CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA

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CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA - SEDE

20 de mar de 2010

NOEMI E RUTE








O livro de Rute é um dos livros históricos do antigo testamento da Bíblia.
[1][2] Possui 4 capítulos onde é narrada uma história situada no período dos Juízes de Israel.
O momento histórico exato não se conhece; todavia, Josefo, historiador judeu, opina que Rute é do tempo do sacerdote Eli
(Antig. 5,9,1).

Este livro da Bíblia deriva seu nome de um dos seus personagens principais, Rute cujo segnificado do nome é ""Amizade"", a moabita.
A narrativa mostra como Rute se tornou uma ancestral de Davi por meio do casamento de cunhado com Boaz, em favor de sua sogra, Noemi.
O apreço, a lealdade e a confiança em YHVH que Boaz, Noemi e Rute demonstraram permeiam o relato.
Rute 1:8, 9, 16, 17; 2:4, 10-13, 19, 20; 3:9-13; 4:10.

Excetuando-se a lista genealógica (Rute 4:18-22), os eventos relatados no livro de Rute abrangem um período de cerca de 11 anos no tempo dos juízes, embora não se declare exatamente quando é que ocorreram durante esse período.
Rute 1:1, 4, 22; 2:23; 4:13.

A tradição judaica atribui a Samuel a escrita deste livro, e isto não discordaria da evidência interna.
O fato de que o relato conclui com a genealogia de Davi sugere que o escritor estava a par do propósito de Deus com respeito Davi.
Isto se ajustaria a Samuel, pois foi ele quem ungiu a Davi para ser rei.
Por isso, teria sido também apropriado que Samuel fizesse um registro dos ancestrais de Davi
(I Samuel 16:1, 13).

A historicidade do livro de Rute fica confirmada pela genealogia de Jesus Cristo, apresentada por Mateus, a qual alista Boaz, Rute e Obed na linhagem de ascendentes. (Evangelho segundo Mateus 1:5; compare com Ru 4:18-22; II Crônicas 2:5, 9-15.) Ademais, é inconcebível que um escritor hebreu tivesse inventado deliberadamente um ancestral materno estrangeiro para Davi, o primeiro rei da linhagem real de Judá.

O registro histórico fornece matéria de fundo que ilustra e esclarece outras partes da Bíblia.
Apresenta-se de forma vívida a aplicação das leis referentes à respiga (Levítico 19:9, 10; Deuteronômio 24:19-22; Rute 2:1, 3, 7, 15-17, 23) e ao casamento de cunhado.
(De 25:5-10; Ru 3:7-13; 4:1-13) Há evidência da orientação de Jeová na preservação da linhagem que levava ao Messias, bem como na escolha dos indivíduos para essa linhagem.
Às mulheres israelitas casadas com um homem da tribo de Judá apresentava-se a possível perspectiva de contribuir para a linhagem terrestre do Messias
(Gênesis 49:10).

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