CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA

CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA
CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA - SEDE

12 de nov de 2009

Abandonada pelo pai, acolhida pelos irmãos em Cristo


Jamila foi casada à força com um mulçulmano após sua conversão e teve de fugir para não ser sentenciada por uma corte islâmica

Jamila Noma se tornou cristã em 2004, aos 14 anos, Malam , seu pai, seguidor de uma crença tribal, tem seis mulheres e 16 filhos. Ela é a caçula dos filhos de sua mãe. A família vive no Estado de Bauchi, norte da Nigéria.

Depois de ouvir a pregação do evangelho na igreja de sua vila, Jamila se interessou por Jesus. “O pastor havia pregado diversas vezes para nós”, diz ela.
“Eu sabia que era pecadora e me arrependi”.
Isso aconteceu quando Jamila foi visitar um tio materno, também pastor.
“Meu tio compartilhou o evangelho comigo.
Eu sabia que esse era o momento que estava esperando, o momento de receber Cristo como meu Senhor e Salvador.
Então eu orei e aceitei Jesus”, relembra.

Há convertidos em sua família e, com base na experiência deles, Jamila sabia das dificuldades que estavam por vir.
Dois dos seus irmãos sofreram com o pai quando se tornaram cristãos.
Um outro foi renegando e expulso de casa.

Quando Jamila deixou a casa de seu tio e voltou à sua vila, começou a participar ativamente das atividades da igreja.
“Meu pai ficou bravo por eu ser cristã ele sempre me ameaçava e me batia”, conta a moça.

Casamento forçado

“Um dia, meu pai reuniu a família e anunciou que, como eu tinha lhe desobedecido e me tornado cristã, não me aceitaria mais em casa.
Para ele, o único jeito de resolver o problema era me casando”.

Malam escolheu um muçulmano e levou Jamila, à força, para a casa dele.
“Fiquei confusa lá”, disse ela, chorando.
“Ele tentou me estrupar várias vezes, mas eu resisti”.

Para casar, os muçulmanos pagam o dote à família da noiva.
Nessa região da Nigéria, em particular, eles fazem do dote um atrativo para os não-muçulmanos se converterem.
As famílias mais pobres, como a de Jamila, entregam suas filhas em casamento a muçulmanos, em troca do dinheiro.
A garota, por sua vez, deve se converter ao islamismo e gerar filhos muçulmanos.

Talvez Malam tenha recebido o dinheiro do dote, uma soma de 26 mil nairas (cerca de 200 dólares), sem entender as conseqüências que isso teria à Jamila.
De acordo com a lei islâmica, a garota não pode mais se casar com outra pessoa depois de o pagamento ter sido feito.
Por isso, os muçulmanos estão pressionando Malam para honrar o acordo.

Para os cristãos da área, os muçulmanos armaram propositalmente uma armadilha para Malam, pois sabiam que ele não teria condições de devolver o dinheiro do dote.

Jamila sabia das implicações desse casamento e se recusou a casar com o escolhido de seu pai.
“Como posso me casar com alguém que nem conheço e que, além de tudo, não é cristão? Sou cristã e vou ser para sempre.
Desejo conhecer o Senhor e servi-lo melhor.
Jamais me casarei com um muçulmano.
Isso é uma cilada para me impor o islamismo”.

O tribunal e a fuga

Ainda na casa do muçulmano pois seu pai não permitia mais sua entrada na casa da família , Jamila encontrou coragem para evitar o marido, por meio da oração.
Certo dia, ela conseguiu escapar para a casa de uma tia, na cidade de Nabardo.

Seu pai relatou a fuga à policia.
Jamila foi detida e acusada perante uma corte de shria (lei islâmica) no Estado de Bauchi.
No tribunal, ordenaram que Jamila renunciasse à fé cristã e voltasse ao marido muçulmano.

“Se você quer me casar com um muçulmano só porque me tornei cristã, prefiro que você me mate”, falou Jamila ao pai.
“Lá eu lhe disse que ele deveria permitir que eu escolhesse a fé que quisesse”.

O pai de Jamila a renegou imediatamente e prometeu que nunca mais a deixaria voltar para casa.
Alguns dizem que ele também jurou não deixar a filha se casar com outro homem além daquele muçulmano.

Jamila regeitou a sentença da corte, fugindo para a vila de outro tio materno.
Ele a levou para o advogado Suleiman que, por dois anos, deu-lhe abrigo, enquanto procurava meios legais para evitar que ela fosse processada.

Durante esse tempo, o advogado a inscreveu em um curso profissionalizante, dirigido pela Portas Abertas.
A jovem desejava gerar seu próprio sustento, para não depender mais de seu pai.

Apoio dos irmãos

Em junho deste ano, oito membros e parceiras da Portas Abertas puderam conhecer Jamila, agora com 18 anos, em um retiro para mulheres nigerianas afetadas pela perseguição.

Durante o encontro, Jamila recebeu centenas de cartas de encorajamento, escritas por parceiros de todo mundo.
Ela não se cansava de olhá-las, com um grande sorriso no rosto.

“Quero declarar a todos os meus amigos ao redor do mundo que permanecerei fiel.
Nada irá me abalar.
Esta demonstração de amor (através das cartas) é impressionante.
Creio que nós iremos nos encontrar um dia na presença do Senhor e nos alegraremos para sempre.
Agradeço a Deus por suas vidas.
Suas orações são muito eficazes, posso sentir as respostas delas em minha vida.
Eu amo a todos”.

O caso contra Jamila foi encerrado pelo tempo que já se passou, uma vez que a corte não sabe onde ela está.
Mas seuadvogado explicou que, se o pai de Jamila a encontrar, o caso pode ser reaberto, embora ela já tenha maioridade civil.
Jamila permanece escondida.

Quando a Portas Abertas perguntou-lhe sobre seus sentimentos em relação a seu pai, Jamila respondeu: “Se a Bíblia não disesse que devemos amar nossos inimigos, teria sido díficil perdoá-lo. Mas, como cristã, eu o amo e oro para que ele venha conhecer o Senhor”.

Apesar das provações, ela permanece forte.
“Não tenho problemas em ser cristã”, diz Jamila.
“O Senhor me guiou por este caminho, e eu creio que o que aconteceu comigo está dentro de Sua vontade para mim”.

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