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24 de dez. de 2009

Para prosperar!


Malaquias 3:6-9
“Porque Eu, o SENHOR, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.
Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis:
Em que havemos de tornar?
Roubará o homem a Deus?
Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos?
Nos dízimos e nas ofertas.
Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação.”

QUAL A OFERTA QUE NÓS ROUBAMOS?

A Oferta de Primícias, também chamada oferta sacerdotal.
Precisamos ser restaurados aos princípios de vida que nos foram roubados e um deles diz respeito às Primícias sacerdotais a fim de que seja extinta a maldição financeira na vida familiar e congregacional da Igreja dos nossos dias.

PRINCÍPIOS DA PALAVRA DE DEUS PARA PROSPERIDADE FINANCEIRA MEDIANTE OFERTAS

PRINCÍPIO – e não sentimento – “NÃO COMPARECER DIANTE DE DEUS DE MÃOS VAZIAS” “… porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR.” – Deut. 16:16

“Porém o rei disse a Araúna:
Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao SENHOR meu Deus holocaustos que não me custem nada.
Assim David comprou a eira e os bois por cinqüenta ciclos de prata.” II Sam. 24:24

“Então falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
Fala aos filhos de Israel, que me tragam uma oferta alçada; de todo o homem cujo coração se mover voluntariamente, dele tomareis a minha oferta alçada.
E esta é a oferta alçada que recebereis deles: ouro, e prata, e cobre, e azul, e púrpura, e carmesim, e linho fino, e pêlos de cabras, e peles de carneiros tintas de vermelho, e peles de texugos, e madeira de acácia, azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.
Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.”
Êxodo 25:1-9
É Necessário discernir o que significa “voluntariamente” Com o objetivo de edificar o Tabernáculo, Deus convoca o povo para ofertar voluntariamente, pois o cerne é o coração.
Esta é a motivação para qualquer oferta:
o coração voluntário .

TIPOS DE OFERTA QUE DEUS DETERMINOU:

1. Para prosperar e alcançar objetivos - v. 3 - ouro, prata e cobre.
2. Para o serviço do Templo - v. 4-5 - Azul, púrpura e carmesim; linho fino, pêlos de cabras, peles de carneiros tintas de vermelho, peles de texugos, madeira de acácia.
3. Para o serviço espiritual - v. 6-7 - Azeite para a luz, especiarias para o óleo da unção, e especiarias para o incenso, pedras de ônix, e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.
O SONHO DE DEUS É HABITAR CONOSCO - v 8 –
”E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”
Mover-se voluntariamente não significa sentir ou não sentir dar ofertas, mas mover-me em obediência dentro da realidade financeira da sua vida.
Então, há que questionar:
“que tipo de oferta posso eu trazer ao Senhor?
Quais as notas de Euros posso eu mover voluntariamente para edificar a Casa do Senhor?”
Deus estabeleceu princípios para as finanças que são necessárias restaurar á vida particular, à vida da Igreja, à vida da nação.
Definimos “princípio” como o que é estabelecido desde origem como linha de conduta a atuação.
Definimos “primícias” como a porção prioritária, a melhor parte retirada da primeira colheita, do primeiro salário.
O princípio das primícias bem explícito:
“Honra ao SENHOR com os teus bens e com as PRIMÍCIAS de toda a tua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares” Prov. 3:9-10.
Oferta de primícias deixa subentendido que a nação de Israel, as famílias, dependiam de Deus.
E nós hoje, dependemos de quem?

PRIMÍCIAS: O PRINCÍPIO DA PROSPERIDADE E VIDA

O primeiro exemplo de oferta de primícias foi do próprio Deus ao prometer a Adão e Eva um Salvador em Gn. 3:15, o que cumpriu.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16,

ORIGEM DAS PRIMÍCIAS

“E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem.
E deu à luz mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
E aconteceu ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor. E Abel também trouxe dos PRIMOGÊNITOS das suas ovelhas, e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
Mas para Caim e para a sua oferta não atentou.
E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o semblante.
E o Senhor disse a Caim: Por que te iraste?
E por que descaiu o teu semblante?”
Gen.4:1-6
Podemos perceber que Deus recebeu as duas ofertas, mas a atenção de Deus foi para a oferta de Abel e não a oferta de Caim.
Existe uma explicação, essa atenção de Deus para oferta de Abel tem a haver com
A obediência ao princípio:
Caim trouxe uma oferta que no Hebraico (mincau) significa “oferta voluntária”.
Abel trouxe uma oferta que no Hebraico (becorau) significa “primícia”.
Se primícia era uma oferta da Lei, como aparece aqui?
Agora observe que Abel foi morto por Caim por causa das primícias.
Você já reparou que até existem ALGUNS “Caim” que não suportam ver seus irmãos honrando ao seu líder e ao invés de orar, de agradecer se colocam na posição de homicidas.

COMO DEVEMOS CONSIDERAR AS PRIMÍCIAS

“Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem TRIBUTO, TRIBUTO; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” Romanos 13:7
Tributar / Prestar homenagem
Portanto, a oferta de PRIMÍCIAS é uma forma de honrar a Deus pela colheita alcançada, pela provisão, honrar o sacerdote pela sua função, valor e ministério.

AONDE TEMOS QUE ENTREGAR AS PRIMÍCIAS

“Que também traríamos as primícias da nossa terra, e as primícias de todos os frutos de todas as árvores, de ano em ano, à Casa do Senhor.
“ Neemias 10:35
De acordo com Neemias as primícias deverão ser trazidas para CASA DO SENHOR.
“Todo o melhor do azeite, e todo o melhor do mosto e do grão, as suas PRIMÍCIAS que derem ao Senhor, as tenho dado a ti.
Os primeiros frutos de tudo que houver na terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus; todo o que estiver limpo na tua casa os comerá.”
Números 18:12-13

A QUEM DEVEMOS ENTREGAR AS PRIMÍCIAS

No livro de Números, Deus chama Araão e instruiu-o acerca da sua função sacerdotal, deixando bem claro que as PRIMÍCIAS seriam para suprimento, são o direito do sacerdote.
“Este, pois, será o direito dos sacerdotes, a receber do povo, dos que oferecerem sacrifício, seja boi ou gado miúdo; que darão ao sacerdote a espádua e as queixadas e o bucho.
Dar-lhe-ás as PRIMÍCIAS do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e as PRIMÍCIAS da tosquia das tuas ovelhas. Porque o Senhor teu Deus o escolheu de todas as tuas tribos, para que assista e sirva no nome do Senhor, ele e seus filhos, todos os dias”
Deut. 18:3-5
Por isso hoje, devemos entregar as PRIMÍCIAS ao Pastor Presidente do Ministério, pois ele é o sacerdote em exercício que Deus levantou para nos ministrar.

COMO CALCULAR O VALOR DAS PRIMÍCIAS

Dentro da cultura judaica as PRIMÍCIAS eram entregues na primeira colheita, dentro da nossa cultura a colheita é mensal, recebemos o nosso salário mensalmente, a média mensal de dias é de 30 dias de trabalho.
Assim, tomamos o valor do salário mensal e divide-se o valor por 30; o resultado desse cálculo representa o valor da PRIMÍCIA.

Ex: Salário de R$ 1.000,00 dividido por 30 = o valor da PRIMÍCIA é de R$ 33,33.
O dízimo, sendo pertença do Senhor, é igualmente para trazer à Casa do Senhor a fim de ser devolvido ao Senhor.

RESULTADO DA ENTREGA DA OFERTA DE PRIMÍCIA

Os dízimos protegem os bens enquanto as PRIMÍCIAS santificam o dízimo.
Veja a grande revelação relativa a essa oferta.
Muitas pessoas são fiéis com os seus dízimos e ofertas, mas não conseguem alcançar vitória nas suas vidas financeiras.
Romanos 11:16 diz:
“ E, se as PRIMÍCIAS são santas, também a massa o é; se a raiz é santa, também os ramos o são.”
Os nossos dízimos e ofertas representam a raiz da árvore financeira da nossa vida. Quando entregamos as PRIMÍCIAS, os nossos dízimos são santificados e, por conseqüência, todos os ramos também, por isso, não perca a oportunidade de pela obediência aos princípios instituídos por Deus, mudar a história da sua vida financeira através dessa revelação.
“Eu sou a Videira verdadeira, e meu Pai é o Lavrador.
Toda a vara em mim que não dá fruto, ele a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. Vós já estais limpos, pela palavra que vos tenho falado. Estai em Mim, e eu estarei em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim.
Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” João 15:1-5
Jesus mostrou o resultado de cumprirmos os Seus princípios
“Tenho-vos dito isto, para que o Meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo”
João 15:11

MULTIPLICAÇÃO FINANCEIRA ATRAVÉS DA OBEDIÊNCIA.

“Logo que essa ordem foi promulgada, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias de trigo, mosto, azeite, mel e todo produto do campo…”
II Cron. 3:15
Ezequias começa em Israel uma grande restauração de culto ao Senhor, ele repara a casa de Deus, leva os sacerdotes e levitas a consagrarem-se e começa a colocar em prática a Lei do Senhor, e o rei agora pede para todo o povo trazer as PRIMÍCIAS, e o povo responde imediatamente a direcção do rei.
Veja então o resultado dessa obediência.
“Perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões, e Azarias, o sumo sacerdote da casa de Zadoque, respondeu-lhe: Desde que o povo começou a trazer suas ofertas à casa do Senhor, tem havido o que comer e de que se fartar, e ainda há sobra em abundância, porque o Senhor abençoou ao seu povo, e sobrou esta grande quantidade.”
II Cron. 31:9-10

A multiplicação financeira é gerada através da obediência.

Houve uma grande multiplicação quando o povo obedeceu.
A fartura era tanta que sobrou para distribuir.
O segredo está em praticar os PRINCÍPIOS da Palavra de Deus.

PELA OFERTA DE PRIMÍCIAS A BENÇÃO DE DEUS VAI REPOUSAR SOBRE A SUA CASA.

“As PRIMÍCIAS de todos os primeiros frutos de tudo, e toda a oferta de todas as vossas ofertas, serão dos sacerdotes. As primeiras das vossas massas dareis aos sacerdotes, para que faça repousar uma benção sobre a vossa casa.”
Ezequiel 44:30
Repare na expressão “repousar”. As bênçãos de Deus permanecem com aqueles que obedecem a Deus e honram o seu sacerdote.
Já vinha expresso pela boca de Deus ao estabelecer em Deuteronômio 28 as bênçãos ou maldições a saber escolher pelo seu povo Israel
“E será que, se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o Senhor teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra.” 28:1
Obedecer é privilégio dos que têm e guardam a aliança com Deus.
Pela obediência e fidelidade à Sua Palavra Deus se obriga a abençoar-nos.

HÁ UMA ROTA SEGURA PARA PROSPERIDADE
Texto: Gn. 26:14-16
Existem muitas maneiras de prosperar.
Há quem prospere a custa da infelicidade e desgraça de outros.
Há quem prospere fazendo do dinheiro seu deus.
há quem prospere fazendo do trabalho sua bandeira, sua vida.
Há quem prospere sacrificando relacionamentos, família, vida de fé, sua saúde.
Porém há uma rota de prosperidade saudável a qual usufruo juntamente com uma família abençoada e unida, com saúde abençoada, com um trabalho equilibradamente.
Busque a prosperidade quem vem de Deus equilibradamente.
I Na rota da prosperidade aparecem opositores tanto espirituais como naturais.
Gênesis 26:14
Possuía ovelhas e bois e grande número de servos, de maneira que os filisteus lhe tinham inveja.
É preciso administrar bem isto.
Pessoas podem ter um comportamento motivado por invejas.
Porém a luta certa é contra os anjos caídos, os demônios odeiam a prosperidade do povo de Deus, Ef 6:10-17.

II Na rota da prosperidade há perdas necessárias.
Gênesis 26:15
E, por isso, lhe entulharam todos os poços que os servos de seu pai haviam cavado, nos dias de Abraão, enchendo-os de terra.
Nós nunca queremos perder nada, porém há perdas necessárias para que possamos ganhar coisas maiores.
As fontes significavam sobrevivência naquela região árida.
Porém, quem havia aberto aquelas fontes?
Abraão o pai de Isaque.
Isaque estava acomodado numa herança que havia recebido de seu pai.
Esta acomodação pode limitar nossas conquistas.
Ao mesmo tempo em que esta situação do entulhamento dos poços era uma grande tragédia e uma grande perda, era também uma grande oportunidade de Isaque abrir seus próprios poços.
Gênesis 26:19
Cavaram os servos de Isaque no vale e acharam um poço de água nascente.
Quem foi que cavou este poço?
Isaque e seus servos.
Como era este poço?
De água nascente.

A perda de Isaque propiciou que ele tivesse algo muito melhor.
Muitas coisas que você perdeu era para demover você do comodismo e te lançar a novas conquistas.

