9).
Podemos confessar o pecado por aqueles por quem estamos orando.
Espere a liberação de uma palavra de Deus.
Nos dias de Samuel as palavras eram raras (I Sm 3:1), mas depois desse jejum veio a palavra de Deus.
Faça do seu jejum um símbolo de sua atitude. Mude a sua roupa, raspe a sua cabeça, faça um retiro, etc.
4. O jejum de Elias
Objetivo:
“Despedaçar todo jugo” Is. 58:6
Superar problemas emocionais ou mentais que controlam nossas vidas e devolver o controle ao Espírito do Senhor.
Há pessoas que vivem debaixo de opressão, outras oscilam o tempo todo o estado de espírito, algumas são descontentes e ainda outras vivem debaixo de depressão.
Texto: I Rs. 19: 4 e 8
Embora não se diga que era um jejum, Elias deliberadamente ficou sem se alimentar quando fugia de Jezabel.
Depois desse jejum Elias foi ministrado no monte do Senhor.
Atitudes:
Prepare-se física e emocionalmente.
Elias se preparou para um jejum prolongado dormindo e comendo (v. 5-8).
Todo jejum exige uma preparação.
Reconheça seus limites.
Reconheça que você não consegue a força do hábito sozinho.
Permite que os o ajudem a mudar suas atitudes e disposições mentais.
Vá para um lugar onde você possa encontrar-se com Deus.
Elias queria encontrar-se com Deus em Horebe (v. 8).
Jejue para ouvir a palavra do Senhor.
Elias jejuou para ouvir a voz de Deus (v. 9).
Deixe que a Palavra de Deus revele sua fraqueza.
Assim como perguntou para Adão “onde estás?”, Deus perguntou para Elias “que fazes aqui?”.
As perguntas de Deus são uma oportunidade para entrarmos em contato conosco mesmos.
Confesse sua fraqueza diante de Deus.
Elias se sentia fracassado na sua missão (v. 10).
Não espere sempre manifestações extraordinárias de Deus.
Observe que Deus falou com Elias no vento suave (v. 11 a 13).
Veja a palavra de Deus de maneira positiva.
Elias se sentia fracassada em levar a nação de volta para Deus, mas Deus mostrou que ele não era o único, havia mais sete mil.
Deus ainda lhe deu uma missão (v. 15 e 16).
5. O jejum da viúva
Objetivo:
“Repartir o pão com o faminto e abrigar o pobre desamparado” Is. 58:7
Suprir as necessidades básicas das pessoas que estão ao nosso derredor.
Texto: I Rs. 17: 13-16
Deus enviou o profeta Elias a uma viúva pobre que estava prestes a morrer de fome. Mas Elias em vez de dar-lhe comida, pediu o que ela tinha para ele mesmo.
Quando a viúva resolveu dar ao profeta a última comida que lhe restava, ficando ela mesma de jejum, o Senhor fez o milagre da multiplicação.
Atitudes:
Volte-se apara o seu próximo.
Reconheça as próprias bênçãos
Separe uma parte do seu próprio suprimento para suprir outros.
Jejue e ore para receber orientação de Deus.
Ore por aqueles a quem você ajuda.
Identifique-se com o sofrimento dos outros.
6. O jejum de Paulo
Objetivo:
“Romper a luz como a alvorada” Is. 58:8
Quando temos que tomar decisões cruciais, precisamos permitir que aluz de Deus venha trazer discernimento e uma perspectiva esclarecedora.
Texto: At. 9:9
Depois de encontrar com o Senhor no caminho de Damasco e ficar cego, Paulo começou a jejuar e no final desse jejum Ananias foi enviado a ele para que voltasse a ver e fosse batizado.
Atitudes:
Separe tempo para ouvir o Senhor.
Se precisamos tomar decisões cruciais em nossa vida precisamos separar tempo para jejuar.
Faça uma auto-avaliação honesta.
Quando Deus quer que avaliemos nossa vida ele nos faz perguntas.
Paulo tinha uma pergunta na cabeça:
“Saulo, Saulo porque me persegues?”.
Esta pergunta colocou Paulo em cheque.
Ele queria agradar a Deus, mas estava errado.
Deixe de lado o seu esforço e renda-se a Deus.
Tempo de jejum não é tempo de empreendimento.
Paulo parou e esperou em Deus.
Procure um lugar apropriado para orar.
Aplique-se à oração.
No verso 11 se diz que ele estava orando.
Obedeça o que você ouviu de Deus.
Em 26: 19 Paulo diz que não foi desobediente a visão celestial.
7. O jejum de Daniel
Objetivo:
“Atua cura brotará sem detença” Is. 58:8
Para conseguir uma vida mais saudável ou receber cura para alguma enfermidade.
Texto: Dn. 1:8
Para honrar a Deus, Daniel se absteve de alimentos pagãos e manjares do rei.
No final o resultado foi que ele estava mais saudável que os demais da corte do rei.
Atitudes:
Tenha um compromisso espiritual no seu jejum.
