CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA

CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA
CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA - SEDE

23 de jun de 2010

Marcos

6:29 E os seus discípulos, tendo ouvido isto, foram, tomaram o seu corpo, e o puseram num sepulcro.

6:30 E os apóstolos ajuntaram-se a Jesus, e contaram-lhe tudo, tanto o que tinham feito como o que tinham ensinado.

6:31 E ele disse-lhes:
Vinde vós, aqui a parte, a um lugar deserto, e repousai um pouco.
Porque havia muitos que iam e vinham, e não tinham tempo para comer.

6:32 E foram sós num barco para um lugar deserto.

6:33 E a multidão viu-os partir, e muitos o conheceram; e correram para lá, a pé, de todas as cidades, e ali chegaram primeiro do que eles, e aproximavam-se dele.

6:34 E Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e teve compaixão deles, porque eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas.

6:35 E, como o dia fosse já muito adiantado, os seus discípulos se aproximaram dele, e lhe disseram:
O lugar é deserto, e o dia está já muito adiantado.

6:36 Despede-os, para que vão aos lugares e aldeias circunvizinhas, e comprem pão para si; porque não têm que comer.

6:37 Ele, porém, respondendo, lhes disse:
Dai-lhes vós de comer.
E eles disseram-lhe:
Iremos nós, e compraremos duzentos dinheiros de pão para lhes darmos de comer?

6:38 E ele disse-lhes:
Quantos pães tendes?
Ide ver.
E, sabendo-o eles, disseram:
Cinco pães e dois peixes.

6:39 E ordenou-lhes que fizessem assentar a todos, em ranchos, sobre a erva verde.

6:40 E assentaram-se repartidos de cem em cem, e de cinqüenta em cinqüenta.

6:41 E, tomando ele os cinco pães e os dois peixes, levantou os olhos ao céu, abençoou e partiu os pães, e deu-os aos seus discípulos para que os pusessem diante deles.
E repartiu os dois peixes por todos.

6:42 E todos comeram, e ficaram fartos;

6:43 E levantaram doze alcofas cheias de pedaços de pão e de peixe.

6:44 E os que comeram os pães eram quase cinco mil homens.

6:45 E logo obrigou os seus discípulos a subir para o barco, e passar adiante, para o outro lado, a Betsaida, enquanto ele despedia a multidão.

6:46 E, tendo-os despedido, foi ao monte a orar.

6:47 E, sobrevindo a tarde, estava o barco no meio do mar e ele, sozinho, em terra.

6:48 E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante.

6:49 Mas, quando eles o viram andar sobre o mar, cuidaram que era um fantasma, e deram grandes gritos.

6:50 Porque todos o viam, e perturbaram-se; mas logo falou com eles, e disse-lhes: Tende bom ânimo; sou eu, não temais.

6:51 E subiu para o barco, para estar com eles, e o vento se aquietou; e entre si ficaram muito assombrados e maravilhados;

6:52 Pois não tinham compreendido o milagre dos pães; antes o seu coração estava endurecido.

6:53 E, quando já estavam no outro lado, dirigiram-se a terra de Genesaré, e ali atracaram.

6:54 E, saindo eles do barco, logo o conheceram;

6:55 E, correndo toda a terra em redor, começaram a trazer em leitos, aonde quer que sabiam que ele estava, os que se achavam enfermos.

6:56 E, onde quer que entrava, ou em cidade, ou aldeias, ou no campo, apresentavam os enfermos nas praças, e rogavam-lhe que os deixasse tocar ao menos na orla da sua roupa; e todos os que lhe tocavam saravam.

7:1 E AJUNTARAM-SE a ele os fariseus, e alguns dos escribas que tinham vindo de Jerusalém.

7:2 E, vendo que alguns dos seus discípulos comiam pão com as mãos impuras, isto é, por lavar, os repreendiam.

7:3 Porque os fariseus, e todos os judeus, conservando a tradição dos antigos, não comem sem lavar as mãos muitas vezes;

7:4 E, quando voltam do mercado, se não se lavarem, não comem.
E muitas outras coisas há que receberam para observar, como lavar os copos, e os jarros, e os vasos de metal e as camas.

7:5 Depois perguntaram-lhe os fariseus e os escribas:
Por que não andam os teus discípulos conforme a tradição dos antigos, mas comem o pão com as mãos por lavar?

7:6 E ele, respondendo, disse-lhes:
Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito:
Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim;

7:7 Em vão, porém, me honram, Ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.

7:8 Porque, deixando o mandamento de Deus, retendes a tradição dos homens; como o lavar dos jarros e dos copos; e fazeis muitas outras coisas semelhantes a estas.

7:9 E dizia-lhes:
Bem invalidais o mandamento de Deus para guardardes a vossa tradição.

7:10 Porque Moisés disse:
Honra a teu pai e a tua mãe; e quem maldisser, ou o pai ou a mãe, certamente morrerá.

7:11 Vós, porém, dizeis:
Se um homem disser ao pai ou a mãe:
Aquilo que poderias aproveitar de mim é Corbã, isto é, oferta ao Senhor;

7:12 Nada mais lhe deixais fazer por seu pai ou por sua mãe,

7:13 Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes.
E muitas coisas fazeis semelhantes a estas.

7:14 E, chamando outra vez a multidão, disse-lhes:
Ouvi-me vós, todos, e compreendei.

7:15 Nada há, fora do homem, que, entrando nele, o possa contaminar; mas o que sai dele isso é que contamina o homem.

7:16 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça.

7:17 Depois, quando deixou a multidão, e entrou em casa, os seus discípulos o interrogavam acerca desta parábola.