III Na rota da prosperidade saudável precisa ser levantado um altar espiritual a Deus em nossas vidas, Sabendo que não existe altar a Deus sem algo para oferecer.
Gênesis 26: 24-25
Na mesma noite, lhe apareceu o SENHOR e disse:
Eu sou o Deus de Abraão, teu pai.
Não temas, porque eu sou contigo; abençoar-te-ei e multiplicarei a tua descendência por amor de Abraão, meu servo.
Então, levantou ali um altar e, tendo invocado o nome do SENHOR, armou a sua tenda; e os servos de Isaque abriram ali um poço.
Neste altar é preciso depositar nossa fé em forma de ofertas.
Provérbios 11:24
A quem dá liberalmente, ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo, ser-lhe-á em pura perda. Quando agimos assim desatamos a nossa prosperidade.
Um abraço cheio das Riquezas de Deus!

Pr. Alexandre Macedo

Infidelidade no Casamento: O Papel do Perdão


Uma das dores emocionais mais devastadoras é a de ter sido traído pelo cônjuge.
Isto porque quando se casa por amor o vínculo afetivo formado ao longo do namoro, noivado e casamento é muito forte e o nível de confiança depositado no cônjuge passa a ser um dos mais profundos nas relações humanas.
Quando ocorre a infidelidade, quebra-se muita coisa e o perdão se faz necessário em algum momento no futuro.
Vamos pensar sobre isto.
Qualquer pessoa, religiosa ou não, está sujeita à paixões afetivas.
Quando ela é religiosa, o compromisso de fidelidade é assumido não só para com o cônjuge, mas para com Deus também.
Ocorrendo adultério, além da quebra da fidelidade com o companheiro(a), ocorre também a quebra do relacionamento com Deus.
Claudia Bruscagin, psicoterapeuta familiar, com doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP e professora no Curso de Especialização em Terapia Familiar e de Casal do Núcleo de Família e Comunidade da PUC-SP, diz, no livro “Religiosidade e Psicoterapia”, Editora Roca, p.59 e 60, 2008: “No contexto religioso, a infidelidade parece denunciar uma falta de compromisso não somente com o casamento, mas também com Deus, com a religião e seus preceitos.
Para o casal religioso, a reconstrução do relacionamento após um caso de infidelidade exige que não somente a dinâmica da relação seja revista, mas também a interação de cada um dos membros do casal com Deus, pois o perdão de Deus é tão importante quanto o perdão do cônjuge traído.”
Cada cônjuge tem um papel quanto ao perdão ao ocorrer a infidelidade.
O do traído é oferecer o perdão, o do traidor é buscá-lo.
Claudia comenta: “Ambos devem avaliar seu relacionamento e restaurar a relação, mudando o que erraram e acima de tudo perdoando verdadeiramente.
Mas o que é o perdão verdadeiro?
Depende dos sentimentos?
Depende de esquecer o fato?
É muito importante entender que o perdão cura a pessoa que perdoa. Viver ressentido é viver com a dor agarrada em você. A palavra “ressentimento” significa “re-sentir”, ou seja, sentir de novo. O perdão interrompe sentir a dor contínua. Quando você perdoa, a dor vai embora e você se sente melhor, mesmo que o perdão não possa produzir o restabelecimento do relacionamento interrompido pela quebra da fidelidade e confiabilidade na vida do casal. Claudia cita M. Pereyra, doutor em Psicologia (Argentina), autor de um livro sobre o perdão:
“A única forma de curar a dor que não se cura por si mesma é o perdão à pessoa que o magoou.
O perdão cura a memória ao trabalhar a mudança de pensamentos.
Aquele que vive remoendo sua dor pode ser mais prisioneiro que o agressor e, ao perdoar, liberta-se da prisão.”
Ainda citando Pereyra: “… perdoar não é passar por cima dos próprios sentimentos, ou simplesmente ‘dar a outra face’.
É um processo longo e dolorido, pois é um ato voluntário de renúncia ao direito legítimo de estar ressentido, de julgar negativamente o ofensor ou agressor e demonstrar uma atitude de compaixão e generosidade para com ele, apesar de não merecer.
Perdoar não é a negação dos sentimentos de mágoa, ira e rancor.
É reconhecer os sentimentos e então escolher não agir por eles.
Também significa que os maus sentimentos podem voltar e que talvez seja preciso perdoar mais de uma vez.”
Diz-se que quem perdoa, esquece.
Na verdade, quem perdoa genuinamente, primeiro lembra, analisa, desabafa a dor, depois trabalha para esquecer por decisão consciente de fazer isto.
Perdoar não é desculpar o erro da pessoa.
Claudia explica: “A desculpa ocorre quando há a compreensão de que a pessoa não é culpada pelo que fez.” Você não desculpa no sentido de tirar a culpa, porque ela é real.
Procura perdoar escolhendo fazer isto independente do sentimento porque “o perdão não é um sentimento, é uma escolha.” Escolha de não cultivar a mágoa contra a pessoa que machucou você.
Há ritmo e estágios diferentes para cada um viver o processo de perdoar.
Se alguém der um sôco no seu rosto, produzirá uma marca visível na pele.
Pode sangrar, fica roxo, inchado, etc.
E a cura desta pancada demora um tempo, se você perdoou o agressor ou não.
Algo parecido ocorre no processo de cura da dor da “pancada” da traição.
Claudia fala de estágios para se alcançar o perdão: mágoa, rancor, cura e reconciliação. O primeiro passo é reconhecer os sentimentos e assumi-los. Ela afirma que na fase de reconciliação em casos de infidelidade (ou outros) é importante que o cônjuge que traiu, se quiser seguir na reconciliação: (1)Aceite sua responsabilidade pelo ocorrido;
(2)expresse sincero pesar e arrependimento;
(3)de alguma forma ofereça compensação conveniente;
(4)prometa não repetir a conduta
(5)peça perdão.
Ela conclui: “Na reconciliação, quando possível, o ofendido convida a pessoa que o machucou de volta para sua vida.
Se o outro vem honestamente, o amor pode atuar e juntos podem desenvolver um novo relacionamento.
Esse estágio depende tanto da pessoa a ser perdoada quanto da que perdoa; às vezes a pessoa não volta e é preciso se curar sozinho.”

19 de dez. de 2009

Rebeca


Genesis 27 relata a história de Rebeca, uma mulher que esteve estéril nos primeiros vinte anos da vida de casada, mas em resposta a oração do esposo, foi curada e engravidou de gêmeos.
Jacó e Esaú nasceram bem diferentes um do outro.
Eles deram origem a duas grandes nações:
dos israelitas e dos edomitas, o filho preferido de Rebeca era Jacó.
E por isso ela não mediu esforços para privilegiá-lo, enganando até o marido.
Essa atitude gerou muitos conflitos na família.
Os irmãos brigaram, acabaram se distanciando, e Rebeca terminou seus dias sozinha, longe do filho que tanto amava.
Naquela época, por volta do ano 1900 a.C., o sonho de consumo de uma dona de casa eram fogões de cerâmica: o fogo ardia dentro do forno construído com tijolos revestidos, os queimadores eram no máximo três.
Uma refeição completa era composta de pães, uma bebida e cozidos de vegetais e carne.
Esse é um exemplo de mulher de Fé que lutou para conquistar o que acreditava ser certo.
No entanto, não soube usar de forma adequada as habilidades culinárias que Deus lhe concedeu.

O "Adorno" da Mulher Cristã: proibição ou privilégio?


É certo uma mulher cristã se enfeitar?
Na maioria das igrejas contemporâneas são raros os pastores que sobem ao púlpito para dizer que não.
Reconhecemos, porém, que existem algumas comunidades cristãs que sinceramente consideram que as mulheres devem evitar o uso de jóias, maquiagem e roupas vistosas e que controlam até o corte e o penteado dos seus cabelos.
Qual a legitimidade dos adornos femininos?
1 Qual a expressão real da modéstia cristã?
E o que isso tem a ver com a percepção daquilo que a Bíblia realmente ensina sobre a natureza, o propósito e especialmente o valor das mulheres cristãs tanto as do passado quanto as do presente?
Ao pesquisarmos, verificamos que a interpretação dos textos pertinentes ao assunto tem sido, muitas vezes, afetada por pontos de vista preconcebidos, tanto pelos que aceitam quanto pelos que rejeitam adornos externos nas mulheres.

I. O DILEMA

Será que é possível uma mulher usar adornos externos ou um pastor temente a Deus permitir que as senhoras e moças da sua igreja se enfeitem sem ir de encontro às duas passagens bíblicas citadas para proibir o uso de todos ou certos adornos?
Elas parecem ser tão claras e específicas!
1 Timóteo 2.9-10 diz: ... que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas).
1 Pedro 3.3-6 declara:
Não seja o adorno das esposas o que é exterior, como frisado de cabelos, adereços de ouro, aparato de vestuário; seja, porém, o homem interior do coração, unido ao incorruptível de um espírito manso e tranqüilo, que é de grande valor diante de Deus.
Pois foi assim, também, que a si mesmas se ataviaram, outrora, as santas mulheres que esperavam em Deus, estando submissas a seus próprio maridos, como fazia Sara, que obedeceu a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós vos tornastes filhas, praticando o bem e não temendo perturbação alguma.
Quantos dos pastores que acatam os adornos femininos nos cultos podem dar uma explicação clara sobre essa atitude às suas igrejas?
Quantos de nós têm certeza absoluta daquilo que estamos "aprovando," implicitamente, pelo uso?
Ou estamos abrigando "dúvidas" e ainda assim procedendo por causa de comodidade ou vaidade?
A Bíblia é clara quando diz que a falta de certeza sobre o nosso comportamento indica que estamos pecando, embora estejamos fazendo algo que talvez não seja pecaminoso em si
(Rm 14.12, 22-23).
Existem centenas e milhares de mulheres no Brasil e pelo mundo afora, que amam a Deus de todo o coração, mas que sentem uma fisgada de desconforto e culpa quando lêem essas passagens.
Perguntam a si mesmas se estão sendo carnais, se estão falhando na sua espiritualidade.
Numa era em que seus maridos ou namorados estão cercados de mulheres que combatem a celulite, a gordura, as rugas e os cabelos brancos como inimigos mortais e na qual a humanidade valoriza intensamente a aparência física, elas não conseguem evitar arrepios ao pensar nas possíveis conseqüências de deixar de lado os próprios esforços em prol de uma aparência agradável.
A maioria chega à conclusão que ficariam sem condições emocionais e sociais para continuar convivendo e trabalhando adequadamente nas esferas onde Deus as colocou. Ao olhar ao redor de si, notam que nenhum líder na sua igreja está advogando a abstenção dos adornos e cosméticos.
Concluem que essas pessoas devem ter entendimento mais apurado do assunto e continuam como estão.
Mas o sentimento de culpa continua, especialmente quando alguém lhes aponta esses versículos e lhes conclama a uma auto-defesa.
Enquanto isso, há outras tantas mulheres que realmente praticam a abstinência de qualquer enfeite externo (dentro dos limites estipulados por suas igrejas).
Tendo entregue a vida a Deus, conseguem conviver relativamente bem com essa situação, especialmente porque encontram um sistema de apoio mútuo dentro dos seus círculos eclesiásticos.
As suas vidas se entrelaçam quase inteiramente com o seu lar e com a sua igreja e as atividades desta.
Sofrem muito, entretanto, quando tentam passar essas mesmas proibições às suas filhas que têm que conviver diariamente com um mundo que se nega a dar-lhes valor e que ri da sua falta de adornos e das suas roupas diferentes, nas escolas e nos empregos.
Filhas que sofrem e olham para outras mulheres cristãs que não se abstêm e perguntam — "Porque elas podem, e eu não?"
E que são prontamente admoestadas por sua falta de amor a Deus e exortadas com frases do tipo "Enganosa é a graça e vã a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada" (Pv 31.30) ou "Nós não queremos que a nossa filha seja confundida com uma Jezabel!"2

II. A Necessidade de Aprofundamento na Questão

É, portanto, urgente que haja uma verificação mais aprofundada do significado e da importância dos textos principais que se referem a esse assunto.
É extremamente relevante também porque o texto de 1 Timóteo está enraizado nas orientações específicas de Paulo a respeito do comportamento de homens e mulheres nas igrejas, especialmente na área de liderança.
A outra determinação se encontra em meio aos conselhos de Pedro, a ambos os sexos, sobre a vida no lar.
Trata-se de áreas extremamente polêmicas nas igrejas e no mundo em que vivemos porque muitos têm chegado à conclusão de que esses versos eram condicionados a um tempo que já passou e portanto não se aplicam aos dias de hoje.
3 Como evitar o desprezo de parte de uma passagem se nós mesmos não conseguimos explicar a razão pela qual seguimos ou não seguimos a aparente instrução da outra parte?
Existe muita confusão a respeito da autoridade masculina na igreja e no lar porque a liderança masculina nas igrejas tem, vezes demais, se mostrado indiferente ao valor, sentimentos e dons das mulheres com que convivem, deixando pouco ou nenhum espaço para a sua expressão, inclusive na área dos adornos.
Começando pelos Pais da Igreja, passando por expoentes da Reforma e por grande número de teólogos e comentaristas de renome, verificamos negligência e omissão em algumas áreas do seu lidar com a metade feminina do povo de Deus.
4 Em muitas ocasiões, a legítima liderança amorosa masculina se deteriorou num domínio arrogante e agressivo, baseado em pressuposições errôneas de superioridade.
5 Se tivessem sido mais compreensivos e dado igual atenção nos seus sermões e escritos ao exemplo de Jesus quando lidava com as mulheres e às orientações de Pedro (e de Paulo também – Ef 5.25-33; Cl 3.19) para os homens,6 a situação atual talvez fosse bem diferente.