Daniel queria honrar a Deus não comendo coisa imunda (1:8).
Não faça do seu jejum apenas uma dieta.
Faça do seu jejum um tempo de disciplina.
Durante 10 dias Daniel se disciplinou (1:12).
Ore para compreender onde há pecado na sua dieta alimentar.
A comida de Babilônia era imprópria para um judeu, mas hoje há comidas que são impróprias para o templo do Espírito.
Faça do seu jejum uma declaração de fé.
O jejum de Daniel foi um ato de fé porque ele pediu para ser comparado com outros jovens no final (v. 13-15).
Entenda que o próprio jejum é um meio legítimo de ter saúde física.
8. O jejum de João Batista
Objetivo:
“A tua justiça irá adiante de ti” Is. 58:8
Que o nosso testemunho e influência do sal do Senhor em nossas vidas sejam alcançados diante das pessoas.
Texto: Lc. 1:15
João Batista tinha um jejum como estilo de vida pois era nazireu, não bebia nada que viesse da uva.
Isso o caracterizava como alguém separado pelo Senhor para uma missão especial.
Atitudes:
Faça do seu jejum uma proclamação de sua separação para Deus.
Decida ser alguém que possui uma vida devotada a Deus.
Trabalhe com a possibilidade de fazer do jejum um estilo de vida.
Registre por escrito o testemunho que você desejar obter.
O alvo do jejum de João Batista é tornar-se uma luz resplandecendo nas trevas.
Submeta seu estilo de vida a Jesus.
9. O jejum de Ester
Objetivo:
Que “a glória do Senhor” esteja sobre nós. Is. 58:8
O jejum de Ester não foi para poupar a própria vida, mas para que a glória do Senhor se manifestasse livrando seu povo.
Atitudes:
Reconheça o inimigo como a origem do perigo.
O jejum de Ester é por um livramento extraordinário de Deus, que traga glória ao seu nome
Entenda a natureza da batalha espiritual.
Reconheça o poder de Deus para guarda-lo.
Jejue para vencer a cegueira espiritual.
Muitas vezes não percebemos as armadilhas do maligno ao nosso derredor.
Precisamos de luz de Deus.
Entenda que o jejum é apenas parte do processo.
A batalha continua indo até quem tem autoridade para resolver ou buscando todos os meios possíveis.
Jejum para batalha são mais efetivos se feitos em grupo.
Ester pediu para que todo o povo jejuasse (Et. 4:16).
FONTE:www.classicvale.com.br/palavras/os_nove_tipos_de_jejum.doc
O Dr. Elmer Towns observou que o texto de Isaías, antes de ser um chamado ao evangelho social, é uma descrição dos resultados extraordinários que podem acontecer quando nos submetemos á disciplina do jejum.
É importante aprender nessa passagem os tipos de jejuns que não agradam a Deus bem como compreender os tipos que ele escolhe.
O povo estava jejuando, mas sem obter resultados e o motivo é que eles ignoravam o modo de jejuar que poderia mudar a vida deles.
Não devemos interpretar os primeiros versículos como um chamado ao evangelho social no sentido de negar a adoração a Deus.
O Senhor não estava pedindo que eles parassem de jejuar, mas que fizessem do jejum mais do que um mero ritual religioso.
Os versos 6 a 8 nos mostram 9 tipos de jejuns que podemos encontrar na palavra de Deus.
1.Jejum para soltar as ligaduras da impiedade
2.Jejum para desfazer as ataduras da servidão
3.Jejum para libertação dos oprimidos
4.Jejum para despedaçar o jugo
5.Jejum para repartir o pão com o faminto e abrigar o pobre desamparado
6.Jejum para romper a luz
7.Jejum para a cura
8.Jejum pela justiça de Deus
9.Jejum pela glória de Deus
Para exemplificar e esclarecer a importância dessas nove razões para jejuar, escolhi nove personagens bíblicos cuja vida ilustra cada um dos aspectos mencionados em Isaías.
1. O jejum do discípulo
Objetivo:
“Soltar as ligaduras da impiedade” Is. 58:6
Buscar libertação da escravidão do pecado e do diabo para si mesmo ou para outros.
Texto: Mt. 17:21
Existem certas castas de demônios que só saem pela oração acompanhada de jejum.
Os discípulos não jejuavam por isso não puderam libertar o garoto daí o título “jejum do discípulo”.
Atitudes:
Renuncie a todo controle falso do inimigo
Reconheça o auto-engano.
Nos enganamos quando não chamamos o pecado de pecado.
Perdoe para vencer a amargura.
O ressentimento é um tipo de prisão.
Submeta-se à autoridade de Deus e da igreja.
A autoridade pode quebrar ligaduras.
Assuma a responsabilidades pessoais.
Precisamos mudar a nossa maneira de confessar os pecados .
Em vez de dizer eu confesso, deveríamos dizer:
eu me responsabilizo por esse pecado e reconheço que ele é passível da disciplina de Deus.
Não culpe os outros e nem o diabo.
Livre-se de influências pecaminosas.