7:18 E ele disse-lhes:
Assim também vós estais sem entendimento?
Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar,

7:19 Porque não entra no seu coração, mas no ventre, e é lançado fora, ficando puras todas as comidas?

7:20 E dizia:
O que sai do homem isso contamina o homem.

7:21 Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios,

7:22 Os furtos, a avareza, as maldades, o engano, a dissolução, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura.

7:23 Todos estes males procedem de dentro e contaminam o homem.

7:24 E, levantando-se dali, foi para os termos de Tiro e de Sidom.
E, entrando numa casa, não queria que alguém o soubesse, mas não pôde esconder-se;

7:25 Porque uma mulher, cuja filha tinha um espírito imundo, ouvindo falar dele, foi e lançou-se aos seus pés.

7:26 E esta mulher era grega, siro-fenícia de nação, e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio.

7:27 Mas Jesus disse-lhe:
Deixa primeiro saciar os filhos; porque não convém tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos.

7:28 Ela, porém, respondeu, e disse-lhe:
Sim, Senhor; mas também os cachorrinhos comem, debaixo da mesa, as migalhas dos filhos.

7:29 Então ele disse-lhe:
Por essa palavra, vai; o demônio já saiu de tua filha.

7:30 E, indo ela para sua casa, achou a filha deitada sobre a cama, e que o demônio já tinha saído.

7:31 E ele, tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galiléia, pelos confins de Decápolis.

7:32 E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele.

7:33 E, tirando-o a parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua.

7:34 E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse:
Efatá; isto é, Abre-te.

7:35 E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente.

7:36 E ordenou-lhes que a ninguém o dissessem; mas, quanto mais lhos proibia, tanto mais o divulgavam.

7:37 E, admirando-se sobremaneira, diziam:
Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.

8:1 NAQUELES dias, havendo uma grande multidão, e não tendo quê comer, Jesus chamou a si os seus discípulos, e disse-lhes:

8:2 Tenho compaixão da multidão, porque há já três dias que estão comigo, e não têm quê comer.

8:3 E, se os deixar ir em jejum, para suas casas, desfalecerão no caminho, porque alguns deles vieram de longe.

8:4 E os seus discípulos responderam-lhe:
De onde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto?

8:5 E perguntou-lhes:
Quantos pães tendes?
E disseram-lhe:
Sete.

8:6 E ordenou a multidão que se assentasse no chão.
E, tomando os sete pães, e tendo dado graças, partiu-os, e deu-os aos seus discípulos, para que os pusessem diante deles, e puseram-nos diante da multidão.

8:7 Tinham também alguns peixinhos; e, tendo dado graças, ordenou que também lhos pusessem diante.

8:8 E comeram, e saciaram-se; e dos pedaços que sobejaram levantaram sete cestos.

8:9 E os que comeram eram quase quatro mil; e despediu-os.

8:10 E, entrando logo no barco, com os seus discípulos, foi para as partes de Dalmanuta.

8:11 E saíram os fariseus, e começaram a disputar com ele, pedindo-lhe, para o tentarem, um sinal do céu.

8:12 E, suspirando profundamente em seu espírito, disse:
Por que pede esta geração um sinal?
Em verdade vos digo que a esta geração não se dará sinal algum.

8:13 E, deixando-os, tornou a entrar no barco, e foi para o outro lado.

8:14 E eles se esqueceram de levar pão e, no barco, não tinham consigo senão um pão.

8:15 E ordenou-lhes, dizendo:
Olhai, guardai-vos do fermento dos fariseus e do fermento de Herodes.

8:16 E arrazoavam entre si, dizendo:
É porque não temos pão.

8:17 E Jesus, conhecendo isto, disse-lhes: Para que arrazoais, que não tendes pão? não considerastes, nem compreendestes ainda?
Tendes ainda o vosso coração endurecido?

8:18 Tendo olhos, não vedes?
E tendo ouvidos, não ouvis?
E não vos lembrais,

8:19 Quando parti os cinco pães entre os cinco mil, quantas alcofas cheias de pedaços levantastes?
Disseram-lhe:
Doze.

8:20 E, quando parti os sete entre os quatro mil, quantos cestos cheios de pedaços levantastes?
E disseram-lhe:
Sete.

8:21 E ele lhes disse:
Como não entendeis ainda?

8:22 E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.

8:23 E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.

8:24 E, levantando ele os olhos, disse:
Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.

8:25 Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima:

E ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente.

8:26 E mandou-o para sua casa, dizendo: Nem entres na aldeia, nem o digas a ninguém na aldeia.

8:27 E saiu Jesus, e os seus discípulos, para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e no caminho perguntou aos seus discípulos, dizendo:
Quem dizem os homens que eu sou?

8:28 E eles responderam:
João o Batista; e outros:
Elias; mas outros:
Um dos profetas.

8:29 E ele lhes disse:
Mas vós, quem dizeis que eu sou?
E, respondendo Pedro, lhe disse:
Tu és o Cristo.

8:30 E admoestou-os, para que a ninguém dissessem aquilo dele.

8:31 E começou a ensinar-lhes que importava que o Filho do homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos e príncipes dos sacerdotes, e pelos escribas, e que fosse morto, mas que depois de três dias ressuscitaria.

8:32 E dizia abertamente estas palavras.
E Pedro o tomou a parte, e começou a repreendê-lo.

8:33 Mas ele, virando-se, e olhando para os seus discípulos, repreendeu a Pedro, dizendo:
Retira-te de diante de mim, Satanás; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas as que são dos homens.

8:34 E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes:
Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me.

8:35 Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará.

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