III. Preconceitos, Prescrições e Omissões

A Tendência Judaica

Os Pais da Igreja não se desviaram da opinião judaica a respeito de mulheres, prevalecente no período apostólico.
Filo de Alexandria, um contemporâneo de Paulo e Pedro, declarou:
a fêmea é imperfeita, sujeita, vista mais como o parceiro passivo do que o ativo.
E já que os elementos dos quais consistem a nossa alma são dois a parte racional e a parte irracional a parte racional pertence ao sexo masculino, sendo a herança de intelecto e razão; mas a parte irracional pertence ao sexo feminino, e também os sentidos externos.
7 E a mente é em cada respeito superior ao sentido externo, como é o homem à mulher."
Na compilação das tradições orais preservadas pelos judeus, os homens eram encorajados a agradecer a Deus diariamente por não tê-los feito "nem gentio, nem mulher, nem escravo."
8 No templo em Jerusalém as senhoras não podiam passar do átrio das mulheres,9 um isolamento até considerado natural pela maioria dos comentaristas, mas que, na realidade, não existia no plano divino para o tabernáculo (1 Sm 1.9-10) e nem no primeiro templo (1 Cr 28.11,19; 1 Rs 5-8), refletindo tão somente o preconceito do judaísmo.
Paradoxalmente, os adornos parecem ter sido amplamente utilizados nesse período.

A Tendência Patrística

Não existe registro de como os lideres das igrejas que receberam as cartas de Paulo e Pedro interpretaram e aplicaram as suas palavras nos textos já mencionados.
Mas os Pais da Igreja dos séculos subseqüentes tornaram-se totalmente contrários ao uso do adorno feminino.
Tertuliano (160-220 DC) reclamou sobre as mocinhas:
"Elas consultam o espelho para ajudar a sua beleza, gastam a pele do rosto de tanto lavar, tentando tornar o mesmo sedutor com cosméticos, arrogantemente jogam uma capa por cima dos ombros, colocam seus apertados sapatinhos multiformes e levam bem mais acessórios quando vão ao banho."Cipriano (c. 250 DC) ensinou que "os adornos e as roupas vistosas e as seduções da beleza pertencem apenas a prostitutas e mulheres desenvergonhadas, e a vestimenta mais cara acompanha aquela cuja modéstia é a mais barata.
Jerônimo (340-420 DC) perguntou:
"Qual o lugar de ruge e chumbo branco no rosto de uma senhora crista?
Servem apenas para inflamar as paixões dos homens jovens, para estimular a lascívia e para indicar uma mente impura.
Eram homens de peso na história da igreja cristã mas quase todos com tendências ascéticas.

C. Nosso Propósito

Neste ensaio, tentaremos estabelecer que Paulo e Pedro não estavam proibindo o uso de adornos pelas mulheres, mas que, ao contrário, eles estavam contrastando o legítimo adorno externo com algo bem mais valioso o adorno interno.
Verificaremos de forma resumida e geral o que a igreja tem ensinado a respeito disso durante os dois milênios que se passaram.
Examinaremos os versos nos seus contextos histórico, bíblico, teológico e textual. Ao mesmo tempo, procuraremos conhecer um pouco melhor tanto as intenções dos apóstolos quanto a natureza das mulheres da época, para podermos nos aproximar mais da sua realidade e então compará-la à nossa situação atual.

IV. O CONTEXTO HISTÓRICO DAS PASSAGENS

As passagens polêmicas fazem parte integral de duas cartas escritas pelos apóstolos Paulo e Pedro no início dos anos 60 D.C.14 Paulo endereçou a sua carta ao seu filho na fé Timóteo, que se encontrava na cidade de Éfeso supervisionando as igrejas da Ásia,15 enquanto que os eleitos forasteiros da Dispersão, no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia receberam os conselhos e admoestações de Pedro (1 Pe 1.1), quase ao mesmo tempo.
Em circulação entre essas pessoas provavelmente já estavam as cartas de Paulo aos Gálatas, Efésios, Colossenses e a Filemom, como também a carta de Tiago "às doze tribos que se encontram na Dispersão" (Tg 1.1).

A. O Império Romano

Nesse período, na cidade de Roma (onde Paulo esteve e Pedro estava), o desequilibrado imperador Nero (37-68 DC) manipulava o Império Romano.
Existia uma sensação de instabilidade muito grande.
Apesar da existência de leis e de um sistema de justiça tão bom que formou a base de muitos códigos civis da nossa atualidade, sabia-se que a vida de um ser humano valia muito pouco para os conquistadores.
Outra evidência da degradação humana reinante podia ser vista nos divertimentos oferecidos nas principais cidades do império, onde os romanos haviam construído anfiteatros ou estádios.
Eram violentos e brutais.
Nos combates entre feras, milhares de animais morriam anualmente.
Mas o gosto pelo derramamento de sangue se satisfazia mais terrivelmente ainda com a luta entre gladiadores, onde prisioneiros de guerra, escravos e criminosos eram armados e forçados a lutar até o fim. O vencido era morto.
Em 64 DC, haveria um incêndio enorme em Roma.
Muitos responsabilizariam Nero.
Ele, por sua vez, acusaria os cristãos da cidade.
Assim, a mando de Nero, apenas dois ou três anos depois de Paulo e Pedro terem escrito essas cartas, muitos cristãos seriam lançados às feras ou colocados, desarmados, para enfrentar gladiadores diante de milhares de espectadores nos anfiteatros de Roma.
Seria o início de perseguições esporádicas pelo governo romano que durariam dois séculos e meio.
Diz a tradição que os dois apóstolos foram mortos durante as perseguições neronianas.
Na sociedade romana sob a influência de Nero (e dos seus antecessores), havia uma constante procura por excelência na qualidade e na estética, como também um interesse por novidades.
Sendo grande amante das artes, Nero dava grande valor às coisas e pessoas bonitas. Nunca usava a mesma roupa duas vezes.21 Assim, a alta sociedade da época se preocupava com a sua aparência ainda mais que as gerações anteriores , e isto ocorria não somente na cidade de Roma mas em todo o império.
Os gostos e costumes das mulheres romanas tornaram-se "chiques." Conhecer e satisfazer as tendências e as preferências romanas era vital para todos aqueles na Ásia Menor que trabalhavam com o comércio e também para aqueles que se destacavam na alta sociedade.

Ásia Menor

A província romana da Ásia se encontrava na enorme península denominada subseqüentemente como Ásia Menor, hoje conhecida como Turquia.
Ponto, Galácia, Capadócia e Bitínia eram outras províncias romanas nessa mesma península. Juntamente com a Ásia, abrangiam a quase totalidade da Ásia Menor, excetuando a área costeira do sul.
O fato pode surpreender, mas a província da Ásia foi a parte mais próspera do Império Romano durante os dois primeiros séculos da era cristã.
Era a maior fonte da riqueza de Roma e várias rotas de caravanas que traziam os tesouros do Oriente (como algodão e seda) findavam na sua capital, Éfeso, centro político, comercial e cultural da área.
Militares e governantes eram enviados de Roma até lá regularmente para manter as leis e a ordem, e também para supervisionar o comércio. Alguns traziam as suas famílias.
Tanto a Ásia quanto grande parte da Ásia Menor daquele período (especialmente no litoral) gozavam de um passado e presente cultural do mais alto nível.
Para dizer a verdade, esse não seria igualado novamente no mundo ocidental até a renascença européia dos séculos XV e XVI.24 Apesar de já estar sob domínio romano por quase dois séculos (desde 133 AC), a península era essencialmente grega, pois havia sido colonizada pelos gregos no século VIII AC.
Muitos dos filósofos, cientistas e artistas da antigüidade que admiramos e conhecemos como "gregos" realmente não eram do continente europeu, mas daqui, já bem antes do período apostólico.
Algumas das esculturas "gregas" mais conhecidas através da história foram feitas por artistas da Ásia Menor.
Três das "Sete Maravilhas do Mundo Antigo" encontravam-se na Ásia.

AS MULHERES DA ÁSIA MENOR

Já que ambas as missivas se destinaram primariamente a cristãos da Ásia Menor, cabe analisarmos as mulheres dessa área, citadas nominalmente nos escritos neo-testamentários, como representantes daquelas que estavam sendo instruídas pelos dois apóstolos. Dentre essas, encontramos Eunice, Priscila, Lídia, Áfia e Ninfa. Todas tinham ligações concretas com as igrejas ou províncias que receberam as instruções originais sobre o verdadeiro adorno feminino.
Provenientes das quatro principais culturas que já estavam convivendo lado a lado na Ásia Menor por dois séculos ou mais, eram de ascendência romana, grega, judaica ou autóctone, com variado grau de integração com as culturas nas quais viviam.
Um exame mais aproximado fará com que elas e as suas irmãs em Cristo possam tornar-se mais reais e relevantes para nós.

Mulheres Diversas com Personalidades Marcantes

Eunice (mãe de Timóteo) era uma mulher judia instruída e inteligente, com uma fé exemplar, casada com um incrédulo grego, de classe alta, que morava numa colônia romana da Ásia Menor e convivia com pessoas simples do interior (os licaônios) (At 16.1; 2 Tm 1.5, 3.15).28
Priscila representa uma mulher romana ou judia, de classe média ou alta, forte, inteligente e corajosa, provavelmente poliglota e instruída, bem casada com um judeu da Ásia Menor que, por causa da sua fé, enfrentou perseguições e aprendeu a viver bem em Roma, na Grécia e na Ásia Menor, absorvendo e refletindo aspectos significativos das três culturas (At 18.1-26; Rm 16.3-5; 1 Co 16.19; 2 Tm 4.19).29
Lídia (At 16.12-40) era uma mulher grega proveniente da cidade de Tiatira, na Ásia Menor.
Ela vivia numa colônia romana e seguia a religião judaica.
A sua profissão era ligada ao vestuário dispendioso (a venda de púrpura).
Quando converteu-se à religião cristã, ela aparentemente conservou a sua profissão e atividades.
Deduzimos que Ninfa (de Laodicéia Cl 4.15) e Áfia (de Colossos Fm 1.2) eram mulheres ricas pois tinham casas suficientemente grandes para hospedarem igrejas.
Conviviam com escravos cristãos (Cl 3.22-4.1).
Provavelmente, eram de origem local (Frígia já bem aculturadas) ou grega.
Observamos que todas essas cinco senhoras foram mencionadas com carinho e admiração por Paulo ou Lucas.
Outros tipos de mulheres também se faziam presentes nas igrejas citadas.
Além das esposas de homens descrentes ou infiéis (especificamente endereçadas nas instruções de Pedro) também estavam as filhas, mães ou irmãs destes.
E não devemos supor que todas as mulheres participantes dos cultos eram convertidas, pois poderiam estar ali por convite das amigas, por obrigação (em submissão aos pais ou maridos) ou até terem sido batizadas após a conversão do homem da casa). Realmente não eram tão diferentes das senhoras e moças da atualidade, como pode nos parecer à primeira vista.

A Moda Romana

Ao nosso ver, as técnicas e produtos daqueles dias podem parecer muito artesanais e simples, comparados aos atuais.
Mas as mulheres da Ásia Menor estavam vivendo num clima de crescente criatividade e desenvolvimento cultural.
Este duraria até o declínio do império romano e não voltaria por mais mil anos.
O exército romano mantinha a paza famosa Pax Romana na maior parte do império. Produtos e pessoas cruzavam terra e mares com maior facilidade.
O mercado para os tecidos e corantes asiáticos crescia e os comerciantes e os fabricantes tinham que inovar e melhorar para continuar garantindo o seu espaço no mercado mundial. Nota:
A cidade de Laodicéia era famosa por sua lã negra e lustrosa, proveniente de ovelhas negras. Colossos era conhecida pela lã peculiarmente arroxeada.
Tiatira era especializada em tinturaria.
O nome para bordador em Roma era phrygio, de tão famoso que eram os bordadores da área de Frígia.
Também era importante o controle dos produtos que chegavam mais e mais de países distantes (Pérsia, Índia, China) pelas caravanas.
Ao mesmo tempo, as mulheres romanas tinham mais e melhores condições para acompanharem os seus maridos, trazendo consigo as últimas novidades.
O conhecimento da última moda romana chegava constantemente a todas as principais cidades do império através das esposas e filhas dos governantes e militares de cada província e país. Como lavadeiras, costureiras, escravas, empregadas domésticas ou artesãs, como esposas ou filhas de comerciantes e artesãos, ou como parte da alta sociedade local, a maioria das mulheres tinha contato direto ou indireto com os costumes romanos.
Em meio a todas elas estavam muitas mulheres cujos maridos certamente eram fabricantes, comerciantes ou transportadores de roupas e produtos de beleza há anos. A renda da família poderia depender tanto dos produtos locais quanto daqueles que passavam pelas rotas das caravanas ao longo das quais estavam localizadas quase todas as cidades visitadas por Paulo.
Considerando que o mercado principal era o romano, grande parte das mulheres locais já havia se adaptado ao domínio e às práticas romanas (com a exceção provável de umas poucas judias recém-imigradas35 e algumas mulheres nas áreas mais afastadas).
O intercâmbio cultural era intenso e se não chegavam a seguir todas as tendências, pelo menos sabiam delas e muitas vezes viviam delas.
Assim sendo, podemos imaginar a filha de um comerciante de tecidos tentando convencer o pai de que precisava de alguns metros do linho fino importado, ou a de uma costureira deslizando os dedos sobre uma seda macia enquanto sonha com o olhar apaixonado de um belo rapaz.
Enquanto isso, as escravas das mulheres ricas ou aspirantes receberiam ordens para descobrir os segredos da "beleza" das romanas.
Nas reuniões e festas, status e aceitação poderiam depender da sua aproximação aos valores ditados pela moda romana.
Lídia e Priscila e as nossas outras três mulheres sempre haviam convivido com essa situação.
Paulo também a conhecia.