Se o teu olho te faz pecar, arranque-o.
Se a internet te faz pecar, arranque-a.
Se certo amigo te faz pecar, arranque-o.
Etc.
2. Jejum de Esdras
Objetivo:
“Desfazer as ataduras da servidão” Is. 58:6
Resolver problemas, invocar a ajuda do espírito Santo para avaliar pesos e superar barreiras que nos impedem de caminhar com alegria diante do senhor.
Texto: Ed. 8:23
O Senhor já havia liberado a bênção de voltar para a terra de Israel, mas havia inimigos no caminho que tentavam bloquear a benção.
No mesmo princípio, já temos a benção do Senhor mas ás vezes precisamos romper com pesos e resolver problemas.
Esdras tinha que fazer uma viagem levando 3,5 toneladas de ouro, 2,6 toneladas de prata.
Imagine você no lugar dele.
Será que também faria um jejum?
Atitudes:
Escolha os que se comprometerão em jejuar com você.
Esdras convocou todo o povo que estava com ele para jejuar.
Compartilhe o problema para ser ajudado.
Esdras disse claramente que o jejum era para terem uma viagem feliz e segura.
Jejue com seriedade.
Jejum não é apenas se abster de alimentos, implica em afligir a alma com oração e intercessão com agonia.
Esdras os convidou para se humilharem.
Jejue antes de tentar uma solução.
Observe que Esdras não jejuou durante a viagem, mas antes.
Jejue no lugar ou com algo que simbolize o problema.
Esdras não fez um retiro, mas foi para o lugar do desafio.
Jejue esperando orientação.
Depois de jejuar Esdras tinha a solução.
O ouro foi pesado na saída e na chegada.
A oferta foi distribuída entre 12 homens para que vindo o ladrão não levasse todo o tesouro.
Por fim ele escolheu o caminho certo sob a direção de Deus.
3. O jejum de Samuel
Objetivo:
“Para por em liberdade os oprimidos” Is. 58:6
Para ganhar almas, para se identificar com pessoas escravizadas, para orar e ser usado por Deus para tirar as pessoas do reino das trevas e traze-las para o reino de Deus.
É o jejum por avivamento.
Texto: I Sm. 7:6
Samuel jejuou para que Israel fosse liberto do pecado.
Atitude:
Convoque a célula para reunir e jejuar (v. 5-6)
Demonstre arrependimento genuíno (v. 3 e 6)
Afaste-se do pecado secreto.
Não devemos nos contentar com os pecados que conhecemos, devemos pedir luz a Deus e pedir que ele nos sonde.
Confessar pecado conhecido restaura comunhão, mas reconhecer o pecado secreto traz avivamento.
Faça a confissão de pecado pelo grupo.
Daniel confessou o pecado pela nação (Dn. 9).
Podemos confessar o pecado por aqueles por quem estamos orando.
Espere a liberação de uma palavra de Deus.
Nos dias de Samuel as palavras eram raras (I Sm 3:1), mas depois desse jejum veio a palavra de Deus.
Faça do seu jejum um símbolo de sua atitude. Mude a sua roupa, raspe a sua cabeça, faça um retiro, etc.
4. O jejum de Elias
Objetivo:
“Despedaçar todo jugo” Is. 58:6
Superar problemas emocionais ou mentais que controlam nossas vidas e devolver o controle ao Espírito do Senhor.
Há pessoas que vivem debaixo de opressão, outras oscilam o tempo todo o estado de espírito, algumas são descontentes e ainda outras vivem debaixo de depressão.
Texto: I Rs. 19: 4 e 8
Embora não se diga que era um jejum, Elias deliberadamente ficou sem se alimentar quando fugia de Jezabel.
Depois desse jejum Elias foi ministrado no monte do Senhor.
Atitudes:
Prepare-se física e emocionalmente.
Elias se preparou para um jejum prolongado dormindo e comendo (v. 5-8).
Todo jejum exige uma preparação.
Reconheça seus limites.
Reconheça que você não consegue a força do hábito sozinho.
Permite que os o ajudem a mudar suas atitudes e disposições mentais.
Vá para um lugar onde você possa encontrar-se com Deus.
Elias queria encontrar-se com Deus em Horebe (v. 8).
Jejue para ouvir a palavra do Senhor.
Elias jejuou para ouvir a voz de Deus (v. 9).
Deixe que a Palavra de Deus revele sua fraqueza.
Assim como perguntou para Adão “onde estás?”, Deus perguntou para Elias “que fazes aqui?”.
As perguntas de Deus são uma oportunidade para entrarmos em contato conosco mesmos.
Confesse sua fraqueza diante de Deus.
Elias se sentia fracassado na sua missão (v. 10).
Não espere sempre manifestações extraordinárias de Deus.
Observe que Deus falou com Elias no vento suave (v. 11 a 13).
Veja a palavra de Deus de maneira positiva.
Elias se sentia fracassada em levar a nação de volta para Deus, mas Deus mostrou que ele não era o único, havia mais sete mil.
