CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA

CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA
CIRCULO DE ORAÇÃO DE SOROCABA - SEDE

23 de mar de 2010

O que Jesus ensina

Quando o assunto é oração, o maior mestre dessa escola é Jesus.
É comum na vida de muitos crentes o desânimo com a vida devocional, de oração e estudo da Palavra.
Mas o cansaço físico não impedia Jesus de orar.
A Bíblia mostra que Ele levantou-se alta madrugada, depois de um dia intenso de trabalho, e foi para um lugar deserto para orar.
Ali, derramou o coração em oração ao seu Pai Celeste.
Jesus entendia que intimidade com o Pai deve preceder o exercício do ministério e na Palavra encontram-se vários exemplos disso.
Ele mesmo orou quando foi batizado (Lc 3.21).
Orou uma noite inteira antes de escolher os 12 apóstolos (Lc 6.12).
Ele se retirava para orar quando a multidão o procurava apenas atrás de milagres (Lc 5.15- 17).
Ele orou antes de fazer uma importante pergunta aos discípulos (Lc 9.18) e também orou no Monte da Transfiguração, quando o Pai o consolou antes de ir para a cruz (Lc 9.28).
Cristo orou antes de ensinar seus discípulos a "Oração do Senhor" (Lc 11.1).
Jesus orou no túmulo de Lázaro (Jo 11.41-42).
Orou por Pedro, antes da negação (Lc 22.32).
Orou durante a instituição da Ceia (Jo 14.16; 17.1-24).
Orou no Getsêmani (Mc 24.32), na cruz (Lc 23.34) e também após a ressurreição (Lc 24.30).
Hoje, ele está orando por nós
(Rm 8.34; Hb 7.25).
O livro de Marcos registra três momentos em que Jesus preferiu o refúgio da oração: primeiro, depois do seu bem-sucedido ministério de cura em Cafarnaum, quando a multidão o procurava apenas por causa dos milagres (Mc 1.35-37); segundo, depois da multiplicação dos pães e peixes, quando a multidão o queria fazer rei (Mc 6.46); e terceiro, no Getsêmani, antes da sua prisão, tortura e crucificação (Mc 14.32-42).

O Pai nosso - a oração modelo

A conhecida oração do Pai Nosso, que está descrita em Mateus 6:9-13, é um exemplo, um modelo de como devem ser as orações.
É interessante observar que ela mostra sete petições espirituais e apenas uma material o pão de cada dia.

"Isso representa que somos seres integrais e temos as mais diversas necessidades. Precisamos nos alimentar, nos vestir, beber, nos locomover, ter saúde.
Essas necessidades precisam ser levadas a Deus em oração.
Mas elas não são a prioridade número um, embora sejam necessidades legítimas.
Como Jesus ensina, elas não devem nos fazer seus escravos, criando em nós um espírito ansioso".

Todas as necessidades serão atendidas quando se busca o reino de Deus em primeiro lugar.
"Cristo nos ensinou a adquirir também valores espirituais e eternos, como o perdão, por exemplo.
Ele mesmo disse que nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4).
Embora as necessidades materiais sejam legítimas, as espirituais são mais importantes".

Por falar em perdão, ele é uma característica do Pai Nosso.
"E perdoa-nos as nossas dívidas".
Em I João 1:9, Deus nos mostra que é fiel e justo para perdoar os pecados se forem confessados de coração.
Deus perdoa a cada um porque Jesus pagou o débito de todos lá na cruz.
Nesta petição, o que ora é lembrado de que os sofrimentos de Cristo e a Sua morte trouxeram a redenção.
O desejo de não cair no erro é expressado em "E não nos deixes cair em tentação". Por isso, é preciso lembrar que Jesus é o grande vitorioso no conflito entre o bem e o mal.
A oração modelo não é simplesmente uma fórmula para ser repetida.
Se assim fosse, o Mestre não teria condenado as "vãs repetições" dos gentios.
O seu propósito é revelar os pontos principais que dão forma ao conteúdo da oração cristã e se destina exclusivamente àqueles que podem reconhecer a Deus como Pai, por intermédio de Jesus Cristo.

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