O EFEITO DO CRISTIANISMO NAS MULHERES DA ÁSIA MENOR

Era essa, pois, a situação em que se encontravam as mulheres cristãs da Ásia Menor. Várias raças, diversas línguas, religiões e culturas, modernidade ao lado de "atraso," e luxo e riqueza emparelhados com simplicidade ou pobreza.
Mulheres nascendo, casando, criando filhos, enviuvando, trabalhando, sonhando, criando. Algumas haviam nascido em religiões variadas que não satisfaziam e que pouco se preocupavam em prover-lhes felicidade e sentido para a vida, especialmente por serem mulheres.
Outras, como Eunice, já conheciam e respeitavam o Deus verdadeiro desde pequenas. Mas até para ela, e talvez principalmente para ela, a mensagem salvadora dos apóstolos significaria uma imensa e maravilhosa transformação e alegria.
O cristianismo estava tendo implicações enormes na estrutura das sociedades nas quais entrava.
A pregação dos apóstolos significava uma mudança de vida tão radical que eles foram acusados de estarem transtornando o mundo, enquanto estavam na Grécia (At 17.6).
E era verdade!
Pela primeira vez na história humana, barreiras tradicionais que sempre haviam existido estavam sendo abertamente derrubadas.
Analfabetas, letradas, escravas, servas, donas de casa, artesãs, esposas de comerciantes, "socialaites" e até ex-prostitutas poderiam estar sentadas lado a lado para adorar ao mesmo Deus e para aprender como agradá-lo.
Maltratadas e bem-cuidadas, cansadas e animadas, ricas e pobres, solteiras, casadas e viúvas elas repentinamente faziam parte da mesma família.
Eram irmãs, filhas adotadas por um mesmo Pai da maneira como elas eram.
E não somente as barreiras sociais estavam sendo desfeitas:
também as culturais e nacionais haviam de ser esquecidas no convívio entre gregas, judias, romanas e locais.
Paulo resumiu tudo isso na sua carta aos Colossenses (habitantes da província da Ásia), quando disse que na igreja "não importa a nacionalidade, a raça, a educação ou a posição social de alguém: estas coisas não significam nada.
O que importa é se a pessoa tem Cristo ou não..."
Timóteo e os outros pastores estavam confrontando situações jamais vistas antes.
Com a quebra dessas barreiras, um grande número de pessoas (e de senhoras) talvez estivesse sem entender os limites da sua nova liberdade.
As epistolas de Paulo, Pedro e Tiago lidam com muitos dos problemas que surgiram.
E um deles é o assunto do qual estamos tratando com Paulo e Pedro determinando qual deveria ser o comportamento das mulheres nas igrejas e nos lares da Ásia Menor.

A APROVAÇÃO IMPLÍCITA DE ORNAMENTOS NA BÍBLIA

Antes de voltarmos aos textos de 1 Timóteo e de 1 Pedro, interessa, em primeiro lugar, verificar o que indicam algumas das muitas referências sobre jóias, adornos e a beleza feminina constantes da revelação divina encontrada no restante da Bíblia.
Abraão, marido de Sara, aquela que Pedro elogia como exemplo de mulher santa, enviou jóias e vestidos para a futura esposa do seu filho, Isaque.
"Tomou o homem um pendente de ouro de meio siclo de peso, e duas pulseiras para as mãos dela, do peso de dez siclos de ouro…Tirou jóias de ouro e de prata, e vestidos, e os deu a Rebeca" (Gn 24.22,47,53).
Deus abençoou todos os passos para a realização desse matrimônio.
Deus permitiu que os israelitas recebessem jóias e roupas do povo do Egito (Êx 12.35) e aceitou com agrado a contribuição voluntária de uma parte destas para serem transformadas em utensílios e enfeites para o tabernáculo, o lugar em que ele seria adorado (Êx 35.22, 23; 28.17-20).
Moisés transmitiu a mensagem:
"Tomai, do que tendes, uma oferta para o Senhor; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao Senhor: ouro, prata, bronze, estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pêlos de cabras, peles…, pedras de ônix e pedras de engaste…(Êx 35.5-9).
Êxodo 35 a 39 descreve a beleza desse tabernáculo e os detalhes das vestes dos sacerdotes, tudo do melhor e do mais bonito.
Ouro, linho, pedras preciosas, anéis, argolas, coroa... Quando os israelitas tiraram o espólio do povo de Canaã, Deus nunca deu ordens para que deixassem de lado as jóias e roupas bonitas que estariam entre as riquezas que poderiam levar, nem que as aproveitassem de outra maneira.
"Voltais às vossas tendas com grandes riquezas, com prata, ouro,… e muitíssima roupa, reparti com vossos irmãos o despojo dos vossos inimigos"
(Js 22.8).
No livro de Cantares de Salomão, que por muitos é considerado tanto um poema sobre o amor humano quanto uma expressão do amor entre Deus e o seu povo, Salomão falou à sua amada:
"Formosas são as tuas faces entre os teus enfeites, o teu pescoço com os colares" (Ct 1.10).
Em Provérbios 11.9 e 25.12 a instrução dos pais e a palavra do sábio repreensor foram comparadas a um "diadema de graça para a tua cabeça, colares para o teu pescoço, e pendentes e jóias de ouro puro.
" A tão admirada mulher virtuosa de Provérbios 31 vestia-se de "linho fino e de púrpura" e conseguiu vestir a sua família com uma vistosa "lã escarlate" .
Seu valor excedia o de "finas jóias"
Quando Deus descreveu o seu amor para com o povo de Israel (Ez 16.8-14), ele disse:
Também te vesti de roupas bordadas, e te calcei com peles de animais marinhos, e te cingi de linho fino e te cobri de seda.
Também te adornei com enfeites, e te pus braceletes nas mãos e um colar a roda do teu pescoço.
Coloquei-te um pendente no nariz, arrecadas nas orelhas, e linda coroa na cabeça. Assim foste ornada de ouro e prata; o teu vestido era de linho fino, de seda, e de bordados;... eras formosa em extremo e chegaste a ser rainha. Correu a tua fama entre as nações por causa da tua formosura, pois era perfeita, por causa da minha glória que eu pusera em ti.
Em Isaías 61.10, a beleza da salvação foi comparada à da "noiva que se enfeita com as suas jóias," enquanto que em Apocalipse 21.2 a Nova Jerusalém está "ataviada como noiva adornada para o seu esposo.
" As pérolas foram consideradas coisas de valor por Jesus em Mateus 7.6 e por Deus em Apocalipse 21.21.
É verdade que as citações acima são descritivas e não prescritivas.
Deus, nessas passagens, não fez nenhuma declaração específica aprovando ou encorajando os adornos femininos.
Mas é importante notar que ele também não os proibiu.
Nas passagens em que Deus castiga as mulheres do seu povo, tirando os seus adornos, a razão dada é que elas os haviam usado de maneira imprópria (Ez 16).
Não há declaração de que esses sejam errados em si.
No mesmo capítulo, a mulher que representa Judá seria despida dos seus vestidos enquanto que as suas finas jóias seriam tomadas por causa da sua lascívia e prostituição.
Não somente seus vestidos de luxo seriam tirados, mas toda a roupa, pois ela ficaria completamente nua e descoberta ), e ninguém disputa a propriedade de se usar roupa.
Também em Isaías 3.16-24 "as filhas de Sião" estavam sendo altivas, andando de pescoço emproado, de olhares impudentes, e de maneira vergonhosa (como as de Sodoma).
Deus então catalogou uma lista completa dos objetos para embelezamento que ele iria tirar delas uma lista que tem sido usada por muitos comentaristas do passado para resumir tudo que pensam que Deus não aprova (apesar de falar também de mantos, espelhos, bolsas e véus).
Mas basta reler o início de Ezequiel 16 para sentir como Deus estava validando e se identificando com o profundo anseio das mulheres que ele mesmo imaginou e criou de serem bonitas e admiradas.
Observemos que é com os lindos objetos de adorno que ele completa a perfeição da formosura dessa mulher que representa o seu povo amado.
Aquela mulher bonita (e adornada), entretanto, não deveria se esquecer de que a sua beleza foi dada e permitida por Deus com o propósito de ser usado para refletir a sua glória:
"Correu a tua fama… por causa da minha glória que eu pusera em ti" .
Foi quando as mulheres se desviaram desse propósito e confiaram na sua própria formosura que os adornos foram retirados.
As passagens acima demonstram que se Deus tivesse aversão ao adorno externo feminino, ele teria usado essas ocasiões, que seriam óbvias, para avisar ao seu povo que ele não queria o uso desses enfeites.
De fato, personagens bíblicas deram, usaram e receberam jóias, enfeites e roupas bonitas sem recriminação da sua parte.
Ele embelezou o seu tabernáculo e os sacerdotes com jóias e adornos.
O maior exemplo do significado das sublimes bênçãos divinas, que ele mesmo mencionou, é o do homem que procura satisfazer à sua amada, cobrindo-a de adornos por inteiro.
Ele conclui a sua revelação aos seus filhos descrevendo a beleza da sua igreja e da futura Jerusalém, usando a noiva enfeitada como a ilustração mais adequada.

ANÁLISE DOS TEXTOS DA CONTROVÉRSIA

Voltemos agora aos textos da controvérsia.
Paulo e Pedro, falando a senhoras e moças nas igrejas recém-formadas, compararam dois tipos de "adornos.
" Aparentemente, os dois condenaram o primeiro tipo, o "adorno exterior.
" Mas olhemos, com muita atenção, algumas outras passagens da Bíblia (escolhidas dentre muitas) em que também são feitas comparações ou contrastes.

Comparações em Outros Textos

No Antigo Testamento, em Gênesis 45.8, José falou: "...não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…" Assim, à primeira vista, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito.
Mas, um pouquinho antes , José já havia dito:
"Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito."
No Salmo 51.16-17, o rei Davi expressa a sua imensa contrição pelos pecados de adultério e de homicídio cometidos por ele e faz as seguintes declarações ao seu Deus:
"Pois não te comprazes em sacrifícios, do contrário eu tos daria; e não te agradas de holocaustos. Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus."
No Novo Testamento, podemos estranhar algumas declarações de Jesus.
Em Lucas 14.12 ele ensina:
"Quando deres um jantar ou uma ceia, não convides os teus amigos... nem teus parentes... antes convida os pobres..." Depois, em João 6.27, ele aconselha: "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna..." Falando de Lázaro em João 11.4, Jesus diz:
"Esta enfermidade não é para morte, e sim para a glória de Deus."
Por que Davi falaria que Deus não se compraz com sacrifícios e holocaustos quando todos nós sabemos que a "Bíblia" dele estava repleta de instruções sobre como e quando oferecê-los?
Podemos concluir que Jesus proibiu que convidemos os nossos amigos para jantar em nossa casa quando ele mesmo freqüente e alegremente aceitou convites para jantar





A. Interpretações que Proíbem os Adornos Femininos

Os dois escritores do Novo Testamento poderiam realmente estar transmitindo uma nova orientação de Deus ou, talvez, uma orientação mais clara ou abrangente. Consequentemente, uma das marcas das mulheres participantes da Nova Aliança seria uma completa (ou quase completa) ausência de adornos e enfeites.
Assim, os termos decência e modéstia (1 Tm 2.9) acabavam de ser melhor definidos.
Como já vimos, essa tem sido a conclusão de muitos teólogos e comentaristas desde os primeiros séculos da era cristã até aos dias de hoje.
Outros procuram amenizar a aparente força das palavras de Paulo e Pedro observando que Paulo estava falando primariamente sobre as mulheres no culto e Pedro sobre as esposas, e assim sugerem que as diretrizes talvez se limitem aos dois ambientes
Alguns nutrem a noção de que Pedro e Paulo realmente estavam proibindo os adornos, mas que essas instruções dos apóstolos tratavam de situações restritas àquele tempo e portanto não são normativas para as mulheres cristãs dos séculos XX (e XXI).
Para concluir, existem ainda aqueles que questionam tanto a própria autoria de Paulo e Pedro quanto a divina inspiração das suas cartas.
Para esses que desconsideram a autoridade eterna da Palavra, não existe nenhuma dificuldade ou utilidade maior no texto além da avaliação do efeito histórico.