Deus ainda lhe deu uma missão (v. 15 e 16).
5. O jejum da viúva
Objetivo:
“Repartir o pão com o faminto e abrigar o pobre desamparado” Is. 58:7
Suprir as necessidades básicas das pessoas que estão ao nosso derredor.
Texto: I Rs. 17: 13-16
Deus enviou o profeta Elias a uma viúva pobre que estava prestes a morrer de fome. Mas Elias em vez de dar-lhe comida, pediu o que ela tinha para ele mesmo.
Quando a viúva resolveu dar ao profeta a última comida que lhe restava, ficando ela mesma de jejum, o Senhor fez o milagre da multiplicação.
Atitudes:
Volte-se apara o seu próximo.
Reconheça as próprias bênçãos
Separe uma parte do seu próprio suprimento para suprir outros.
Jejue e ore para receber orientação de Deus.
Ore por aqueles a quem você ajuda.
Identifique-se com o sofrimento dos outros.
6. O jejum de Paulo
Objetivo:
“Romper a luz como a alvorada” Is. 58:8
Quando temos que tomar decisões cruciais, precisamos permitir que aluz de Deus venha trazer discernimento e uma perspectiva esclarecedora.
Texto: At. 9:9
Depois de encontrar com o Senhor no caminho de Damasco e ficar cego, Paulo começou a jejuar e no final desse jejum Ananias foi enviado a ele para que voltasse a ver e fosse batizado.
Atitudes:
Separe tempo para ouvir o Senhor.
Se precisamos tomar decisões cruciais em nossa vida precisamos separar tempo para jejuar.
Faça uma auto-avaliação honesta.
Quando Deus quer que avaliemos nossa vida ele nos faz perguntas.
Paulo tinha uma pergunta na cabeça:
“Saulo, Saulo porque me persegues?”.
Esta pergunta colocou Paulo em cheque.
Ele queria agradar a Deus, mas estava errado.
Deixe de lado o seu esforço e renda-se a Deus.
Tempo de jejum não é tempo de empreendimento.
Paulo parou e esperou em Deus.
Procure um lugar apropriado para orar.
Aplique-se à oração.
No verso 11 se diz que ele estava orando.
Obedeça o que você ouviu de Deus.
Em 26: 19 Paulo diz que não foi desobediente a visão celestial.
7. O jejum de Daniel
Objetivo:
“Atua cura brotará sem detença” Is. 58:8
Para conseguir uma vida mais saudável ou receber cura para alguma enfermidade.
Texto: Dn. 1:8
Para honrar a Deus, Daniel se absteve de alimentos pagãos e manjares do rei.
No final o resultado foi que ele estava mais saudável que os demais da corte do rei.
Atitudes:
Tenha um compromisso espiritual no seu jejum.
Daniel queria honrar a Deus não comendo coisa imunda (1:8).
Não faça do seu jejum apenas uma dieta.
Faça do seu jejum um tempo de disciplina.
Durante 10 dias Daniel se disciplinou (1:12).
Ore para compreender onde há pecado na sua dieta alimentar.
A comida de Babilônia era imprópria para um judeu, mas hoje há comidas que são impróprias para o templo do Espírito.
Faça do seu jejum uma declaração de fé.
O jejum de Daniel foi um ato de fé porque ele pediu para ser comparado com outros jovens no final (v. 13-15).
Entenda que o próprio jejum é um meio legítimo de ter saúde física.
8. O jejum de João Batista
Objetivo:
“A tua justiça irá adiante de ti” Is. 58:8
Que o nosso testemunho e influência do sal do Senhor em nossas vidas sejam alcançados diante das pessoas.
Texto: Lc. 1:15
João Batista tinha um jejum como estilo de vida pois era nazireu, não bebia nada que viesse da uva.
Isso o caracterizava como alguém separado pelo Senhor para uma missão especial.
Atitudes:
Faça do seu jejum uma proclamação de sua separação para Deus.
Decida ser alguém que possui uma vida devotada a Deus.
Trabalhe com a possibilidade de fazer do jejum um estilo de vida.
Registre por escrito o testemunho que você desejar obter.
O alvo do jejum de João Batista é tornar-se uma luz resplandecendo nas trevas.
Submeta seu estilo de vida a Jesus.
9. O jejum de Ester
Objetivo:
Que “a glória do Senhor” esteja sobre nós. Is. 58:8
O jejum de Ester não foi para poupar a própria vida, mas para que a glória do Senhor se manifestasse livrando seu povo.
Atitudes:
Reconheça o inimigo como a origem do perigo.
O jejum de Ester é por um livramento extraordinário de Deus, que traga glória ao seu nome
Entenda a natureza da batalha espiritual.
Reconheça o poder de Deus para guarda-lo.
Jejue para vencer a cegueira espiritual.
Muitas vezes não percebemos as armadilhas do maligno ao nosso derredor.
Precisamos de luz de Deus.
Entenda que o jejum é apenas parte do processo.
A batalha continua indo até quem tem autoridade para resolver ou buscando todos os meios possíveis.