Interpretações que Permitem (ou Toleram) os Adornos Femininos

Por outro lado, temos Kistemaker e outros que concluem que Paulo e Pedro não tinham a mínima intenção de fazer com que as mulheres se abstivessem do embelezamento pessoal, ou que andassem fora da moda, mas que não explicam como então ler o texto sem ignorá-lo.
Ele escreve:
"Pedro não diz que a mulher deve se abster dos adornos.
Ele não proíbe o uso de cosméticos, nem o uso de trajes atraentes.
A ênfase de Pedro não é na proibição mas num senso apropriado de valores.
Mas não explica!
Hendriksen deixa um espaço aberto para os adornos externos quando traduz o início de 1 Timóteo 2.9 "que as mulheres se adornem com trajes de adorno com modéstia e bom senso…", e completa:
"É claro, portanto, que o apóstolo não condena o desejo da parte de moças e mulheres – um desejo criado nas suas almas por seu Criador de se adornarem, de usarem de ‘bom gosto’." Mas não explica!
Com relação à autoria e autoridade das epístolas, nos unimos àqueles que consideram que os ensinamentos desses textos bíblicos procedem realmente de Paulo e Pedro, sob a inspiração do Espírito Santo, e que continuam sendo normativos.
Temos certeza, porém, de que eles não estavam iniciando uma nova fase na qual qualquer tipo de adorno era categoricamente proibido às mulheres tementes a Deus. Cremos que, realmente, estamos lidando com uma expressão idiomática semítica em ambos os textos, e que o adorno externo não estava sendo proibido.
A seguir, citamos algumas razões.

O ADORNO DA COMPAIXÃO

Mateus 15.32

Quando uma noiva começa a planejar sua cerimônia de casamento, ela considera com muito cuidado como vai ser o seu vestido e quais enfeites que usará.
A moça pensa se vai usar véu, se colocará flores no cabelo, o que levará nas mãos, se usará luvas, qual tipo de sapatos calçará. Todos estes acessórios, ou enfeites, ou adornos, são importantes para completar a beleza dela naquele dia único na sua vida. Sem os adornos, a beleza da noiva ficaria incompleta.
A compaixão serve de adorno em termos de beleza espiritual.
A compaixão é um pesar que nos desperta para a dor de outros, é comiseração.
A compaixão bíblica nos faz dar um passo a mais:
é uma atitude ou sentimento, para com alguém que nos motiva a uma ação.
É uma generosidade de espírito que resulta em ajuda ao necessitado.
Esta compaixão pode ser vista com mais nitidez na vida de Jesus.
Ele teve compaixão em muitas circunstâncias diferentes que servem de modelo para as nossas próprias vidas.
Necessidades materiais (Mt 15.32).
Jesus teve compaixão no caso das necessidades físicas (neste caso, a fome).
Ele sentiu esta necessidade do povo que estava sem comer há três dias, e providenciou alimentação para suprir essa necessidade.
Doença física (Mc 1.41,42).
Jesus ficou profundamente compadecido vendo um homem doente de lepra e o curou.
Doença do espírito (Mc 5.2-20).
Jesus viu o sofrimento do homem que estava dominado por espíritos imundos e o restaurou ao juízo perfeito.
O versículo 19 nos explica que Jesus fez isto porque teve compaixão.
Necessidades espirituais (Mc 6.34).
Jesus enxergou a grande multidão em termos espirituais e viu que eram como ovelhas sem pastor.
Eles não tinham alguém que pudesse mostrar-lhes o caminho.
Por isso, Jesus compadeceu-se deles e passou a
ensinar-lhes muitas coisas.
Morte (Lc 7.11-15).
Nesse dia Jesus encontrou uma situação realmente triste.
Uma viúva estava indo enterrar o seu único filho que havia falecido.
"Vendo-a, o Senhor se compadeceu dela e lhe disse: Não chores!
Naquela mesma hora, pelo poder de Deus,
Jesus ressuscitou o jovem morto e o restituiu à mãe.
A compaixão moveu Jesus a fazer um maravilhoso milagre.
Tentações (Hb 4.15,16).
O autor de Hebreus nos diz que o nosso sumo sacerdote (Jesus) pode compadecer-se das nossas fraquezas, porque ele mesmo passou por muitas tentações.
Ele sabe o que sentimos e as dificuldades que passamos.
Ele nos oferece graça para socorro em ocasião oportuna.
Podemos observar que em cada
uma dessas ocasiões Jesus sentiu a dor, o sofrimento, a necessidade das pessoas e então agiu para ajudá-las.
Nós devemos usar o adorno da compaixão em nossas vidas.
Em muitas das situações citadas, Jesus usou o seu poder de Filho de Deus para resolver os problemas das pessoas.
Hoje em dia nós não temos este mesmo poder milagroso.
Porém, todos nós temos capacidade para ajudar nosso próximo.
Usar de compaixão bíblica para com pessoas significa que vamos sentir com elas o que estão passando e agir dentro das nossas possibilidades a fim de socorrê-las.
Em casos de necessidades materiais, nós podemos compartilhar os nossos bens materiais.
Providenciar alimentos, roupas ou medicamentos é uma maneira de ajudar.
Às vezes o melhor apoio é ajudar a pessoa a encontrar um emprego, pois esta é uma solução mais duradoura para o problema.
Quando alguém adoece numa família, há muitas maneiras em que podemos servir.
É possível levar o doente no médico, providenciar alimentação para a família ou cuidar das crianças por algum tempo.
Se a doença for prolongada, poderemos fazer uma limpeza na casa ou assumir outras responsabilidades provisoriamente.
Sempre devemos continuar em oração a favor da pessoa doente.
A pessoa que tem uma doença emocional ou espiritual precisa de amor acima de tudo, aquele amor verdadeiro que "tudo espera, tudo crê, e tudo suporta"
(1 Co 13.8).
Nós cristãs temos a capacidade de oferecer este tipo de amor porque aprendemos a amar com Deus.
"Nós amamos porque Ele nos amou primeiro" (1 Jo 4.19).
Nós amamos sem esperar nada em troca.
Portanto, podemos dar o apoio de que a pessoa precisa.
Coríntios 2:14As necessidades espirituais são supridas pela palavra de Deus. Mostramos Jesus como a nossa única esperança para uma vida abundante agora e uma vida eterna com Deus.
Existem muitas oportunidades de compartilhar a nossa fé com aqueles que ainda não têm conhecimento da vontade de Deus.
Ajudamos assim as pessoas com necessidades espirituais.
No caso de morte não temos o poder de restituir o falecido ao convívio da família, mas há muito que podemos fazer para facilitar os dias difíceis dos familiares. Talvez a maior ajuda nesta situação seja a nossa presença física.
Um abraço, alguém sentado ao lado, uma demonstração sincera de emoção qualquer uma dessas coisas transmitem para a família a idéia que eles não estão sozinhos.
A nossa solidariedade oferece conforto numa hora em que as palavras são inadequadas. Além da nossa presença há muitos detalhes que têm de ser cuidados, bem como o lugar do enterro, o serviço funerário e as exigências legais.
Em cada situação a nossa compaixão nos leva a agir em benefício daqueles que estão necessitados.
Se nos colocarmos (mentalmente) no lugar da pessoa, descobriremos o que podemos fazer para socorrê-la.
Jesus disse:
"Tudo quanto, pois quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas" (Mt 7.12).
O adorno da compaixão é muito importante para a nossa beleza espiritual.
Vamos nos lembrar que um dos fatores que o Senhor usará em nosso julgamento final será a nossa compaixão (ou falta de compaixão).
Escutemos as palavras do Juiz:
"Vinde, benditos de meu Pai!
Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.
Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes; estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me. ... sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
"Mateus 25.34-36,40

Conhecendo Agar


Vamos abrir nossas Bíblias para estudar mais sobre a vida dessa mulher fascinante.
Nós a encontramos pela primeira vez no livro de Gênesis, capítulo 16, versículo 1. Vamos ler Gn 16. 1- 4
Agar não era judia, não era cananéia.
Ela era egípcia mas estava morando muito longe da sua terra, o Egito.
Até seu nome tinha o significado de fugitivo ou imigrante.
Ela era uma mulher longe do seu povo e país, servindo a uma estrangeira.
Certamente Sarai adquiriu Agar durante sua viagem ao Egito.
Não sabemos se ela foi dada ou comprada, mas de qualquer forma ela era uma escrava.

Barriga de Aluguel

Sarai, como qualquer mulher árabe sem filhos, não era uma mulher realizada porque ela não tinha dado filhos ao marido.
A situação dela era mais grave do que a situação de uma mulher hoje em dia.
Não existia a opção do bebê de proveta.
Mas existia uma outra opção algo que achamos que é uma solução moderna, mas que era muito comum nos dias de Sarai.
A famosa barriga de aluguel.
Sarai tomaria emprestada a barriga de uma escrava.
O filho que nascesse, seria contado como o filho dela.
Agar foi a escrava escolhida. Só que Agar não ganharia nada em troca por sua participação nesse esquema.
Ela dormiria com o marido da patroa.
Ficaria grávida.
Daria a luz a um filho.
E ela teria direito sobre nada.
Nem seu próprio corpo, nem a vida do filho.
E mais uma coisa.
Por que você acha que Sarai escolheu Agar?
Falta de opção?
Creio que não.
Por Agar ser jovem e boa saúde?
Certamente sim.
Mas ... eu também desconfio que Agar não deveria ter sido o que os jovens chamam de "uma gata".
Você acha que Sarai teria dado uma linda mulher para dormir com seu próprio marido? É ruim!
Olhe, eu sempre digo ao meu marido que se eu morrer antes dele, ele pode e deve casar-se de novo.
Mas não pode ser com uma mulher muito jovem, nem muito bonita!!!!!!!!
Nós, as mulheres, temos uma tendência ciumenta.
Nenhuma mulher ofereceria uma mulher que seria uma ameaça a ela mesma para dormir com seu marido.
Então não posso imaginar Agar como uma mulher culta nem bonita.
Ela jamais seria competição para Sarai.
Por isso ela foi escolhida.
Ela não seria um rival.
E ela tinha que estar consciente disso.
Ele era simplesmente uma barriga uma concubina.
Ela não passava de "um corpo" para servir a Sarai mãos para lavar a roupa e uma barriga para dar um filho.
Como é que um ser humano pode tratar o outro com tanto desprezo?
Se esta história tem uma vítima, é Agar.
Ninguém jamais perguntou:
Agar, você gostaria de ter um filho com Abrão?
Abrão nunca "fez amor" com Agar.
Ele apenas possuiu o corpo de Agar.
Isso é uma violência.
Por sorte dela, ela engravidou.
Finalmente nasceu o sol para ela.
Ela tinha alguma coisa que sua dona não tinha.
Ela conseguiu o que Sarai, com toda sua beleza não conseguiu.
Acho sua reação mais que natural.
Ela, no fim de contas, estava com rei na barriga.
Ela era superior à dona estéril.
Era uma forma de jogar pedras na barraca do sofrimento Sarai!
A Senhora Sara não tem filho, mas Agar tem.
Ela, de repente, virou gente, pelo menos na sua cabeça.
Imagine Sara chamando Agar para amarrar sua sandália e Agar encarando a chefe e dizendo:
"Faça você mesmo!!!"

A Fuga de Agar

Só faltava começar a 3ª guerra mundial.
Vamos ler nos versículos 5-9 o que aconteceu em seguida.
Sarai, morrendo de ciúmes, inveja e raiva, reclama ao seu marido e consegue a resposta que ela quer.
Eu não acho que Sarai esperava sentir essas coisas quando ela bolou seu plano original.
Ela não imaginava que o feitiço se viraria contra a feiticeira, mas aconteceu.
E como qualquer pessoa que começa a abusar das pessoas, cada passo mais pesado é mais fácil.
Descer do desrespeito para a crueldade é uma queda livre.
E a esta altura do campeonato, ela só faltava matar Agar.
Imagino eu que Sarai gritou, reclamou, bateu fez a vida de Agar insuportável.
Agar, em seu desespero, fugiu começou a correr na direção do Egito.
Como qualquer mulher em apuros, ela procurou a casa da mamãe!
Mas Agar não chegou até sua mãe.
Ela encontrou outra pessoa no caminho.
Ela encontrou a quem?
O anjo do Deus Eterno.
E ele dá um conselho a ela.
"Jogue muitas pedras em Sarai.
Ela merece"?
Não.
Mandou Agar voltar e ser obediente.
Será possível que Deus mandaria alguém voltar para o lugar do sofrimento?
Será que a fuga não seria uma solução muito melhor?
Quantos de nós não gostaríamos de jogar pedras às pessoas que provocaram nosso sofrimento?
Quantos de nós quereríamos enfrentar face a face a aquela pessoa que nos fez sofrer, e oferecer a outra face?
Ou perdoar essa pessoa?
E até se submeter a ela?
Foi Deus mesmo que deu esta ordem?
Esse negócio está complicado.
Jesus também disse que os perseguidos são bem aventurados.
Ele nos manda orar pelos inimigos.
Ele nos ensina humildade e perdão.
O evangelho não tem nada a ver com bom senso, nem seguir nossos próprios instintos. Deus exige algo bem mais difícil, algo bem maior do que isso.
Deus tinha um plano para Agar.
O lugar dela não era no Egito com a sua família.
Era ao lado de Abrão com seu filho.
Por isso, ela teria que ser a escrava de Sarai.
É duro.
É duro mesmo entender que os planos de Deus nem sempre são nossos planos.
Mas Agar demonstrou um coração sensível às ordens do Eterno.
E ela voltou à dona cruel e injusta.

A Teofania

Isso, porém, não aconteceu antes de ela perceber que tinha tido um encontro com o Deus vivo.
Leiamos os versículos 10-11; 13-14.
A mulher pagã tinha uma experiência que a mulher de Abrão jamais teve.
Ela conversou com Deus.
Deus escutou o grito do sofrimento.
Ela não tinha que jogar pedras porque ela encontrou Deus e ela tomou o sofrimento dela.
Ela fica tão impressionada que ela deu o nome de Ismael ao filho, um nome que quer dizer Deus escuta.
Sarai não escuta.
Abrão não escuta.
Mas Deus escuta.
E Agar também recebeu uma promessa.
Sarai não recebeu uma promessa.
Sarai não conversou com Deus.
Agar é a primeira e uma das únicas mulheres da Bíblia, a conversar diretamente com Deus e receber uma promessa dele.
Deus ouviu uma mulher imigrante, fugitiva, escrava, sofredora.
E Deus respondeu.
E fará menos para você?
Se ele tirou a pedra da mão de Agar, fará o mesmo por você por nós.
Deus nos vê.
Tanto que Agar deu o nome de El-Rói a Deus.
(Aquele que me vê) Qual outra mulher teve intimidade suficiente para dar um nome a Deus?
De fato, ela é a única pessoa do V.T. a dar um nome a Deus.
E ao dar este nome a Deus, ela não está dizendo que Deus me vê neste lugar, neste momento.
Ele está afirmando que Deus sempre a vê.
Para ela, a concepção de Deus onisciente, que vê e ouve tudo, não era uma coisa ruim, para dar medo ou um castigo.
Ela não tinha nada para esconder de Deus.
De fato era um consolo para ela sentir a presença de Deus em qualquer situação.
Ao dar este nome a Deus, ela está declarando sua fé e oferecendo louvor a Deus.
Ela se esqueceu de si mesma e encontrou o verdadeiro Deus.
No momento do nosso sofrimento, vamos deixar cair as pedras e buscar o Deus Vivo que nos verá e escutará as nossas reclamações.
Agar, que tinha tudo para perder, está ganhando um filho e um relacionamento com um Deus, que até agora era-lhe totalmente desconhecido.
Há pouco tempo alguém me enviou algumas cartas originalmente dirigidas a Deus, escritas por um grupo de crianças.
Uma menina escreveu assim:
"Ó Deus, depois que eu conheci o Senhor, jamais me senti só.
Por que mais pessoas não tomam conhecimento do Senhor para que possam, também se sentir tão seguras?
" Talvez porque estão ocupados jogando pedras??????????

A Noite Escura

Agar, então, passou 15 ou 17 anos de paz, alegria, segurança e pelo jeito obediência a Sarai, ou agora Sara.
E aí aconteceu o evento do ano.
O evento que a deixou tremendo nas bases e mais uma vez encheu sua mão de pedras para serem jogadas.
Que que foi este acontecimento?
Uma festa.
Uma simples festa.
Durante estes 15 ou 17 anos, tinha nascido o filho legítimo de Abrão Isaque.
Ao fazer 3 anos (mais ou menos, de verdade quando ele foi desmamado), os pais de Isaque Sara e Abraão, deram uma festa para ele.
No dia dessa festa, aconteceu mais uma desgraça na vida de Agar.
Vamos ler no capítulo 21: 9-10.
É muito ódio para uma mulher, não é?
Muito veneno mesmo.
Nem consegue pronunciar o nome de Ismael.
A tradução que eu li disse que Ismael estava brincando com Isaque.
Eu sempre achei a reação de Sara muito exagerada para uma simples brincadeira.
Mas descobri que a palavra pode ser traduzida "brincava" ou "zombava" ou "ria de". Em outras palavras Ismael estava brincando com uma certa maldade.
Um adolescente é bem capaz disso.
A reação de Sara, super-mãe, não é uma surpresa, então.
E quando Sara se sente ameaçada, sai de perto!
Ela não leva desafora para casa.
Ela resolve a situação e agora.
Aí chegamos à situação que descrevi no início.
Vamos ler os versículos
14-16 para ver o que a Bíblia diz que aconteceu com Agar e Ismael.
Agar nem teve tempo de reagir.
Ela ficou tonta com a rapidez dos acontecimentos.
Vocês podem ler esta história e não ficarem comovido?
O próprio pai manda o filho de 15 anos, junto com a mãe ao deserto sem rumo com um odrezinho de água por causa de um ataque de ciúmes da mulher.
E Agar é obrigada a ver o filho morrer perante seus próprios olhos.
Abraão trata essa mulher e o filho como se fossem mendigos, cachorros.
Como é que pode?
Quando a comida e a água acabaram, eu acho que as duas mãos de Agar estavam cheias. Prontas para jogar pedras em Abraão, Sara, Isaque e até em Deus.
O sofrimento dela não foi merecido.
Ela estava sem solução.

O Odre e o Poço

Mais uma vez, vem Deus para tirar as pedras da mão de Agar.
Vamos ler nos versículos 17-19 o que Deus fez:
A primeira coisa que Deus faz é conversar com ela.
Ele pergunta o que está acontecendo.
É óbvio que ele sabe.
Mas ela precisa parar e pensar.
Ela precisa lembrar como isso é parecido com o que já aconteceu com ela.
Se Deus cuidou dela no passado, ele cuidará dela agora também.
Através dessa conversa, Deus se revelou.
Está dizendo:
"Estou aqui estou presente.
Eu estava com você quando sofreu no deserto 15 anos atrás, e estou com você agora". Pode ser que você também se sinta como num deserto, que está sozinho, mas pode ter certeza que Deus virá a você e perguntará:
"O que há de errado?
Eu estou aqui.
" E com esta promessa, quem precisa de qualquer pedra na mão?
Em segundo lugar, ele coloca uma outra coisa na mão de Agar.
Ele tira as pedras e coloca o filho em suas mãos.
Deus dá algo para ela fazer.
Em seu desespero Agar tinha abandonada seu filho.
Como da outra vez quando ele a mandou voltar ao seu posto ao lado de Sarai.
Agora o lugar dela é ao lado do filho.
Não podemos abandonar tudo, retirar-nos do mundo quando estamos sofrendo.
Não gostamos muito das palavras "responsabilidade" "obrigação" hoje em dia.
Vivemos na época do culto ao "EU".
Achamos que devemos ter licença para curtir nossa dor, de cuidar de si mesmo, sempre em primeiro lugar!
Mas Deus manda Agar tirar seus olhos do próprio sofrimento e cuidar do filho.
Como Agar pode cuidar de Ismael?
O odre está vazio?
Será que Deus encheu o odre?
Não! Ele abriu os olhos de Agar.
Sempre houve água ali perto dela.
O poço já estava naquele lugar.
Ela estava cega.
Ela não enxergava a solução dos problemas.
Mas Deus sabia.
Há vezes quando tudo que precisamos está bem perto, mas choramos em desespero, sem poder ver "o poço", e até morremos de sede com água ao nosso lado.
Deus não falou abra-cadabra e apareceu a água.
Ele simplesmente ajudou Agar a ver o que tinha ao seu redor.
A raiva, o ódio, a mágoa e o desespero cegaram os olhos da mulher.
Quando podemos ver apenas o alvo das pedras que queremos jogar, não podemos ver o poço de água, que é a solução.
Abraão deu um pequeno odre de água para Agar.
Resolveu pouca coisa para ela.
Quando buscamos apoio e soluções com outras fontes (com Abraão), temos ajuda temporária.
Apenas um odrezinho de água.
Mas com Deus, Agar achou um poço de água.
A solução definitiva.
Qual é a verdadeira fonte em sua vida?
João 7.37-38 diz:
"Se alguém tem sede, venha a mim e beba.
Como dizem as Escrituras Sagradas.
Rios de água da vida vão jorrar do coração de quem crê em mim."
Há muitos de vocês que estão fugindo de problemas, que são rejeitados, sem promessa, sem água, sem marido, sem rumo.
São verdadeiras "Agares" na vida.
Pode ser que suas mãos estejam cheias de pedras.
Pode ser que o Abrão de sua vida lhe tenha dado apenas um odre de água.
Eu gostaria de desafiá-los a deixar Deus tirar essas pedras das suas mãos.
Para qualquer Agar que esteja ouvindo esta mensagem, quero dizer que Deus oferece a água da vida um poço e não um odre.
Você nunca será rejeitada por ele.
Não há pedra suficiente, neste mundo, para aliviar sua dor.
Mas ele nos disse:
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei"
(Mt 11.28).
Agora, com suas pedras no chão, use-as para construir um altar.
Encontre o Deus verdadeiro, receba seu conforto e diga, com Agar:
"Eu vi o Deus que me vê!"

17 de dez. de 2009

Violência


A violência é contagiosa.
A Bíblia diz em Provérbios 16:29
“O homem violento alicia o seu vizinho, e guia-o por um caminho que não é bom.”
Os infiéis tem um apetite de violência.
A Bíblia diz em Provérbios 13:2
“Do fruto da boca o homem come o bem; mas o apetite dos prevaricadores alimenta-se da violência.”
Não imite a uma pessoa violenta.
A Bíblia diz em Provérbios 3:31
“Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos.”
Aqueles que são violentos sofrerão violência.
A Bíblia diz em Mateus 26:52
“Então Jesus lhe disse:
Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão.

Evangelismo


Como podem os Cristãos envolver-se no evangelismo?
Eles devem pessoalmente assumir a responsabilidade de transmitir o evangelho.
A Bíblia diz em Mateus 9:37-38
“Então disse a seus discípulos:
Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos.
Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
O evangelismo é um trabalho para todos os Cristãos em todo o mundo.
A Bíblia diz em Mateus 28:19-20
“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.”
Compartilhar Jesus Cristo com outros deve ser parte do nosso estilo de vida.
A Bíblia diz em Colossenses 1:26-29
“O mistério que esteve oculto dos séculos, e das gerações; mas agora foi manifesto aos seus santos, a quem Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, a esperança da glória; o qual nós anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso também trabalho, lutando segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente.”
As Boas Novas devem ser pregadas em toda a parte antes de Jesus voltar.
A Bíblia diz em Mateus 24:14
“E este evangelho do reino será pregado no mundo inteiro, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.”
Não precisa ser sofisticado, ou ter muitos diplomas para compartilhar Jesus Cristo com outros.
A Bíblia diz em 1 Coríntios 2:1-5
“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.
Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado.
E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor.
A minha linguagem e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria, mas em demonstração do Espírito de poder; para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.”
Deus nos chama a ser representantes de Jesus.
A Bíblia diz em 2 Coríntios 5:20
“De sorte que somos embaixadores por Cristo, como se Deus por nós vos exortasse. Rogamo-vos, pois, por Cristo que vos reconcilieis com Deus.”
Evangelismo é falar sobre Cristo, mas é também ser um modelo da verdade. A Bíblia diz em Marcos 16:15
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.
A Bíblia diz em João 13:35
“Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.”
Evangelismo é mais que pregar e dar testemunho.
A Bíblia diz em Isaías 61:1
“O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos.”

Estabelecer Objetivos


Planeje o futuro e estabeleça objetivos.
A Bíblia diz em Lucas 14:28-31
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?
Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo:
Este homem começou a edificar e não pode acabar.
Ou qual é o rei que, indo entrar em guerra contra outro rei, não se senta primeiro a consultar se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?”
É sábio ter obejtivos na vida.
A Bíblia diz em Provérbios 13:16
“Em tudo o homem prudente procede com conhecimento; mas o tolo espraia a sua insensatez.”
Para establecer os seus objectivos, consiga conselhos sábios A Bíblia diz em Provérbios 15:22
“Onde não há conselho, frustram-se os projetos; mas com a multidão de conselheiros se estabelecem.”
Estabeleça os seus obejctivos com cuidado e deliberadamente, não com pressa.
A Bíblia diz em Provérbios 21:5
“Os planos do diligente conduzem à abundância; mas todo precipitado apressa-se para a penúria.”
Os nossos objetivos devem incluir a submissão a Deus.
A Bíblia diz em Tiago 4:15-16
“Em lugar disso, devíeis dizer:
Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo.
Mas agora vos jactais das vossas presunções; toda jactância tal como esta é maligna.”

Ajuda


Deus concede-nos ajuda quando temos problemas.
A Bíblia diz em Salmos 46:1
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.”
Ajudar-nos uns aos outros é uma parte importante da vida cristã.
A Bíblia diz em Gálatas 6:2
“Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo.”
Deus ouvirá o seu pedido de ajuda.
A Bíblia diz em Salmos 22:24
“Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem dele escondeu o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu.”