Jejum para batalha são mais efetivos se feitos em grupo.
Ester pediu para que todo o povo jejuasse (Et. 4:16).
FONTE:www.classicvale.com.br/palavras/os_nove_tipos_de_jejum.doc
Compreendendo o jejum
Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum.
Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.
Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos:
aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele.
Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.
Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal.
Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.
A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?
Não.
No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído:
o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At.27:9).
Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum.
Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.
Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar.
Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos :
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt.6:16-18).
Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática.
Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar.
E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!
Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum.
Isto é errado!
Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.
Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!
O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam.
Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos.
O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.
Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação).
Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam.
Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:
“Disseram-lhe eles:
Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem.
Jesus, porém, lhes disse:
Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc.5:33-35).
O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar.
Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e Ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.
Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava.
A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.
Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta.
Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:
“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto?
Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?”
(Is.58:3a).
E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.”
(Is.58:3b,4).
Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.
O PROPÓSITO DO JEJUM
Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum:
“O jejum não muda a Deus.
Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum.
Mas, jejuar mudará você.
Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”.
O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne.
O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.
Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc.2:22).
O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava.
O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.
Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo.
A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo.
A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.
Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo.
Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.
Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado.
Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus.
A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar.
Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.
O jejum ajuda a liberar a fé!
O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome.
O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.
Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:
a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);
Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);
Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);
Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);
Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);
Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)
b) Nos Evangelhos
Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);
Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);
Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);
c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);
Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).
d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).
DIFERENTES FORMAS DE JEJUM
Há diferentes formas de jejuar.
As que encontramos na Bíblia são:
a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo).
Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:
“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn.10:2,3).
O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável.
Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo.
O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.
E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.
Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum.
Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.
Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20).
Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.
b) Jejum NORMAL.
É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água.
Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto.
Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo.
Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.”
(Mt.4:2).
Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).
c) Jejum TOTAL.
É abstinência de tudo, inclusive de água.
Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias.
A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo.
Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:
Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:
“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos.
Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et.4:16).
Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:
“Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.”(At.9:9).
Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante).
A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo.
Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.
A DURAÇÃO DO JEJUM
Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.
Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:
1 dia – O jejum do Dia da Expiação
3 dias – O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);
14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);
21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);
40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);
OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias.
Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.
Mas ele foi envolvido pela glória divina.
O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe.
Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.
Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum…
Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle.
Siga o conselho bíblico:
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos.
Cumpre o voto que fazes.
“Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec.5:4,5).
É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto.
Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper.
Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.
O JEJUM PROLONGADO
Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto (Lc.4:1).
Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu,pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo.
Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.
Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados.
Não podemos brincar com o nosso corpo.
Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias).
Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero.
Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.
PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?
Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si.
Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.
Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez…
Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias?
Certamente porque Ele contou!
Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.
Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos.
Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum.
E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam!
Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.
Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência:
cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo.
Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda.
Portanto, jejuei e orei em seu favor.
Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor.
Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.
Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã.
Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.
CONCLUINDO
Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo.
Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.
E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo.
Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.
Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração.
Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim.
Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias.
Ao final soube que havia alcançado uma vitória.
Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área.
Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum.
Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…
Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras.
A experiência fortalecerá aquilo que temos dito.
Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!
FONTE:Pr. Luciano Subira – Ministério Orvalho
Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.
Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos:
aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele.
Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.
Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal.
Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.
A BÍBLIA ORDENA O JEJUM ?
Não.
No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído:
o do Dia da Expiação (Lv.23:27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At.27:9).
Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos. Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum.
Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de faze-lo.
Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar.
Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos :
“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” (Mt.6:16-18).
Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática.
Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar.
E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!
Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum.
Isto é errado!
Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.
Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt.28:20), inclusive o modo correto de jejuar!
O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam.
Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muito tempo depois dos apóstolos.
O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.
Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc.6:31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc.6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação).
Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc.18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam.
Aliás chegaram a questionar Jesus acerca disto:
“Disseram-lhe eles:
Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem.
Jesus, porém, lhes disse:
Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão.” (Lc.5:33-35).
O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar.
Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e Ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.
Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava.
A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a faze-lo em secreto, sem alarde.
Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta.
Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:
“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto?
Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?”
(Is.58:3a).
E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:
“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto.”
(Is.58:3b,4).
Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.
O PROPÓSITO DO JEJUM
Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum:
“O jejum não muda a Deus.
Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum.
Mas, jejuar mudará você.
Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”.
O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne.
O jejum deixará nosso espírito atento pois mortifica a carne e aflige nossa alma.
Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:
“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos.” (Mc.2:22).
O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava.
O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.
Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo.
A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo.
A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.
Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo.
Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.
Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado.
Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus.
A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.
Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar.
Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt.17:21), ele não limitou o problema somente a isto mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.
O jejum ajuda a liberar a fé!
O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome.
O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.
Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:
a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:
Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);
Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm.7:6, Ne.9:11);
Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm.1:12 e 3:35);
Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);
Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et.4:16);
Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl.35:13);
Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn.9:3, 10:2,3)
b) Nos Evangelhos
Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt.17:21);
Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc.2:37);
Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc.4:1,2);
c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:
Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);
Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);
Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).
d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (II Co.6:3-5; 11:23-27).