ESPIRITO SANTO


O Espírito Santo é a fonte da verdade.
A Bíblia diz em João 14:16-17
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre, a saber, o Espírito da verdade, o qual o mundo não pode receber; porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós.”
Receber o Espírito Santo significa nascer de novo.
A Bíblia diz em João 3:5-7
“Jesus respondeu:
Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.
O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
Não te admires de eu te haver dito:
Necessário vos é nascer de novo.”
Para receber o Espírito Santo é só pedir e depois seguir a Sua direção.
A Bíblia diz em Lucas 11:13
“Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?
” Atos 5:32
“E nós somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem.”
O Espírito Santo é parte da Trindade.
A Bíblia diz em Atos 5:3-4
“Disse então Pedro:
Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno?
Enquanto o possuías, não era teu?
E vendido, não estava o preço em teu poder?
Como, pois, formaste este desígnio em teu coração?
Não mentiste aos homens, mas a Deus.”
O Espírito Santo é Deus vivendo naqueles que creêm.
A Bíblia diz em Mateus 18:19-20
“Ainda vos digo mais:
Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus.
Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
O Espírito Santo está presente em tempos de tribulação.
A Bíblia diz em Mateus 10:19-20
“Mas, quando vos entregarem, não cuideis de como, ou o que haveis de falar; porque naquela hora vos será dado o que haveis de dizer. Porque não sois vós que falais, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós.”
O Espírito Santo ajuda-nos a adorar a Deus.
A Bíblia diz em João 4:23-24
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.
Deus é Espírito, e é necessário que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
O Espírito Santo dá-nos a habilidade de conversar sobre temas espirituais com convicção.
A Bíblia diz em Atos 1:8
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samária, e até os confins da terra.”

Afinal, o que é santidade?

Não é aos ateus nem aos visitantes das nossas igrejas que dirijo esta pergunta, mas aos próprios crentes, aos que já são membros duma igreja.
Vejamos em primeiro lugar qual o significado de santidade nas Escrituras.
A palavra hebraica geralmente traduzida por santo, é a palavra “kadosh”, que corresponde à palavra grega “agios” que na origem significavam simplesmente separado.
Por exemplo, em João 10:36 “Àquele a quem o Pai santificou, e enviou ao mundo.....” aqui, santificar só pode significar separar ou consagrar.
Mas então, como e porque é que o significado destas palavras: santo, santidade, santificar... evoluiu até ao significado que hoje lhe atribuímos de pureza, justiça, bondade etc, quase que identificando santidade com os atributos do nosso Deus?
Há muitas passagens no Pentateuco que nos falam em santidade, mas trata-se sempre de uma santidade ritual, ou santidade higiénica.
Mesmo no Sinai, o povo teve de lavar as suas vestes para se santificarem, mas era uma santidade que significava pureza ritual a simples ausência de sujidade (sujeira imundícia).
Nessa época, a máxima expressão de santidade, talvez fosse o sumo-sacerdote que tivesse tomado uns tantos banhos rituais, e podemos pensar num cadáver, como o máximo de imundícia, ou o desgraçado do leproso, rejeitado e escorraçado por todos, obrigado a gritar nas ruas a causa da sua doença, e do seu crime, “Imundo... imundo...”
É esta a informação que encontramos em quase todo o Velho Testamento.
Somente na época de Jeremias e Isaías (600 a 500 AC) encontrei as primeiras referências a um outro conceito de santidade, nomeadamente em Isaías 1:11/17 em que o Senhor rejeita os holocaustos efectuados com todo o rigor da velha lei... Nomeadamente o vr. 16 “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade dos vossos actos de diante dos meus olhos: cessai de fazer mal.” Nota-se, nesta passagem, que purificação já é alguma coisa mais que simples limpeza higiénica e passa a relacionar-se com a bondade.
Mas é certamente nos evangelhos onde a santidade passou a ter o significado que conhecemos hoje.
Uma das principais passagens encontramos em Mateus 15:11 “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca, isso é o que contamina o homem.” Em contraste com pureza das comidas e a preocupação com os animais imundos que não podiam ser utilizados na alimentação, Jesus preocupa-se com a pureza nas palavras e pensamentos.
Gostaria hoje de meditar convosco, numa dessas passagens, em que o Mestre põe em contraste os dois conceitos de santidade.
Essa passagem, bem sei que poderá causar certa admiração a alguns, é a parábola do bom samaritano.
Vejamos o que é que essa parábola tem a ver com santidade.
A maior parte das pregações sobre o assunto, pelo menos aquelas que ouvi e li, destaca a indiferença do sacerdote e do levita, “que mais obrigação tinham de ajudar....”, é a informação mais vulgar, e muitos outros dão uma interpretação alegórica, afirmando que “descer de Jerusalém” é descer dos assuntos espirituais para tratar das coisas materiais do mundo em que vivemos etc etc.
Certamente que como exortação, tudo isso é possível, mas não num estudo bíblico. Deixemos pois estes engenhosos pensamentos, para investigar o pensamento original do nosso Mestre, pois estudo bíblico não é qualquer estudo que mencione versículos bíblicos, nem podemos aceitar que qualquer sentido que se possa dar a uma passagem seja uma correcta interpretação da Bíblia, por mais bem intencionado que seja o seu autor e por mais simpática que seja a sua ideia.
Esta é das parábolas consideradas de certa maneira um tanto “pacíficas” nos nossos dias.
Parece à primeira vista que já sabemos tudo sobre a frieza dos religiosos e do comportamento do samaritano... Mas trata-se na verdade duma crítica que Jesus apresenta, não só aos religiosos do seu tempo, como à própria teologia.
Tive de chegar a essa conclusão, ao examinar o contexto desta parábola.
Vamos começar por ler nas nossas bíblias em Lucas 10:21/22.
“Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse:
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondestes estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelastes às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.
Tudo por meu Pai me foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho, senão o Pai, nem quem é o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.”
Isto foi dito perante os discípulos e alguns doutores da Lei, como veremos mais adiante.
Segundo a religião eles se consideravam os grandes e entendidos... É mais ou menos como juntar todos os pastores, professores e alunos do seminário, missionários, professores de escola dominical, evangelistas, presbíteros, diáconos etc.
para depois orar dizendo... “Graças porque há coisas que estes não sabem, mas esse menino de escola dominical, ou esse velhote quase analfabeto, o irmão João ou a irmã Maria, esses conseguem perceber, porque tu lhes revelaste”!!!...
Como estudante de teologia não posso deixar de me sentir desafiado por esta atitude do Mestre.
Parece que há coisas que não podemos alcançar só pelo nosso raciocínio, mas por vezes as pessoas simples conseguem compreender melhor, por ser produto de revelação, e o Espírito do Senhor se revela a quem quiser, quer ignorantes ou entendidos, utilizando todos os métodos que entender, mesmo aqueles que a nossa teologia e a nossa tradição considera indesejáveis, pois só o Senhor é soberano.
Penso que este episódio deve estar relacionado, ou deve estar na origem do que vamos ler a partir do versículo 25.... em Lucas 10:25/29.
“E eis que se levantou um certo doutor da lei, tentando-o, e dizendo:
Mestre, que farei para herdar a vida eterna?
E ele lhe disse:
Que está escrito na lei?
Como lês?
E, respondendo ele, disse:
Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao próximo como a ti mesmo.
E disse-lhe:
Respondeste bem; faz isso, e viverás. Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus:
E quem é o meu próximo?”
Vr.25... Um doutor da lei, fez uma pergunta a Jesus?!!!.
Parece um caso pouco vulgar nessa cultura, um teólogo desse nível fazer uma pergunta ao filho dum carpinteiro, que para eles era um leigo em teologia.
O evangelista Lucas, diz aqui que foi para experimentar a Jesus. No entanto, Lucas não foi apóstolo, ele não estava presente neste acontecimento e limitou-se anos mais tarde, a compilar todas as informações sobre a vida de Jesus.
Talvez fosse essa a opinião dos primitivos crentes.
Não digo que não seja verdade.
Quem somos nós, para vinte séculos mais tarde tentar descobrir alguma coisa de novo.
Mas penso que, pelo menos, não devemos abandonar a possibilidade de estarmos perante uma pergunta sincera deste homem.
Digo isto porque Jesus respondeu, o que geralmente não acontecia, quando havia perguntas mal intencionadas.
É bem possível que este teólogo ficasse tocado pela pregação de Jesus, e que por baixo da sua aparente calma e segurança tivesse uma consciência inquieta e incomodada pela pregação do Mestre... porque o doutor da Lei bem sabia, melhor do que ninguém quais os pontos fracos, contradições e principalmente a grande separação entre a sua teoria e a vida prática do dia a dia.
Ele começa pela pergunta mais importante:
“Que farei para herdar a vida eterna?
” Mas, será que não havia informação sobre o assunto na Velha Lei?
Jesus o remete novamente para a Lei.
Afinal, parece à primeira vista, que havia solução para a vida eterna na Velha Lei. Faltava somente pôr em prática tudo aquilo que ele já conhecia.
Mas o doutor da Lei, levanta outra questão:
“Quem é o meu próximo?”
Lucas diz no seu evangelho, que a pergunta foi para se justificar, dando a entender que ele não fazia nem uma coisa nem outra, nem amava a Deus de todo o seu coração, nem ao próximo como a si mesmo.
Mas julgo que seria precipitado da nossa parte limitarmo-nos a esta explicação.
Segundo o investigador Joaquim Jeremias, esse assunto era muito polémico nessa época.
Pois, se ninguém tinha dúvidas do que significava ser membro do povo de Israel, pois tudo isso estava muito bem explicado, pois eram os descendentes do povo de Israel incluindo os prosélitos e os escravos já circuncidados, o mesmo não acontecia com a palavra “próximo”, cujo significado dava origem a várias interpretações.
Para muitos dos fariseus, o seu próximo limitava-se aos outros fariseus.
Os essénios consideravam como atitude louvável o odiar todos os filhos das trevas. Até o nosso Mestre faz uma referência a esta atitude em Mateus 5:43 “Ouvistes que foi dito:
Amarás o teu próximo, e aborrecerás o teu inimigo....”, portanto o inimigo não podia ser o próximo.
O grande problema, para a teologia da época seria a pergunta
Até que ponto deverei ser tolerante?
Devo considerar somente a minha família como o meu próximo?...
E também os meus vizinhos?...
E também os outros judeus?... Até onde vai o conceito de “próximo”?
Penso que para os judeus mais ortodoxos o próximo seriam somente os outros judeus.
É verdade que várias passagens veterotestamentárias em especial nos livros de Êxodo e Levítico nos falam dos direitos dos estrangeiros, lembrando o facto dos próprios judeus terem sido estrangeiros no Egipto, e em Deuteronómio aparecem algumas vezes referência aos direitos dos estrangeiros, viúvas e órfãos.
No entanto, não podemos ignorar a realidade desse contexto histórico em que havia grande rivalidade entre judeus e samaritanos.
O velho problema da rivalidade entre os templos de Jerusalém e Garizim, por motivos históricos, religiosos e económicos, estava no seu auge.
Eu fiquei chocado quando soube pelo livro do historiador Joaquim Jeremias, que o Templo de Garizim, que os samaritanos construíram e que, com todos os seus erros se destinava a louvar o Deus supremo, foi atacado e destruído pelos judeus, no ano 129 A.C..... Esta é uma informação que não vem na Bíblia e que a nossa literatura não costuma mencionar.
Como represália, segundo Josefo, o historiador da antiguidade, houve um samaritano que por ocasião da Páscoa, durante a noite, abriu alguns sepulcros de Jerusalém, desenterrou ossos de cadáveres e os espalhou pelo Templo de Jerusalém para o tornar impuro.... Isto aconteceu já depois do nascimento de Jesus, que devia ser um menino quando estas notícias abalaram todo o povo de Israel.
Jesus teria certamente observado muitas vezes, os judeus mais “religiosos” que todas as tardes, ao pôr-do-sol se viravam para Samaria para amaldiçoar os samaritanos e pedir para que Deus os destruísse para sempre.
Penso que temos de entender a pergunta desse doutor da Lei, no contexto histórico em que se encontravam, em que havia fortes tensões não só entre judeus e estrangeiros, mas principalmente para com os samaritanos.
Para os que rodeavam o Mestre, o próximo seriam os outros judeus... talvez também alguns estrangeiros, se estivessem circuncidados, mas os samaritanos!!!
Isso é que nunca... nem pensar nisso.
É neste ambiente, carregado de ódio e emoção, que Jesus apresenta a parábola do bom samaritano, que vamos ler, do versículo 30 a 37. Lucas 10:30/37
“E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó.
E caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram, e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto.
E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo.
E de igual modo, também, um levita, chegando àquele lugar, e vendo-o, passou de largo.
Mas, um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, e vendo-o, moveu-se de íntima compaixão; E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuidou dele; E, partindo no outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e, tudo o que de mais gastares, eu to pagarei, quando voltar
Qual, pois, destes três, te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores?
E ele disse:
O que usou de misericórdia para com ele.
Disse, pois, Jesus:
Vai, e faz da mesma maneira.”