DIFERENTES FORMAS DE JEJUM
Há diferentes formas de jejuar.
As que encontramos na Bíblia são:
a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo).
Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:
“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas.” (Dn.10:2,3).
O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável.
Provavelmente se restringiu à uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo.
O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.
E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas.
Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum.
Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.
Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travada no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20).
Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.
b) Jejum NORMAL.
É a abstinência de alimentos mas com ingestão de água.
Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto.
Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo.
Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome.”
(Mt.4:2).
Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).
c) Jejum TOTAL.
É abstinência de tudo, inclusive de água.
Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias.
A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo.
Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:
Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:
“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos.
Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci.” (Et.4:16).
Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:
“Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.”(At.9:9).
Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante).
A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo.
Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.
A DURAÇÃO DO JEJUM
Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.
Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:
1 dia – O jejum do Dia da Expiação
3 dias – O jejum de Ester (Et.4:16) e o de Paulo (At.9:9);
7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm.31:13);
14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);
21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);
40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc.4:1,2);
OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re.19:8) jejuando períodos de quarenta dias.
Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.
Mas ele foi envolvido pela glória divina.
O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe.
Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.
Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum…
Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle.
Siga o conselho bíblico:
Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos.
Cumpre o voto que fazes.
“Melhor é que não votes do que votes e não cumpras”. (Ec.5:4,5).
É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto.
Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper.
Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.
O JEJUM PROLONGADO
Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto (Lc.4:1).
Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu,pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo.
Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.
Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados.
Não podemos brincar com o nosso corpo.
Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias).
Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero.
Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.
PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO ?
Algumas pessoas são extremistas quanto a discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si.
Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.
Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez…
Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias?
Certamente porque Ele contou!
Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.
Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos.
Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum.
E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam!
Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.
Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência:
cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo.
Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda.
Portanto, jejuei e orei em seu favor.
Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor.
Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.
Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás” , e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã.
Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentiva-los.
CONCLUINDO
Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de faze-lo.
Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.
E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de faze-lo.
Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.
Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração.
Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim.
Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias.
Ao final soube que havia alcançado uma vitória.
Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu. Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área.
Isto vale não só para começar a jejuar mas até para quebrar o jejum.
Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria faze-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…
Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras.
A experiência fortalecerá aquilo que temos dito.
Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!
FONTE:Pr. Luciano Subira – Ministério Orvalho
Em Isaias 58.6,7 está escrito:
“Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?"
O Senhor está ensinando através de seu profeta, que o jejum deve envolver todo o nosso ser, a vontade é subjugada, a mente volta-se para Ele.
São momentos nos quais devemos fechar a porta para a existência e abrir-nos totalmente para o Senhor.
Longe de ser algo mecânico, ou encarado como uma obrigação, no entanto deve ser um ato que parte de nosso íntimo um reconhecimento da glória do Pai e do prazer em humilhar-se em sua presença.
Este ensino é dado ao povo escolhido desde os tempos dos reis, como uma prática agradável e que geralmente movia o coração do Senhor.
Sua pratica era geralmente em situações difíceis, em que o socorro divino era indispensável.
Veja o exemplo de Davi:
“... Jejuou Davi e, ... passou a noite prostrado...” 2Sm 12.16
Vejamos alguns textos que nos leva a conhecer diversos momentos em que o jejum foi extremamente necessário.
Jl 1.14, 2.12;
2Sm 1.12;
Lc 5.33-35;
Sl 35.13;
Dn 6.18;
Et 4.16;
At 13.3, 14.23 etc
O jejum era uma prática comum entre os grandes servos do Senhor, pois sabiam que era uma forma de reabastecer-se, de renovar as forças para enfrentar as difíceis batalhas que tinham pela frente em seus ministérios e até mesmo na vida cotidiana.
Veja alguns exemplos:
Jesus: Mt 4.2;
Moisés: Ex 34.28;
Elias: 1Rs 19.8;
Paulo: 2 Co 11.27;
Cornélio: At 10.30;
Ana: Lc 2.37;
Davi: 2 m 12.16;
Neemias: Ne 1.4;
Ester: Et 4.16;
Daniel: Dn 9.3 entre outros.
O jejum também era feito coletivamente, praticado simultaneamente pela nação, numa cidade, pela igreja etc.
Leia os exemplos:
Nação: Israel Jz 20.6, Ed 8.21, Jr 36.9 etc;
Cidade: Ninivitas Jn 3.5-8;
Lideres: Apóstolos 2 Co 6.5;
Igreja: Primeiros Cristãos At 13.2
Apesar de ser uma prática comum no seio da igreja do Senhor, na Bíblia vemos poucos ensinamentos a respeito de como praticá-lo.
Em Mateus 6.16-18 vemos uma recomendação do Mestre em relação ao jejum:
“Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Infelizmente este precioso ensinamento dado por Cristo pouco tem sido observado nos dias atuais, nos quais vive-se muito a aparência.
E passar uma imagem de crente praticante deste sacrifico coloca sobre as costas uma capa de santidade.
E o que deveria ser em secreto torna-se extremamente aparente, à semelhança do Fariseu que se exaltando dizia a todos:
“Jejuo duas vezes por semana...” Lc 18.12
Nestes dias apocalípticos, a simplicidade da palavra já não tem lugar e muitos têm tentado explicar o inexplicável, e neste afã, inventaram diversas normas para a prática do jejum.
E cada Pastor, impõe as suas ovelhas formas predefinidas e até absurdas para sacrificar ao Senhor.
A palavra, porém, aponta para a voluntariedade é um pacto entre a pessoa e Deus; que nasce no coração, com o desejo de agradar ao Mestre.
É uma forma de nos humilharmos em sua presença, clamando pela sua misericórdia ou demonstrando a nossa gratidão pelo seu amor.
Ditar normas e formas de sacrificar ao Senhor é colocar fardos pesados sobre as pessoas e muitos são induzidos ao erro.
E isto é andar em sentido contrário, pois Cristo veio tirar os fardos pesados difíceis de serem carregados, no entanto, muitos chamados homens de Deus, fazem questão de colocá-los sobre os ombros das ovelhas.
O que deveria verdadeiramente ser ensinado e cobrado pelos pastores era a condição única de santificar-se, deixando o pecado e de voluntariamente chegar-se diante do Pai e fazer um pacto de sacrifício.
Na prática do Jejum é indispensável:
A) Leitura da Palavra - Meditar nos ensinamentos, vivenciá-los
B) Oração - Jejum sem oração, não é jejum!
Deve-se esta em oração constante!
E para orarmos, só precisamos de vontade.
Ora-se: andando pelas ruas; dirigindo; em casa;trabalhando; no metrô, trem ou ônibus; enfim em todos os lugares!
Orar é falar com Deus, como ele conhece nossos pensamentos, não há necessidade de sairmos pelas ruas clamando em voz alta.
É só você e Deus!
Ele te ouvirá.
C) Estar em Espírito
É viver com a mente voltada para os céus, ligado nas coisas espirituais.
É uma condição de vida para todos os Servos do Senhor, em tempos de jejum ou não.
“ Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Sl 51.17
Quanto à forma de jejuar, esta depende do mover do Espírito Santo ou de sua própria opção, cito alguns exemplos:
a) Ficar por um período sem alimentar-se: 12, 24 ou mais horas.
b) Excluir da alimentação por um período pré-estabelecido algum item.
Exemplo: Carne, refrigerantes, doces, etc.
c) Não se alimentar com produtos fermentados.
d) Alimentar-se só com raízes.
e) Alimentar-se apenas com líquidos por um tempo determinado.
f) Faça segundo o teu coração com o objetivo principal de honrar ao Senhor.
No Jejum, temos que afrontar a carne, lutar contra ela, humilhá-la, ir contra nossa própria vontade.
Portanto é inconcebível que alguém venha oferecer um sacrifício que não vá doer na carne.
Por exemplo:
Querer excluir da alimentação o refrigerante por um período, quando normalmente você bebe esporadicamente.
Certamente será em vão!
É Preciso ir contra a carne! Afrontá-la!
“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz.
O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus.
Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos.
De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” Rm 14.6-9
E assim deve ser o nosso viver, tudo quanto façamos, que seja feito no Senhor.
Consulte mais sobre jejum, veja os textos:
1Rs 21.9; 2 Cr 20.3; Ed 8.21; Sl 35.13, 69.10; Jr 36.6; Dn 6.18, 9.3; Jl 1.14, 2.15; Jn 3.5; Zc 8.19; Mt 15.32, 17.21; Mc 8.3; Lc 2.37; At 14.23, 27.9; 2 Co 6.5, 11.27
Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?"
O Senhor está ensinando através de seu profeta, que o jejum deve envolver todo o nosso ser, a vontade é subjugada, a mente volta-se para Ele.
São momentos nos quais devemos fechar a porta para a existência e abrir-nos totalmente para o Senhor.
Longe de ser algo mecânico, ou encarado como uma obrigação, no entanto deve ser um ato que parte de nosso íntimo um reconhecimento da glória do Pai e do prazer em humilhar-se em sua presença.
Este ensino é dado ao povo escolhido desde os tempos dos reis, como uma prática agradável e que geralmente movia o coração do Senhor.
Sua pratica era geralmente em situações difíceis, em que o socorro divino era indispensável.
Veja o exemplo de Davi:
“... Jejuou Davi e, ... passou a noite prostrado...” 2Sm 12.16
Vejamos alguns textos que nos leva a conhecer diversos momentos em que o jejum foi extremamente necessário.
Jl 1.14, 2.12;
2Sm 1.12;
Lc 5.33-35;
Sl 35.13;
Dn 6.18;
Et 4.16;
At 13.3, 14.23 etc
O jejum era uma prática comum entre os grandes servos do Senhor, pois sabiam que era uma forma de reabastecer-se, de renovar as forças para enfrentar as difíceis batalhas que tinham pela frente em seus ministérios e até mesmo na vida cotidiana.