...descia um homem de Jerusalém para Jericó... Com esta afirmação, nós imaginamos o mapa de Israel, que muitas vezes temos nas nossas bíblias, e sabemos que se trata de duas cidades vizinhas.
No entanto, a reacção dos ouvintes de Jesus foi certamente bem diferente, pois logo devem ter identificado esse local como um local de alto risco.
As duas cidades estavam afastadas cerca de 27 quilómetros através de caminhos que nos nossos dias o autocarro (ónibus) de turismo percorre rapidamente, mas nessa época seria um simples caminho íngreme que subia pela montanha acima serpenteando por entre as rochas, num terreno muito acidentado, com cavernas onde os malfeitores facilmente se escondiam, pois os romanos, que construíram uma magnífica via romana em direcção à moderna Samaria, entenderam que a velha cidade de Jerusalém não tinha interesse comercial que justificasse a construção duma via romana.
Mas havia outro motivo para que esse local fosse dos mais perigosos.
É que do ponto de vista dos assaltantes, era dos locais mais “rentáveis”, onde geralmente o crime compensava, pois todo o judeu de longe ou de perto, trazia os seus dízimos e ofertas para entregar no Templo de Jerusalém.
Os de perto, traziam os seus animais para oferecer, e os de longe traziam em dinheiro o produto da venda dos animais oferecidos ao Senhor.
Além desses peregrinos, havia também intenso tráfego de religiosos, pois segundo nos informa o historiador Joaquim Jeremias, muitos sacerdotes e levitas que exerciam as suas funções em Jerusalém, moravam em Jericó ou periodicamente “fugiam” da confusão da grande cidade para descansar no ambiente mais calmo de Jericó.
De tal maneira os assaltos aos peregrinos, nesse local, eram comuns, que acabaram por afectar a própria economia do Templo, que criou uma organização policial para patrulhar esse caminho e proteger os peregrinos, protegendo também a economia do Templo.
Talvez o mais natural seria o assalto a um homem que subisse a Jerusalém, em especial um homem que viesse de longe e que trouxesse os dízimos e ofertas de alguns anos de vida próspera em terras distantes... Mas este descia, voltava de Jerusalém. Mesmo assim, talvez fosse um alvo apetecível pelos assaltantes, pois deveria ainda ter dinheiro para uma longa viagem de regresso à sua terra, dinheiro que o viajante tentou defender, pois houve luta e ficou quase morto à beira da estrada.
Temos depois a descrição do sacerdote e do levita que passaram sem dar ajuda ao viajante que aparentemente já estaria quase morto.
Penso que perante esta afirmação, a reacção e o pensamento do homem do nosso tempo é bem diferente, talvez mesmo o oposto, ao pensamento dos que escutavam o nosso Mestre.
O nosso primeiro pensamento é que Jesus apresenta o sacerdote e o levita para mostrar que até aqueles que mais obrigação teriam de ajudar, por serem religiosos, até esse falharam.
É também esta a interpretação da maior parte dos pregadores, dos nossos dias, mas suponho não ser essa a intenção do Mestre.
Tanto o sacerdote, como o levita, certamente já conheciam muito bem esse caminho tão perigoso, já estavam habituados a ver cenas de violência, assaltos, já tinham visto pessoas mortas à beira do caminho.... e também conheciam muito bem a Velha Lei.
Certamente que conheciam todo o Velho Testamento muito melhor do que nós, pois eles o liam e o estudavam, o que já não está a acontecer connosco... Por vezes tenho a sensação de que estamos a formar um novo cânon....., um cânon do cânon veterotestamentário, pois há passagens do Velho Testamento que são lidas nas nossas igrejas e há passagens em que nunca há tempo para ler... que ficam sempre para a próxima vez... passagens que os nossos pregadores têm medo de encarar, como esta que vamos mencionar.
O viajante já não se mexia, aparentemente era já um cadáver.
E o que dizia a Velha Lei sobre o cadáver?
Vejamos em Números 19:13 “Todo aquele que tocar a algum morto, cadáver de algum homem que estiver morto, e não se purificar, contamina o tabernáculo do Senhor: aquela alma será extirpada de Israel; porque a água da separação não foi espargida sobre ele, imundo será; está nele ainda a sua imundícia.”
É evidente que se o sacerdote ou o levita tocasse no viajante e esse já estivesse morto ou viesse a falecer nessa altura, ficariam impuros e impossibilitados de exercer as suas funções no Templo durante sete dias, durante os quais teriam de se purificar segundo indicado nos versículos anteriores em Números 19:1/12.
Afinal.... era a própria religião que os impedia de ajudar... Penso que foi este o pensamento que o Mestre transmitiu aos seus ouvintes e que em grande parte já se perdeu nos nossos dias.
Eles não ajudaram porque eram religiosos e queriam permanecer religiosamente puros e religiosamente perfeitos.
Esta é uma das parábolas mais polémicas que Jesus contou e todos os seus ouvintes dessa ocasião assim devem ter compreendido, aceitando inicialmente com entusiasmo a crítica anti-clerical do Mestre, esperando o terceiro personagem, que tudo indicava fosse um vulgar judeu (judeu comum), pois nessas histórias havia normalmente três personagens.
É nessa altura que Jesus os escandaliza apresentando o samaritano, o inimigo, que os mais religiosos odiavam e amaldiçoavam.
Foi um samaritano que o Mestre escolheu para herói desta história.
Nos nossos dias, seria talvez um palestino.
A parábola não era somente anti-clerical, pois todos estavam incluídos na crítica do Mestre.
O samaritano não perguntou quem era o viajante.
Não sabemos se ele conhecia bem as Escrituras e se sabia que iria ficar impuro por tocar num cadáver... Mas para os “religiosos” ele já era um impuro por ser samaritano... portanto nem se preocupou com isso.
Diz-nos o versículo 34 que ele “...aproximando-se, atou-lhe as feridas, deitando-lhes azeite e vinho...” É bem possível que transportasse consigo azeite e vinho para a viagem, pois o azeite era o protector solar para a sua pele, num clima quente e seco e o vinho seria para acompanhar as suas refeições.
Nessa altura, utilizou o vinho devido às suas propriedades anti-sépticas e anestésicas e o azeite como protector da pele.
É interessante a curta conversa do samaritano com o hospedeiro.
É bem possível que o samaritano fosse um comerciante habituado a viajar, pois parece que conhecia bem o hospedeiro e a expressão utilizada “...quando voltar”, parece indicar pessoa conhecida e respeitada.
A importância entregue, de dois denários, equivalia a dois dias de salário mínimo.
Jerusalém era uma cidade edificada no alto do monte que dependia do exterior, quer para alimentação dos seus habitantes, quer para matéria-prima para as suas pequenas indústrias.
Muitos estrangeiros eram os profissionais de transporte para abastecimento da cidade.
É bem possível, que entre o hospedeiro e o samaritano, embora separados pela religião, os interesses comerciais em comum tivessem criado uma profunda confiança e amizade.
Mas afinal, que conclusões podemos tirar desta parábola?
Inicialmente, Jesus apela para a Lei, mas depois o seu herói é precisamente o samaritano, que não seguiu a lei veterotestamentária, e que segundo essa mesma Lei deveria ser considerado impuro.
Não há dúvida de que, de acordo com a Lei, tanto o sacerdote como o levita ficariam impuros sob o aspecto religioso se tocassem no viajante e ele viesse a falecer nas suas mãos.
Mas talvez tenhamos de considerar uma certa hierarquia das Leis.... e a Lei de do amor de Cristo, que se deve manifestar em todos os seus é a nossa Lei suprema, que tudo ultrapassa e que inclusive pode inverter os nossos valores.
Mas não estão todos estes problemas já ultrapassados, depois de 20 séculos de cristianismo?
Para quê lembrar essas velhas leis, há tanto ultrapassadas?
Nos nossos dias, tudo que as igrejas ou juntas missionárias decidem, não está sempre em sintonia com o pensamento de Jesus?
Não vivemos nós de acordo com os ensinos do nosso Mestre?
Podemos imaginar, como seria a história do bom samaritano contada nos nossos dias?...
Era domingo de manhã, e estava quase na hora da escola dominical.
À beira da estrada estava um homem caído.
Já não se mexia e estava todo sujo do sangue que derramara.
Passa o carro do Pastor da igreja local, que até poderia ajudar.... se não estivesse já na hora da escola dominical... e com tanta gente à sua espera na igreja... Não. Em primeiro lugar estão as suas funções na igreja. Em primeiro lugar o Trabalho do Senhor... Mas o pastor sente-se tocado e exclama: “Mas que país é este!... Com toda esta insegurança nas nossas estradas.. Estou profundamente chocado com estes problemas... Mas isto não vai ficar assim... Vou já tomar providências.. É um bom tema para uma pregação... Venham logo à noite à minha igreja e logo vão ver a empolgante pregação que vou apresentar sobre a insegurança nas nossas estradas...” E o pastor fecha energicamente a porta do carro, e acelera a toda a velocidade a caminho da sua igreja, entusiasmado com a sua própria espiritualidade.
Depois vem o superintendente da Escola Dominical.
Pára bruscamente o seu carro quando vê o homem ferido na borda da estrada.... e até poderia ajudar... se não estivesse já na hora da escola dominical.
E logo nesta altura, em que no domingo anterior fez um apelo para que todos fossem pontuais.... Não.
Em primeiro lugar estão as suas funções na igreja onde vai falar do amor de Jesus. Em primeiro lugar o “Trabalho do Senhor”.
Em seguida vem o imigrante, que veio de África, ou da Ucrânia, ou do Brasil, ou da Rússia, um jovem dinâmico e trabalhador.
Está há pouco tempo em Portugal, mas já tem onde morar e até já comprou um carro muito usado em que é o terceiro ou quarto dono, mas é o seu carro, fruto do seu trabalho árduo em que faz os trabalhos que os outros não querem fazer.
Nesse domingo levanta-se cedo, leva o seu carro para lhe dar melhor aspecto, pois gastou as últimas economias a substituir o forro dos bancos já rasgados, por outros novos.
Toma banho e veste as suas melhores roupas, para ir à igreja, à escola dominical.
Mas o Senhor tinha outros planos.
Tinha para ele uma bênção que os outros desprezaram.
Também vai a caminho da igreja, nesse domingo de manhã, quando vê o ferido à beira da estrada.
Aproxima-se, vê que o ferido ainda respira.
Não tem telemóvel (celular) para telefonar à ambulância, mas o ferido está a perder muito sangue e tem de tomar uma decisão urgente. Pega no ferido e coloca-o no seu carro.
As suas melhores roupas ficam manchadas de sangue e lama, assim como o forro dos bancos que mandou colocar na semana passada.
Leva o ferido às urgências (à emergência) do hospital, onde tem de prestar declarações às autoridades policiais.
Por fim chega à sua igreja, já quase no fim da escola dominical.
É uma igreja tradicional, onde nesse domingo de manhã todos se apresentam com as suas melhores roupas.
Quando termina a escola dominical, como de costume, apresentam o relatório desse dia.
Alunos inscritos..... Visitantes........ Alunos pontuais....... O pastor e o superintendente da escola dominical respiram de alívio. Conseguiram chegar a horas, foram pontuais.... O que seria do seu prestígio como crentes, se não dessem o bom exemplo.
Mas muitos olham para o desgraçado que chegou quase no fim.... Veio com a roupa toda suja.... Mas que falta de respeito pela Casa do Senhor, onde tudo deve ser santo, limpo e perfeito!!...
Quando será que ele vai compreender o Evangelho?!!
Quando será que se vai converter ao Senhor?!!!
Nesse domingo o herói da nossa ilustração volta para casa.
Poderíamos dizer que dava graças a Deus e que mostrava uma grande fé... mas infelizmente, na vida real não há muitos heróis...
Ele está desiludido, foi demais para a sua fé.... Tentou fazer o melhor e bem sentiu o desprezo e os olhares de reprovação dos “santos” da sua igreja.
Esta ilustração acaba mal, como tudo, ou quase tudo, na vida real.
Mas, quem aceita Cristo como seu Salvador e Mestre, tem de aceitar o seu desafio e sujeitar-se a tudo que possa acontecer.
Será que depois de 2000 anos já compreendemos a mensagem do nosso Mestre e o seu conceito de santidade?
Será que tudo mudou?
Será que ainda nem tudo mudou?
Será que temos de voltar ao princípio?
Que o Senhor nos oriente na nossa resposta a estas perguntas.
Que possamos reflectir com o nosso Mestre.
Este pormenor é muito importante, “reflectir com Jesus” pois tanto para o nosso Mestre como para o doutor da Lei a pergunta era a mesma “Quem é o meu próximo?”
Mas o doutor da Lei procurava uma definição teórica, uma definição teológica de “próximo” (nisso nós somos bons), enquanto para Jesus isso significava acção.
Mais importante do que uma definição teórica da palavra “próximo”, é perguntar:
Onde está o meu próximo para que o ame e o ajude como Jesus ensinou.
Pois só esse compreendeu quem é o seu próximo.

Camilo - Marinha Grande