Veja alguns exemplos:
Jesus: Mt 4.2;
Moisés: Ex 34.28;
Elias: 1Rs 19.8;
Paulo: 2 Co 11.27;
Cornélio: At 10.30;
Ana: Lc 2.37;
Davi: 2 m 12.16;
Neemias: Ne 1.4;
Ester: Et 4.16;
Daniel: Dn 9.3 entre outros.
O jejum também era feito coletivamente, praticado simultaneamente pela nação, numa cidade, pela igreja etc.
Leia os exemplos:
Nação: Israel Jz 20.6, Ed 8.21, Jr 36.9 etc;
Cidade: Ninivitas Jn 3.5-8;
Lideres: Apóstolos 2 Co 6.5;
Igreja: Primeiros Cristãos At 13.2
Apesar de ser uma prática comum no seio da igreja do Senhor, na Bíblia vemos poucos ensinamentos a respeito de como praticá-lo.
Em Mateus 6.16-18 vemos uma recomendação do Mestre em relação ao jejum:
“Tu, porém, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto, Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.”
Infelizmente este precioso ensinamento dado por Cristo pouco tem sido observado nos dias atuais, nos quais vive-se muito a aparência.
E passar uma imagem de crente praticante deste sacrifico coloca sobre as costas uma capa de santidade.
E o que deveria ser em secreto torna-se extremamente aparente, à semelhança do Fariseu que se exaltando dizia a todos:
“Jejuo duas vezes por semana...” Lc 18.12
Nestes dias apocalípticos, a simplicidade da palavra já não tem lugar e muitos têm tentado explicar o inexplicável, e neste afã, inventaram diversas normas para a prática do jejum.
E cada Pastor, impõe as suas ovelhas formas predefinidas e até absurdas para sacrificar ao Senhor.
A palavra, porém, aponta para a voluntariedade é um pacto entre a pessoa e Deus; que nasce no coração, com o desejo de agradar ao Mestre.
É uma forma de nos humilharmos em sua presença, clamando pela sua misericórdia ou demonstrando a nossa gratidão pelo seu amor.
Ditar normas e formas de sacrificar ao Senhor é colocar fardos pesados sobre as pessoas e muitos são induzidos ao erro.
E isto é andar em sentido contrário, pois Cristo veio tirar os fardos pesados difíceis de serem carregados, no entanto, muitos chamados homens de Deus, fazem questão de colocá-los sobre os ombros das ovelhas.
O que deveria verdadeiramente ser ensinado e cobrado pelos pastores era a condição única de santificar-se, deixando o pecado e de voluntariamente chegar-se diante do Pai e fazer um pacto de sacrifício.
Na prática do Jejum é indispensável:
A) Leitura da Palavra - Meditar nos ensinamentos, vivenciá-los
B) Oração - Jejum sem oração, não é jejum!
Deve-se esta em oração constante!
E para orarmos, só precisamos de vontade.
Ora-se: andando pelas ruas; dirigindo; em casa;trabalhando; no metrô, trem ou ônibus; enfim em todos os lugares!
Orar é falar com Deus, como ele conhece nossos pensamentos, não há necessidade de sairmos pelas ruas clamando em voz alta.
É só você e Deus!
Ele te ouvirá.
C) Estar em Espírito
É viver com a mente voltada para os céus, ligado nas coisas espirituais.
É uma condição de vida para todos os Servos do Senhor, em tempos de jejum ou não.
“ Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.” Sl 51.17
Quanto à forma de jejuar, esta depende do mover do Espírito Santo ou de sua própria opção, cito alguns exemplos:
a) Ficar por um período sem alimentar-se: 12, 24 ou mais horas.
b) Excluir da alimentação por um período pré-estabelecido algum item.
Exemplo: Carne, refrigerantes, doces, etc.
c) Não se alimentar com produtos fermentados.
d) Alimentar-se só com raízes.
e) Alimentar-se apenas com líquidos por um tempo determinado.
f) Faça segundo o teu coração com o objetivo principal de honrar ao Senhor.
No Jejum, temos que afrontar a carne, lutar contra ela, humilhá-la, ir contra nossa própria vontade.
Portanto é inconcebível que alguém venha oferecer um sacrifício que não vá doer na carne.
Por exemplo:
Querer excluir da alimentação o refrigerante por um período, quando normalmente você bebe esporadicamente.
Certamente será em vão!
É Preciso ir contra a carne! Afrontá-la!
“Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz.
O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o SENHOR não come, e dá graças a Deus.
Porque nenhum de nós vive para si, e nenhum morre para si.
Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos.
De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor.
Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos.” Rm 14.6-9
E assim deve ser o nosso viver, tudo quanto façamos, que seja feito no Senhor.
Consulte mais sobre jejum, veja os textos:
1Rs 21.9; 2 Cr 20.3; Ed 8.21; Sl 35.13, 69.10; Jr 36.6; Dn 6.18, 9.3; Jl 1.14, 2.15; Jn 3.5; Zc 8.19; Mt 15.32, 17.21; Mc 8.3; Lc 2.37; At 14.23, 27.9; 2 Co 6.5, 11.27
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